CORDEL PARAÍBA

O que somos? Aonde vamos /Ora, somos um cordel. /Nossa imagem é a capa, /Nosso corpo é o papel, /Nossa alma são as letras /Q serão lidas no céu... (Manoel Belizario)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SERTÃO SERTANEJO, SERTANEJO SERTÃO

SERTANEJO
Cada dia disto mais
De ti planeta Sertão.
Quando a seca apertou
Abandonei o teu chão.
Toda vez que de ti lembro
Me aperta o coração.

 

SERTÃO
Sertanejo filho amado
Como sinto  a tua ausência.
O casebre é outro ente
Se acabando em carência.
Volta filho pro teu lar.
Filho meu tende clemência.

 

 SERTANEJO
Sertão pedaço de mim
Te ouvindo agora até choro.
Este São Paulo, este morro
Onde morro ou mesmo moro
É um lugar tão cruel
Suga os vãos de meus poros.

SERTÃO
Filho eu também não era
Um paraíso, isso sei.
Porém apesar de tudo
Em meu reinado, eras rei.
Tinhas poucas regalias
Mas meu amor sempre dei.

SERTANEJO
Sertão pedaço de mim
Serei sempre agradecido
Pelos momentos melhores
De ti eu ter recebido.
Obrigado Sertão belo
Por em ti eu ter vivido.

SERTÃO
Filho meu o  teu casebre
Mais ninguém quis abrigar.
Os torrões caem do corpo
É tão triste o seu penar.
Chora na noite obscura
Querendo te ver voltar.

 

SERTANEJO
Sertão, pedaço de mim
Que saudade da tapera
Socada no cuvioco
Minha adorável quimera
Fiel a seu companheiro
Nesta infindada espera.

Sertão pedaço de mim
Sinto falta do teu cheiro
Sinto falta de teus matos
De teus riachos brejeiros.
De tuas serras imensas.
De teus frondosos lajeiros.

SERTÃO
Sertanejo filho meu
Lembro de ti todo dia.
Quando levanto cedinho
Cadê tua companhia?
Sigo ao roçado sozinho
Sem encontrar alegria.

Sertanejo filho meu
A vereda do roçado.
Onde ficava o curral
No qual chiqueirava o gado...
Nunca sertanejo meu
Deixarás de ser lembrado.

SERTANEJO
Sertão pedaço de mim
Nunca hei de te esquecer
SERTÃO
Sertanejo filho meu
Assim que quiser me ver
Estou de braços abertos
Pronto pra te receber.

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens da internet

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