CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um século de Gonzagão

Reproduzido de cacalopes.com.br

Muitos livros já foram escritos sobre Luiz Gonzaga. Na literatura de cordel, então, é impossível precisar a quantidade de folhetos que enfocam o Rei do Baião. É a personalidade musical mais biografada, ao lado de Roberto Carlos e Raul Seixas. Antecipando as comemorações do centenário de nascimento deste grande artista pernambucano, a Ensinamento Editora, de Brasília-DF, acaba de lançar Vida e Obra de Gonzagão, assinado por Cacá Lopes, que passou quase uma década gerando as quase 400 estrofes escritas em seis versos. Desde o nascimento na fazenda Caiçara, município de Exu, no sertão de Pernambuco, até a morte no Recife, passando pelas influências de dezenas de artistas brasileiros e homenagens póstumas, a impressionante trajetória do Rei do Baião ganha seu mais completo registro em cordel.

A responsabilidade de Cacá Lopes é grande, portanto, é enorme. E ele não se fez de rogado. Muitas são as estrofes dignas de nota, mas esta, que trata do batismo do pequeno Luiz, chama a atenção pela palavra pagão, comprobatória do envolvimento do autor com o tema:

Os padrinhos do menino
Também são da região,
O Sr. João Moreira
E Dona Neném, que não
Mediram esforços, Luiz
Deixava de ser pagão.

Pagão é o menino não batizado, segundo a doutrina católica. Outro costume, herdado de Portugal, o de batizar a pessoa com o nome o Sato festejado no dia do nascimento, não foi esquecido por Cacá Lopes:

O nome Luiz Gonzaga
Do Nascimento foi dado,
Na igreja de Exu
O bebê foi batizado
Dia 5 de janeiro
Gonzaga foi consagrado.

O Nascimento, sugestão do padre José Fernandes, deve-se ao fato de o menino ter nascido em dezembro, mês do Natal. O Luiz é uma homenagem à Santa Luzia, festejada a 13 de dezembro, data em que Gonzaga veio ao mundo.

Sobre o Autor

José Edivaldo Lopes, em arte Cacá Lopes, nasceu 24 dia agosto de 1962, no sitio lagoa da onça, há 14 km de Araripina-PE, no sopé da serra do Araripe.  Iniciou sua trajetória artística na Rádio Grande Serra AM em sua terra natal, quando lançou seu 1º disco. Radicado em São Paulo desde 1984, mantém uma carreira consolidada como cantor, compositor e instrumentista, com 6 CDs lançados e várias coletâneas. Como cordelista, é autor de vários folhetos de poesia popular(Luzeiro editora) e adaptou para o cordel o clássico infantil Cinderela, de Charles Perrault.(Ed. Claridade) Percorre escolas e universidades há 18 anos com o espetáculo Música e Cordel nas Escolas, assistido por aproximadamente um milhão de alunos e educadores da rede pública municipal e estadual de São Paulo. É também um dos integrantes do movimento Caravana do Cordel.

Ficha Técnica

Vida e Obra de Gonzagão – O mais completo cordel ilustrado sobre Luiz Gonzaga   

Autor: Cacá Lopes
Editora: Ensinamento
Prefácio: Marco Haurélio
Texto: Assis Ângelo
Capa: Valdério Costa
Ilustrações: Maércio Lopes/Valdério Costa
Nº de páginas: 191
ISBN: 9788562410932
Preço: R$ 32,00

Dia dedicado à Literatura de Cordel – Itaperuna RJ

Está marcado para o dia 06 de dezembro às 19h uma palestra dedicada à Literatura de Cordel, onde virá ao campus Itaperuna Gonçalo Ferreira da Silva, nascido em 1937(CE), poeta, contista, ensaísta e presidente da ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel. O cordelista tem como suas principais temáticas ciência e política, e em congressos e festivais, é comum vê-lo contando histórias em versos rimados e de improviso. Autor fecundo e de produção densa, principalmente no campo de literatura de cordel, área que mais cultiva e que mais ama. Poeta intuitivo, de técnica refinada, chega a ser primoroso em algumas estrofes. É, porém, a abrangência dos temas que aborda que o situa entre os principais autores nacionais, tendo produzido diversos títulos com a temática de ciência e política.

No programa estarão disponíveis à partir das 17h, inclusive para venda, centenas de títulos de cordel a partir de R$2,00 e uma palestra com o tema “Vertentes e Evoluções da Literatura de Cordel”. A palestra terá vagas limitadas e as inscrições já se encontram abertas, inclusive para o público externo, na recepção do campus na Rodovia BR 356, Km3, Cidade Nova ou pelo telefone 3826-2300. Para conhecer um pouco mais sobre o palestrante e a ABLC, e o quanto a palestra promete, confira o site: http://www.ablc.com.br/

Na foto: Gonçalo Ferreira da Silva, poeta cordelista e presidente da ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel

Fonte: blogovagalume.blogspot.com/

Pesquisadores e artistas integram Literatura e Cultura Popular na UFPB

Pesquisadores e artistas integram Literatura e Cultura Popular na UFPB

Professores, estudantes, artistas e produtores da cultura popular reafirmam diálogo entre Academia e Literatura Popular nas salas de aula da UFPB. A VI Semana do Programa de Pesquisa em Literatura Popular (PPLP), continua até a quinta-feira (24) com debates que mostram a força e a renovação do cordel, da xilogravura e outras formas de cultura popular

Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é assim: a cultura popular está em sala de aula. Professores, alunos e artistas discutem características, traços e ritmos da arte feita do povo para o povo. Um tema que este mês ganha mais destaque durante a VI Semana do Programa de Pesquisa em Literatura Popular (PPLP), que é realizada no campus I, em João Pessoa, até o dia 25 de novembro.

Entre os participantes do evento a principal preocupação é deixar claro o que é cultura popular. “Levar um grupo de xaxado pra dançar em São Paulo não é cultura popular. O correto seria os paulistas virem até o Nordeste acompanhar uma apresentação desses grupos, para suas comunidades. Aí sim, estamos falando de cultura popular”, explica o poeta e cordelista Marco di Aurélio.

Ele participa do curso Cordel e Xilogravura em Sala de Aula, realizado na Sala de Leitura do PPLP, no segundo andar da Biblioteca Central da UFPB. Na conversa com professores e alunos, Marco di Aurélio falou da importância de conhecer e preservar as raízes do povo nordestino e exemplificou: “Certa vez fui convidado por um cantor popular a fazer uma ‘zuada’ numa feira livre, no interior da Paraíba. Ele me colocou pra tocar zabumba, mesmo sabendo que eu nunca tinha tocado esse instrumento. Durante a apresentação, por várias vezes, tentei encontrar alguém que realmente soubesse tocar. O cantor sempre dizia para que eu continuasse no grupo. Depois de certo tempo, ele falou: ‘você não entendeu que essa brincadeira é nossa? Não é pra ninguém de fora vir brincar’. Foi aí que percebi que até mesmo eu, uma pessoa que sempre estudou esse universo, naquele momento não estava sabendo o que era cultura popular”.

            Cordel e xilogravura

E é na cultura popular que encontramos um importante instrumento pra fortalecer a própria cultura popular. No cordel são retratados a música, os costumes, a gastronomia, o jeito de ser do povo nordestino.  “É preciso atenção, cuidado com a arte de fazer o cordel. As rimas, as escritas devem ter um casamento perfeito”, destaca Marco di Aurélio. Nascido na cidade de Bodocó, alto sertão pernambucano, ele é autor da primeira edição de literatura de cordel no sistema Braille no Brasil.

E pra ilustrar essa arte de textos que se transformam em rimas são usadas as xilogravuras. Pra falar sobre essa arte, esteve presente na VI Semana do Programa de Pesquisa em Literatura Popular (PPLP) o pintor, poeta, artista gráfico e um dos xilógrafos brasileiros com mais destaque atualmente, Marcelo Soares.

“Alguns poetas dizem como querem a capa do cordel. Outros mandam o texto, para que eu crie a capa. Acho a segunda forma mais interessante”, comentou o artista que desde pequeno vive no universo do cordel. Marcelo Soares começou ilustrando os livros de cordel do pai, José Soares (1914-1981), renomado cordelista conhecido como O Poeta Repórter.

