CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



sábado, 13 de outubro de 2018

MEMORIAL TJDFT TERÁ LANÇAMENTO DE LIVRO DE CORDEL NA PRÓXIMA SEMANA (DISTRITO FEDERAL)

por SS — publicado em 10/10/2018 16:05
Lançamento do Livro "O Cordel do Trabalhador: do labor até o burnô"
Na próxima quarta-feira, 17/10, o Memorial TJDFT – Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte sediará o lançamento do livro "Cordel do Trabalhador: do labor até o burnô", da escritora Onã Silva. O evento ocorrerá às 16h no espaço cultural do Tribunal, localizado no 10º andar do Bloco A, ala A, do Fórum de Brasília. Haverá apresentação de cordel do livro.

Onã Silva é graduada em Enfermagem pela Universidade Católica de Goiás e Artes Cênicas pela Faculdade de Artes Dulcina de Morais. Também é Especialista em Saúde Pública pela Universidade de Brasília e tem Pós-Doutorado na Unirio. A autora atua como enfermeira e na área de educação em saúde e cultura, sendo facilitadora de oficinas/palestras nas áreas de criatividade, dinâmicas, atividades lúdicas e outros temas. Como escritora, desde 1984 produziu vários gêneros literários: poesias, poemas, contos, romances, crônicas, peças de teatro, resenhas e artigos científicos.
No livro “O Cordel do Trabalhador: do labor até o burnô”, a autora utiliza a literatura de cordel para abordar vários assuntos relacionados aos trabalhadores: direitos, deveres, salários, carga horária, saúde ocupacional, aposentadoria e adoecimentos – incluindo a Síndrome de Burnout, referenciada no título. A obra reforça a importância do conhecimento na temática, debates e demais movimentos de luta trabalhista.
Memorial TJDFT
Memorial TJDFT - Espaço Desembargadora Lila Duarte está localizado no 10º andar do Bloco A, ala A, do Fórum de Brasília. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, e permite visitas espontâneas e monitoradas. Para agendar visitas monitoradas, entre em contato pelo e-mail memoria@tjdft.jus.br ou pelos telefones (61) 3103-5894/5893.
Inaugurado em 19/4/2010, durante as comemorações do cinquentenário do Tribunal, o museu abriga documentos, processos históricos, fotos e peças que contam a trajetória do Judiciário na capital. O Memorial está vinculado à 1ª Vice-Presidência do Tribunal, coordenada pela desembargadora Sandra De Santis.
Fonte: http://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/noticias/2018/outubro/memorial-tjdft-tera-lancamento-de-livro-de-cordel-na-proxima-semana

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

ALUNOS DA EJA LEVAM POEMAS DE CORDEL PARA A 30ª NOITE NACIONAL DA POESIA (CAMPO GRANDE, MS)

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Campo Grande, 10/10/2018 às 15:46

Cerca de 30 alunos da Educação de Jovens e Adultos da Escola Municipal Doutor Tertuliano Meirelles levaram nessa terça-feira, 9, poemas em cordel para a 30ª Noite Nacional da Poesia, realizada no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) e da União Brasileira dos Escritores (UBE-MS).
Os 40 poemas expostos foram elaborados pelos próprios estudantes após a turma desenvolver trabalhos de literatura durante o ano, conforme afirmação da secretária municipal de Educação Elza Fernandes.
“O projeto de literatura está inserido na matriz curricular deles, contudo, sabemos que estudantes da EJA trabalham o dia todo e alguns sentem dificuldade em, inclusive, concluir o ano letivo. Trazer eles para ver o trabalho do Bráulio Bessa, um poeta renomado, é de grande valia”, analisa a titular da Semed.
A aluna Clarice Silva, alagoana que reside em Campo Grande, relembra a emoção de escrever cordel. “É uma experiência enorme, e chegou a me emocionar este trabalho. Melhorei muito meu português com as aulas e sou fã do poeta Bráulio, das declamações 
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dele”, explicou a aluna do último ano da EJA.

O professor de Língua Portuguesa, Drayton Pereira Lima, que trabalhou com os alunos durante o semestre a literatura de cordel, comenta que a prática estimula a leitura e desenvolve a escrita dos estudantes.
“Comecei a falar do cordel com eles mostrando slides, com informações da origem do cordel desde a Europa até o Brasil e a intensidade que ele tem na região nordestina do País”, disse o docente.
No final do evento, a secretária Elza entregou  ao poeta Bráulio Bessa, uma placa com texto alusivo aos 50 anos da Escola Municipal Tertuliano Meirelles, comemorados este ano.
Fonte: http://www.campogrande.ms.gov.br/cgnoticias/noticias/alunos-da-eja-levam-poemas-de-cordel-para-a-30a-noite-nacional-da-poesia

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Literatura de Cordel é tema do Circuito Sesc de Incentivo à Leitura (Sobral, CE)

