CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CONVERSA SAUDOSA COM A ARTE CORDEL

Ó bela arte cordel
Onde andam teus Leandros?
Onde estão os teus Franciscos
Batistas e teus Nicandros?
Onde dormes? Onde escondes?
Percorreis em quais meandros?

Ó bela arte cordel
Quem te dará tanto brilho
Como fez em outras eras
Manoel D’almeida Filho.
Cujos versos são um trem
Que nunca saiu do trilho.

Ó bela arte cordel
Me diz quando surgirá
Poetas como o poeta
Silvino Pirauá
Cujas histórias em versos
Tão belos talvez  não há.

Ó bela arte cordel
Onde anda a declamação
De teus versos grandiosos
Pelas feiras do Sertão?
Quem ofuscou o teu brilho?
Quem fez esta má ação?

Ó bela arte cordel
Tens tantos representantes
Hoje, porém te percebo
Cada dia mais distante
Do auge da produção
A que alcançastes antes.

Manoel Messias Belizario Neto

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