CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



domingo, 9 de março de 2014

A História do Brasil em Literatura de Cordel – De 1500 a 2010


(imagem de internet inserida por este blog)

Por Francisco de Assis Campos Saraiva


Este é o título do livro de 189 páginas, que recebi do grande amigo e conterrâneo, PEDRO NONATO DA COSTA, uma obra cultural da melhor grandeza e qualidade. Fiquei deveras envaidecido com a mensagem: “Ao amigo Dr. Saraiva, com admiração e apreço. Teresina, 07 de fevereiro de 2014.” Trata-se de um trabalho esmerado e meticuloso, que merece louvor e reconhecimento. Síntese Biográfica do Autor: Pedro Nonato da Costa, nascido a 03 de abril de 1962, no município de Alto Longá - Piauí. É filho de Raimundo Nonato da Costa e Maria dos Anjos Alves da Costa. É o décimo quinto filho do casal. Casado com Luzia Sotero de Abreu da Costa, com quem teve os filhos Francisco Wagno Sotero Costa e Luís Carlos Sotero Costa. É cantador repentista, compositor, poeta cordelista, editor, ator e radialista. Gravou quatro CDS: Sonhos de Cantadores. Causos e Cantorias. Pai e Filho Contando História e Saudação ao Vaqueiro. É fundador e atual presidente do Sindicato dos Cantadores e Poetas populares do Piauí. Realizou mais de vinte Festivais de Violeiros. Criou a Revista de Divulgação Cultural “De Repente”, em dezembro de 1994 e a Fundação Nordestina de Cordel - FUNCOR, em 1999.  Medalhas: Mérito Renascença do Estado do Piauí. Mérito Oficial da Polícia Militar. Mérito Cultural dos Estados do Piauí e do Ceará. Cidadão Teresinense. Comenda de maior divulgador da Cultura Nordestina no Festival Internacional de Trovadores e Repentistas de Quixadá-CE. Ganhou os Concursos em Cordel: Teresina, 145 anos, em 1997. Metrô de São Paulo, Cordel “A Cidade Sobre os Trilhos” em 2003. Livros: “Poemários de Cordéis.”, publicado pela Editora da UFPI. ”As Modalidades e as Técnicas do Repente.” “A Maestria do Rei do Repente Domingos Fonseca”. É Diretor Presidente da FUNDAÇÃO NORDESTINA DO CORDEL. É Membro da Academia de Letras do Vale do Longá - ALVAL. Academia Longaense de Letras, Cultura, História e Ecologia - ALLCHE e Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC.   
O livro discorre desde a colonização do Brasil à Inconfidência Mineira. Do Governo Tomé de Sousa e a primeira capital, em 1549. Atividades Missionárias. Aclamação de Amador Bueno, em 1641, em São Paulo. Guerra dos Emboabas, em 1709, em Minas Gerais. Revolta de Felipe dos Santos, em 1729, em Minas Gerais. Inconfidência Mineira de Vila Rica, em 1789, em Minas Gerais. A Inconfidência Baiana ou Revolta dos Alfaiates, em 1798. Vinda da família Real para o Brasil, em 1808. Realizações de Dom João VI.  Revolução pernambucana, de 1817. Volta de Dom João VI. Independência do Brasil. E a Batalha do Jenipapo, em 13 de março de 1823, em Campo Maior-PI. Fala do Brasil Império e o Primeiro Reinado, de 1822 a 1831. Reconhecimento da Independência pelos Estados Unidos da América do Norte, em 1824. A primeira Constituição Brasileira, de  25 de março de 1824. Guerra da Cisplatina. Período Regencial, de 1831 a 1840. Cabanagem do Pará, de 1835 a 1840. Sabinada da Bahia, de 1837 a 1838. Balaiada do Maranhão, de 1838 a 1841. Guerra dos Farrapos, de 1835 a 1845. Fim do Período Regencial. Maioridade em 23 de julho de 1840. Segundo Reinado. José Bonifácio de Andrade e Silva.
O Livro é rico em detalhes. Fala de Dom Pedro II. Guerra do Paraguai, de 1864 a 1870. Causas da Guerra e as lutas. Zumbi dos Palmares à Abolição da Escravatura. Lei Eusébio de Queiroz, de 1850. Lei do Ventre Livre, de 1871. Em 13 de Maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea pela Princesa Isabel, filha de D. Pedro II. Principais republicanos: Benjamin Constant, Marechal Deodoro da Fonseca, Solon Ribeiro, Saldanha Marinho e Campos Sales. O Comando do Marechal Deodoro da Fonseca e o fim da Monarquia, transformando o Brasil em um país republicano. Prossegue com Floriano Peixoto, Prudente de Moraes e a guerra de Canudos, de 1896 a 1897, na Bahia. Campos Sales, Rodrigues Alves, de 1902 a 1906, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, José Maria da Silva Paranhos (Barão do Rio Branco), com produção de café em Minas Gerais e São Paulo, Wenceslau Braz, Delfim Moreira, Epitácio Pessoa, com o Tenentismo de 1921 a 1930, a vinda dos japoneses para o Brasil, de 1920 a 1934 e a Revolução Paulista. Artur Bernardes e a coluna Prestes, de 1924 a 1926, Washington Luis, Júlio Prestes, Junta Governista, de 24/10/1930 a 03/11/1930, Mena Barreto, Isaías de Noronha e Augusto Fragoso. Discorre sobre o Estado Novo, que marca a era Vargas e sua ditadura. A Revolução Constitucional de 1932. Segunda Fase do Governo Constitucional, de 1934 a 1937. A Constituição de 1934. Aliança Nacional Libertadora liderada por Luís Carlos Prestes. A Intentona Comunista de 1935. Segunda fase da Ditadura do Estado Novo, de 1937 a 1945. Fim do Estado Novo. Seqüência Presidencial com José Linhares, Gaspar Dutra, Café Filho, Carlos Luz, Nereu Ramos, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João Goulart, Ranieri Mazzilli, Castelo Branco, Costa e Silva, Aurélio Lira, Augusto Rademaker, Márcio Melo, Emílio Médici, Ernesto Geisel, João Figueiredo e Tancredo Neves. Prossegue com José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. O autor fez uma mini síntese biográfica dos que exerceram cargo de Presidente da República. Trata-se de uma obra cultural valiosa, que pode ser adotada nas escolas do País, públicas ou particulares.
Parabéns ao escritor Pedro Nonato da Costa pela obra elaborada. O poeta é um orgulho Alto Longaense e um patrimônio cultural Piauiense e do Brasil. Pode ser considerado como um dos maiores poetas cordelista dos tempos hodiernos, com o qual nos confraternizamos de coração.
”Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa.” (2 Crônicas 15.7).