Versos e rimas se juntam a características ilustrações impressas em folhetos simples. Popular no Norte e no Nordeste, a Literatura de Cordel foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em setembro de 2018. A tradição é tema do Circuito Sesc de Incentivo à Leitura de Sobral“Literatura de Cordel: Encantos e Encontros”. A programação gratuita acontece de 9 a 11 de outubro.
Literatura popular, os livros são feitos de maneira artesanal, com materiais baratos e de fácil acesso. A simplicidade define o aspecto físico. Quanto ao discurso poético, o cordel é refinado, utiliza técnicas de métrica e de rima. Em Sobral, o Circuito objetiva reforçar e manter viva a tradição, despertando no público o interesse pela poesia de cordel.
A programação, composta de palestras, exposições, apresentações literárias e artísticas, é realizada na Unidade Centro do Sesc, em escolas do município e na Universidade Aberta do Brasil (UAB). Estudantes de escolas e universidades, assim como comerciários, podem participar.
PROGRAMAÇÃO
9/10
17h30 – Abertura com Barbara Xavier
Psicóloga, cantora, compositora e apaixonada pela cultura cearense, Barbara faz uma performance literária, com cordéis musicais, na abertura do evento. A poesia, aliada à música, versa sobre um estilo positivo de viver. 
Local: Auditório da Unidade Centro (Boulevard João Barbosa, nº 902)

17h – Exposição “Cultura Popular” com Martônio Holanda
Local: Hall do Unidade Centro (Boulevard João Barbosa, nº 902)

10/10
9h e 15h – Programação infantil
Apresentação artística com Martônio Holanda
As memórias de menino estão eternizadas no colorido das pinturas e na simplicidade das poesias. Martônio, sobralense autodidata, passeia pelas artes plásticas, música e teatro. A apresentação é baseada em cordéis que homageiam o jeito de ser do nordestino.
Local: CEI Terezinha de Jesus Ponte Aragão (Rua Glória Catunda, 447 – Domingos Olímpio)

10h – Apresentação cultural com Barbara Xavier
Música e literatura se unem nesta apresentação. Rimas são mescladas ao ritmo do rap, com o intuito de despertar os jovens para o poder da leitura.
Local: Escola Trajano de Medeiros (Avenida Dr. José Euclides Ferreira Gomes – Bairro da Expectativa)

11/10
9h45 e 15h45 – Programação infantil
Apresentação artística com Martônio Holanda
Local: CEI Jacyra Pimentel Gomes (Rua Sinhá Saboia – Bairro Cohab I)

10h – Performance pelos prados com o grupo Oitão Cênico
Local: Escola Dom Walfrido – Liceu (Avenida Paulo Sanford, s/n – Parque Silvana II)

16h – Performance pelos prados com o grupo Oitão Cênico
Local: Escola José Euclides Ferreira Gomes Jr (Avenida Humberto Lopes, s/n – Domingos Olímpio)

19h – Palestra “Literatura de cordel: Encantos e encontros” com Tilso Bataglia
            O professor universitário atenta para a sensibilização e a valorização da literatura de cordel enquanto patrimônio cultural e social do povo brasileiro. Ele elucida aspectos e peculiaridades da história nordestina e do cordel.
Local: Universidade Aberta do Brasil (UAB) – Serra da Meruoca (Praça Caetano Marques – Centro)

Serviço:
Circuito Sesc de Incentivo à Leitura
Data: 9 a 11/10
Acesso gratuito
 Fonte: http://www.sesc-ce.com.br/noticias/literatura-de-cordel-e-tema-circuito-sesc-de-incentivo-leitura/

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Artista e educador, Cascão fala sobre a literatura de cordel, reconhecida como patrimônio cultural (MG)

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O artista, educador e mobilizador social Cascão posou juntou às cores e sabores do Mercado Central
Lucas Buzatti
lbuzatti@hojeemdia.com.br

Em 19 de setembro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Unânime, a decisão jogou luz sobre a importância de uma das vertentes literárias mais antigas e democráticas do Brasil. Fruto da conexão entre as narrativas orais e a poesia, o cordel foi trazido pelos colonizadores portugueses e se enraizou no Nordeste como expressão do âmago sertanejo, espalhando-se depois por todo o país. Prova disso é o projeto Cordéis do Cafundó, que mantém viva e ativa a vertente em Minas Gerais. Para saber mais sobre a importância da vertente literária, Hoje em Dia conversou com seu idealizador, Rodolfo Cascão, artista, educador e mobilizador social que milita pela cultura popular há mais de 30 anos. 
O que achou da decisão do Iphan? Porque o reconhecimento foi tardio? 

