CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Secretaria de Educação realiza abertura do Projeto “Nos Encantos do Cordel” (Altinho, PE)


A Prefeitura do Altinho, por meio da Secretaria de Educação, realizou no dia 28 de agosto de 2018 um festival de cordel que foi apresentado pelos alunos das Escolas Dr. Moraes Rêgo e Maria do Socorro Rodrigues da Silva. O evento aconteceu no Millennium Club e contou com a presença do Prefeito Orlando José, dos Secretários Dilson Melo (Cultura) e Glorivaldo Barros (Educação), do Diretor de Ensino, Luciano Omena, de professores e Diretores das escolas.
Essa atividade objetivou dar o pontapé inicial ao Projeto “Nos Encantos do Cordel” sob a coordenação da Profª de Língua Portuguesa, Andréa Cristina. Um projeto que tem como objetivo trabalhar o gênero popular da literatura de cordel, desenvolver o gosto pela leitura, reconhecer a diversidade literária do Brasil, resgatar a poesia popular, conhecer os aspectos da história nordestina, promover uma aproximação com a cultura popular nordestina e retratar o cotidiano, a realidade do povo brasileiro e suas peculiaridades.
Na oportunidade, vários alunos dos 8ºs e 9ºs anos das duas escolas recitaram alguns cordéis, bem como fizeram apresentação de danças e coreografias através de músicas regionais. Eles deram um show nas apresentações. O resultado do trabalho realizado por eles, além de ser um incentivo à leitura, à pesquisa, à participação oral e escrita, busca evidenciar um marcante traço cultural da nossa região Nordeste, que é o cordel, de grande importância para a nossa literatura.
O tema agora será trabalho em sala de aula, objeto de muitas pesquisas e produção dos discentes. A culminância está prevista para o final de setembro com produções dos próprios alunos.
O evento contou com a participação de Dorge Tabosa, professor e cordelista, membro da Academia Caruaruense de Cordéis, que presenteou todos os presentes com declamações de obras de sua autoria.
E para encerrar a programação teve a participação do cantor Felipe Santos, fechando o evento em grande estilo, tocando os sucessos do momento para os alunos.
O Cordel são folhetos contendo poemas populares, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas.
Fonte: http://altinho.pe.gov.br

domingo, 16 de setembro de 2018

Literatura de cordel vira patrimônio cultural e vive momento de efervescência (RJ)

Reconhecimento do Iphan chega no momento em que a internet promove desafios entre cordelistas do Brasil e do exterior, difundindo mais ainda a cultura

               Especial Cordel, Um título histórico - Dalinha Catunda. Foto - Divulgação

sábado, 15 de setembro de 2018

“Vira-Lata”: Livro infantil em formato de cordel é lançado em Belo Horizonte

Evento acontece neste sábado no Centro Cultural Minas Tênis Clube
POR ANTÔNIO PEDRO DE SOUZA



O escritor Ricardo Rachid e a ilustradora Iara Rachid lançam hoje, a partir das 18h, o livro “Vira-Lata”, no Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (Rua da Bahia, 2244, Lourdes – BH). A entrada para o evento é gratuita e a classificação é livre.
Vira-Lata conta as desventuras de um cãozinho ouro-pretano após engolir um osso! A história é contada em versos, como num folheto de cordel, e distribuída em 17 páginas ricamente ilustradas.
Ricardo Rachid nasceu em Sete Lagoas e tem livros publicados nas coleções infantis Cordel para CriançaCordel na Escola e Coleção de CharadasVira-Lata é a sétima publicação ilustrada por Iara Rachid, natural de Divinópolis. E que traz no currículo títulos como “O Pente Penteia’’“A Estrelinha que Virou Gente”“A História de Lucas”“Bilô Desembolô”“Geraldinho” e “O Monstro Raspador”.
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Serviço:
Lançamento do livro “Vira-Lata”, de Ricardo Rachid, ilustrado por Iara Rachid.
Data: Quinta-Feira, 13/09/2018
Horário: Das 18:00 às 22:00
Local: Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube – Rua da Bahia, 2244, Lourdes – BH
Entrada Gratuita
Classificação Livre
Mais informações: (31) 3516-1023.
Estacionamento com acesso interno: entrada pela rua da Bahia, ao lado do Teatro. Valores: R$ 12, para sócios, e R$ 24, para não sócios.
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FOTO: REPRODUÇÃO DA ILUSTRAÇÃO DE IARA RACHID
Fonte: https://www.feiracultural.art.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O CORDEL E SUAS CANTORIAS” PROMOVE CULTURA NORDESTINA (CEILÂNDIA, DF)

