CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



segunda-feira, 17 de março de 2014

Espetáculo da Paixão de Cristo de Gravatá em 2014. Também em literatura de Cordel–(PE)


Texto do professor Carlos Fester (Prof. Carlão)

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Desde novembro de 2013 que os trabalhos para o espetáculo ao ar livre denominado, A Nossa Paixão-Gravatá, já começaram.

Muitas novidades estão previstas para 2014, surpresas a sete chaves, segundo o diretor.  A FUNDARPE já aprovou o espetáculo para este ano, na primeira eliminatória, e considera o evento de Gravatá, a terceira mais bem produzida.

O grupo ainda luta por patrocínios que representa a modernidade do espetáculo, bem como, viabiliza mudanças para que o evento não fique repetitivo.

A prefeitura de Gravatá através do secretário de turismo Fernando Resende e também do próprio prefeito  Bruno Martiniano, confirmaram desde o ano passado, que o evento de 2014  superará todas as expectativas, já que se trata da Palavra de Deus levada à população, sem esquecer também os shows profanos.

O ICETAG este ano estará lançando um folheto de cordel com fotos, contando vida de Jesus, com o aval de lideranças evangélicas, espíritas, do antigo pároco  Joselito e do atual pároco João Paulo.

O cordel, de autoria do diretor da peça e professor Carlos Fester (prof.Carlão), será comercializado para que tudo seja revertido na beleza do espetáculo em 2014, bem como, servirá para evangelização em todas as casas religiosas, pois o autor se preocupou em concluir o trabalho segundo o Novo Testamento.

Pedimos à população que colabore comprando este cordel que teve a ajuda na impressão da Prefeitura de Gravatá, Hotel Fazenda, Vila Hípica, vereador, Neto da Banca e FUNDARPE.

O Grupo também agradeceu ao Blog do Castanha por sempre divulgar as artes  e artistas .

Tenha seu nome ou comércio ligado a este super espetáculo assistido por seis mil pessoas, por noite, em três dias de evento!

Contato : ICETAG- 9732-4001-91529690

Reproduzido de http://www.acervodocastanha.com.br

sábado, 15 de março de 2014

Apcef/PE promove primeiro concurso de literatura de cordel. Trabalhos podem ser inscritos até 31 de março

 
A Apcef/PE convida seus associados a colocar inspiração no papel. É que estão abertas as inscrições para o primeiro concurso de literatura de cordel, com temática livre. Haverá premiação para os três melhores classificados.
Os trabalhos devem ser inscritos até o dia 31 de março pelo e-mail faleconosco@apcefpe.org.br. O regulamento do evento pode ser acessado pelo site www.apcefpe.org.br.
O resultado do concurso será divulgado na festa de 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Cerimônia com este objetivo ocorre na sede de Janga, em Recife (PE). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3224-5368.



quinta-feira, 13 de março de 2014

POSSE DE PEDRO BANDEIRA NA ABLC

Fonte: Blog Cantinho da Dalinha

O poeta paraibano Pedro Bandeira  passou a ocupar a cadeira de nº 35 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. A solenidade de posse ocorreu no último dia 11 de março na Confederação das Academias situada no bairro da Lapa no Rio de Janeiro.


               

A poetisa Dalinha Catunda, homenageou o mais novo membro da academia com um caprichado cordel:

 