* Oficial R1 do Exército, empresário, titular e dir.téc. do Laboratório Lobo D’Almada, membro da ALB e da ALLCHE
E-mail: ldalmada@hotmail.com



Fonte: http://www.folhabv.com.br/mobile/noticia.php?id=167105

Por que trabalhar literatura de cordel na Escola?

Por Gracita no blog gracitacordel.blogspot.com.br


A literatura de cordel é uma ferramenta excepcional para desenvolver na garotada o comportamento leitor, pois, a poesia de cordel é um instrumento capaz de estimular o hábito de leitura, já que os aprendizes estão em fase de construção dessas habilidades. Além disso, as características do cordel costumam encantar as crianças, sendo a principal delas a musicalidade das rimas. A literatura de cordel apresenta uma linguagem bem simples aproximando-se do cotiano dos alunos, por isso, corrobora para a compreensão do enredo proposto pelo cordelista, tendo em vista que o seu uso em sala de aula está direcionado à leitores iniciantes em fase de desenvolvimento das habilidades e competências de leitura e escrita. O trabalho com poesia de cordel favorece a melhoria da fala, já que os textos são embasados na oralidade além de elencarem fatos do cotidiano, por isso,oportunizam o acúmulo de conhecimentos culturais que irão dar suporte aos pequenos aprendizes para a construção do seu conhecimento e fomentar elementos que serão a base para que eles possam criar seus próprios poemas de cordel.

sábado, 8 de março de 2014

TODAS AS MULHERES

Comemoramos o dia da Mulher com versos da poetisa Dalinha Catunda.