A decisão é ótima. Hoje, há cerca de três a quatro mil cordelistas ativos e pelo menos 30 mil livros publicados até então no Brasil, único país da América Latina que mantém viva a produção de cordel desde a Colônia. Então, é uma literatura de muita força, que tem a ver exatamente com o conceito de patrimônio imaterial, que são os saberes enraizados no cotidiano das comunidades. A literatura de cordel é uma cultura que forma a sociedade brasileira, uma expressão artística popular, democrática e horizontal. Como folheto, especialmente no século passado, foi um jornal do sertão, um exemplo da literatura de circunstância. Foi a obra de arte que chegou aos grotões, traduzida por poetas populares. É também uma expressão que enfrentou muito preconceito. O processo do cordel foi apresentado ao Iphan há dez anos e só foi admitido depois de muita pressão. Jessé de Souza (sociólogo e escritor) fala que temos uma elite do atraso, uma elite envergonhada, e isso vem desde o início da República, quando preferiam trazer companhias francesas para o Brasil ao dar oportunidades a cantadores e trupes circenses brasileiras. É um preconceito de classe, que se fecha numa redoma elitista, que acha que existe uma cultura erudita que é a legítima, a verdadeira, a correta. Então, tudo que não faz parte deste universo da indústria cultural é marginal. E a marginalidade do cordel é histórica, já que ele vem do pobre, do preto, do indígena, da mulher periférica.

O que torna o cordel uma expressão artística tão democrática e plural? 

O cordel, na sua essência, é cultura popular. É poesia, é cheiro de povo. É o povo refletindo sobre a vida, com expressão poética. O cordelista é um pesquisador da realidade e a poesia de circunstância é uma poesia de consciência, diria até de politização. O que torna o cordel democrático, popular e horizontal são alguns elementos que compõem a diferença entre um livro de literatura e um folheto de cordel. Enquanto um custa R$ 50, o outro custa centavos. É um acesso econômico ao pobre. Outro ponto é que ele é vendido em espaços não convencionais. Talvez um cara de periferia não tenha coragem de entrar numa livraria porque existe preconceito de classe. Mas o cordel ele compra no jornaleiro, na rodoviária, na feira, na praça. E são livretos curtos, o que é outro estímulo. Sem contar que são apetitosos, os títulos são convidativos e qualquer sujeito pode cordelizar. Por isso, há esse arsenal incontável de cordéis e possibilidades. Sou um curioso, enxerido, que do ponto de vista até da leitura de cordéis, nesse manancial de criações, se li 5% dos que existem é muito. Faço o meu filtro. Tem muito cordel que eu particularmente considero ruim, preconceituoso e que não indicaria. A Marilena Chauí (filósofa e escritora) fala que a cultura popular é uma amálgama que tem elementos transgressores junto a outros completamente arcaicos e conservadores. Então, no cordel a gente acha de tudo. O que me encanta é a genialidade das poesias, que vêm num ímpeto de vivência popular, além do humor e do vínculo com a musicalidade. O cordel também cumpria um papel educativo, mas não era utilizado pelo professor do sertão como uma cartilha. Pelo contrário, as crianças, jovens e adultos se alfabetizavam para poder ler aquelas maravilhas. E o cordelista antenado era um repórter, numa época em que não havia televisão e rádio. O cordel forma, informa e cria consciência dentro do saber popular.

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E o que caracteriza tecnicamente um cordel? 
Do ponto de vista técnico, os cordelistas apontam três elementos fundamentais: a oração, a rima e a métrica. Oração significa que tem que ter começo, meio e fim, já que o cordel conta uma história. Também deve ser rimado, e aí há várias matrizes e inúmeras combinações de rimas. Por fim, a métrica, que são as sílabas poéticas, que não necessariamente devem ser casadas com as sílabas gramaticais. Tem que ter cadência, ritmo e melodia, e o cordelista sempre tenta trazer isso com perfeição. Quando se ultrapassa para menos ou mais, é o que se chama de “pé quebrado”, porque os versos são batizados de pés. Quando você não respeita as sílabas poéticas, derrapa e o pé se quebra.
Como é o diálogo do cordel para com outras linguagens artísticas? 

Embora o cordel tenha suas marcas próprias, é tudo interdependente. O cordel influenciou artistas e escritores que se voltaram para a cultura popular, que tiveram um olhar carinhoso e uma aposta na dimensão social desse Brasil esquecido, o Brasil da miséria. Entre os escritores, temos exemplos como Ariano Suassuna, Jorge Amado, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto. O próprio Drummond afirmou que o cordel é uma “poesia de confraternização social que alcança grande área de sensibilidade, uma das manifestações mais puras do espírito inventivo”. Na área da música, Luiz Gonzaga é clássico, mas temos também Edu Lobo, Geraldo Vandré, Nando Cordel, que era de família de cordelistas. No cinema, Glauber Rocha trouxe uma obra voltada para esse Brasil. Nas gravuras, temos vários exemplos, como J. Borges, renomado xilogravurista e cordelista.

Como você conheceu o cordel? O que te encantou? 

De 1977 a 1989, eu morei no Mato Grosso com minha companheira, Fernanda, e lá tivemos nossos filhos. Num trabalho de igreja, me deparei com o cordel. Desconhecia que ali, num povoado micro, existiam vários cordelistas. E me caiu nas mãos “Cante lá que eu canto cá”, de Patativa do Assaré. Aquilo me fascinou e o cordel entrou na minha veia e não saiu mais. Eu já fazia teatro e era um poeta urbano, com minhas questões. Virei cordelista mais de irreverência, não tenho uma produção clássica de cordel impresso em folheto. Mas sempre reagi aos vários momentos, sociais ou da vida privada, com produção cordelista. Comecei a decorar e declamar cordéis e, então, surgiu o espetáculo “Cordéis dos Cafundó”, um desdobramento dessa minha verve declamatória, cordelista e teatral. Impulsionado pela minha família, criamos coletivamente este espetáculo em 2012. 