POSSE DE PEDRO BANDEIRA NA ABLC

POSSE DE PEDRO BANDEIRA NA ABLC<br />1 <br />A Deus peço inspiração,<br />E com a musa converso<br />Para passar com meu verso<br />Nesta minha louvação.<br />No peito meu coração,<br />Já preparou seu roteiro,<br />E o santo de Juazeiro<br />Já me deu seu veredito:<br />- Cante, mas cante bonito!<br /> Pois merece o cavalheiro.<br />2<br />Sei que não sou a primeira<br />A falar deste expoente, <br />Que soube tão habilmente<br />Consagra-se na carreira<br /> É ele, Pedro Bandeira!<br />Violeiro e advogado,<br />Matuto do pé rachado,<br />Que se tornou bacharel<br />Luzindo em cada papel<br />Por ele representado.<br />3<br />Bendito foi o menino,<br />Que entre versos viveu <br />O universo conheceu<br />Do repente nordestino.<br />Junto a Manoel Galdino<br />Seu mestre e avô querido.<br />Sendo menino sabido<br />Com as rimas se entendia.<br />Gostava da cantoria<br />Por ela foi atraído<br />4<br />Filho de mãe poetisa<br />Herdeiro por natureza<br />Na alma guarda a riqueza,<br />Que todo bardo precisa.<br />Entre palavras desliza <br />Sem faltar vocabulário<br />Na mente traz um glossário<br />Onde não lhe falta a rima<br />Pelo bom verso ele prima<br />Pois é esse o seu fadário.<br />5<br />Cada irmão que Pedro tem<br />Traz na veia a poesia<br />Dádiva que contagia,<br />Uma herança do bem,<br />E junto com Pedro vem:<br />Daudeth, Antônio e João,<br />E eles com Francisco são<br />Galhos duma mesma planta,<br />Duma família que encanta<br />No canto de geração.<br />6<br />Na casa de Zé Vicente,<br />Na fazenda Mandasaia,<br />Pedro seus versos ensaia<br />Deixando o povo contente,<br />Ele de lá sai ciente,<br />Que agradou quem assistia.<br />Foi este o primeiro dia<br />Que o vate se apresentou,<br />E seu lugar conquistou<br />Como sonhava e queria.<br />7<br />Ao fazer dezesseis anos<br />Uma viola comprou,<br />esse instrumento abraçou<br />E após fazer os seus planos<br />Sem pensar em desenganos<br />Pegou firme no batente.<br />E dominando o repente<br />Dele fez sua profissão,<br />Seu lazer, seu ganha-pão,<br />Disposto, seguiu em frente.<br />8<br />Riacho da Boa vista<br />A sua terra natal,<br />Ele deixou, afinal,<br />Ao se tornar um artista.<br />A fama de repentista<br />Começou a correr chão<br />Era Pedro no mourão,<br />No martelo agalopado,<br />No galope variado,<br />Em gemedeira e quadrão.<br />9<br />Seguindo seu coração<br />A Cajazeiras deixou.<br />Em Juazeiro ficou<br />Por desejo e devoção<br />A “Padim Ciço” Romão<br />De quem se tornou romeiro,<br />Santo padre milagreiro,<br />Que mesmo sendo cassado<br />Pelo povo é adorado<br />Como santo brasileiro.<br />10<br />Com a popularidade<br />Na profissão escolhida<br />Bandeira ganhou a vida,<br />Também notoriedade.<br />Hoje é celebridade!<br />Faz rádio e televisão,<br />Homem de muita visão<br />É este paraibano<br />Que renasce a cada ano<br />Pondo projeto em ação.<br />11<br />E este cabra da peste<br />Nos louros das suas metas,<br />É o “Príncipe dos poetas<br />Populares do Nordeste”.<br />Título que o bardo veste<br />Orgulhando sua gente,<br />Que proclama alegremente<br />O vate e sua nobreza,<br />Que de posse da destreza<br />Faz da palavra um presente.<br />12<br />Assim fez sua história<br />E por muitos é amado,<br />Aplaudido e festejado<br />Nesta sua trajetória.<br />Na caminhada de glória<br />De quem lutou e venceu<br />E por isso apareceu<br />Encantando gerações<br />Sem orgulho sem senões<br />Com dotes que Deus lhe deu. <br />13<br />A imponente Academia<br />Brasileira de Cordel<br />Convoca pra seu plantel<br />O craque da cantoria,<br />Príncipe da poesia,<br />De carreira laureada,<br />Em sua intensa jornada <br />Nossa cultura ele preza, <br />Pois a cartilha que reza<br /> É popular e sagrada.<br />14<br />Mestre Gonçalo Ferreira <br />Decidido e consciente,<br />Sendo nosso presidente,<br />Convidou Pedro Bandeira<br />Pra assumir uma cadeira<br />Na casa da poesia<br />E o vate com galhardia<br />Sem escusas aceitou.<br />Colegiado aprovou<br />Com aplausos e alegria.<br />15<br />Para ser sua madrinha<br />Por Pedro fui convidada.<br />Bastante lisonjeada<br />Eu tratei de entrar na linha,<br />E cada palavra minha<br />Brotou da admiração,<br />Que inspira este cidadão,<br />Que nas pelejas da vida<br />Aos bons versos deu guarida<br />Tocando meu coração.<br />16<br />Abram alas minha gente<br />Para Pedro o cantador<br />Com seu verso tentador<br />Que bem tempera o repente.<br />Agora adentra contente<br />A morada da cultura,<br />Casa da literatura,<br />Da viola e do saber,<br />Que se alegra em receber<br />Tão importante figura.<br />*<br />Cordel e foto de Dalinha Catunda


1
A Deus peço inspiração,
E com a musa converso
Para passar com meu verso
Nesta minha louvação.
No peito meu coração,
Já preparou seu roteiro,
E o santo de Juazeiro
Já me deu seu veredito:
- Cante, mas cante bonito!
Pois merece o cavalheiro.

2
Sei que não sou a primeira
A falar deste expoente,
Que soube tão habilmente
Consagra-se na carreira
É ele, Pedro Bandeira!
Violeiro e advogado,
Matuto do pé rachado,
Que se tornou bacharel
Luzindo em cada papel
Por ele representado.

3
Bendito foi o menino,
Que entre versos viveu
O universo conheceu
Do repente nordestino.
Junto a Manoel Galdino
Seu mestre e avô querido.
Sendo menino sabido
Com as rimas se entendia.
Gostava da cantoria
Por ela foi atraído

4
Filho de mãe poetisa
Herdeiro por natureza
Na alma guarda a riqueza,
Que todo bardo precisa.
Entre palavras desliza
Sem faltar vocabulário
Na mente traz um glossário
Onde não lhe falta a rima
Pelo bom verso ele prima
Pois é esse o seu fadário.

5
Cada irmão que Pedro tem
Traz na veia a poesia
Dádiva que contagia,
Uma herança do bem,
E junto com Pedro vem:
Daudeth, Antônio e João,
E eles com Francisco são
Galhos duma mesma planta,
Duma família que encanta
No canto de geração.

6
Na casa de Zé Vicente,
Na fazenda Mandasaia,
Pedro seus versos ensaia
Deixando o povo contente,
Ele de lá sai ciente,
Que agradou quem assistia.
Foi este o primeiro dia
Que o vate se apresentou,
E seu lugar conquistou
Como sonhava e queria.

7
Ao fazer dezesseis anos
Uma viola comprou,
esse instrumento abraçou
E após fazer os seus planos
Sem pensar em desenganos
Pegou firme no batente.
E dominando o repente
Dele fez sua profissão,
Seu lazer, seu ganha-pão,
Disposto, seguiu em frente.