TODAS AS MULHERES
Por Dalinha Catunda
TODAS AS MULHERES
*
Mulher melindrosa
Bonita e faceira
Safada brejeira,
Rude perigosa
Desfila garbosa
Com sua bandeira
Na missa na feira
No lar no bordel
Cumpre seu papel
Com ar de guerreira.
*
Mulher mal-amada
Sem eira nem beira
Que fala besteira
E desatinada
Se diz estudada
E bate no peito
Botando defeito
Em tudo que nota
Parece marmota
Mas deve ter jeito.
*
Mulher atrevida
 Que ri e graceja
Que toma cerveja
Que é seduzida
Que gosta da vida
De amor e paixão
Sem elo ou prisão
Tem autonomia
E sem ser vadia
Respira emoção.
*
A mártir do lar
Mulher não quer ser
Aprendeu bater
Pra não apanhar
Se o homem tentar
Ele entra na lenha
Maria da Penha
É lei que vigora
Quem bate agora
Algema desenha.
*
Mulher quer carinho
Não foge do laço
E sem embaraço
Refaz seu caminho
Quer flor sem espinho
E quer ser querida
Ser reconhecida
Em tudo que faz
Ser igual lhe apraz
Por ser aguerrida.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda

Mulher melindrosa
Bonita e faceira
Safada brejeira,
Rude perigosa
Desfila garbosa
Com sua bandeira
Na missa na feira
No lar no bordel
Cumpre seu papel
Com ar de guerreira.
*
Mulher mal-amada
Sem eira nem beira
Que fala besteira
E desatinada
Se diz estudada
E bate no peito
Botando defeito
Em tudo que nota
Parece marmota
Mas deve ter jeito.
*
Mulher atrevida
Que ri e graceja
Que toma cerveja
Que é seduzida
Que gosta da vida
De amor e paixão
Sem elo ou prisão
Tem autonomia
E sem ser vadia
Respira emoção.
*
A mártir do lar
Mulher não quer ser
Aprendeu bater
Pra não apanhar
Se o homem tentar
Ele entra na lenha
Maria da Penha
É lei que vigora
Quem bate agora
Algema desenha.
*
Mulher quer carinho
Não foge do laço
E sem embaraço
Refaz seu caminho
Quer flor sem espinho
E quer ser querida
Ser reconhecida
Em tudo que faz
Ser igual lhe apraz
Por ser aguerrida.
*
Foto  Dalinha Catunda

sexta-feira, 7 de março de 2014

A Literatura de Cordel e a Música na Capoeira - Por Raphael Pereira Moreno

Mestre Waldemar

Pensando em tudo isso, fui buscar a origem de algumas cantigas que mais gostava e cheguei até a poesia de cordel. A história do Valente Vilela e o ensinamento contado na vida de Pedro Cem, ambos personagens presentes na literatura de cordel, foram os meus iniciais. Assim como ainda acontece hoje em dia, principalmente no Nordeste do país, acredito que os folhetos de cordel sempre foram muito divulgados e, devido ao preço de centavos, muito acessíveis. Conta-se inclusive, que antes da chegada da Televisão, o nordestino do interior aguardava a chegada do Poeta de Cordel para saber em versos, os acontecimentos do mundo, sempre numa linguagem oral, popular.