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Do que trata o espetáculo? E como o projeto Cordéis dos Cafundó se desdobra para a área pedagógica? 

Conta a história da literatura de cordel. Há declamações e uma série de linguagens bem típicas das feiras nordestinas. É um espetáculo para entretenimento e gozo, que visa disseminar a cultura da literatura de cordel exatamente nessa dimensão de patrimônio cultural do brasileiro, fortalecendo a nossa cultura popular e fazendo frente à pasteurização e à americanização da existência. Então, é um trabalho de resistência e afirmação da nossa identidade. Mais recentemente, desde 2014, o projeto se desdobrou também em frente pedagógica, em escolas. O cordel abre a linha pedagógica de trabalho e o pessoal começa a criar. Escolhem um tema e isso se desdobra num roteiro dramatúrgico transformado em oficinas, resultando num espetáculo próprio, de autoria coletiva, sempre apresentado em praça pública. Sou educador popular, ligado aos movimentos sociais e periféricos, então o cordel virou forma também de lida, de protagonismo, de gerar autonomia em várias áreas. Do ponto de vista pedagógico, a gente abraça Paulo Freire (educador e filósofo) com furor, numa linha de construção horizontal. Passamos elementos e o pessoal passa saberes. Os temas são escolhidos pelas crianças, professores ou artistas, a partir de um desejo local, de uma problemática. A partir daí, entramos com a técnica do cordel, sempre de forma flexível. Neste ano, aprovamos um projeto pela Lei Rouanet, que será desenvolvido em oito cidades mineiras, em 2019. Ainda neste semestre, iniciaremos discussão com secretarias municipais de educação e cultura para eleger escolas ou grupos que venham a ser beneficiados. 


Como você percebe, hoje, a importância da arte enquanto ferramenta de transformação social? 
A arte não tem que ser necessariamente militante, engajada e provocadora. Acho que a arte tem um papel ansioso de buscar o belo, de comover, de atingir o chip do coração. Mas o campo artístico é um espectro policrômico, um arco-íris em que se cabe tudo. Então, a arte comprometida com a transformação social tem, sim, seu lugar. Essa história de escola sem partido é formulação ideológica da direita, que quer impor só o seu lado. A arte tem a função social de espelhar seu tempo e as lutas dos oprimidos podem ser poetizadas. Nós, do Parangolé Arte e Mobilização, formamos um núcleo de mobilizadores, artistas e educadores que trabalham para colocar a arte a serviço das causas públicas. Nesses 15 anos prestamos serviços artísticos e de educação popular para movimentos sociais e administrações progressistas, sejam elas municipais, estaduais e federais. Portanto, acredito que colaboramos humildemente com a reflexão e a emancipação do nosso povo. Vivemos tempos dramáticos no Brasil e em âmbito planetário, de uma crise civilizatória. Está prevalecendo a perspectiva neoliberal, de ultradireita, do Deus-mercado, que tem como valores o dinheiro, o lucro e a concorrência, além de trazer junto a beligerância e a morte. Mais do que nunca, devemos nos espelhar e conviver com as culturas tradicionais. E aí temos indígenas, quilombolas, ciganos e várias comunidades, no urbano e no rural, que pregam o bom convívio, a solidariedade e o amor. É nisto que eu aposto, e o cordel está aí dentro. 
Fonte: https://www.hojeemdia.com.br/almanaque/artista-e-educador-casc%C3%A3o-fala-sobre-a-literatura-de-cordel-reconhecida-como-patrim%C3%B4nio-cultural-1.661688

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Evento em Alagoas reforça a literatura popular em verso

I CONCURSO DE LITERATURA DE CORDEL VALE RICO SERÁ REALIZADO EM 8 DE DEZEMBRO

Folheto, literatura popular em verso ou simplesmente cordel. Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro desde 19 de setembro de 2018, o gênero literário tradicional da cultura brasileira, especialmente do interior nordestino, é o norteador de um concurso para movimentar a cena cordelista de Alagoas. Trata-se do I Concurso de Literatura de Cordel Vale Rico – uma das atrações culturais da Vaquejada do Milhão –, que acontecerá dia 8 de dezembro, a partir das 15h, no Parque Vale Rico, localizado em Pilar. A produção cultural do evento, representada pelo produtor cultural e jornalista Abides Oliveira, conversou com o Caderno B para adiantar alguns detalhes sobre o evento. “A ideia partiu aqui da organização da Vaquejada do Milhão. Desde o início, quando a gente foi ver o projeto cultural, a gente já tinha definido que ia ter esse concurso. E, pra fortalecer o concurso, a gente fez parceria com a Academia Alagoana de Literatura de Cordel. Até pra dar um apoio importante na realização do evento, cuidando do regulamento, comissão julgadora. Além do Cordel, a gente decidiu colocar a apresentação de folguedos daqui de Alagoas, quadrilhas juninas, e ainda estamos pensando num concurso de toadas, mas esse último ainda está sendo analisado”, conta Abides.