8
Riacho da Boa vista
A sua terra natal,
Ele deixou, afinal,
Ao se tornar um artista.
A fama de repentista
Começou a correr chão
Era Pedro no mourão,
No martelo agalopado,
No galope variado,
Em gemedeira e quadrão.

9
Seguindo seu coração
A Cajazeiras deixou.
Em Juazeiro ficou
Por desejo e devoção
A “Padim Ciço” Romão
De quem se tornou romeiro,
Santo padre milagreiro,
Que mesmo sendo cassado
Pelo povo é adorado
Como santo brasileiro.

10
Com a popularidade
Na profissão escolhida
Bandeira ganhou a vida,
Também notoriedade.
Hoje é celebridade!
Faz rádio e televisão,
Homem de muita visão
É este paraibano
Que renasce a cada ano
Pondo projeto em ação.

11
E este cabra da peste
Nos louros das suas metas,
É o “Príncipe dos poetas
Populares do Nordeste”.
Título que o bardo veste
Orgulhando sua gente,
Que proclama alegremente
O vate e sua nobreza,
Que de posse da destreza
Faz da palavra um presente.

12
Assim fez sua história
E por muitos é amado,
Aplaudido e festejado
Nesta sua trajetória.
Na caminhada de glória
De quem lutou e venceu
E por isso apareceu
Encantando gerações
Sem orgulho sem senões
Com dotes que Deus lhe deu.

13
A imponente Academia
Brasileira de Cordel
Convoca pra seu plantel
O craque da cantoria,
Príncipe da poesia,
De carreira laureada,
Em sua intensa jornada
Nossa cultura ele preza,
Pois a cartilha que reza
É popular e sagrada.

14
Mestre Gonçalo Ferreira
Decidido e consciente,
Sendo nosso presidente,
Convidou Pedro Bandeira
Pra assumir uma cadeira
Na casa da poesia
E o vate com galhardia
Sem escusas aceitou.
Colegiado aprovou
Com aplausos e alegria.

15
Para ser sua madrinha
Por Pedro fui convidada.
Bastante lisonjeada
Eu tratei de entrar na linha,
E cada palavra minha
Brotou da admiração,
Que inspira este cidadão,
Que nas pelejas da vida
Aos bons versos deu guarida
Tocando meu coração.

16
Abram alas minha gente
Para Pedro o cantador
Com seu verso tentador
Que bem tempera o repente.
Agora adentra contente
A morada da cultura,
Casa da literatura,
Da viola e do saber,
Que se alegra em receber
Tão importante figura.
*

Exposição de arte nordestina celebra 43 anos de Ceilândia–DF

 
JK Shopping promove grande encontro da literatura, música, artes plásticas e cênicas para celebrar a cidade mais populosa do DF
 
