CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

domingo, 2 de outubro de 2011

CAJU


Por Dalinha Catunda

*
O caju da minha terra
Sempre encanta meu olhar.
Quando é tempo de fartura
Eu corro para apanhar.
Debaixo do cajueiro
Nem preciso de dinheiro
Quando quero me fartar.
*
Colorido e bem gostoso
É de chamar atenção.
Se o suco é refrescante
O doce é uma paixão.
Degustado ao natural
Tem um gosto especial,
Tem o sabor do sertão.
*
Com uma cachaça das boas,
Nas bodegas do sertão,
Fatiado em rodelas
É servido no balcão,
Para o cabra da peste
Que aprova o sabor agreste,
Típico de seu rincão.
*
Vermelho, bem amarelo,
E também alaranjado
Eu não dispenso um caju
Aqui em meu condado.
Minha alegria é tamanha
Se o tira-gosto é castanha,
No bom bocado ofertado.

Fonte: Blog Cordel de Saia

www.cordeldesaia.blogspot.com

Texto e foto de Dalinha Catunda

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