Para ele, a tecnologia ajudou a propagação do cordel. “Antes era difícil fazer um livro desses. Hoje, com o computador, tudo é mais fácil. Pra se ter uma idéia, na última Bienal do Livro em São Paulo comprei mais de 500 títulos”, comentou. Marcelo expandiu suas atividades, incursionando por desenho e pintura, criando capas e ilustrações para livros, discos, cartazes para cinema, shows, teatro e outros eventos. É autor de quase uma centena de folhetos de cordel, ilustrou obras de dezenas de poetas populares, tendo também trabalhado para editoras como Brasiliense, ltatiaia, Prelo, Paulinas, Contexto e Global e para jornais como O Globo, Jornal do Brasil, O Pasquim, Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco.

Fonte: www2.ufpb.br

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

SEMANA PPLP- UFPB 2011 - 21.11.11

PALESTRA COM OS POETAS OLIVEIRA DE PANELAS, MARCO DI AURELIO E COM O PROFESSOR ARNALDO SARAIVA

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Tivemos várias palestras
Com os poetas de cordel
Oliveira de Panelas
Excelente menestrel
Também o Marco di Aurélio
Cumpriu bem o seu papel.

SDC11094

Tivemos uma conferência
Com o professor Arnaldo
Saraiva, cuja palestra
Deu um imenso respaldo
Ao caldeirão da cultura
E seu vigoroso caldo.

SDC11097(da esquerda para a direita: José Costa Leite, Marco di Aurélio, Prof Arnaldo Saraiva, Oliveira de Panelas, Manoel Belizario)

Este evento realmente
Tem sido muito legal
Valorizando o cordel
E escritos em geral
Da cultura popular,
Cuja origem é oral.

SEMANA PPLP – UFPB (21.11.11)

PALESTRA  COM O POETA JOSÉ COSTA LEITE

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Neste dia 21
Para o meu total deleite
Conheci pessoalmente
O poeta Costa Leite
Todo o pessoal dizia
Ei Manoel aproveite.

 

 

 

Realmente aproveitei,SDC11088
Redobrei minha atenção.
Durante suas palestras
Que foram pura emoção
Ele contava seus causos
E eu revivia o Sertão.

 

 

 

 

 

 

SDC11090

Conhecer Zé Costa Leite,
Há muito tempo eu queria.
Um poeta popular
De grande categoria.
Engrandece nossa classe,
Sua bela poesia.

Biblioteca Nacional quer abrigar literatura de cordel

Biblioteca Nacional está convidando autores de cordel para enviar cópias de suas obras

A Biblioteca Nacional quer incorporar a arte de cordelistas a seu acervo. A Divisão de Depósito Legal, que cuida do recebimento de todas as publicações editadas no país, está convidando os artistas que produzem cordel a enviar cópias de suas obras para a BN. Com a ação, a Biblioteca pretende abrigar e preservar boa parte da memória produzida em cordel, assim como lembrar a importância da Lei do Depósito Legal. Informe-se através do telefone 21 2220-1892 ou no e-mail ddl@bn.br.

Fonte: publishnews.com.br

APAGANDO AS PEGADAS É O NOVO CORDEL DE JOSUÉ GONÇALVES

 

Fonte: varnecicordel.blogspot.com

A editora Luzeiro lança mais um cordel de Josué Gonçalves, que já tem cinco trabalhos por esta casa publicadora. Josué se embrenhou pelo mundo da literatura faz um tempo, todavia foi descoberto pelo cordel, arte pela qual ele se encantou e afirma ser seu estilo de vida.
Veja as primeiras estrofes?

Numa tarde nebulosa
De melancólico inverno,
Um ônibus enlameado,
Como se viesse do inferno,
Atravessa um nevoeiro,
Trazendo um homem de terno.

Enfim, Areia dourada!
Defronte a rodoviária,
A viagem então se finda.
A figura solitária,
Faz uma cara de dor,
Por culpa da coronária.

O passageiro que apeia
É um homem já idoso,
Com o terno amarrotado.
Negro de porte garboso,
Andava sob a neblina,
Com o passo cauteloso.

A capa é de Anderson Siqueira

Mais informações:
Editora Luzeiro Ltda
Fone: (11) 5585-1800
E-mail: vendas@editoraluzeiro.com.br

Contato com o autor:
josuegaraujo@gmail.com

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

LANÇAMENTO DO FOLHETO “TRISTE FIM DO JOVEM BESTA FERA”

triste fim do jovem besta fera

          Será lançado neste dia 21 de novembro na VI semana do PPLP, na UFPB, o folheto “Triste Fim do Jovem Besta Fera”, da autoria de Manoel Messias Belizario Neto.

Trecho do folheto:

(...)

Leitor inicio então
O caso como se deu.
Como foi que Besta-Fera
Em nosso meio nasceu
E como ele foi punido
Pelo crime que incorreu.

Besta-Fera era um rapaz
Desde pequeno atrevido,
Mal criado com os pais,
Muito Afoito e ‘malovido’.
Aliou-se a Satanás
Um vizinho conhecido.

Formou-se então uma dupla
De desordeiros falados.
Seus pais não lhes davam jeito.
Viviam desenganados.
Ninguém ficava em paz
Por causa dos dois danados.

(...)
Porém um dia bem cedo
Confessou o Besta-Fera
Ao amigo Satanás
(O que deu briga severa)
Disse Besta a Satanás
Que paquerava Mizéra.

Satanás ficou zangado
Com o caso da paquera,
Pois também era gamado
Na tal garota Mizéra
E dentro de dois segundos
A amizade já era.

(…)

Lançamento:
Data: 21 de novembro de 2011
Local:Sala de multimeios da Biblioteca Central da UFPB
Hora: 10:00

Para mais informações contate o autor:(83)87010697/(83)99543869
manoelbelizario@yahoo.com.br

Lançamento do Livro: Estudos em Literatura Popular II

 

Fonte blog do PPLP

VI Semana de Literatura Popular

UFPB realiza VI Semana de Literatura Popular

Evento, que começa nesta sexta (18), às 9h, no hall da Biblioteca Central, conta com a participação do professor Arnaldo Saraiva, da Universidade do Porto, em Portugal. Durante a Semana serão realizadas homenagens a pesquisadora Maria do Socorro Aragão, ao xilográfo Marcelo Soares e ao cordelista Marco di Aurélio.

Começa nesta sexta-feira (18), às 9h, no Hall da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba, Campus de João Pessoa, a VI Semana do Programa de Pesquisa em Literatura Popular (PPLP), promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) e Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas (DLCV). Na abertura do evento, terá uma homenagem à pesquisadora Maria do Socorro Silva Aragão, ao xilógrafo Marcelo Soares e ao cordelista Marco di Aurélio. Na programação, palestras com os professores Arnaldo Saraiva (Universidade do Porto, Portugal) e Maria de Fátima Batista (UFPB), além de show musical com Marcelo Soares e o grupo Zabumbeiros de Timbaúba.

A sexta edição da Semana do PPLP tem como título “Mil cordéis em um só cordel”. Também na sexta-feira (18), a partir das 14h, no Auditório de Multimeios (1º andar da Biblioteca Central), haverá uma mesa redonda sobre “A linguagem regional da literatura popular”, sob a coordenação da professora Maria do Socorro Aragão. Às 17h, haverá apresentação do poeta José Costa Leite. Na segunda-feira (21), também no Auditório de Multimeios, o professor Arnaldo Saraiva coordenará a mesa redonda “O popular na literatura canônica”. Ele também fará conferência sobre o tema “A narrativa erótica de Guilherme Aquitânia”.

Segundo a coordenadora do Programa de Pesquisa em Literatura, Maria de Fátima Batista, o professor Arnaldo Saraiva, da Universidade do Porto, vem à UFPB não apenas em missão pelo intercâmbio mantido com a Universidade, mas, sobretudo, para firmar acordo de implementação do Erasmus Mundus Joint. “Trata-se de um programa de cooperação acadêmica que beneficiará estudos de doutoramento em Literatura Popular de língua portuguesa com as universidades do Porto, de Estocolmo, de Barcelona, além da própria UFPB”, destacou.

PPLP

O Programa de Pesquisa em Literatura Popular (PPLP) surgiu em 1977, a partir da iniciativa de alguns professores do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas (DLCV) da UFPB. Em 2004, foi realizada a primeira Semana PPLP com o objetivo de mostrar os trabalhos produzidos durante o ano pelos pesquisadores vinculados à UFPB. “Além disso, também pretendemos reunir as ex-coordenadoras e pessoas que, no passado, levaram à frente o programa, uma vez que consideramos fundamental sua experiência de vida em nossa caminhada”, acrescentou a coordenadora do PPLP.