O Cordel e Suas Cantorias é um projeto que realiza um encontro entre poetas, declamadores e repentistas. A primeira edição ocorrerá na Casa do Cantador, em Ceilândia, nos dias 28 e 30 de setembro
O evento é gratuito e promete encantar os apreciadores da poesia matuta, literatura de cordel e causos populares. As programações remetem ao nordeste e à cultura popular, buscando mostrar o universo histórico e artístico da cultura tradicional e contemporânea do nordeste.
Ao todo são dez apresentações de poesia matuta, literatura de cordel e causos populares. Além disso, serão realizados dois shows com duplas de cantores repentistas. Uma oficina de composição será oferecida para os participantes ensinando elementos da métrica e da rima na poesia de cordel (as inscrições para essa atividade serão abertas posteriormente).
Por fim, será exibida simultaneamente com outras programações a exposição “Mais de Mil Cordéis”, com banca de cordéis e performances dos personagens ligados ao mundo cordelístico da poesia.
Antes do evento, poetas e cordelistas passarão por cinco escolas de Ceilândia convidando os alunos para participarem. A ação também será marcada pelo lançamento do livro “O cordel e suas cantorias”, produzido com a participação dos poetas convidados.
A apresentação do material promoverá um importante diálogo entre narradores, estudantes e educadores. O livro será distribuído para as escolas de Ceilândia e poderá ser utilizado na grade curricular dos alunos em disciplinas como artes, literatura, língua portuguesa, geografia e história.
Serviço

O CORDEL E SUAS CANTORIAS

Data: 28 e 30 de setembro
Local: Casa do Cantador
(Quadra 32 Área Especial G – Ceilândia Sul, Brasília – DF)
Horário: 20h
*A oficina começa no dia 28/09 às 14h e as atividades continuam até o dia 30/09 (programação será encaminhada para os participantes que se inscreverem)
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 13 anos

Fonte: https://aquitemdiversao.com.br

Espingarda do Cordel celebra 10 anos de poesia (Caruaru, CE)

Espingarda do Cordel
Espingarda do Cordel
Com o nome artístico ‘Espingarda do Cordel’, o cordelista José Antônio é uma das maiores referências da nova geração da literatura de cordel no Nordeste brasileiro. Aos 26 anos, ele completa uma década de poesia popular com uma grande festa – um festival de violeiros, intitulado ‘Sexta de Repente’, que acontecerá nesta sexta-feira, dia 14, em Caruaru.
O festival contará com a participação de três das maiores duplas de cantadores da atualidade: Raullino Silva e Zé Viola; Ivanildo Vilanova e Rogério Meneses; e João Lídio e João Lourenço. Os declamadores Raudênio Lima e Iponax Vilanova também farão parte da programação. O festival começará às 20h, no Porto Recepções, localizado na Praça 14 de Julho, 1º andar.
Além do evento, Espingarda do Cordel conta que está programando uma série de atividades que ocorrerão até o fim do ano, no intuito de celebrar seus primeiros dez anos de poesia. Ele está desenvolvendo diversos trabalhos em xilogravura, e preparando um novo CD de declamações, além de uma coleção de cordéis. “A poesia faz parte da minha vida e faço o possível para mantê-la viva, respeitando os mestres e expandindo minha capacidade criativa”, comenta.
Ao longo da profissão, Espingarda já se apresentou nos mais importantes palcos da poesia popular, ao lado de expoentes da cantoria e do cordel. Ele gravou o CD ‘Na mira da poesia’, lançou a série ‘Viva Cordel’, e participou de coletâneas como ‘Fabulando em Poesia’, além de ter ministrado palestras e oficinas sobre cordel e xilogravura em várias faculdades e escolas de Caruaru e da região.
Fonte: www.jornaldecaruaru.com.br

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Robson Potier - O sertão e a literatura de cordel - VÍDEO (Café filosófico TVU)


"Neste "Café Filosófico", o professor do Departamento de Práticas Educacionais e Currículo (DPEC) da UFRN, Robson Potier, nos fala sobre suas pesquisas acerca da produção de cordéis e do imaginário do sertão."