 CONCURSO DE LITERATURA DE CORDEL VALE RICO 

Quando: 8 de dezembro, às 15h

Onde: Parque Vale Rico, BR-316, Chã do Pilar

Quanto: Inscrições gratuitas até 30 de novembro

Fonte: http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=330808

domingo, 7 de outubro de 2018

Alunos do Colégio Aplicação conhecem a Literatura de Cordel (Londrina, PR)


Agência UEL 
Professora aposentada da UEL, Raimunda de Brito Batista, falou sobre a importância dos cordéis

A Literatura de Cordel, recentemente reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, foi tema de palestra ministrada nesta quinta-feira (27) aos alunos do Ensino Fundamental do Colégio de Aplicação da UEL, localizado no Campus. Eles receberam a professora aposentada da UEL, Raimunda de Brito Batista, grande conhecedora da Literatura de Cordel. 

A professora abordou de forma didática a origem da literatura de cordel, suas características e personagens marcantes e já tradicionais. Ela também demonstrou como os cordéis são produzidos, explicando que a forma mais habitual dos cordéis são "folhetos", pequenos livros com capas de xilogravura que ficam pendurados em cordas ou barbantes, o que explica o nome. Ela inclusive trouxe exemplares dos cordéis para os alunos conhecerem. Durante a atividade, as crianças demonstraram interesse e curiosidade pela temática, pois elaboraram perguntas, o que aumentou ainda mais a interação com a convidada.

Segundo a coordenadora pedagógica do Colégio de Aplicação, Luciana Lopes Galdino, os alunos tiveram contato com o tema anteriormente por meio de projeto elaborado e desenvolvido pela escola, cujo objetivo foi explorar diferentes gêneros textuais, sempre visando a valorização da cultura nacional. Todas as turmas participam do projeto, do primeiro ao quinto ano. Segundo ela, cada turma desenvolveu dentro da temática uma atividade diferente.

Ainda de acordo com a coordenadora, o evento foi realizado por meio da parceria com a Biblioteca Central, que contou também com a presença de técnicos do setor. Vale destacar que a Biblioteca Central da UEL guarda o 3º maior acervo de cordéis do mundo, muitos deles de autoria de diversos professores, entre eles produções da própria professora Raimunda. "Essa palestra é interessante porque as crianças têm contato direto com a literatura de cordel, em paralelo com o conteúdo ensinado em sala de aula. Sem dúvida, a experiência amplia as possibilidades de aprendizagem", completa ela. 

Fonte: http://www.uel.br/com/agenciaueldenoticias/index.php?arq=ARQ_not&id=27141

sábado, 6 de outubro de 2018

Mestre Lainha mostra a força da mulher negra através da literatura de cordel (Feira de Santana, BA)

A cordelista também é xilogravurista e explica que faz seus cordéis de forma tradicional, do jeito que seus mestres lhe passaram.

Na 11ª Feira do Livro, Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs), a Praça do Cordel é um dos espaços mais movimentados e com grande presença de público, recitais de textos de cordel e poesias. Os folhetos coloridos pendurados em varais compõem todo o cenário, assim como as figuras e quadros em xilogravuras. Cordelistas com suas mesas repletas de cordéis e alguns vestidos com indumentárias que remetem à cultura nordestina marcam presença na praça e reforçam o significado da literatura de cordel, que tornou-se recentemente patrimônio cultural e imaterial do Brasil. Em um universo predominantemente masculino, a figura de mestre Lainha chama a atenção e mostra também a força e a resistência da mulher negra.

Foto: Milena Brandão/Acorda Cidade

Mestre Lainha é Janete Lainha, de 58 anos, e natural da cidade de Ilhéus. Ela já escreveu mais de 800 cordéis e sua trajetória no universo literário e lúdico começou aos sete anos de idade durante uma viagem à Bom Jesus da Lapa, quando acompanhou a mãe que estava adoentada e precisava pagar uma promessa. Com essa experiência, Lainha teve o seu primeiro contato com o cordel, conheceu um dos seus mestres e passou a escrever os primeiros versos. Participando da Flifs há cinco anos, ela contou que já teve muitas andanças e faz uma ressalva sobre a mulher negra na literatura de cordel.

                                        Foto: Milena Brandão/Acorda Cidade

“Eu venho de muitas andanças, faço parte de duas linhagens importantes na literatura do Brasil. Fui vizinha de Minelvino Francisco da Silva, o trovador Apóstolo, e também convivi na casa dos artistas durante 17 anos com Azulão Baiano. Então, isso deixou meus versos mais redondinhos e são anos de luta e de peleja. Compreendo que faço parte de um universo em que 90% é masculino. Mas, isso não me desmerece, pelo contrário, eu só tenho encontrado incentivo e o fato de vir dessas linhagens de outros cordelistas famosos e conviver com eles me deixou em uma gama e em um leque de conhecimento da literatura de cordel muito bom”, afirmou.