No dia 27 de março, Ceilândia completa 43 anos. A maior cidade do Distrito Federal, com mais de 400 mil habitantes, celebra mais um ano e o JK Shopping (Avenida Hélio Prates) preparou uma programação cultural intensa para valorizar as raízes históricas de seus moradores, grande parte vindos da região Nordeste. Entre os dias 14 e 30 de março acontece, na praça central do mall, a exposição “Encanta Ceilândia – Xilogravura e Cordel”, com muita poesia, artes plásticas, teatro, música, oficinas e brincadeiras lúdicas. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é livre.
A proposta é que o público vivencie, de forme interativa, lembranças e emoções do povo nordestino, de uma arte que traz todo contexto cultural e social, além de seu refinado apreço estético. Os visitantes contam com o auxílio de monitores para explicações e esclarecer as dúvidas. De acordo com o superintende do JK Shopping, Sidney Pereira, para o grupo é muito importante festejar a data, junto com a comunidade que os acolheu tão bem. “São elementos muito fortes da identidade do povo que construiu a Ceilândia. E neste aniversário queremos reforçar os laços entre a comunidade e o shopping, ressaltando o que têm de mais rico, que é sua cultura. A curadoria passou por uma criteriosa seleção, com nível dos grandes museus, que cada vez mais tem destacado espaço para a arte popular”.
Escolas, públicas e particulares, e entidades com fins educativas podem agendar visitas guiadas à exposição, como parte do projeto “Escola – Arte e Identidade”, promovendo o conhecimento histórico, cultural e social da comunidade de turmas do 4º ao 9º ano. Os horários podem ser marcados entre os dias 17 a 28 de março pelo telefone (61) 3246-8608. A expectativa é que mais de mil crianças passem pelo projeto e tenham momentos de apreciação artística e intelectual.
“Nosso objetivo é unir aprendizagem e entretenimento, para que as novas gerações compreendam melhor suas raízes e de seus antepassados. Assim elas podem se aproximar ainda mais de um povo que foi responsável pela construção de uma importante cidade da capital do país”, explica Sidney Pereira sobre a importância do projeto.
Exposição Xilogravura
Uma arte minuciosa e bem marcantes. A xilogravura consiste em uma técnica de entalhamento da madeira para ser usada como uma espécie de carimbo. É uma das principais formas de expressão que caracterizam a arte do Nordeste. Assim como o cordel, nasceu em feiras populares como uma opção barata de entretenimento. Quem passar pelo evento pode apreciar cerca de 40 obras dos mais importantes artistas, de notoriedade internacional, como os pernambucanos J. Borges, Marcelo Soares, J. Miguel, Dila, o capixaba que vive no Maranhão Airton Marinho e o cearense José Lourenço.
Cordel
Um dos elementos mais emblemáticos da literatura nordestina é o cordel. Famosa, por ser exposta pendurada em cordões, os textos trazem em forma de poesia histórias do cotidiano da região. Serão exibidas obras de expoentes da atualidadede diferentes partes do Brasil, como João Ferreira de Lima (As proezas de João Grilo), Leandro Gomes de Barros (A Batalha de Oliveiros com Ferrabrás/ A Donzela Teodora), Severino Milanês da Silva (Peleja de Severino Pinto com Severino Milanês), José Pacheco da Rocha (A Chegada de Lampião no Inferno/ A intriga do Cachorro com o Gato), João Melchiades (Roldão no Leão de Ouro), Arievaldo Viana (O Batizado do Gato), José Camelo de Melo Resende (Coco Verde e Melancia).
Destaque para o dia 27 de março, data oficial do aniversário da cidade, que será lançado um cordel que conta a história de Ceilândia. A obra é assinada pelos repentistas João Santana e Chico de Assis, que já se apresentaram em lugares como o Teatro Nacional e produziram obras para a TV, teatro e cinema, e a capa ilustrada por Jô Oliveira, artista que já recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais filatelistas com a criação do “melhor selo”. O texto conta a formação da cidade, que foi crescendo conforme a nova capital era construída: “No ano setenta e um/ Ceilândia foi batizada,/ Onze anos antes disso/ Brasília era inaugurada,/ Construída pela força/ Nordestina obstinada”.
Música
Artistas que cantam o nordeste em suas melodias e canções também fazem parte da programação, sempre das 20 às 21h. Confira a programação:
14/ 03 – (sexta) – Flomulengo
Banda brasiliense que entoa o tradicional forró pé de serra com canções de músicos consagrados como Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Elba Ramalho, Marinês e Dominguinhos.
15/03 – (sábado) – Alberto Salgado
Músico, compositor, violonista, percussionista e tocador de berimbau. Alberto Salgado é um artista de música popular brasileira, com diversos prêmios em sua carreira. Já gravou ao lado de Dominguinhos.
16/03 – (domingo) – Paraibola
A proposta do grupo é mostrar a música nordestina, que inclui xote, xaxado, xerém, baião, maxixe e maracatu, criando um repertório próprio que batizaram de forró Candango, ou seja estes ritmos falando da realidade de Brasília.
21/03 – (sexta) – Luizão do Forró
O paraibano sobe ao palco para embalar o público com o ritmo do forró pé de serra com seu inseparável acordeon. É um dos integrantes do trio Nordestinos Candangos que se apresenta no dia 29/03
22/03 – (sábado) – Carlinhos Veiga
O músico entoa em seus shows canções permeadas de regionalismo, embalados pelo som da viola caipira e viola de cocho.
23/03 – (domingo) – RAPadura Xique-Chico
O rapper inova ao misturar sua música com repente alimentado por muito coco, maracatu, forró, baião e cantigas de roda, que fazem dele o percussor de um movimento em defesa da cultura popular, integrando o rap contemporâneo à música de raiz. Já foi indicado ao VMB como aposta da MTV em 2012.
27/03 – (quinta) – Chico Assis e João Santana

A dupla de repentistas leva a música de raiz com muita melodia e poesia. Chico é potiguar e atualmente dirige a Casa do Cantador. João Santana é o único repentista nascido fora do Nordeste e já se apresentou em diversos países.
 
 
                
29/03 – (sábado) – Marcos Mesquita e Vitor Mesquita
Pai e filho violeiros, juntamente com sua banda, levam aos palcos o som da viola caipira, em sua essência, mas com influências do rock progressivo.
30/03 – (domingo) – Nordestinos Candangos
O trio de nordestinos radicados em Brasília desde os anos 70 traz música popular brasileira com características regionalistas do xote, xaxado, baião, frevo, toada e samba. Nos temas, o meio ambiente, causas sociais, belezas geográficas e das riquezas do povo brasileiro, além do amor.

Teatro
Para a criançada, o universo lúdico do teatro vem com toques de cultura popular, tanto em técnica como no enredo. Serão apresentadas peças teatrais, sempre das 16 às 17h, de duas companhias de destaque no DF.
15/03, 22/03 e 29/03 – Mamulengo Presepada – O Romance do Vaqueiro Benedito
Grupo que mistura elementos da cultura popular, em um jogo cênico que envolve atores, bonecos e música. Misturando personagens da cultura popular, com alguns mitológicos e outros simbólicos, a história se desenvolve conforme a participação da plateia.
16/03, 23/03 e 30/03 – Cia Expressão da Arena – O Conto do Baú
Grupo teatral de bonecos om histórias de literatura de cordel. A peça conta história de um menino do sertão que não pode ir à escola, pois precisa trabalhar. Sonhador, ele encontra um baú mágico e vai parar em uma terra encantada
Atividades de interação artística
Ao longo do evento serão desenvolvidas atividades interativas e educativas, nas quais o público se sinta parte do processo, totalmente de graça. Entre eles está um grande jogo de tabuleiro, colocado no chão e no qual as peças são as próprias pessoas. São colocados desafios com personagens, informações históricas e festas populares, todo ilustrado, com questões abordadas ao longo da exposição. Um momento de diversão para a família e para os alunos das escolas em visitação. Também é possível criar o próprio cordel em um painel de ímã gigante com personagens e ícones do universo da xilogravura.
Para quem quer aprender ainda mais, é possível desfrutar do “espaço leitura”, com um lounge e diversos títulos de cordel para apreciação. Já no “espaço criação” são desenvolvidas oficinas gratuitas para o visitante colocar a mão na massa e desenvolver sua própria xilogravura, conhecendo detalhadamente a técnica.
Serviço:
Encanta Ceilândia – Xilogravura e Cordel
Local: JK Shopping (Avenida Hélio Prates QNM 34 – entre Taguatinga e Ceilândia)
Data: 14 a 30/03
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: Livre
Informações/ agendamento para escolas e entidades: (61) 3246-8608
www.jkshoppingdf.com.br
Reproduzido de: http://www.jornaldebrasilia.com.br/



















