(Este programa foi ao ar em 04/09/2018, na TV Universitária - TVU/RN).

(Canal 5 TV aberta; Canal 17 TV a cabo. Alcance regional.)

Fonte: canal : Café Filosófico TVU


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Cearense cega se torna cordelista, com direito a prêmios por suas poesias

Maria de Lurdes aprendeu a fazer poesias em cordel depois de ficar cega

                            Maria de Lurdes já recebeu medalha da Academia Cearense de Letras (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro/SBT)
Maria de Lurdes já recebeu medalha da Academia Cearense de Letras (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro/SBT)
A literatura de cordel é uma manifestação cultural do Nordeste. É preciso muita habilidade para desenvolver essa arte. Mas a cearense Maria de Lurdes necessitou fazer um esforço a mais pra conseguir se tornar uma cordelista. Afinal, ela é deficiente visual.
“Minha deficiência começou quando eu nasci. Descobri aos 12 anos, quando fui para a escola, e lá os professores indicaram para a minha mãe que me levasse a um médico. Ele então disse que eu tinha uma miopia, e que ela ficaria com um grau mais forte com o tempo”, conta.
Lurdes não conseguiu terminar os estudos. Casou, teve 4 filhos e depois se divorciou. Foi quando conheceu o atual marido, o cordelista Bandeira, e aí reencontrou o amor pelo cordel.
“Meu pai era amante do cordel, principalmente a viola. Como ele não sabia ler, eu lia para ele enquanto ainda tinha visão. Quando conheci o Bandeira, ele me ensinou a fazer cordel, e aí a paixão voltou”, relata.
A cordelista já ganhou prêmios e comendas, como o Concurso de poesia do Instituto dos Cegos e a Medalha da Academia Cearense de Letras, além da participação no concurso de poesia do 9º salão de Genebra.

Fonte: http://tribunadoceara.uol.com.br

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Projeto da Academia de Cordel prestigia autores paraibanos


         O projeto Biblioteca Viva, da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, mantém exposição literária de autores paraibanos em suas estantes abertas ao público em diversos pontos de João Pessoa, entre eles a galeria do artista plástico Jurandir Maciel e no prédio da Justiça Federal, objetivando incentivar e dinamizar o processo de divulgação da rica e variada literatura produzida no Estado. “A iniciativa tem como estratégia a troca de livros doados pela sociedade, como estímulo à leitura e a valorização da produção literária local”, informa Marconi Araújo, Presidente da entidade que congrega poetas cordelistas.
Projeto da Academia de Cordel         A Biblioteca Viva disponibiliza livros de Tião Lucena, Jandira Lucena, Marconi Araújo, Lau Siqueira, Fábio Mozart, Jairo César, Archidy Picado Filho, Clotilde Tavares, José Lins do Rego, Carlos Cartaxo, José Américo de Almeida, Augusto dos Anjos, F. Pereira Nóbrega, Gilvan de Brito, Arturo Gouveia, Tarcísio Pereira, Gonzaga Rodrigues, entre outros.
      Os doadores se tornam oficialmente membros honorários do projeto de biblioteca colaborativa da Academia de Cordel que pretende estender as ações para Ingá, Itatuba, Itabaiana, Pocinhos e Pilar. Os organizadores avisam que os livros devem apresentar bom estado de conservação, não importando a nacionalidade do autor. “Não recebemos livros didáticos ou técnicos”, explica Marconi. Para doar, basta entrar em contato com a Academia de Cordel do Vale do Paraíba pelo Whatsapp 99307.4525
Fábio Mozart

Fonte:https://diariopb.com.br/

domingo, 9 de setembro de 2018

Fortaleza homenageia cultura nordestina e inova com 'camisa de cordel'

Fortaleza Camisa 3 Cordel
Fortaleza lançou camisa batizada de 'Cordel'

          O Fortaleza inovou com uma interessante novidade em seus uniformes neste ano - e, de quebra, fazendo uma bela e justa homenagem à tão rica cultura da região Nordeste.
          Na semana passada, a equipe cearense lançou sua nova camisa 3, chamada "Cordel", que é inspirada na cor dos folhetos de contos e poemas característicos da literatura local.