Alguns anos atrás, ouvindo CD de mestre Waldemar, me perguntei: Será que a poesia da capoeira foi um privilégio dos nossos avós de capoeira? Talvez não. Mas e a malícia em organizar as idéias de um modo "não tão direto", aquela mandinga nas palavras, que mestre Jerônimo lá da Austrália sabe tão bem desenvolver?
O assunto é interessante, e por vezes já foi citado e comentado por diversas pessoas. Na verdade, pessoas com muito mais bagagem e conhecimento no assunto. Mas o que me faz escrever algumas linhas sobre a relação entre a literatura de cordel e as canções na capoeira, é justamente a necessidade que sinto de uma melhora nas músicas que são compostas e cantadas hoje em dia. É verdade que ainda hoje, em diversas rodas pelo Brasil e mundo afora, reinam canções de mais de um século de idade, numa mostra de resistência da cultura da capoeira. Mas são algumas canções "modernas" que preocupam. Canções pobres de conteúdo, vazias.

Vida de Pedro Cem
Vou narrar agora um fato
Que há cinco séculos se deu,
De um grande capitalista
Do continente europeu,
Fortuna que como aquela,
Ainda não apareceu.
(...) Diz a história onde li
O todo desse passado
Que Pedro Cem nunca deu
Uma esmola a um desgraçado
Não olhava para um pobre
Nem falava com criado
(...) A justiça examinando
Os bolsos de Pedro Cem,
Encontrou uma mochila
E dentro dela um vintém
E um letreiro que dizia:
Ontem teve e hoje não tem.
* Rafael Augusto de Souza


Pedro Cem
Lá no céu vai quem merece
Na terra vale quem tem
A soberba combatida
Foi quem matou Pedro Cem
(...) Ele dizia nas portas
Uma esmola a Pedro Cem
Quem já teve hoje não tem
A quem eu neguei esmola
Hoje me nega também
(...)A justiça examinando
Os bolsos de Pedro Cem
Encontrou uma muchila
Dentro dela um vintêm
E um letreiro que dizia
Já teve, hoje não tem

O cordel tem origem na península ibérica, em Portugal e Espanha, no século XVI, onde as estórias se apresentavam em versos e prosas. Até hoje não se sabe bem quando os folhetos entraram no Brasil, mas muito provavelmente vieram com os colonizadores. Outra característica interessante, é que aqui no Brasil, a literatura de cordel sempre esteve ligada à cultura oral e popular, e escrita em versos.
E de onde vem a ligação com a capoeira? De maneira clara e intuitiva esse é mais um dos argumentos para a interpretação da capoeira como cultura popular. Na verdade não há algo que as ligue, e sim ambas fazem parte da tão rica cultura popular brasileira. E a cumplicidade não é só com o cordelmas também com o samba de roda e todos os demais ritmos populares, quase todos de origem africana. Assim como os cantadores e repentistas, o capoeira deve estar atento ao que acontece ao seu redor. Deve ser um responsável pela divulgação de informações e opiniões.
Como escutei do amigo Miltinho Astronauta certa vez... "Todo capoeira é, ou deveria ser, um poeta, um cronista social e um sócio-crítico dioturno...". Pensando dessa forma, embolando as idéias entre o passado e o presente, passando por críticas e homenagens, aproveitando o que foi criado e dando liberdade à nossa criatividade, devemos também mandar nosso recado, prestando atenção para essa característica tão marcante, interessante e importante da capoeira.



Fonte: Portal Capoeira.com

CONFABULAÇÃO FEMININA

Pessoal hoje seguimos com belo poema de autoria amiga Poetisa Dalinha Catunda (via Facebook)