quarta-feira, 12 de março de 2014

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DA POESIA 2014 NA CASA DO CORDEL–NATAL (RN)

 

A casa do Cordel, localizada à Rua Vigário Bartolomeu, 578,
centro de Natal-RN, divulgou em seu blog a programação da instituição para a semana da poesia a qual reproduzimos. Se você é de Natal ou das redondezas não deixe de participar.

 


13 MARÇO(QUINTA-FEIRA
18H - ABERTURA DA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA SERES DO SERTÃO
POR AURÍLIO SANTOS/PB. LOCAL : CASA DO CORDE

14 DE MARÇO(SEXTA FEIRA)
8H30 - MESA DE VIVÊNCIA SOBRE O CORDEL( COM POETAS,
POETISAS E ADMIRADORES). LOCAL: CASA DO CORDEL
15H - ASSEMBLÉIA DO MOVIMENTO CORDELISTA. LOCAL: CASA DO CORDEL
18H - SARAU EM HOMENAGEM ÀS MULHERES NO CORDEL
ENCERRAMENTO COM FORRÓ DA GENTE. LOCAL: CASA DO CORDEL

15 DE MARÇO(SÁBADO)
9H - CAFÉ COM CORDEL (SARAU, MÚSICA, LANÇAMENTO DE
CORDEIS)
OBS: O CAFÉ SERÁ VENDIDO A PREÇOS POPULARES COMO
CONTRIBUIÇÃO

casadocordel@hotmail.com
84-9954-6865

Reproduzido de http://casadocordel.blogspot.com.br/

domingo, 9 de março de 2014

A História do Brasil em Literatura de Cordel – De 1500 a 2010


(imagem de internet inserida por este blog)