                                                   
    O uniforme será usado pelo "Leão" na disputa da Copa do Nordeste desta temporada - a estreia é na quinta.
          Vale lembrar que, assim como Paysandu, Juventude e Joinville, o Fortaleza é um dos poucos times do país que fabrica e vende seu material esportivo através de uma marca própria, a Leão 1918.
          Com isso, 100% da renda da venda de uniformes vai para o próprio clube , já que não há uma fornecedora intermediária.
          A novidade já está à venda na loja virtual da equipe cearense. A masculina sai por R$ 169,90, enquanto a feminina custa R$ 149,90. Sócio-torcedor ganha 10% de desconto.

Fonte: http://www.espn.com.br

sábado, 8 de setembro de 2018

Estudantes contam em Cordel, história do bairro Batateiras, no Crato - CE



Uma escola da rede privada de ensino de Crato, localizada no Bairro Gisélia Pinheiro (Batateiras), desenvolveu um projeto cultural que oportunizou aos estudantes o acesso a literatura de Cordel.
As crianças têm idades entre 8 e 10 anos e frequentam as séries, 3º, 4º e 5º, da Escola de Ensino e Fundamental Alegria de Viver. Conforme explicou Lucivania Barros, diretora da instituição, o objetivo é incentivar as crianças e pré-adolescentes o gosto pela leitura e pela literatura de Cordel, bem como homenagear a cultura do município.
O projeto contou com oficinas e resultou na confecção de um cordel, com 24 estrofes, que conta a história do bairro. Facilitou a oficina a poetisa, cordelista e professora aposentada, Fátima Correia, integrante da Academia dos Cordelistas do Crato- ACC. Ela possui vários cordéis lançados sobre a cidade e diversos temas.
As oficinas foram realizadas na própria instituição pela poetisa que orientou a garotada sobre rima, métrica e conteúdo. A culminância do projeto aconteceu no mês de junho e os cordéis foram distribuídos na comunidade. “Eles (estudantes), tem o máximo de potencial e a escola quer que futuramente a nasçam cordelistas. Eles são determinados e estão num bairro que exala cultura”, destacou Fátima Correia.
 O BAIRRO O nome do bairro é Gisélia Pinheiro, no entanto a população chama carinhosamente, de Batateiras. A localidade é considerada principal reduto cultural, com a presença de grupos folclóricos, entre eles, o Coco da Batateira, da Mestre Edite, os remanescentes dos irmãos Aniceto, entre outras manifestações culturais.    (Blog Papo Reto Cariri)

Fonte: http://www.gazetadocariri.com/

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Alunos participam de oficina de xilogravura na Biblioteca Pública (Varginha, MG)

Foto: Agnaldo Montesso
Cerca de 50 alunos do 5º ano da E.E. Gabriel Penha de Paiva tiveram uma tarde diferente nesta sexta-feira (24/08). Eles aprenderam sobre o Literatura de Cordel e ainda participaram de uma oficina sobre xilogravura, que é a técnica usada para imprimir os livros escritos neste estilo. A atividade fez parte da exposição “O Imaginário do Cordel”, que está sendo realizada pela Biblioteca Pública de Varginha desde a última terça-feira (21/08).
A oficina foi ministrada pelas professoras Eliana Coimbra e Heloísa Coimbra. “Nós utilizamos placas de isopor e tinta à base d’água para simular a técnica da xilogravura. Após criarem um desenho no isopor, os alunos passavam um rolinho com tinta e aplicavam em uma folha A4”, explica Eliana Coimbra, que também é a curadora da exposição.

Mateus Ricardo Mendes, de 10 anos, mostrou bastante criatividade ao fazer um fundo do mar e aplicar várias cores ao isopor deixando o desenho todo colorido. “Gostei muito de vir e aprender a fazer isso”, falou o menino.
A professora Thaís Batista Souza ressaltou a importância da iniciativa. Segundo ela, a exposição “mostrou para eles a realidade do nordeste e eles ainda aprenderam sobre a Literatura de Cordel que faz parte do conteúdo programático do 5º ano”

                                                           http://www.varginhaonline.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Exposição que homenageia patrono da literatura de cordel terá visitação aberta em Campos, no RJ

Programação de abertura conta com leitura dramatizada, peça teatral sobre a migração nordestina e inauguração de Cordelteca.


