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A página Culturando desta quinta (9) traz em destaque a literatura de cordel, linguagem utilizada no projeto “Sesc Cordel vai à escola”, que beneficia alunos de escolas públicas da Região do Cariri.| Zé Maria de Fortaleza e Dalinha Catunda |
| Dalinha Catunda e Gonçalo Ferreira |
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| Tião Simpatia e Dalinha Catuunda |

O projeto "Acervo Inicial de Literatura de Cordel Leandro Gomes de Barros", desenvolvido pela Fundação Casa de José Américo, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, encontra-se no final da quarta etapa, que corresponde ao processamento técnico do acervo adquirido. O projeto tem o objetivo de formar um acervo especializado em literatura de cordel e obras literárias afins, para preservar a memória da cultura popular regional e disponibilizá-lo ao público.
Elaborado pela equipe da Biblioteca Dumerval Trigueiro Mendes e do Departamento de Pesquisa, ambos setores da Fundação Casa de José Américo, o projeto foi iniciado em julho do ano passado e está sendo desenvolvido em cinco etapas sucessivas: pesquisa, seleção, aquisição, processamento técnico e elaboração de um catálogo.
A etapa atual, que é o processamento técnico, é a parte da indexação ou identificação do assunto dos folhetos. A coordenadora do projeto e diretora da Biblioteca Dumerval Trigueiro Mendes, Nadígila Camilo, explicou que ela é realizada através da leitura textual para definir o assunto de cada folheto. Os folhetos adquiridos se encontram em variados formatos, tanto nos tradicionais, como também, em forma de revista em quadrinhos, livros de literatura infantil, para o incentivo do hábito de leitura.
Nadígila explicou que o formato de livro é usado como instrumento pedagógico no ensino de várias disciplinas: Português, História, Geografia e outras. Acrescentou que como objeto de estudo científico, o cordel vem sendo pesquisado nas diversas áreas do conhecimento. Segundo ela, até agora já foram processados tecnicamente 3.048 folhetos e catalogados 554 autores das diversas regiões do Brasil. Foram adquiridos folhetos antigos considerados clássicos e raros e também de novos autores.
Paralelamente, a equipe de execução elabora um catálogo para divulgar todo o acervo adquirido através do projeto. O material vai indicar uma dimensão da produção de cada cordelista. Através da realização deste projeto, a Fundação Casa de José Américo pretende recuperar os folhetos de cordel existentes e captar obras que tratam sobre o assunto, organizando-os para guarda permanente, com o objetivo de preservar, divulgar e disponibilizar para a pesquisa e estudos científicos.
O projeto recebe assessoria científica da professora e pesquisadora do Departamento de Ciência da Informacao da Universidade Federal da Paraíba, Beth Baltar, que desenvolveu um sistema de classificação baseada na semântica discursiva para indexação de folhetos de cordel, objetivando a minimização da subjetividade na recuperação da informação. O sistema está sendo aplicado na indexação dos folhetos que constituem o Acervo de Cordel.
O Acervo de Cordel é organizado na Biblioteca Durmeval Trigueiro Mendes, unidade de informação que integra a Fundação Casa de José Américo. Nadígila informou que os cordelistas podem fazer a doação de exemplares.
Leandro Gomes de Barros - A escolha do nome do projeto é uma homenagem ao cordelista paraibano Leandro Gomes de Barros, pioneiro na Literatura de Cordel, no formato impresso. No contexto da História da Cultura Nordestina, é considerado o patrono da literatura popular em verso.
Paraibano de Pombal, ele nasceu em 19 de novembro de 1865, foi o primeiro a publicar, editar e vender seus folhetos. Uma das características marcantes é que seus impressos tratam de uma grande diversidade de temas universais que abordam assuntos variados, desde a descrição da vida nordestina de sua época, reclamações sobre o governo, crítica à carestia, às guerras e ao desregramento da sociedade, sempre em tom de sátira e ironia. Leandro faleceu no Recife, no dia 4 de março de 1918.
Fonte: Site Governo PB Jus Brasil
Imagem: Blog Cultura Nordestina
| Flávio Braga Martins |

por Mônia Ramos
em 07/05/2013 16:28
Reconhecendo a Literatura de Cordel e o som das violas como plano de fundo das atividades do povo sertanejo, nesta quarta-feira (08.05), o Centro de Cultura João Gilberto recebe o público da II Celebração das Culturas dos Sertões para o segundo dia de oficinas, minicursos e do Circuito Popular de Cinema e Vídeo. Iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), o evento tem como objetivo conhecer, discutir e celebrar as realidades e características peculiares ao sertão e a história do seu povo.
Na parte da manhã, a partir das 9h, nas salas 2 e 3, acontecem a Oficina de Viola Caipira, com Júlio Caldas, e o mini-curso “Refletindo sobre a Literatura de Cordel: Vivendo a Literatura de Cordel”, com Edilene Matos. À tarde, a partir das 15h, as atividades serão retomadas com a Oficina de Literatura de Cordel, ministrada por Antônio Barreto, e o mini-curso “Uso de Novas Tecnologias para Aquisição de Fontes Históricas”, com Diogo Carvalho.
Aspirinas e Urubus no cinema do Centro de Cultura João Gilberto
A partir das 19h o cinema toma conta da Sala Principal do Centro de Cultura João Gilberto, com a mostra “O Sertão é o Mundo” – Circuito Popular de Cinema e Vídeo. Dirigido pelo pernambucano Marcelo Gomes, o longa “Cinema, Aspirinas e Urubus” conta a história do encontro do alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, Johann, e do sertanejo Ranulpho, no meio do sertão, em 1942. Viajando de povoado em povoado, a dupla exibe filmes promocionais sobre o remédio “milagroso” para pessoas que jamais tiveram a oportunidade de ir ao cinema e aos poucos surge entre eles uma forte amizade.
Na mesma noite, acontece ainda a exibição do filme “Cega Seca”. Com direção de Sofia Federico, a trama revela a vida de um sertanejo que sustenta a família vendendo pássaros cantores num povoado do interior baiano dizimado pela seca.
Programação:
Dias 08 de maio (terça)
Mini-curso: Refletindo sobre a literatura de cordel: vivendo a literatura de cordel, com Edilene Matos
Centro de Cultura João Gilberto - Sala 3 - 9h às 12h
Oficina de Viola Caipira com Julio Caldas
Centro de Cultura João Gilberto - Sala 2 - 9h às 12h
Mini-curso: “O uso de novas tecnologias para aquisição de fontes históricas” com Diogo Carvalho
Centro de Cultura João Gilberto - Sala 3 - 15h às 18h
Oficina de Literatura de Cordel com Antonio Barreto
Centro de Cultura João Gilberto - Sala 2 - 15h às 18h
Mostra “O Sertão é o Mundo” – Circuito Popular de Cinema e Vídeo
Programa 2
Filme: “Cega Seca” (BRA, 2003). Direção: Sofia Federico. Duração: 23 minutos. Classificação: 12 anos
Filme: “Cinema, Aspirinas e Urubus” (BRA, 2005). Direção: Marcelo Gomes. Duração: 101 minutos. Classificação: 14 anos
Centro de Cultura João Gilberto - Sala Principal - 19h
Entrada Franca
Fonte: Site Grande Rio Fm
Imagem: Site da ABLC

Escritor Fábio Sombra apresentou contos nordestinos a estudantes no Flipoços (Foto: Jéssica Balbino / G1)
Crianças lotaram o teatro para ouvir a literatura de cordel (Foto: Jéssica Balbino / G1)