   Foto: Milena Brandão/Acorda Cidade

A cordelista também é xilogravurista e explica que faz seus cordéis de forma tradicional, do jeito que seus mestres lhe passaram. Os versos têm oração, rima e metrificação. Vários trabalhos da escritora já foram premiados e para ela é fundamental que as pessoas possam conhecer e ler cordéis. Eles trazem cultura, sabedoria e significam resistência.

   Foto: Milena Brandão/Acorda Cidade

  Foto: Milena Brandão/Acorda Cidade

Fonte: https://www.acordacidade.com.br/noticias/200489/mestre-lainha-mostra-a-forca-da-mulher-negra-atraves-da-literatura-de-cordel.html

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

ADERALDO LUCIANO: O CORDEL, TEXTO, CONTEXTO E POÉTICA REUNIDOS NA CASA DA LINGUAGEM, BELEM, PARÁ

O cordel brasileiro vive momentos decisivos. Vive eventos de grande badalação e de consolidação como forma poética. Estudar suas estratégias de escrita e elaboração é uma prerrogativa de todos aqueles que querem seguir os passos de Leandro Gomes de Barros, o sistematizador de suas engrenagens de escrita.
No próximo dia 5, sexta-feira, a partir das 13h estaremos reunidos na Casa da Linguagem, em Belém do Pará, para uma oficina de leitura e estudo literário do seu arcabouço. Na ocasião também estaremos lançando nosso livro Quero Morrer Na Caatinga. A Academia Paraense de Literatura de Cordel é nossa parceira na empreitada. A casa está aberta, o texto cordelístico também:

1. No final do séc. XIX e início do séc. XX, a cidade do Recife, em Pernambuco era o centro cultural e político do Nordeste Brasileiro. A sua Faculdade de Direito recebia os pensadores e literatas que construiriam a cultura brasileira: Castro Alves, Tobias Barreto, Ireneo Joffily, Sílvio Romero, Augusto dos Anjos entre outros passaram pelos seus corredores e sentaram em suas salas de aula. Paralelamente a isso, um grupo de poetas oriundos do sertão e da Zona da Mata paraibana começou a publicar em rústicos folhetos seus poemas longos e paródias, pensando o dia-a-dia do povo trabalhador da futura metrópole: era o cordel que surgia pelas mãos de Leandro Gomes de Barros, Silvino Pirauá de Lima, Francisco das Chagas Batista e João Martins de Ataíde.
2. O cordel brasileiro é uma forma poética fixa e exige de seu autor o conhecimento de sua engrenagem e funcionamento. O poeta necessita conhecer: a estrofação do poema (sextilhas, septilhas e décimas); o verso fundamental cordelístico: o setessílabo; noções de rima e ritmo (rima toante e soante), acentuação dos versos; o aparecimento do acróstico como assinatura do poeta; elementos extraídos das obras épicas clássicas: invocação, oferecimento e trama; o que é um personagem em cordel (exemplos: João Grilo, Cancão de Fogo, José do Telhado, Donzela Teodora).
3. É muito comum colocar todas as formas de poesia oriundas do Nordeste sob o mesmo nome de cordel, entretanto há diferenças essenciais que a distinguem em vários aspectos. O repente dos cantadores improvisadores e violeiros, o coco de embolada, o “poema matuto”, as rezas e benditos, as canções e os poemas curtos de inspiração bucólica ou de gracejo, todos são confundidos e colocados lado a lado no mesmo leito. 

O cordel difere de todos em sua textura poética, cultural e linguística. O seu produto escrito difere dos seus primos orais. O papel é seu suporte mais legítimo desde sua origem no Recife, impresso em máquinas tipográficas elétricas ou pequenos prelos manuais. Com o aparecimento da xilogravura passou-se com o tempo a confundi-la com o cordel. O próprio folheto terminou por assumir posto de sinônimo do cordel, mesmo quando este tomou para si suportes mais robustos.

Fonte: Aderaldo Luciano- professor doutor em Ciência da Literatura
Via: http://www.neyvital.com.br/2018/10/o-cordel-brasileiro-vive-momentos.html

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Oficina promove valorização do Cordel como instrumento de comunicação popular (Juazeiro, BA)