PROGRAMAÇÃO

MAIS INFORMAÇÕES: pplp.ufpb@gmail.com

Fonte: Agência de Notícias da UFPB - Costa Filho via blog do PPLP

sábado, 19 de novembro de 2011

Crato-CE: Coletivo lançará 39 mil cordéis com arte e política

Edital do Ministério da Cultura possibilitará a edição de novos títulos no formato de cordel na região do Cariri

O cordel possibilita o acesso à informação, causos e denúncias das camadas populares, além de inserir o hábito da leitura durante várias gerações YAÇANÃ NEPONUCENA

Crato. A história da Organização Não Governamental Coletivo Camaradas, que atua neste Município, será contada em cordéis. O grupo irá lançar 39 mil livretos com temáticas que dizem respeito à concepção estética e artística do grupo. A publicação será possível através do projeto Cordel Engajado, que foi contemplado pelo Prêmio Literatura de Cordel Patativa do Assaré, desenvolvido pelo Ministério do Cultura. A proposta do Coletivo Camaradas consiste na publicação de 13 títulos de cordéis, sendo três mil exemplares de cada um. As temáticas escolhidas abordam são “O que esses camaradas defendem”, “Diversidade musical”, “Teatro político”, “Confluência das artes”, “Arte e cidade”, entre outros.

O projeto pretende compreender historicamente, o cordel como instrumento que possibilitou o acesso à informação, “causos” e denúncias das camadas populares. Além de inserir o habito da leitura durante várias gerações. A ideia é popularizar alguns temas que ainda estão no campo da intelectualidade. Para convocar os escritores, já foi iniciada uma chamada pública que deverá atrair cordelistas de todos os Estados, principalmente da Região Nordeste, onde o tipo de literatura é mais frequente.

Além dos 13 temas, deverão ser republicados os cordéis de Salete Maria e Hamurabi Batista, os quais abordam o assunto Coletivo Camaradas.

Há 20 anos, a Academia de Cordelistas do Crato está instalada no Município. Já publicou mais 700 mil títulos. A instituição irá promover no próximo mês de dezembro, o III Seminário do Verso Popular. O evento vai reunir todos os membros, pesquisadores do cordel, poetas do verso popular, estudantes, professores e apologistas.

Linguagem marginal

PROJETO AABB comunidade tem, dentro de sua programação, atividades esportivas e de arte em Iguatu, com participação de crianças e adolescentes HONÓRIO BARBOSA

Haverá também uma exposição sobre a atuação da Academia e um planejamento de ação para os dez anos vindouros. Os membros da instituição serão convidados a fazer parte integrante do Cordel Engajado, como também os que fazem parte do Grupo de Cordelistas Malditos, escritores que usam uma linguagem marginal e diferenciam-se por fugir das formas tradicionais do cordel.

Para educar, possibilitar que artistas e professores de arte se familiarizem com os temas que estão relacionados à arte engajada, o grupo Coletivo Camaradas considera o projeto como produção que possibilita a huma-nização dos leitores.

O trabalho é feito sem, necessariamente, abordar questões de ordem política, mas que estão relacionadas à condição humana. O projeto custará aproximadamente R$ 6 mil. O dinheiro já está disponível, falta apenas que os cordelistas iniciem a produção.

Ensino nas escolas

O diferencial do projeto está na produção da arte engajada, que o coordenador do Coletivo Camaradas, Alexandre Lucas, acredita ser o principal objetivo da proposta. “Queremos disseminar a estética do nosso grupo, que é pensar a arte colaborativa, coletiva, interativa e inclusiva. Esse projeto possibilita isso. A gente pretende tornar esse material como instrumento de apoio do ensino nas escolas públicas. Pois, não é possível produzir arte fora da vida, a gente compreende que ela tem esse diálogo constante com as realidades sociais”, revela.

Todo o material publicado deverá ser disponibilizado virtualmente na página do Coletivo Camaradas. Os cordelistas interessados deverão encaminhar as propostas, juntamente com os dados pessoais dos autores para o e-mail coletivocamaradas@gmail.com. O prazo para a realização das inscrições é até o dia 15 de dezembro. Cada um dos escritores que tiverem suas propostas aprovadas pelo projeto receberão mil cordéis. Eles não serão recompensados financeiramente, mas ficam livres para distribuição gratuita ou vendida de suas novas obras.

A distribuição dos 39 mil livretos será direcionada, feita através das atividades educadoras do Coletivo. O grupo tem, em média, 30 membros que irão disseminar a cultura a partir dos encontros, seminários e rodas de conversas, atividades realizadas constantemente. A previsão é que o material esteja pronto até janeiro de 2012. A expectativa é que os cordéis ampliem a concepção estética e artística, relacionada à arte como instrumento de educação, empoderamento político e de criação.

Segundo o cordelista e compositor Francisco Saraiva, o projeto é um forma de também divulgar o potencial do poetas cratenses e as realizações dos grupos que produzem cultura na região.

“É sempre bom ser contemplado com um projeto como esse. Já imaginou quantas pessoas vão ter acesso à leitura? Isso representa mais cultura para a nossa região, espero que os títulos sejam bem utilizados e distribuídos”, avalia. Desde já, a ONG aguarda as propostas dos cordelistas para os temas serem reproduzidos no formato da já conhecida literatura popular.

Temas

13 temáticas diferentes serão abordadas na nova coleção de cordéis do Coletivo Camaradas, com três mil exemplares cada uma. ONG aguarda propostas dos escritores de todo o País

MAIS INFORMAÇÕES
Coletivo Camaradas
Praça Dr. Joaquim Fernandes Teles
S/N, Bairro Pimenta, Crato
Telefone: (88) 3102.1272

Yaçanã Neponucena
Repórter

Fonte: caririnoticia.com.br

terça-feira, 15 de novembro de 2011

'Causos' da literatura de cordel despertam atenção na Fliporto

Festa Literária Internacional de Pernambuco também ressalta tradições.
Espaço Cordel conta com a presença de cordelistas e xilógrafos.

Fonte: g1.globo.com/pernambuco

A 7ª Festa Literária de Pernambuco (Fliporto) tem espaço para as novas tecnologias voltadas para a literatura, mas não esqueceu das tradições populares. Além dos livretos pendurados em corda, como manda a tradição, o Espaço Cordel conta com a presença de cordelistas e xilógrafos, que conversam com o público e vendem suas histórias. Crianças e adultos se aproximam curiosos e param para escutar os 'causos' contados pelos poetas.

Espaço Cordel despertam interesse em crianças e adultos (Foto: Katherine Coutinho/G1)

Espaço Cordel despertam interesse em crianças e
adultos (Foto: Katherine Coutinho/G1)

A estudante de pedagogia Aline Guedes foi com o filho Bernardo, de 7 anos, conferir o espaço. "Eu estou montando um plano de aulas sobre as lendas do Recife em cima de cordéis", explica a estudante, que acha importante as crianças terem contato com essa literatura desde cedo. "É uma coisa da nossa terra, eles precisam conhecer para aprender desde pequenos a dar valor às nossas tradições", defende.

Foi quando criança que o poeta, xilógrafo e arte-educador pernambucano Marcelo Soares aprendeu a importância desses livretos. "Meu pai era era cordelista, meu avô... É uma tradição de família", conta Soares. "Esse espaço é muito importante para nós. O cordel faz parte da cultura e da literatura pernambucana, não pode ser esquecido", acrescenta.

Alguns artistas vieram de outros estados para participar do espaço. É o caso de Fernando Rocha (Macambira) e Marinalva Menezes (Queridina), que vieram da Paraíba e incorporaram seus personagens para vender cordel de um jeito bem humorado. Marinalva, além de cordelista, é também socióloga e professora. "É cultura pura", acredita.

sábado, 12 de novembro de 2011

Depósito Legal de Literatura de Cordel

A Biblioteca Nacional quer incorporar a arte de cordelistas a seu acervo. A Divisão de Depósito Legal, que cuida do recebimento de todas as publicações editadas no país, está convidando os artistas que produzem cordel a enviarem cópias de suas obras para a BN. Com a ação, a Biblioteca pretende abrigar e preservar boa parte da memória produzida em cordel, assim como lembrar a importância da Lei do Depósito Legal. Informe-se através do telefone (21) 2220-1892 ou no e-mail ddl@bn.br.