Por Francisco de Assis Campos Saraiva


Este é o título do livro de 189 páginas, que recebi do grande amigo e conterrâneo, PEDRO NONATO DA COSTA, uma obra cultural da melhor grandeza e qualidade. Fiquei deveras envaidecido com a mensagem: “Ao amigo Dr. Saraiva, com admiração e apreço. Teresina, 07 de fevereiro de 2014.” Trata-se de um trabalho esmerado e meticuloso, que merece louvor e reconhecimento. Síntese Biográfica do Autor: Pedro Nonato da Costa, nascido a 03 de abril de 1962, no município de Alto Longá - Piauí. É filho de Raimundo Nonato da Costa e Maria dos Anjos Alves da Costa. É o décimo quinto filho do casal. Casado com Luzia Sotero de Abreu da Costa, com quem teve os filhos Francisco Wagno Sotero Costa e Luís Carlos Sotero Costa. É cantador repentista, compositor, poeta cordelista, editor, ator e radialista. Gravou quatro CDS: Sonhos de Cantadores. Causos e Cantorias. Pai e Filho Contando História e Saudação ao Vaqueiro. É fundador e atual presidente do Sindicato dos Cantadores e Poetas populares do Piauí. Realizou mais de vinte Festivais de Violeiros. Criou a Revista de Divulgação Cultural “De Repente”, em dezembro de 1994 e a Fundação Nordestina de Cordel - FUNCOR, em 1999.  Medalhas: Mérito Renascença do Estado do Piauí. Mérito Oficial da Polícia Militar. Mérito Cultural dos Estados do Piauí e do Ceará. Cidadão Teresinense. Comenda de maior divulgador da Cultura Nordestina no Festival Internacional de Trovadores e Repentistas de Quixadá-CE. Ganhou os Concursos em Cordel: Teresina, 145 anos, em 1997. Metrô de São Paulo, Cordel “A Cidade Sobre os Trilhos” em 2003. Livros: “Poemários de Cordéis.”, publicado pela Editora da UFPI. ”As Modalidades e as Técnicas do Repente.” “A Maestria do Rei do Repente Domingos Fonseca”. É Diretor Presidente da FUNDAÇÃO NORDESTINA DO CORDEL. É Membro da Academia de Letras do Vale do Longá - ALVAL. Academia Longaense de Letras, Cultura, História e Ecologia - ALLCHE e Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC.   
O livro discorre desde a colonização do Brasil à Inconfidência Mineira. Do Governo Tomé de Sousa e a primeira capital, em 1549. Atividades Missionárias. Aclamação de Amador Bueno, em 1641, em São Paulo. Guerra dos Emboabas, em 1709, em Minas Gerais. Revolta de Felipe dos Santos, em 1729, em Minas Gerais. Inconfidência Mineira de Vila Rica, em 1789, em Minas Gerais. A Inconfidência Baiana ou Revolta dos Alfaiates, em 1798. Vinda da família Real para o Brasil, em 1808. Realizações de Dom João VI.  Revolução pernambucana, de 1817. Volta de Dom João VI. Independência do Brasil. E a Batalha do Jenipapo, em 13 de março de 1823, em Campo Maior-PI. Fala do Brasil Império e o Primeiro Reinado, de 1822 a 1831. Reconhecimento da Independência pelos Estados Unidos da América do Norte, em 1824. A primeira Constituição Brasileira, de  25 de março de 1824. Guerra da Cisplatina. Período Regencial, de 1831 a 1840. Cabanagem do Pará, de 1835 a 1840. Sabinada da Bahia, de 1837 a 1838. Balaiada do Maranhão, de 1838 a 1841. Guerra dos Farrapos, de 1835 a 1845. Fim do Período Regencial. Maioridade em 23 de julho de 1840. Segundo Reinado. José Bonifácio de Andrade e Silva.
O Livro é rico em detalhes. Fala de Dom Pedro II. Guerra do Paraguai, de 1864 a 1870. Causas da Guerra e as lutas. Zumbi dos Palmares à Abolição da Escravatura. Lei Eusébio de Queiroz, de 1850. Lei do Ventre Livre, de 1871. Em 13 de Maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea pela Princesa Isabel, filha de D. Pedro II. Principais republicanos: Benjamin Constant, Marechal Deodoro da Fonseca, Solon Ribeiro, Saldanha Marinho e Campos Sales. O Comando do Marechal Deodoro da Fonseca e o fim da Monarquia, transformando o Brasil em um país republicano. Prossegue com Floriano Peixoto, Prudente de Moraes e a guerra de Canudos, de 1896 a 1897, na Bahia. Campos Sales, Rodrigues Alves, de 1902 a 1906, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, José Maria da Silva Paranhos (Barão do Rio Branco), com produção de café em Minas Gerais e São Paulo, Wenceslau Braz, Delfim Moreira, Epitácio Pessoa, com o Tenentismo de 1921 a 1930, a vinda dos japoneses para o Brasil, de 1920 a 1934 e a Revolução Paulista. Artur Bernardes e a coluna Prestes, de 1924 a 1926, Washington Luis, Júlio Prestes, Junta Governista, de 24/10/1930 a 03/11/1930, Mena Barreto, Isaías de Noronha e Augusto Fragoso. Discorre sobre o Estado Novo, que marca a era Vargas e sua ditadura. A Revolução Constitucional de 1932. Segunda Fase do Governo Constitucional, de 1934 a 1937. A Constituição de 1934. Aliança Nacional Libertadora liderada por Luís Carlos Prestes. A Intentona Comunista de 1935. Segunda fase da Ditadura do Estado Novo, de 1937 a 1945. Fim do Estado Novo. Seqüência Presidencial com José Linhares, Gaspar Dutra, Café Filho, Carlos Luz, Nereu Ramos, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João Goulart, Ranieri Mazzilli, Castelo Branco, Costa e Silva, Aurélio Lira, Augusto Rademaker, Márcio Melo, Emílio Médici, Ernesto Geisel, João Figueiredo e Tancredo Neves. Prossegue com José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. O autor fez uma mini síntese biográfica dos que exerceram cargo de Presidente da República. Trata-se de uma obra cultural valiosa, que pode ser adotada nas escolas do País, públicas ou particulares.
Parabéns ao escritor Pedro Nonato da Costa pela obra elaborada. O poeta é um orgulho Alto Longaense e um patrimônio cultural Piauiense e do Brasil. Pode ser considerado como um dos maiores poetas cordelista dos tempos hodiernos, com o qual nos confraternizamos de coração.
”Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa.” (2 Crônicas 15.7).

* Oficial R1 do Exército, empresário, titular e dir.téc. do Laboratório Lobo D’Almada, membro da ALB e da ALLCHE
E-mail: ldalmada@hotmail.com



Fonte: http://www.folhabv.com.br/mobile/noticia.php?id=167105

Por que trabalhar literatura de cordel na Escola?

Por Gracita no blog gracitacordel.blogspot.com.br


A literatura de cordel é uma ferramenta excepcional para desenvolver na garotada o comportamento leitor, pois, a poesia de cordel é um instrumento capaz de estimular o hábito de leitura, já que os aprendizes estão em fase de construção dessas habilidades. Além disso, as características do cordel costumam encantar as crianças, sendo a principal delas a musicalidade das rimas. A literatura de cordel apresenta uma linguagem bem simples aproximando-se do cotiano dos alunos, por isso, corrobora para a compreensão do enredo proposto pelo cordelista, tendo em vista que o seu uso em sala de aula está direcionado à leitores iniciantes em fase de desenvolvimento das habilidades e competências de leitura e escrita. O trabalho com poesia de cordel favorece a melhoria da fala, já que os textos são embasados na oralidade além de elencarem fatos do cotidiano, por isso,oportunizam o acúmulo de conhecimentos culturais que irão dar suporte aos pequenos aprendizes para a construção do seu conhecimento e fomentar elementos que serão a base para que eles possam criar seus próprios poemas de cordel.

sábado, 8 de março de 2014

TODAS AS MULHERES

Comemoramos o dia da Mulher com versos da poetisa Dalinha Catunda.