Oficina promove valorização do Cordel como instrumento de comunicação popularContemplados com o apoio do Projeto Jovens Comunicadores desde 2017, o Coletivo Carrapicho Virtual participou nos dias 29 e 30 de mais uma oficina. Na comunidade de Baraúna, no Vale do Salitre, em Juazeiro (BA), o grupo compartilhou experiências e aprendeu novidades sobre a literatura de cordel.
A oficina contou com a condução do poeta, cordelista e músico Maviael Melo, que trabalhou com as/os jovens técnicas necessárias à produção das poesias rimadas bastante popularizadas no Nordeste brasileiro e cujo nome se origina da exposição de livretos de poesias em varais de cordas.
Maviael destaca o potencial da juventude para abraçar projetos desta natureza e a necessidade de aliar a arte com a formação política, valorizando, sobretudo a cultura local. “O cordel, por ser uma literatura popular e altamente nordestina, e agora um patrimônio imaterial, tem essa vantagem, que é de fácil acesso, todo mundo gosta”, defende o artista ao citar que esse tipo de produção artística pode ser usado como um importante instrumento de comunicação e educação.
Há cinco meses integrando o grupo Carrapicho, Arice Karine já participou de um Intercâmbio e uma oficina promovida pelo Projeto Jovens Comunicadores e avalia a oficina como “uma oportunidade muito importante pra mim. Eu junto com as outras pessoas conseguimos desenvolver os cordéis (...). Eu nunca tinha experimentado fazer um cordel, espero que de agora em diante eu possa escrever... sobre o Salitre, sobre muitas outras coisas”, disse a jovem.
Com uma metodologia apropriada à cada grupo, a oficina provoca as/os jovens a produzirem versos, os quais são elaborados em grupos após algumas noções sobre rima, métrica e conteúdo serem debatidas. O jovem Luiz Eduardo revelou que aprendeu muito nos dois dias de oficina e que para fazer um cordel “não são apenas rimas aleatórias, tem que ter um contexto, uma história por trás daquela rima”.
Temas como agricultura familiar, gênero, política, educação e comunicação, além do próprio Salitre foram explorados na construção dos versos, os quais eram escritos em cartazes decorados pelos jovens e expostos na parede da Associação que sediou a oficina, além de alguns terem sido recitados para a comunidade.

Noite Cultural

Um dos momentos esperados desta oficina foi a “Noite Cultural”, momento de integração do grupo com a comunidade. Ao redor de uma fogueira, cerca de 40 pessoas prestigiaram um sarau que contou com voz e violão e recital dos cordéis produzidos durante a oficina. A participação do artista juazeirense João Sereno, que junto com Maviael Melo animou o público, despertou o interesse de pais e mães dos/das jovens do Carrapicho e demais pessoas da comunidade que avaliaram positivamente o encontro.
O Projeto Jovens Comunicadores é uma iniciativa do Pró-Semiárido, projeto do Governo da Bahia que é executado em 32 municípios baianos. No Território Sertão do São Francisco o Irpaa atualmente acompanha duas turmas, sendo uma delas o Carrapicho que integrou a experiência piloto dos Jovens Comunicadores que deve se firmar enquanto rede de educomunicação no Semiárido.

Texto e fotos: Comunicação Irpaa
Fonte: https://irpaa.org/noticias/1912/oficina-promove-valorizacao-do-cordel-como-instrumento-de-comunicacao-popular

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Juan Pedro leva tradição familiar do cordel para o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (BA)

Juan Pedro apresentou seu primeiro cordel durante a 11ª Feira do livro.
Juan Pedro apresentou seu primeiro cordel durante a 11ª Feira do livro.
Representando a quinta geração de cordelistas da família, Juan Pedro Pereira Firmo de Oliveira, conhecido com Juan Olliver, de apenas sete anos, apresentou seu primeiro cordel durante o FLIFS – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana, a 11ª Feira do Livro.
Juan é o filho mais novo de Olliver Brasil, que há 35 anos tem no cordel a sua principal forma de expressão artística. O garoto é aluno da Escola Municipal Professora Francy Silva Barbosa, do bairro Campo Limpo.
Juan Olliver encontrou na Feira do Livro o espaço ideal para expor a sua primeira publicação. Iniciado na arte do cordel há apenas dois meses, ficou feliz com o reconhecimento da obra. “Aprendi a construir versos e estrofes com meu pai. Gostei muito de ter apresentado o meu primeiro cordel”, comemorou.
Não esperávamos que Juan fosse demonstrar interesse, diz pai
Orgulhoso, Olliver Brasil mostrava o primeiro cordel do filho para os visitantes do festival. “A literatura de cordel está na nossa família há cinco gerações, ainda assim, não esperávamos que Juan fosse demonstrar interesse, até o dia que pediu para apresentar um dos meus poemas na escola e, logo depois, começou a escrever o próprio texto”, conta.
“Me senti muito orgulhoso do meu filho. A felicidade quando soube do interesse dele foi enorme. É gratificante vê-lo repassando a tradição da família Firmo adiante, se interessando pela nossa cultura de forma tão natural”, relata Olliver emocionado.
O FLIFS, realizado este ano na Praça Padre Ovídio, conta com diversas apresentações culturais, exposições e venda de livros e obras artísticas, contação de histórias, literatura de cordel, mesas-redondas, oficinas e diversos shows. As atividades foram encerradas neste domingo (30/09/2018).