Fonte: Biblioteca Nacional  via blog As Palavras Têm Poder

Imagem: jornalonlineufpi.wordpress.com

A OPINIÃO DOS ROMEIROS SOBRE A CANONIZAÇÃO DO PE. CÍCERO PELA IGREJA BRASILEIRA

Um folheto de Expedito Sebastião da Silva

No dia 8 de julho
Do ano setenta e três
A Igreja Brasileira
Decidiu por sua vez
Aqui em nossa nação
Do padre Cícero Romão
A canonização fez

Realizou-se em Brasília
Essa canonização
Sendo que do Santo Papa
Não houve autorização
Por aí o leitor veja
Foi à nossa santa igreja
A maior profanação

Quinhentos e onze padres
No momento se acharam
Também trinta e quatro bispos
Ali se apresentaram
E de jornais e revistas
Centenas de jornalistas
O ato presenciaram

Romeiros da mãe de Deus
Essa canonização
Que a Igreja Brasileira
Fez, não tem efeito não
É uma trama ilusória
Que fere a santa memória
Do padre Cícero Romão

Pois a Igreja Católica
Apostólica Romana
Por ser fundada por Cristo
Tem a ordem soberana
De canonizar na terra
Outra assim fazendo erra
E a boa fé engana

Mesmo o nosso padre Cícero
A luz brilhante do norte
Como um fiel pastor
Foi um baluarte forte
Da Santa Mãe Soberana
E a Igreja Romana
Defendeu até a morte

Deixou no seu testamento
Com toda realidade
Assinada por seu punho
Como cunho da verdade
A prova como um diploma
Pra com a igreja de Roma
A sua fidelidade

O nome do padre Cícero
Ninguém jamais manchará
Porque a fé dos romeiros
Viva permanecerá
Pois nos corações dos seus
Foi ele um santo de Deus
É e pra sempre será

E portanto o padre Cícero
Sempre foi santificado
Pelos seus fiéis romeiros
De quem é bastante amado
Finalmente é uma asneira
A Igreja Brasileira
Fazê-lo canonizado

Essa canonização
Feita, num sistema inculto
Os romeiros consideram
Como um verdadeiro insulto
Que a todo mundo engana
E com cinismo profana
Um admirável vulto

Creio se o padre Cícero
Vivo estivesse com nós
Seria ele o primeiro
A opor-se em alta voz
De forma alguma queria
Por completo repelia
Essa farsa de algoz

Pois ele nos seus sermões
dizia com paciência:
A Santa Igreja Romana
De Deus é a pura essência
Não devemos desprezá-la
Portanto vamos amá-la
Fiéis com obediência

- Sem a Igreja Católica
Apostólica Romana
Ninguém pode se salvar
Porque a alma é profana
Por ser a religião
Que conduz todo cristão
Para a corte soberana

Aí se vê claramente
A grande veneração
E o respeito que tinha
O padre Cícero Romão
Pela igreja de Cristo
Que proveniente a isto
Sofrera perseguição

O padre Cícero com vida
Honrou a sua batina
E à igreja de Cristo
Tinha obediência fina
Não dava nenhum conceito
Q quem faltasse o respeito
Pra com a santa doutrina

Como é que certos padres
Não conheceram direito
O padre Cícero de perto
Procuram com desrespeito
Canonizá-lo por conta?
É à Igreja uma afronta
Ou um rebelde despeito?

Pois a Igreja Romana
De forma nenhuma aprova
Essa canonização
Feita nesta Igreja nova
Se eles estão a pensar
Que fácil vão nos laçar
Nos laçarão uma ova!

Ele dizia: O diabo
todos os dias peleja
Para pegar os cristãos
Pois é o que mais deseja
Muitos poderão cair
Se por acaso ele vir
Laçando pela igreja

Mas estamos preparados
Conosco ninguém embroma
Porque é o padre Cícero
Do romeiro e ninguém toma
Que espera conformado
Pra vê-lo canonizado
Por nosso Papa de Roma

Já ouvi alguém dizer
O padre Cícero merece
Ser enfim canonizado
Já que o Papa se esquece
Proveniente a demora
Vem outra Igreja de fora
E o seu valor reconhece

Mas a Igreja Romana
Primeiramente precisa
Fazer sobre o indicado
Uma severa pesquisa
Depois de colher com jeito
Todos os dados direitos
É que ela canoniza

Não é só meter a cara
Como quem vai fazer guerra
E ludibriar a fé
Dos cristãos aqui na terra
Assim era ser profana…
Pois a Igreja Romana
De forma nenhuma erra

Aqui não estou falando
Contra a canonização
De que é merecedor
O padre Cícero Romão
Minha pena aqui acusa
A quem dele o nome usa
Fazendo profanação

Acho grande hipocrisia
E desaforo daquele
Que somente por ouvir
Muito falar sobre ele
Quer ao povo se unir
Para bem alto subir
Na sombra do nome dele

Sabem que o padre Cícero
O santo de Juazeiro
Tem romeiros espalhados
Por este Brasil inteiro
Então canonizam ele
Pra fazer do nome dele
Uma chama de dinheiro

Lá no céu o padre Cícero
Não pode estar satisfeito
Vendo o seu santo nome
Maculado desse jeito
E ainda depois disso
Vendo a Igreja de Cristo
Sem o devido respeito

Mas ele apesar de tudo
Usará de complacência
Pedirá penalizado
À Divina Providência
Pro castigo revogar
E com amor perdoar
Essa desobediência

Aqui nós do padre Cícero
E da Virgem padroeira
Não estamos de acordo
Com a Igreja Brasileira
O nosso padre estimado
Queremos canonizado
Não assim dessa maneira

Sua canonização
Nós desejamos que seja
Feita pelo Santo Papa
Da forma qu’ele festeja
Mandar então colocá-lo
No altar de toda igreja

Todos seus fiéis romeiros
Que com fé o amam tanto
Num quadro tem ele em casa
No mais destacado canto
Pra quem chegar ali veja
Que só falta à Santa Igreja
Declará-lo como santo

Esperamos que o Papa
Antes que nos venha a morte
Canonize o padre Cícero
E brade numa voz forte:
“EU DECLARO FERVOROSO
SANTO CÍCERO MILAGROSO
DE JUAZEIRO DO NORTE”

Fonte: Jornal da Besta Fubana

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Finalmente recebi os recursos do Prêmio Mais (?) Cultura de Literatura de Cordel

Após uma espera extremamente cansativa, O MINC acabou de tirar os recursos do meu Projeto  aprovado no Mais(?)  Cultura de Literatura de Cordel da geladeira. Sinceramente eu já tinha colocado na bacia das almas. O prêmio chegou com um desconto de 30%. Sei que este desconto é relativo a imposto, mas o que me contraria é o fato de eles não terem especificado isto no edital. Porque se assim o tivessem feito eu não teria feito um orçamento encima de 100, mas em 70%. Toda esta espera, toda esta falta de respeito geraram diversos comentários de produtores da cultura popular no site do MINC. Reproduzo um da amiga Rosilene Melo como forma de protesto e desabafo:

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CORDEL ENCANTADO DO BRASIL.

Cumprimento a todos os companheiros repentistas, cordelistas, xilógrafos, pesquisadores, estudiosos e amantes da poesia. Confesso que relutei bastante em me pronunciar publicamente sobre os encaminhamentos dado ao Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel. Constato, por outro lado, com muita tristeza, “que nunca antes na história deste país”, a comunidade dos produtores, divulgadores e pesquisadores da Literatura de Cordel no Brasil foi tão desrespeitada como por ocasião deste Prêmio. Prêmio que, como o próprio nome diz, é oferecido por uma pessoa ou instituição. A nós parece que fomos nós que pedimos este Prêmio, tamanho descaso para conosco. Fico sem acreditar que cordelistas que produzem há décadas como José Costa Leite, xilógrafos como Abraão Batista e Stênio Diniz tenham que ficar ligando para o Ministério da Cultura para ter informações mínimas sobre o Prêmio Encantado.Não sabemos quem recebeu, porquê recebeu e outros não.
Rosilene Melo

Obs: Seu MINC, quando o Sr inventar de lançar um edital, lance também mão do respeito por meio de verdades inteiras. Respeite os poetas populares deste país cumprindo com brevidade seus compromissos e quando isto não ocorrer informe os motivos. Pergunto ao Sr, S. Minc: Vossa Excelência também deixa de molho a barba do pessoal da dita literatura “erudita”? Será que acontece o mesmo com a arte “elitista”? Seu MINC: respeito é bom e todo mundo gosta. Faça sempre por onde ser digno do nome que carrega. Um nome que requer muita responsabilidade antes de adotá-lo.