TODAS AS MULHERES
Por Dalinha Catunda
TODAS AS MULHERES
*
Mulher melindrosa
Bonita e faceira
Safada brejeira,
Rude perigosa
Desfila garbosa
Com sua bandeira
Na missa na feira
No lar no bordel
Cumpre seu papel
Com ar de guerreira.
*
Mulher mal-amada
Sem eira nem beira
Que fala besteira
E desatinada
Se diz estudada
E bate no peito
Botando defeito
Em tudo que nota
Parece marmota
Mas deve ter jeito.
*
Mulher atrevida
 Que ri e graceja
Que toma cerveja
Que é seduzida
Que gosta da vida
De amor e paixão
Sem elo ou prisão
Tem autonomia
E sem ser vadia
Respira emoção.
*
A mártir do lar
Mulher não quer ser
Aprendeu bater
Pra não apanhar
Se o homem tentar
Ele entra na lenha
Maria da Penha
É lei que vigora
Quem bate agora
Algema desenha.
*
Mulher quer carinho
Não foge do laço
E sem embaraço
Refaz seu caminho
Quer flor sem espinho
E quer ser querida
Ser reconhecida
Em tudo que faz
Ser igual lhe apraz
Por ser aguerrida.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda

Mulher melindrosa
Bonita e faceira
Safada brejeira,
Rude perigosa
Desfila garbosa
Com sua bandeira
Na missa na feira
No lar no bordel
Cumpre seu papel
Com ar de guerreira.
*
Mulher mal-amada
Sem eira nem beira
Que fala besteira
E desatinada
Se diz estudada
E bate no peito
Botando defeito
Em tudo que nota
Parece marmota
Mas deve ter jeito.
*
Mulher atrevida
Que ri e graceja
Que toma cerveja
Que é seduzida
Que gosta da vida
De amor e paixão
Sem elo ou prisão
Tem autonomia
E sem ser vadia
Respira emoção.
*
A mártir do lar
Mulher não quer ser
Aprendeu bater
Pra não apanhar
Se o homem tentar
Ele entra na lenha
Maria da Penha
É lei que vigora
Quem bate agora
Algema desenha.
*
Mulher quer carinho
Não foge do laço
E sem embaraço
Refaz seu caminho
Quer flor sem espinho
E quer ser querida
Ser reconhecida
Em tudo que faz
Ser igual lhe apraz
Por ser aguerrida.
*
Foto  Dalinha Catunda

sexta-feira, 7 de março de 2014

A Literatura de Cordel e a Música na Capoeira - Por Raphael Pereira Moreno

Mestre Waldemar

Pensando em tudo isso, fui buscar a origem de algumas cantigas que mais gostava e cheguei até a poesia de cordel. A história do Valente Vilela e o ensinamento contado na vida de Pedro Cem, ambos personagens presentes na literatura de cordel, foram os meus iniciais. Assim como ainda acontece hoje em dia, principalmente no Nordeste do país, acredito que os folhetos de cordel sempre foram muito divulgados e, devido ao preço de centavos, muito acessíveis. Conta-se inclusive, que antes da chegada da Televisão, o nordestino do interior aguardava a chegada do Poeta de Cordel para saber em versos, os acontecimentos do mundo, sempre numa linguagem oral, popular.

Alguns anos atrás, ouvindo CD de mestre Waldemar, me perguntei: Será que a poesia da capoeira foi um privilégio dos nossos avós de capoeira? Talvez não. Mas e a malícia em organizar as idéias de um modo "não tão direto", aquela mandinga nas palavras, que mestre Jerônimo lá da Austrália sabe tão bem desenvolver?
O assunto é interessante, e por vezes já foi citado e comentado por diversas pessoas. Na verdade, pessoas com muito mais bagagem e conhecimento no assunto. Mas o que me faz escrever algumas linhas sobre a relação entre a literatura de cordel e as canções na capoeira, é justamente a necessidade que sinto de uma melhora nas músicas que são compostas e cantadas hoje em dia. É verdade que ainda hoje, em diversas rodas pelo Brasil e mundo afora, reinam canções de mais de um século de idade, numa mostra de resistência da cultura da capoeira. Mas são algumas canções "modernas" que preocupam. Canções pobres de conteúdo, vazias.

Vida de Pedro Cem
Vou narrar agora um fato
Que há cinco séculos se deu,
De um grande capitalista
Do continente europeu,
Fortuna que como aquela,
Ainda não apareceu.
(...) Diz a história onde li
O todo desse passado
Que Pedro Cem nunca deu
Uma esmola a um desgraçado
Não olhava para um pobre
Nem falava com criado
(...) A justiça examinando
Os bolsos de Pedro Cem,
Encontrou uma mochila
E dentro dela um vintém
E um letreiro que dizia:
Ontem teve e hoje não tem.
* Rafael Augusto de Souza


Pedro Cem
Lá no céu vai quem merece
Na terra vale quem tem
A soberba combatida
Foi quem matou Pedro Cem
(...) Ele dizia nas portas
Uma esmola a Pedro Cem
Quem já teve hoje não tem
A quem eu neguei esmola
Hoje me nega também
(...)A justiça examinando
Os bolsos de Pedro Cem
Encontrou uma muchila
Dentro dela um vintêm
E um letreiro que dizia
Já teve, hoje não tem