Fonte: 
http://www.jornalgrandebahia.com.br/2018/10/juan-pedro-leva-tradicao-familiar-do-cordel-para-o-festival-literario-e-cultural-de-feira-de-santana/

Arapiraca recebe minicurso gratuito de Literatura de Cordel (AL)

Recentemente, a literatura de cordel foi declarada como “Patrimônio Cultural do Brasil” pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Já não era sem tempo. O estilo literário é um dos mais conhecidos no Nordeste brasileiro, aliando rimas ricas com o contexto pobre de seu povo, o que dá uma equação cheia de sofrimento, mas transposta para o papel com muita criatividade e, paradoxalmente, bom humor.
Assim, Arapiraca realizará neste mês de outubro e em uma parte de novembro o “Minicurso de Confecção e História de Cordel”, ministrado por Zé de Quinô, em uma realização do Sesc Arapiraca. Zé de Quinô é o pseudônimo – que pode ser lido em cordéis espalhados pelas bancas de revista da cidade – do professor e mestrando em História, Daniel Alves, um profundo pesquisador das relações étnico-raciais com ênfase no Agreste alagoano, na Cultura Popular, Análise de Discurso, Cultura, Memória e Identidades.
As inscrições podem ser feitas online e estão abertas até dia 15 de outubro por meio deste link aqui.
O minicurso acontecerá nos dias 22, 23, 25 e 29 de outubro e 1 de novembro, das 18h às 22h na Biblioteca do Sesc Arapiraca, que fica situada na Rua Manoel Francisco Cazuza, bairro Santa Edwiges. Segundo o professor Daniel Alves (ou simplesmente Zé de Quinô), a literatura de cordel é uma das nossas mais importantes expressões da Cultura Popular.
“Caracterizada por uma poética com base na oralidade, ao longo de seu desenvolvimento na nossa região, o cordel contribuiu na construção idenitária do povo nordestino. É composto de pequenos livros de valor acessível, os quais são impressos em papel de baixo valor comercial e expostos à venda dependurados em barbantes presos por pregadores de roupas nas feiras livres. E grande parte de suas capas trazem ilustrações em xilogravura. Sua forma é rigorosamente baseada em rimas e versos, o que facilita sua memorização e assimilação pelas populações subalternizadas. Suas temáticas são variadas, perpassando por temas fantásticos, sociais, cômicos, trágicos, políticos e culturais. Já o seu valor histórico, inestimável, pois pode servir de fonte para a historiografia, na medida em que se considerem seus produtores verdadeiros cronistas de seu tempo”, pontua ele.
Nesse minucurso, ao final, os participantes serão capazes de fazer seus próprios livretos e suas próprias histórias.
Fonte: Ascom Arapiraca
Via: https://al1.com.br/noticias/cultura/24630/arapiraca-recebe-minicurso-gratuito-de-literatura-de-cordel

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Literatura de cordel é celebrada em evento gratuito na Caixa Cultural (Salvador)


Cordelizando acontece entre os dias 7 e 9 de junho
Literatura, música, poesia, recitais e bate-papo em um único lugar. Autores da literatura de cordel estarão reunidos para participar da terceira edição do projeto Cordelizando, na Caixa Cultural. O evento gratuito acontece entre os dias 7 e 9 de junho - o acesso é limitado à capacidade de espaço. 
Com vasta programação, o Cordelizando vai reunir diferentes artistas e atividades relacionadas à cultura popular nordestina. O multi-instrumentista Rodrigo Sestrem é quem começa a festa na quinta-feira, dia 7. Artista múltiplo tem canções gravadas por diversos artistas, como Alcione, Roberta Viana e Leo Pinheiro, além de participações no teatro.
Já no dia 8, sexta-feira, dois nomes roubam a cena do Cordel: Antônio Marinho e Clécio Rimas. Neto de Louro do Pajeú, um dos grandes nomes da cantoria brasileira, Antônio é o vocalista do grupo Em Canto e Poesia, onde divide o palco com seus irmãos Greg e Miguel Marinho, outra atração confirmada no Cordelizando.
Quanto a Clécio Rimas, que é poeta, glosador, rapper, DJ/produtor e arte-educador nas horas vagas, a expectativa está na diversidade proporcionada pelo próprio autor. Sua arte mistura de cordel à embolada, rap e música eletrônica, e isso será percebido na Mesa 2 - Entre o Rap e o Repente.     
Cordel em cena
Poesia com rapadura é o nome do novo livro de Bráulio Bessa, atração de sábado, dia 9. Cearense, a relação com os versos começou muito cedo. Bráulio é presença confirmada no programa da Rede Globo Encontro, com Fátima Bernardes, onde apresenta seu olhar poético sobre os mais diversos temas e representa a cultura nordestina.

O sábado do Cordelizando conta ainda com Flávia Wenceslau, vencedora de dois prêmios Caymmi de música (2007 e 2017), Maria Alice Amorim e seu acervo com mais de sete mil títulos de cordel, mediação de Maviael Melo e participação especial de Raimundo Sodré.
Serviço
Terceira edição do Cordelizando 
Local: CAIXA Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57, Centro) 
Abertura: 7, 8 e 9 de junho de 2018 – (quinta, sexta e sábado)
Horário: 07/06/2018 - a partir das 19h.  08 e 09/06/2018 - a partir das 10h 
Entrada Franca, observada a capacidade do espaço - Estacionamento gratuito ao lado: 7 e 8 de junho, a partir das 18h, e dia 9 de  junho, a partir das 14h.
Classificação indicativa: livre (para todos os públicos)
Informações: (71) 3421-4200

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/literatura-de-cordel-e-celebrada-em-evento-gratuito-na-caixa-cultural/