Manoel Messias Belizario Neto

Imagem da internet

domingo, 30 de outubro de 2011

Projeto Cordel nas Comunidades Quilombolas levará conscientização antidrogas para afrodescendentes

As comunidades quilombolas tocantinenses: Pé do Morro, Projeto da Baviera, Dona Juscelina, Grotão, Cocalinho e arredores, receberão a partir desta sexta-feira, 28, toda a magia da literatura de cordel, por meio de palestras educativas antidrogas do cordelista Júnior Brasil e distribuição de livretos de cordel, em Santa Fé do Araguaia, região Norte do Estado.

A ação é fruto do Projeto Cordel nas Comunidades Quilombolas, uma realização da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos, por meio da Superintendência de Proteção dos Direitos Humanos e Sociais, Diretoria de Proteção dos Direitos das Etnias e Minorias e Coordenadoria dos Afrodescendentes, com apoio da Superintendência de Ações sobre Drogas e Fundo Estadual sobre Drogas.

O Projeto contemplará as 27 Comunidades Quilombolas do Tocantins, reconhecidas como remanescentes de quilombos pela Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura. O objetivo maior é levar conscientização antidrogas aos jovens quilombolas e aos seus pais, através de ações preventivas e educativas para o combate às drogas. E o método escolhido foi o cordel, uma forma divertida e diferente de mostrar à juventude os perigos que elas trazem.

O cordelista Júnior Brasil, autor de livretos de cordéis pretende contribuir com os representantes das Comunidades Quilombolas e os técnicos que atuam junto a elas para fomentar o protagonismo infanto-juvenil, a vivência da cidadania com dignidade e o fortalecimento dos laços familiares, comunitários e socioculturais como forma de prevenção ao uso abusivo de álcool e outras drogas ilícitas.

Além disso, Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos e sua equipe técnica estarão aplicando questionários em todas as comunidades quilombolas, no intuito de obter dados para um diagnóstico preciso sobre o perigo das drogas nas comunidades, o que permitirá a realização de futuros projetos na área.

Fonte: governo-to.jusbrasil.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Salgueiro define o samba-enredo para 2012

O Salgueiro é a terceira escola do Grupo Especial a definir o samba-enredo para 2012. Depois da maratona que começou na noite de terça-feira só terminou por volta das 5h de ontem, a Vermelha e Branca escolheu a parceria assinada por Marcelo Motta, Tico do Gato, Ribeirinho, Dílson Marimba, Domingos PS e Diego Tavares. O enredo Cordel Branco e Encarnado, dos carnavalescos Renato e Marcia Lage, vai falar do Nordeste a partir da literatura de cordel.

Linda num vestido vermelho, a Rainha Viviane Araújo brilhou à frente dos ritmistas. Apesar de ter recebido a maioria esmagadora dos votos, o samba vencedor não era o preferido da presidente da escola da Tijuca, Regina Celi, nem do mestre da bateria, Marcão, que escolheram a composição de Xande de Pilares, cantor do grupo de pagode Revelação.

O compositor Ribeirinho participou do concurso na escola pela primeira vez, depois de passar oito anos da Beija-Flor, onde faturou a disputa duas vezes. "Essa vitória foi uma surpresa muito grande. Não esperava chegar tão bem assim no Salgueiro. Meu jeito de fazer samba era diferente, porque na Beija-Flor o modo de compor é outro", afirmou ele, que listou as principais qualidades do hino campeão. "É um samba como há muito tempo não se via no Salgueiro. A melodia é linda e os refrões são fortíssimos".

Há nove anos no Salgueiro, Renato Lage exaltou a força do enredo: "É um tema de grande apelo popular. Vamos exaltar a cultura nordestina e a literatura de cordel, que está muito presente na vida das pessoas. O objetivo é fazer uma louvação aos poetas cordelistas com muita poesia".
Amanhã, Portela, São Clemente e Porto da Pedra escolhem seus sambas para o próximo ano.

APRENDA A LETRA

"Sou cabra da peste
Ô, minha ‘fia',
Eu vim de longe pro Salgueiro
Em trovas, errante, guardei
Rainhas e reis e até
Heroico bandoleiro
Na feira vi o meu reinado
Que surgia qual folhetim,
Mais um ‘cadim', vixe maria!
Os 12 do imperador
Que conquistou
O romanceiro popular
Viagem na barca,
A ave encantada
Amor que vence na lenda
Mistério pairando no ar
Cabra macho justiceiro
Virgulino é Lampião!
Salve, Antônio Conselheiro,
O profeta do Sertão
Vá de retro, sai assombração
Volta pra ilusão do Além
No repente do verso
O ‘bicho' perverso
Não pega ninguém
Ô, meu ‘padinho',
Venha me abençoar
Meu santo é forte,
Desse ‘cão' vai me apartar
Quero chegar ao céu
Num sonho divinal...
É carnaval! É carnaval!
Salgueiro, teus trovadores
São poetas da canção
Traz sua Côrte,
É dia de coroação
Não se ‘avexe', não
Salgueiro é amor
Que mora no peito
Com todo respeito,
O rei da folia
Eu sou o cordel
Branco e encarnado
‘Danado' pra versar
Na Academia"

Fontes: one.meiahora.com e www.salgueiro.com.br

'O Verso e o Briefing' desvenda relação da literatura de cordel com a publicidade

De forró universitário a resenhas de grandes livros, a autora paraibana de Campina Grande Clotilde Tavares fala de tudo com mestria em seus diversos livros e, virtualmente, em seu blog Umas e Outras. Residente de Natal há mais de três décadas, formou-se médica, mas trocou a rotina de consultórios e hospitais por uma sólida carreira literária, que recentemente ganhou mais um título, o livro “O verso e o briefing – A publicidade na literatura de cordel”.
O livro conta a história dos “folhetos de propaganda”, peças utilizadas pelos cordelistas com fins publicitários e a relação da literatura de cordel com a publicidade. Tudo isso com o envolvente texto de Clotilde Tavares. Como conta a autora, a ideia nasceu a partir de um trabalho acadêmico encomendado pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) de São Paulo.
O diretor da instituição, José Roberto Withaker Penteado encomendou à autora um seminário sobre o assunto. O evento foi tão bem sucedido que Clotilde, posteriormente, aprofundou a pesquisa e a converteu num delicioso pocket book sobre nossa cultura. A Escritora, dramaturga, professora, cronista e pesquisadora, Clotilde Tavares publicou os livros “A botija”, “A agulha do desejo”, “A magia do cotidiano”, dentre vários outros.
A obra marca a estreia do Escribas de Bolso, dedicado à publicação de grandes obras em formatos pequenos. O selo Jovens Escribas, idealizado por Carlos Fialho, Patrício Jr e Daniel Minchoni, nasceu - como contam os autores em site oficial - da "inquietação de viver numa cidade em que a literatura produzida era basicamente regional. Cansados da falta de renovação da literatura potiguar, os autores arregaçaram as mangas e buscaram formas de viabilizar suas idéias".
Hoje, com mais de 10 publicações, o selo virou editora e se profissionalizou. Agora, agrega também a Distribuidora DaGota, que leva os livros de várias editoras a estados como Pernambuco e Ceará; o selo Bons Costumes, que publia livros customizados de baixas tiragens; e a loja virtual Jovens Escribas, que comercializa exemplares físicos e virtuais para todo o mundo.
É possível comprar 'O verso e o Briefing' aqui.

Fonte: Jovens Escribas via www.vivaviver.com.br

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Membros da Academia Brasileira de Literatura de Cordel vem a Caruaru com vários eventos - PE

Fonte: jornaldecaruaru.wordpress.com

http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/408746/gd/1256522839/ACADEMIA-BRASILEIRA-DE-LITERATURA-DE-CORDEL.jpg

Nos próximos dias 14 e 15 de outubro, a ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, entidade cultural permanente, sediada no Rio de Janeiro, fundada em 1988, que abriga no seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos, os mais ilustres e representativos escritores e admiradores desta genuína expressão literária da Língua Portuguesa, a convite da ACLC – Academia Caruaruense de Literatura de Cordel, realizarão na cidade Caruaru – PE os seguintes eventos:

- Dia 14 apartir das 20:00h: A ACLC realizará o 2º Concurso Nacional de Literatura de Cordel

- Dia 15 apartir das 16:00h: A ABLC realizará sua Plenária de outubro.

O 2º Concurso Nacional de Literatura de Cordel. Será realizado e terá premiação de acordo com o seu regulamento publicado e em anexo, que faz parte integrante deste release.