CONFABULAÇÃO FEMININA
*
A mulher quando se casa
Só recebe obrigação
Não sai do pé do fogão,
Na luta, cozinha e passa.
Trabalha que nem jumento,
E renega o juramento,
Que fez diante do altar.
Choraminga arrependida,
Reclama da dura vida,
E logo quer separar.
*
Hoje a coisa é diferente,
Mulher tem nova postura
Não lava nem faz costura
Atua noutro ambiente.
É livre completamente
Segue novo ritual,
Sendo de igual para igual
Vira o homem opção
E não uma imposição
Do tempo patriarcal.
*
Esta conversa escutei,
Na mesa dum restaurante
Achei bem interessante
Tudo que presenciei
E ali mesmo matutei,
Sobre esta conversação,
E faço a indagação:
Será que hoje a mulher,
Que faz tudo que bem quer
Tem tempo pro coração?
*
Texto de Dalinha Catunda
Foto do acervo da autora.
Foto do acervo da autora
*
A mulher quando se casa
Só recebe obrigação
Não sai do pé do fogão,
Na luta, cozinha e passa.
Trabalha que nem jumento,
E renega o juramento,
Que fez diante do altar.
Choraminga arrependida,
Reclama da dura vida,
E logo quer separar.
*
Hoje a coisa é diferente,
Mulher tem nova postura
Não lava nem faz costura
Atua noutro ambiente.
É livre completamente
Segue novo ritual,
Sendo de igual para igual
Vira o homem opção
E não uma imposição
Do tempo patriarcal.
*
Esta conversa escutei,
Na mesa dum restaurante
Achei bem interessante
Tudo que presenciei
E ali mesmo matutei,
Sobre esta conversação,
E faço a indagação:
Será que hoje a mulher,
Que faz tudo que bem quer
Tem tempo pro coração?
*

quinta-feira, 6 de março de 2014

A CONFUSÃO DO IPED


Por Manoel Belizario

Passou na rua um pedinte
Num alarido sem fim
Esmolando uma moeda?
"Ai, ai, ai, que vida ruim!"
"Iped!" gritou o jovem
Ambulante Serafim.



"Iped!" continuava
Serafim pra todo lado
Uns populares disseram
"Vejam só que desgraçado
Rindo da situação
Daquele pobre coitado."


"Iped pra todo mundo!
Iped! Ó o Iped truta!"
Serafim gritava alto
Naquela sua labuta
E os populares diziam
“Isto é um filho da puta.”

"Iped aí cidadão?"
O pedinte revoltado
Disse peço sim seu moço,
Mas ninguém é obrigado
A dar uma só roela
Eu estou certo ou errado?"

"Seu moço, seu moço eu
Poderia estar roubando,
Batendo bolsa e carteira,
À mão armada assaltando,
Porém preferi pedir
Eu estou lhe incomodando?"

"Continuarei pedindo
O senhor goste ou desgoste."
Serafim não percebeu
A raiva daquela hoste
Por continuar gritando
Foi amarrado a um poste.


Fonte Imagens na ordem em que aparecem no poema

quarta-feira, 5 de março de 2014

'Candidatos "A" e "B"' ou "Conveniências" - Verso Final

Por Manoel Belizario

Passaram-se quatro anos
Naquela amizade imensa
Enganando todo mundo
Utilizando a imprensa
Porém tal encenação
Não engabelou quem pensa.

Irmã gêmea da justiça
Encalhada na demora
Tarda, mas um dia chega
Com gibão, arreio e espora
A VERDADE troteando
Galopeando a aurora.


Máscara que nunca deu
No tamanho facial
Substituída por
Uma outra, porém real
Feita de carne e por ossos
Com um fim eleitoral.


“A” e “B” neste momento,
As asas põem pra fora
Assumindo aquelas mágoas
Que nunca foram embora
Sufocadas na fachada
Saem livremente agora.


Ambos são “macacos velhos”
Dissimulam muito bem
Assim como “C” e “D”
“F”, “G”, “H” também
Das bestas do apocalipse
Algum besta escapa, hein?


 Fonte imagens na  ordem em que aparecem no poema
Blogbrenosiviero.com.br
Lktreinamentos.com.br
Batalhadolinfoma.blogspot.com
PT-br.naruto.wikia.com
www.padrefelix.com.br

terça-feira, 4 de março de 2014

CANDIDATOS "A" E "B" OU CONVENIÊNCIAS (VERSO 01)

Por Manoel Belizario

Havia dois candidatos
Um ao outro era contrário
O primeiro relatava
Que o segundo era arbitrário
Já para este, aquele
Era um grande salafrário.