Exposição em Campos homenageia literatura de cordel (Foto: Divulgação/Sesc)

         A exposição "Cordel e Cantadores", que integra as celebrações pelos 100 anos de falecimento do poeta Leandro Gomes de Barros (1865-1918), será aberta às 18h30 desta quarta-feira (5) no Sesc de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A mostra com visitação gratuita fica em cartaz até o dia 31 de outubro.
          A abertura terá programação especial, com inauguração da Cordelteca às 19h, leitura dramatizada de cordéis com Katiana Rodrigues e Rosangela Quieroz às 19h30, e sessão do espetáculo teatral "As Feras", de Vinicius de Morais, às 20h. Encenada pela Cia Arteiro de Teatro, a peça aborda a violência contra a mulher e a migração dos nordestinos para outras partes do Brasil.
              Com curadoria do jornalista Marcelo Fraga, a exposição apresenta a história do cordel e da arte de xilogravura, dois importantes destaques da cultura nordestina. O público terá acesso a uma coleção com cordéis de Leandro Gomes de Barros, considerado um dos patronos da literatura de cordel.
           Também estará em exibição uma coleção de cordéis comemorativos do Centenário de Juazeiro do Norte (2011), município fundado por Padre Cícero, um dos maiores incentivadores do cordel e das expressões culturais e artísticas nordestinas. Os itens estarão expostos em ambiente que levará os visitantes a uma viagem ao nordeste.
           O reconhecimento do Cordel como Patrimônio Cultural do Brasil está previsto para acontecer em setembro, com registro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) marcado para o dia 19.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/norte-fluminense

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Escola municipal incentiva leitura de cordel (Feira de Santana, Bahia)



Escola municipal incentiva leitura de cordel
A atividade é uma oportunidade para os estudantes terem contato com uma das mais expressivas e marcantes formas de cultura nordestina: a literatura de cordel.

         Os estudantes do quarto ano da Escola Municipal Chico Mendes estudaram durante os meses de julho e agosto a sequência didática “encantos de cordel”. A atividade é uma oportunidade para os estudantes terem contato com uma das mais expressivas e marcantes formas de cultura nordestina: a literatura de cordel.

         Os estudantes aprenderam sobre a articulação das várias linguagens - verbal, oral, escrita, musical e gráfica no cordel. Outro traço importante é o acesso a temas diversificados que são abordados nos folhetos.

       De acordo com a professora Thagliany Lopes, coordenadora pedagógica da escola, a iniciativa promoveu “um contato dos estudantes com a cultura popular, já que valoriza e incentiva o respeito à multiculturalidade do nosso país. Também difunde os significados de coletividade e experiência, presentes na produção do cordel”, argumenta.

https://www.jornalfolhadoestado.com

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Escola Estadual Amâncio de Moraes realiza dia D da leitura com a literatura de cordel como tema (TO)



Fotos: Divulgação

A Escola Estadual Amâncio de Moraes, de Paraíso, realizou nesta sexta-feira, 31, o Dia D da Leitura. Participaram do evento cerca de 280 estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental dos turnos matutino e vespertino. O objetivo é despertar o gosto pela leitura, além de trabalhar as características dos diversos gêneros e tipos de textos, abordando o conhecimento de forma contextualizada.
Os estudantes das turmas de 8º ano matutino e vespertino cantaram a canção Feira de Mangaio, composta por Sivuca, e que ganhou o mundo na voz de Clara Nunes, e foram aplaudidos pela apresentação.
Suelen Alves Fernandes, aluna do 8º ano, pontuou como destaque do evento a literatura de cordel, muito difundida pela cultura nordestina. “Gosto muito desse tipo de leitura e adoro recitar poema. Vou ler o poema Mulheres Ignoradas, no cordel de Dalinha Catunda. Percebo que as mulheres devem estar mais presentes em todos os espaços sociais”, comentou.
Fotos: Divulgação