A Plenária da ABLC é um encontro mensal de avaliações e congraçamentos do seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos. Na ocasião, serão empossados os dois novos Acadêmicos recém eleitos, os poetas Marcelo Soares e José Honório e homenageados personalidades pernambucanas a seguir relacionadas.

BIOGRAFIA CONCISA DOS NOVOS ACADÊMICOS:

Marcelo Soares: Pernambucano de Olinda é artista gráfico, poeta cordelista, editor e arte educador. Nasceu em 1953, filho do Poeta Repórter José Soares, expoente e renomado cordelista pernambucano. Iniciou na gravura, em 1974 fazendo capas para folhetos de cordel, incentivado pelo pai. Marcelo Soares é autor de quase uma centena de folhetos de cordel publicados, expandiu suas atividades, incursionando por desenho e pintura, criando capas e ilustrações para livros, discos, cartazes para cinema, shows, teatro e outros eventos. Ilustrou obras para várias editoras, entre elas: Brasiliense, Itatiaia, Bagaço, CEPE, Prelo, Paulinas, Contexto, Global, Bagagem, e para os jornais: O Globo, Jornal do Brasil, O País, O Pasquim, Jornal do Commércio, Diário de Pernambuco. Trabalhou com Ariano Suassuna, (1994-1998), e ministrou oficinas de gravura em todo o Brasil. Como xilógrafo ministrou tambem, centenas de oficinas de iniciação a xilogravura em Portugal, França, EUA. e México.

José Honório: Pernambucano matuto do Recife, como se auto define, nascido em 1963. Seus pais nasceram e cresceram no meio rural. Cresceu ouvindo histórias de trancoso, lendo folheto de cordel, escutando repentistas pelo rádio e vendo emboladores na Praça da Independência e no Mercado de São José, aqui no Recife. .Em 1984 publicou o seu primeiro cordel: Recife – Carnaval, Frevo e Passo. De lá pra cá foram com mais de cinqüenta folhetos jogados na praça, palestras, oficinas e recitais, neste crescente e prazeroso compromisso de divulgar a poesia nordestina. José Honório foi um dos primeiros cordelistas a utilizar o computador a serviço do cordel. Primeiro para a impressão dos folhetos, depois para divulgá-lo através da Internet. Em 2005 foi a Suíça fazer palestras para brasileiros e admiradores da cultura brasileira. Também foi a Genebra, Lousane, Zurich, Basel e Locarno. É fundador e atual Presidente da União dos Cordelistas de Pernambuco – Unicordel. É bancário e formado em Turismo.  

HOMENAGEADOS:

O principal homenageado deste evento será o Ilustre Brasileiro Acadêmico Ariano Suassuna, com a medalha LEANDRO GOMES DE BARROS, maior comenda da Instituição, pela sua obra e sua importância no universo da cultura popular brasileira, especialmente e destacadamente a Literatura de Cordel.

Serão homenageados também, com a Medalha Rogaciano Leite, estes gigantes personagens da Cultura Popular Nordestina, os ilustres pernambucanos:

Alexandre Santos – Presidente da União Brasileira de Escritores.

Ana Cely Ferraz – Editora Coqueiro.

Xico Bizerra – Compositor e Poeta popular.

Fernando Duarte – Secretário Estadual de Cultura.

Mestre Dila – Xilogravurista.

Ivanildo Vilanova – Poeta, Violeiro e cantador.

Roberto Benjamin – Professor e Pesquisador.

Maciel Melo – Compositor e Poeta popular.

Rogério Menezes – Radialista, Violeiro e Cantador.

José Borges – Xilogravurista e Poeta.

ACADÊMICOS CONVIDADOS:

Esta Plenária contará com as presenças do Presidente e do Diretor Cultural da Instituição, Poetas Gonçalo Ferreira da Silva e Chico Salles respectivamente, alem dos demais membros da ABLC, notadamente os Acadêmicos residentes no Nordeste: Crispiniano Neto, Klévisson Viana, Josenir Lacerda, Sávio Pinheiro, Gilmar Santana Ferreira, Arievaldo Viana, Manoel Monteiro, Severino Sertanejo, João Firmino Cabral, Bule Bule, José Maria de Fortaleza, Beto Brito, Antonio Francisco de Melo, João Dantas, José Walter Pires, e Pedro Costa. Estarão presentes, também à comitiva com Acadêmicos do Rio de janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Destacando-se aí os Poetas: Mestre Azulão, Moreira de Acopiara, Cícero Pedro de Assis, Antonio Araújo Campinense, Maria de Lourdes Aragão Catunda, João Batista de Melo, Maria Rosário Pinto, Fernando Silva Assumpção, Sepalo Campelo, William J.G. Pinto, Marcus Lucenna, Fábio Sombra, Ivamberto Albuquerque Oliveira, Sergival Silva, Victor Alvin Garcia, e Olegário Alfredo.

A expectativa da Direção da ABLC, para esta terceira Plenária anual a se realizar fora da sua sede no Rio de Janeiro, é de total sucesso, devido à experiência das Plenárias de 2009 e 2010, realizadas em Fortaleza – CE e João Pessoa – PB respectivamente. Pretende-se também, tornar parte das suas Plenárias anuais, itinerante realizando-as de maneira rotativa em outros estados, notadamente nos estados que tenham parte do seu quadro Acadêmico residente, e nos estados que ofereçam apoio e infra-estrutura indispensáveis para a realização do evento.

O evento será realizado para o Corpo Acadêmico presente e seus convidados. Será também aberto ao público, que receberá senha 30 min antes do início da Plenária. ENTRADA FRANCA.

domingo, 2 de outubro de 2011

CAJU


Por Dalinha Catunda

*
O caju da minha terra
Sempre encanta meu olhar.
Quando é tempo de fartura
Eu corro para apanhar.
Debaixo do cajueiro
Nem preciso de dinheiro
Quando quero me fartar.
*
Colorido e bem gostoso
É de chamar atenção.
Se o suco é refrescante
O doce é uma paixão.
Degustado ao natural
Tem um gosto especial,
Tem o sabor do sertão.
*
Com uma cachaça das boas,
Nas bodegas do sertão,
Fatiado em rodelas
É servido no balcão,
Para o cabra da peste
Que aprova o sabor agreste,
Típico de seu rincão.
*
Vermelho, bem amarelo,
E também alaranjado
Eu não dispenso um caju
Aqui em meu condado.
Minha alegria é tamanha
Se o tira-gosto é castanha,
No bom bocado ofertado.

Fonte: Blog Cordel de Saia

www.cordeldesaia.blogspot.com

Texto e foto de Dalinha Catunda

Alagoanos conseguem sobreviver usando a literatura de cordel para disseminar a cultura

Como afirmou o poeta Carlos Drummond Andrade: “A poesia de cordel é uma das manifestações mais puras do espírito inventivo, do senso de humor e da capacidade crítica do povo brasileiro”. Os cordelistas costumam contar histórias de vida e fatos do cotidiano, geralmente não possuem escolaridade, mas têm uma sabedoria e memória invejáveis. Essas são características da literatura de cordel, que teve sua origem no Renascimento, com os relatos dos trovadores.

Os folhetos eram pendurados em cordões para que fossem comercializados, por isso, a cultura ganhou o nome de cordel e virou marca no Nordeste do Brasil. Mesmo com pouco incentivo, em Alagoas vários poetas sobrevivem da literatura de cordel, fazendo criticas ao sistema político e exaltando a figura do sertanejo, com uma linguagem popular, cheia de humor e sabedoria.

O poeta Jorge Calheiros, 74, começou a escrever literatura de cordel há 37 anos. Hoje, ele possui 89 edições publicadas e com uma memória surpreendente, desse número ele sabe 55 versos de cor. É o poeta que tem mais livros publicados nos Estado. “Quando eu era criança não tive o direito de ir para a escola, eu morava no interior, em Pilar e meus pais compravam o que chamavam de livro de histórias. Quem sabia ler naquele tempo era doutor, então tinha uma pessoa que lia o livro para 30 ou 40 pessoas, e foi assim que comecei a me interessar”, lembrou.

Calheiros fala que começou a escrever cordel em Alagoas, mas o incentivo era muito pouco. “Eu fui um dos primeiros a trazer para a televisão de Maceió a literatura de cordel, no rádio já se ouvia falar, mas na TV não. Agora as pessoas estão conhecendo o potencial de cordelistas que Alagoas tem”, contou.