Certo dia “A” decide
Convocar todo o seu povo
“Eleitorado fiel”
A fim de um ataque novo:
Quando “B” subiu ao palco
Cobriram ele de ovo.



Dali para a baixaria
Não durou nem um segundo
“B” numa convocatória
Um palavrório fecundo
Reuniu simpatizantes
De toda parte do mundo.

“A” discursava contente
Para seu eleitorado
Quando sentiu no pescoço
Escorrer algo melado
Jogaram nele de longe
Um baita esterco de gado.

Fruta podre, ovo, tomate
Parecia carnaval
O chão logo foi tomado
Por  intenso lamaçal
Estava assim declarada
Uma guerra eleitoral.



Porém de hora pra outra
Na iminente maldade
“A” e “B” surgiram juntos
Numa tão grande amizade
Que deixou muito assustada
Toda a gente da cidade.



Cobriam-se de elogios
Assim dizia “A” pra “B”
Para sermos bons amigos
Nós houvemos de nascer
Tê-lo em minha residência
É mais que grande prazer.

“B” dizia para “  A”
"Uma amizade sincera
Quando surge como a nossa
No raiar da primavera
É como maná celeste
Um pedaço de quimera."



Assim “B” apoiou “A”
Desistiu da eleição
Os eleitores dos dois
Viviam em tanta “união”
Andavam de braços dados
Da capital ao sertão.



Imagens da internet

(Continua)

segunda-feira, 3 de março de 2014

BECO SEM SAÍDA OU SEM LUZES NO FIM DO TÚNEL

Por Manoel Belizario

Nuvens de obscuridade
Envolvem nossa nação
Carente de liberdade
Com circo à disposição
Sem saúde, segurança
Nem pensa em educação.

                                                       
Uma nação que não vai,
De corpo e alma, à escola
Se vai fica ‘viajando’
Às aulas nunca dá bola
Nada aprende e ainda diz
Que o professor só enrola. 






Uma nação que não dá
Nenhum valor à cultura
Qualquer esterco por droga
Lhe assalta a estrutura
O que aguarda esse povo
Além de uma sepultura?




                                                     
                                                      
Nesta nação as quadrilhas
Assumiram o poder
Ai daqueles que se opõem
Que não querem se vender
Aí pra quem quiser ver.




Os bandidos no poder
Alienam nossa gente
Só beneficia a eles
A legislação vigente
Bandido fazendo lei
Podia ser diferente?

Não adianta querer
Uma nova ditadura
Trazer de volta os censores?
Trazer de volta a tortura?
Isso tudo só iria
Aumentar nossa amargura



.
Nesse beco sem saída
Sem encontrarmos um nome
Que faça erradicação
De todo  tipo de fome
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come.



Imagens da internet

sábado, 10 de agosto de 2013

Secretaria de educação promove Curso de Literatura de Cordel– Nova Alvorada do Sul (MS)

 

Prefeito Neto com alunos do curso

Alunos do curso

Nova Alvorada do Sul (05) – Pensando na contribuição que a literatura de cordel pode oferecer no processo de alfabetização e na ação de aprendizagem dentro da sala de aula, que a Secretaria de educação oferece o curso de Literatura de Cordel para professores da rede pública de ensino.

A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizados desenhos e clichês zincografados.

Prefeito Juvenal Neto com cordelista Abdias Campos

Prefeito Juvenal Neto com cordelista Abdias Campos

O professor e cordelista, Abdias Campos, destaca que o cordel ganhou este nome em Portugal, onde eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas. “As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, oucordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas, com esta ferramenta de ensino as aulas ganham um atrativo a mais” aponta Abdias.

“Com base em pesquisas, as crianças que desenvolvem um trabalho com a música apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar, imagine unificar a música e a literatura através do cordel”, aponta Juvenal Neto.

RAFAEL DOMINGOS

Fonte: Site da Prefeitura