O cordel tem origem na península ibérica, em Portugal e Espanha, no século XVI, onde as estórias se apresentavam em versos e prosas. Até hoje não se sabe bem quando os folhetos entraram no Brasil, mas muito provavelmente vieram com os colonizadores. Outra característica interessante, é que aqui no Brasil, a literatura de cordel sempre esteve ligada à cultura oral e popular, e escrita em versos.
E de onde vem a ligação com a capoeira? De maneira clara e intuitiva esse é mais um dos argumentos para a interpretação da capoeira como cultura popular. Na verdade não há algo que as ligue, e sim ambas fazem parte da tão rica cultura popular brasileira. E a cumplicidade não é só com o cordelmas também com o samba de roda e todos os demais ritmos populares, quase todos de origem africana. Assim como os cantadores e repentistas, o capoeira deve estar atento ao que acontece ao seu redor. Deve ser um responsável pela divulgação de informações e opiniões.
Como escutei do amigo Miltinho Astronauta certa vez... "Todo capoeira é, ou deveria ser, um poeta, um cronista social e um sócio-crítico dioturno...". Pensando dessa forma, embolando as idéias entre o passado e o presente, passando por críticas e homenagens, aproveitando o que foi criado e dando liberdade à nossa criatividade, devemos também mandar nosso recado, prestando atenção para essa característica tão marcante, interessante e importante da capoeira.



Fonte: Portal Capoeira.com

CONFABULAÇÃO FEMININA

Pessoal hoje seguimos com belo poema de autoria amiga Poetisa Dalinha Catunda (via Facebook)

CONFABULAÇÃO FEMININA
*
A mulher quando se casa
Só recebe obrigação
Não sai do pé do fogão,
Na luta, cozinha e passa.
Trabalha que nem jumento,
E renega o juramento,
Que fez diante do altar.
Choraminga arrependida,
Reclama da dura vida,
E logo quer separar.
*
Hoje a coisa é diferente,
Mulher tem nova postura
Não lava nem faz costura
Atua noutro ambiente.
É livre completamente
Segue novo ritual,
Sendo de igual para igual
Vira o homem opção
E não uma imposição
Do tempo patriarcal.
*
Esta conversa escutei,
Na mesa dum restaurante
Achei bem interessante
Tudo que presenciei
E ali mesmo matutei,
Sobre esta conversação,
E faço a indagação:
Será que hoje a mulher,
Que faz tudo que bem quer
Tem tempo pro coração?
*
Texto de Dalinha Catunda
Foto do acervo da autora.
Foto do acervo da autora
*
A mulher quando se casa
Só recebe obrigação
Não sai do pé do fogão,
Na luta, cozinha e passa.
Trabalha que nem jumento,
E renega o juramento,
Que fez diante do altar.
Choraminga arrependida,
Reclama da dura vida,
E logo quer separar.
*
Hoje a coisa é diferente,
Mulher tem nova postura
Não lava nem faz costura
Atua noutro ambiente.
É livre completamente
Segue novo ritual,
Sendo de igual para igual
Vira o homem opção
E não uma imposição
Do tempo patriarcal.
*
Esta conversa escutei,
Na mesa dum restaurante
Achei bem interessante
Tudo que presenciei
E ali mesmo matutei,
Sobre esta conversação,
E faço a indagação:
Será que hoje a mulher,
Que faz tudo que bem quer
Tem tempo pro coração?
*

quinta-feira, 6 de março de 2014

A CONFUSÃO DO IPED


Por Manoel Belizario

Passou na rua um pedinte
Num alarido sem fim
Esmolando uma moeda?
"Ai, ai, ai, que vida ruim!"
"Iped!" gritou o jovem
Ambulante Serafim.



"Iped!" continuava
Serafim pra todo lado
Uns populares disseram
"Vejam só que desgraçado
Rindo da situação
Daquele pobre coitado."


"Iped pra todo mundo!
Iped! Ó o Iped truta!"
Serafim gritava alto
Naquela sua labuta
E os populares diziam
“Isto é um filho da puta.”

"Iped aí cidadão?"
O pedinte revoltado
Disse peço sim seu moço,
Mas ninguém é obrigado
A dar uma só roela
Eu estou certo ou errado?"

"Seu moço, seu moço eu
Poderia estar roubando,
Batendo bolsa e carteira,
À mão armada assaltando,
Porém preferi pedir
Eu estou lhe incomodando?"

"Continuarei pedindo
O senhor goste ou desgoste."
Serafim não percebeu
A raiva daquela hoste
Por continuar gritando
Foi amarrado a um poste.


Fonte Imagens na ordem em que aparecem no poema

quarta-feira, 5 de março de 2014

'Candidatos "A" e "B"' ou "Conveniências" - Verso Final

Por Manoel Belizario

Passaram-se quatro anos
Naquela amizade imensa
Enganando todo mundo
Utilizando a imprensa
Porém tal encenação
Não engabelou quem pensa.

Irmã gêmea da justiça
Encalhada na demora
Tarda, mas um dia chega
Com gibão, arreio e espora
A VERDADE troteando
Galopeando a aurora.


Máscara que nunca deu
No tamanho facial
Substituída por
Uma outra, porém real
Feita de carne e por ossos
Com um fim eleitoral.


“A” e “B” neste momento,
As asas põem pra fora
Assumindo aquelas mágoas
Que nunca foram embora
Sufocadas na fachada
Saem livremente agora.


Ambos são “macacos velhos”
Dissimulam muito bem
Assim como “C” e “D”
“F”, “G”, “H” também
Das bestas do apocalipse
Algum besta escapa, hein?


 Fonte imagens na  ordem em que aparecem no poema
Blogbrenosiviero.com.br
Lktreinamentos.com.br
Batalhadolinfoma.blogspot.com
PT-br.naruto.wikia.com
www.padrefelix.com.br