O primeiro livro que ele escreveu foi batizado de “Meu querido São Francisco”, onde ele narra histórias sobre o Velho Chico e o último foi uma história bem humorada intitulada “Gastei todo meu dinheiro”. Calheiros diz que esse reconhecimento veio há pouco tempo e cita alguns artistas da Terra como o poeta Demes Santana.

“Eu, por exemplo, já tive um bom reconhecimento pelo Estado, o governador Teotônio Vilela e o secretário de cultura, Osvaldo Viegas engrandeceram a cultura, eu e outros cordelistas fomos homenageados como patrimônio vivo de Alagoas. Nós recebemos uma bolsa do Estado todo mês, é um incentivo para que a literatura tenha mais progresso”, frisou.

Jorge fala então da vontade de incentivar as crianças a aprender a cultura do cordel. “Eu gostaria que esses livros chegassem às mãos das crianças que estudam na rede pública, sem que elas precisassem comprar, seria muito bom para o aprendizado desse estudantes”, afirmou.

A vontade do poeta era de criar uma escola para ensinar a arte do cordel às próximas gerações. “Não quero deixar que isso morra comigo, na minha família não tem ninguém que tenha vocação para a literatura”, destacou.

Antigamente, com a ausência dos meios de comunicação, principalmente nos lugares mais afastados, a literatura se transformou em um informativo. “O cordel era o jornal do dia, qualquer notícia era dada por ele, no interior não existia outra forma de comunicação”, explicou Jorge.

Segundo o poeta, como forma de propagar os poemas o cantor escrevia e ele mesmo ia para a feira e ensinava a música ao ouvinte. “O violeiro que cantava cordel tinha que ter decorada uma parte do texto, para que o povo ficasse ansioso em ver o resto da história e comprasse o livro”, contou.

Jorge ainda fala que hoje consegue viver da literatura de cordel. “Na posição que estou dá pra viver tranquilo meus cordeis estão sendo considerados os melhores do Estado e eu me considero feliz por não ter ido à escola e mesmo assim, conseguir fazer esse tipo de literatura que tem agradado tanto os alagoanos quanto as pessoas de todo país”.

Um dos livros de Jorge Calheiros intitulado “O matuto Zé Cará” virou um curta metragem de 15 minutos e ganhou destaque nas telonas, com a direção de Tato Sales. O filme é narrado por Jorge e mostra o povo e o futebol de Coruripe na visão de um pescador. “O filme está sendo bem vendido nas bancas da cidade e no museu Théo Brandão”, frisou o poeta.

Jorge Calheiros fala de um livro intitulado “O encontro de tranqueiro com São Pedro lá no céu” que conta a história política do Brasil. “Eu pesquisei e contei a história todinha, ganhei um prêmio de R$ 10 mil em Minas Gerais, foi a melhor critica e aqui m Alagoas não ganhei nada”, lamentou.

Ele ainda acrescenta que tem um estilo próprio até para fazer as xilogravuras- os desenhos que compõem seus poemas. “ Eu procurei uma capa própria e fiz com que os leitores se interessassem mais pelo conteúdo, tem muitos cordeis sendo vendidos por aí que o povo é influenciado pela capa e não possui conteúdo e isso vale para qualquer outro livro”, disse ele.

Maria José de Oliveira, mais conhecida como Mariquinha, começou lendo cordel para os avós, no município de Coqueiro Seco. Sempre procurou inspiração na natureza e seu primeiro cordel foi “O Progresso e a decadência”, que ela fez sobre o aterro da Lagoa Mundaú. “Minha inspiração nasceu a partir do sururu”, contou.

Hoje com 31 publicações, Mariquinha fala que queria ser enfermeira, mas ao entrar em uma escola técnica de enfermagem teve seu primeiro ataque epiléptico e não pode mais fazer o curso. “Mas continuei fazendo meus versos”, disse.

Mariquinha relembra que ganhou um emprego em consequêcia de um verso que escreveu para o presidente João Batista Figueiredo, que veio visitar Alagoas e estava no palácio dos Martírios. “ Nos anos de 1972 a 1982 eu vivia procurando emprego, no dia 02 de julho de 1982 falei com Figueiredo e ele pediu pra eu escrever uma carta, eu fiz em três minutos, então eu consegui um emprego”, relembrou.

Ela ainda conta que em 1998 escreveu uma carta em verso e mandou para o Jô Soares, mas só veio ser atendida em junho de 2000. “A entrevista no Jô foi ótima, depois da entrevista fui mais reconhecida, antes do Jô ninguém me ajudava. Meu trabalho se tornou mais valorizado, passei a vender mais, ser chamada para palestras”, declarou.

Ao ser questionada sobre os incentivos do governo para perpetuar a cultura, a poetisa é incisiva: “O governo do Estado não incentiva, tem pouquíssimo investimento. É um sacrifício, mas mesmo assim eu consigo sobreviver da literatura”, reclamou.

Em 1992 quando o Papa João Paulo II esteve em Maceió, Mariquinha entregou um livro e algum tempo depois, recebeu uma carta dele. Mariquinha também conta que em meio às suas aventuras participou do quadro se vira nos 30, do Domigão do Faustão. “Eu cantei uma música do Jorge de Altinho em 30 segundos e fiquei em segundo lugar. Abriram as inscrições do Se vira nos 30 novamente e eu já me inscrevi”, colocou.

Ela conclui, “Vou lançar mais cinco livros e tem um que é sobre a história do Papa João Paulo II. Mariquinha sempre expõe na Feira do Livro que é realizada no Centro de Convenções e realiza muitas palestras em escolas.

Mais um poeta atuante no cenário da literatura de cordel em Alagoas é Demes Santana, de 44 anos, que começou a escrever cordel quando morava na Bahia em 1997.

“Onde eu morava existia um pessoal que trabalhava com desenvolvimento sustentável, ele faziam um programa da saúde da mulher, mas os homens não se interessavam e para atrair mais gente para as palestras me chamaram e eu fiz um cordel sobre o assunto e isso atraiu a comunidade”, relembra o poeta.

Demer ainda explica que seu trabalho é focado na oralidade. “Apesar de usar mais a palavra, tenho cinco ou seis livros impressos e muita publicação virtual”, contou.

Ele fala também das dificuldades que existem para sobreviver da literatura em Alagoas e que nos outros estados como Sergipe e Pernambuco existe mais apoio. “A palavra certa é sobreviver e não viver e para isso eu preciso matar um leão por dia”, brincou.

Demes conta que se apresenta sempre em encontros de educação e feiras de negócios e afirma que a receptividade das pessoas é a melhor possível. “Todo mundo fica encantado e quer saber mais sobre a cultura”.

Fonte: http://giro101.cadaminuto.com.br

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Biblioteca Municipal promove a literatura de cordel – Aracuju - SE

Em função de sua responsabilidade com a formação de políticas públicas voltadas à produção e difusão cultural, a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) deu início ao projeto ‘A Hora do Cordel’. Realizado pela Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Funcaju), o projeto acontece mensalmente na Biblioteca Clodomir Silva e nesta quarta-feira, 28, contou com a participação do cordelista Pedro Amaro do Nascimento.
O tema da palestra realizada na manhã desta quarta foi ‘A importância do cordel na formação do leitor’. Pedro Amaro expôs ao público, formado especialmente por estudantes da comunidade, alguns dados históricos dessa modalidade de literatura, além de um pouco do seu trabalho que em mais de cinqüenta anos acumula 104 obras publicadas. O pernambucano de Paudalho, aos 74 anos de idade, tem trabalhado no sentido de manter viva essa forma de manifestação cultural e por isso fez questão de participar da iniciativa.
"A importância social da literatura de cordel é muito grande. Muitas pessoas aprenderam e aprendem a ler com o cordel", afirma o escritor. "Os cordéis são uma forma de expressão que falam das mais diversas situações do cotidiano, sejam elas pessoais ou coletivas. Eles podem contar desde coisas engraçadas a fatos históricos e questões sociais e políticas. São uma forma interessante de transmitir o conhecimento e desenvolver a criatividade, principalmente das crianças", defende Pedro Amaro.
Foi o reconhecimento do potencial desse modelo literário que estimulou o investimento da Biblioteca Clodomir Silva no seu reconhecimento. O início do projeto ‘A Hora do Cordel’, que teve sua primeira edição realizada dia 30 de agosto, marcou também a reinauguração da Cordelteca João Firmino Cabral, que agora conta com um espaço maior, no andar térreo da biblioteca. No espaço há mais de 1000 livretos de cordel disponíveis para leitura, além de um mural de desenhos típicos e uma galeria onde há 35 quadros que expõe a biografia de grandes nomes da literatura de cordel em Sergipe.
Segundo Tarcísio Bruno, diretor da biblioteca, ‘A Hora do Cordel’ e a Cordelteca são iniciativas que além de valorizar essa literatura e seus produtores, também servem para aproximá-la do público. "Faz parte do nosso trabalho desenvolver ações que diminuam as distâncias entre a cultura e comunidade e que também contribuam para que sejam mantidas vivas as manifestações culturais do nosso povo, a exemplo da literatura de cordel", ressalta.
"Nós não podemos deixar que a literatura de cordel morra. E como a maioria dos cordelistas, assim como eu, já tem mais de 70 anos é importantíssimo que a gente divulgue o cordel de todas as formas possíveis e principalmente estimule à juventude e se tornarem produtores", justifica o autor Pedro Amaro do Nascimento.
O projeto ‘A Hora do Cordel' promove atividades variadas que envolvem esse tipo de literatura. As ações acontecem na última quarta-feira de cada mês, na sede da biblioteca. O turno de realização das atividades, por sua vez, muda a cada nova edição como forma de aumentar a diversidade do público e possibilitar que todos os interessados eventualmente possam participar.

