CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A CHUVA E O VENTO FEITO GATO E RATO

A chuva quebra o silêncio
C/ seu cantar majestoso.
O vento ditando as notas.
Um maestro perigoso
Q/ quando eleva a batuta
Soa um trovão tenebroso.

O vento e a chuva juntos
Numa madrugada fria
Unem os corpos dos casais
C/ a sua sinfonia.
P/seduzir a chuva
O vento logo assovia.

Porém se a chuva apresenta
Desculpas esfarrapadas
Negando o amor ao vento
Este sopra uma rajada
De ar sobre o seu caminho.
Vira uma fera indomada.

A chuva por sua vez
Para acalmar o vento
Solta orvalhinhos cheirosos
Sobre as folhas do relento.
O vento vai se acalmando.
Diminui o movimento.

Porém se o vento ficar
Tempos sem fazer amor.
Se transforma em furacão.
Em tornado arrasador.
Nenhuma chuva ou neblina
Aplacam o seu calor

A chuva também não pode
Demorar desassistida
Senão chove sem parar
E feito fera ferida
Se transforma em dilúvio
Ameaçador da vida.

Manoel Messias Belizario Neto

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