Juliana Soares dos Santos, também aluna do 8º ano, concorda que a leitura contribui para melhorar o conhecimento. “A leitura leva a pessoa onde ela jamais pensaria em ir, por meio dos livros a gente viaja”, disse.
Conforme, Ana Paula Honorato e Alcilene Caldeira, coordenadoras pedagógicas, esta é culminância do projeto Dia D do Cordel. “No decorrer do ano letivo incentivamos a leitura por diversas formas. Sabemos que a leitura deve ser motivada, e principalmente o professor é um dos pontos fortes nesse trabalho de incentivo ao aluno para a leitura de diversos tipos de textos que circulam na sociedade, considerando o livro, mas também a situação prática de uso da leitura e da escrita para a vida”, ponderou Ana Paula.

Fotos: Divulgação

Segundo Maria Aparecida Araújo, professora de Língua Portuguesa e uma das mentoras do projeto, a informação está presente nos livros e deve ser colocada em situações práticas para os alunos. “Trabalhamos durante alguns dias as características da literatura de cordel como a formação dos poemas, os temas abordados nesses poemas, além da escrita e interpretação desse textos pelos alunos. Fazemos com que a leitura seja mais agradável para nosso alunos e esperamos que eles se despertem para continuar lendo outros gêneros textuais”, destacou.
Quem participou do evento foi César Augusto Marques Filho, voluntário na escola Amâncio de Moraes. Ele pediu para escrever um verso sobre inclusão e realmente se expressou de forma contundente na escrita, além de falar de forma clara e defender seus ideais.
          De acordo com Maria Célia Santos Sousa de Oliveira, intérprete de Língua Brasileira de Sinais, é preciso dar acesso a todos os alunos. “O aluno surdo necessita de um intérprete para poder compreender as informações repassadas nas comunicações. Isso também é uma forma de acessibilidade. Todos têm direito de ser incluídos”, finalizou.

Fonte: http://surgiu.com.br


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Literatura de Cordel ganha oficina gratuita em Niterói (RJ)

         Poesia em forma de rimas publicadas em folhetos. Essa é a literatura de cordel, uma das formas mais representativas da cultura popular brasileira.
         Impressos em xilogravura, o cordel costuma ser pendurado em barbantes ou cordas. Para conhecer melhor essa forma de arte, o professor João Batista Melo ministrará uma oficina gratuita do gênero literário nesta terça-feira (4) às 15h, no Memorial Roberto Silveira, que fica atrás do Terminal Rodoviário, no Centro de Niterói.
 As inscrições para o evento podem ser feitas pelo e-mailmemorialrobertosilveira@gmail.com. A organização dará certificado aos participantes

Fonte: http://www.maisnoticiasweb.com

domingo, 2 de setembro de 2018

Gracindo Mota e a Literatura de Cordel em Manhuaçu e Reduto (MG)




Nos anos 1970 e início da década de 1980, era comum encontrar nas mãos de cidadãos de Manhuaçu, e em suas residências, livros do Escritor Gracindo Mota. Durante vários anos, foram diversas publicações sobre fatos, histórias populares, lendas e crendices, contadas através da chamada Literatura de Cordel, em publicações com formato similar ao dos livros de bolso.
 Natural do Rio de Janeiro, Gracindo Mota trabalhou inicialmente na Companhia Luz e Força do Rio de Janeiro, exercendo a função de “Auxiliar de Chaveiro”, em 1944. De acordo com os registros em documentos, o escritor residiu também nas cidades de São Fidélis e de Campos.
              Assim que chegou à região, Gracindo estabeleceu-se primeiramente na Comunidade do Barreiro, zona rural de Manhuaçu. Em seguida, o escritor mudou-se para Reduto, onde se casou e permaneceu a vida inteira. O Livro “Manhuaçu, Minha Terra Adotiva”, de autoria do Professor e Advogado Dr. Núbio Argentino Batista faz menção ao escritor.  “Gracindo Mota era casado com D. Maria de Araújo Mota. Não tinha filhos. Era uma pessoa bastante simples, pacata, de poucos recursos e humilde. […] Gostava de escrever histórias em versos. Autêntico poeta da “Literatura de Cordel”, escreveu várias histórias narrando problemas da região […] Gracindo é poeta, porque conta coisas simples, de gente simples”, relata Dr. Núbio em seu livro.


 
Gracindo Mota (foto cedida pela família)

              A Literatura de Cordel é assim chamada por causa da referência às feiras do Nordeste brasileiro, onde cantadores atraem o público narrando versos ao som da viola. Estas histórias “cantadas” eram também impressas em folhetos e colocadas à venda, penduradas em um cordel.
              Em 1977, por ocasião da publicação da Revista “Tribuna do Leste” comemorativa ao Centenário de Manhuaçu, o Jornalista Sebastião Fernandes destacou a criatividade de Gracindo Mota, com artigo intitulado: “Gracindo Mota, Nosso Fertilíssimo Versejador de Cordel”.
               Durante o período em que viveu na região, Gracindo Mota escreveu pequenos livros relatando histórias populares e acontecimentos marcantes para a população como as fortes chuvas no ano de 1979. A vida de Jesus Cristo também foi narrada em versos pelo autor.  
               O estilo próprio de escrever, com simplicidade e de forma bem humorada, garantiu uma rápida propagação de seus livros. Acredita-se que mais de trinta obras tenham sido publicadas pelo autor, na região. Entre os livros, destacam-se:



* José, o Namorador;

* Vicente e Eunice;

* Jesus e o Milagre do Milho;

* O Afilhado de Nossa Senhora;

* Os Sanfoneiros do Diabo;

* O Boiadeiro Ladrão de Moças;

* A Vida de Um Mestre;

* O Assassino de Noivos;

* A Cachaça e seus Parentes;

* Chuvas Desoladoras;

* Centenário de Manhuaçu;

* Leonor, Sebastião e o Outro;

* Uma Briga de Fogueira;

* O Paraíso e a Morte;

* O Xingão e o Rezador;

* O Rei e os Tamancos;

* O Trabalhador que não Fazia Nada;

* Três Cangaceiros no Céu;

* A Degoladora de Crianças;

* A Cobra que Matou Três;

* Os Vivos Correndo dos Mortos;

* A Vinda do Papa e a Violência;

* Joana, a Escrava Santa.     

Fonte: http://www.cidadesdocafe.com
                                           

sábado, 1 de setembro de 2018

Candidatura alternativa vai usar literatura de cordel na Paraíba

Capa Cordel 13
Arte e Ilustração: Sérgio Ricardo e Edme Luciano
          Os eleitores paraibanos acostumados com uma campanha eleitoral repetitiva e convencional, recebendo “santinhos” nos semáforos e pontos de ônibus, terão uma surpresa agradável esse ano. O candidato a deputado estadual Dalmo Oliveira (PT) vai distribuir um folheto de cordel como carro-chefe de sua propaganda impressa.
Poeta e radialista Fabio Mozart
Fabio Mozart1“Peleja dos vermelhinhos contra o dragão do atraso” é um texto escrito pelo poeta e radialista Fabio Mozart especialmente para a candidatura de Oliveira, que é jornalista e apoiador da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. O folheto, com 16 páginas e 32 quadras, relata a saga do jornalista, que nasceu em Guarabira.
“Pensei em homenagear também Luiz Couto e Frei Anastácio. Ambos tem uma luta em comum em defesa das causas sociais, do direito à terra, pelos direitos humanos, e Dalmo se identifica com eles por sua luta pela igualdade racial, a democratização da comunicação e a cultura popular paraibana”, comenta Mozart.
          O folheto teve arte e diagramação do multimídia Sergio Ricardo, com desenhos do cartunista Edme Luciano. “A gente queria produzir algo diferenciado para a campanha eleitoral. O cordel foi a saída mais evidente e mais lógica. Vamos difundir o material, especialmente nas feiras livres, nas principais cidades e mandar também pelos Correios. Política e cultura precisam caminhar juntas e nós queríamos valorizar a cultura da nossa terra”, diz Dalmo.
          A tiragem ainda não está definida, mas os candidatos pretendem rodar, pelo menos 10 mil exemplares do folheto. “Esse ano, a questão do financiamento das campanhas está ainda mais difícil. Nós vamos imprimindo à medida que formos recebendo as contribuições voluntárias dos apoiadores. Acreditamos que quem apoia é porque acredita na gente e nas nossas intenções”, diz o candidato petista.

Fonte: https://diariopb.com.br