Fonte: pref-aracaju.jusbrasil.com.br

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ZÉ WALTER LANÇA CORDEL “A MILAGROSA”

Entre as muitas artes do catingueiro nordestino está à literatura de cordel, que é a expressão cultural em rimas e prosas de tudo aquilo que se vê no dia a dia. Criador de muitos textos dessa arte, o sociólogo, advogado e cordelista, José Walter Pires, durante suas andanças, se deparou com “A Milagrosa”, a farmácia homeopática a base de raízes, dita pelo seu proprietário como “a solução para depois dos sessenta para quem está na impotência”. Com tantas promessas de quase tudo curar, e com tantas prosas hilárias, pois o local se tornou ponto de encontro para uma boa resenha, o olhar rimador do professor o induziu recheado de inspiração a anotar em seu cordel o dia a dia da ‘Milagrosa’. “Foi uma coisa que surgiu, pela força das andanças, e aquele que ainda não passou pela milagrosa ainda irá passar. Tive o privilégio de encontrar aqui no meio da feira, esse Oasis da nossa caatinga e resolvi com a ajuda do Luciano catalogar através dos versos de cordel a força das raízes que promete de tudo curar. E estou feliz de estar aqui hoje lançado ao público o resultado final desse cordel”, declarou Zé Walter, ao Brumado Notícias. O lançamento do cordel ‘A Milagrosa’, aconteceu no último sábado (24) e a quitanda das raízes curandeiros servirá de ponto de apoio da cultura de cordel no mercado municipal. “É uma emoção sem tamanho poder contar com os cordéis do Zé na ‘Milagrosa’. Aqui agora é assim, o cabra chega doente e triste, e volta curado e sorrindo”, narrou Luciano de Almeida, o quitandeiro das raízes, que promete que há cura até para dor de chifre.

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Fonte: www.brumadonoticias.com.br

domingo, 25 de setembro de 2011

HOMENAGEM: GERALDO AMÂNCIO HOMENAGEIA O FALECIDO POETA JOSÉ ALVES SOBRINHO

O cantador paraibano José Alves Sobrinho foi um dos maiores repentistas de todos os tempos no mundo da cantoria e um respeitado pesquisador da cultura do repente e da Literatura de Cordel. Em parceria com o professor Átila de Almeida, também falecido, lançou uma obra fundamental para a pesquisa dessas duas vertentes: O Dicionário Bio-Bibliográfico de Repentistas e Poetas de Bancada, publicado em dois volumes pela Editora da UFPB

O poeta GERALDO AMÂNCIO, admirador confesso de José Alves Sobrinho, que faleceu aos 90 anos no último dia 17 de setembro, em Campina Grande-PB, prestou-lhe uma sentida homenagem nesse texto a seguir:

"A cantoria existe há quase dois séculos no Brasil,  nesse campo já passaram milhares e milhares de cantadores. Na minha avaliação, na minha ótica e pela a experiência que tenho ao longo dos anos, não houve até hoje ninguém que superasse o talento de José Alves Sobrinho. Isso eu tive a felicidade de dizer ao mesmo. José Alves Sobrinho, formou com Dimas Batista a mais perfeita dupla de cantadores que o mundo ouviu. É de nossa autoria a antologia"de repente cantoria" cujo prefácio foi feito de uma carta que o referido poeta me mandou. Para não ser muito prolixo, vou deixar postadas aquí duas estrofes desse imortal menestrel que nunca teve a fama que mereceu.

Cantando com o poeta Gerson Carlos,  num festival em Cajazeiras -PB, foi solicitado seguinte mote em homenagem ao prefeito Quirino: Só Quirino enlargueceu, a rua José Tomaz. Eu ouví pelo rádio e memorizei essa obra prima de improviso.

ERA FRACA A SIMETRIA
DA RUA QUE ERA MAL FEITA,
ALÉM DE TORTA ERA ESTREITA
AO TRÂNSITO INTERROMPIA.
TODO MUNDO PROMETIA
MAS QUEM PROMETE NÃO FAZ,
VEIO QUIRINO UM BOM RAPAZ
FEZ O QUE NÃO PROMETEU,
SÓ QUIRINO ENLARGUECEU
A RUA JOSÈ TOMAZ.

O grande poeta cantava numa casa, onde estavam comemorando o aniversário do pai e do filho, ele magistralmente constrói essa sextilha:

TEMOS DOIS ANIVERSÁRIOS
COM IDADES DIFERENTES,
O PAI ENTRE OS PECADORES,
O FILHO ENTRE OS INOCENTES,
O PAI MUDANDO OS CABELOS,
O FILHO MUDANDO OS DENTES

Posso afirmar sem medo de errar, que cantando de improviso mesmo, na safra atual não há ninguém com o talento de um José Alves Sobrinho. Que Deus o acolha no mais sublime dos reinos.

Geraldo Amancio.

O Dicionário é uma referência obrigatória na pesquisa do cordel e da cantoria

Fonte: Blog Acorda Cordel via Blog PPLP

CTN divulga resultado do concurso Festival de Cordel

O Centro de Cultura Nordestina de São Paulo-CTN divulgou os vencedores do Concurso Festival de Cordel. O primeiro lugar ficou com o cordelista baiano, radicado em São Paulo, Varneci Nascimento. Abaixo, a relação completa dos premiados:

RESULTADO DO CONCURSO "FESTIVAL DE CORDEL"

A Comissão Julgadora do1º. Concurso CTN de Literatura de Cordel promovido pelo CTN divulga a relação dos vencedores:

  • 1º Lugar para o cordel intitulado "A saga do nordestino em São Paulo" de autoria de Varneci Nascimento;
  • 2º Lugar para o cordel intitulado "Primeira Vez" de autoria de Francisco Pereira Gomes;
  • 3º Lugar para o cordel intitulado "Um Zé Nordestino na cidade de São Paulo" de autoria de Marcos Antônio de Andrade Medeiros.Além destes vencedores, a Comissão Julgadora também selecionou outros dezessete cordéis, conforme Regulamento:
  • "Martírio dos Nordestinos na Capital Bandeirante" de autoria de Marciano Batista de Medeiros;
  • "A presença nordestina no Estado de São Paulo" de autoria de Júnior Vieira;
  • "A Marca Nordestina em São Paulo" de autoria de Luiz Moraes Santos;
  • "Nasce o homem iludido, nas barrancas do sertão" de autoria de Miguel Francisco Jacó de Souza;
  • "Na Base da Saia Curta" de autoria de Sidnei Pereira Benevides;
  • "Nordestino Aventureiro" de autoria de Ruth Hellmann Claudino;
  • "A capital nordestina!" de autoria de Odila Schwingel Lange;
  • "A odisseia nordestina na terra dos bandeirantes" de autoria de Hélio Alexandre Silveira e Souza;
  • "São Paulo: a capital nordestina" de autoria de Alice Fernandes de Morais;
  • "Da seca do nordeste à capital paulistana" de autoria de Edilson de Oliveira;
  • "Paulistano Nordestino" de autoria de Damião Batista de Moura Sena;
  • "O legado nordestino na terra Piratininga" de autoria de Marcos Antônio de Andrade Medeiros;
  • "Torcicolo cultural" de autoria de Bárbara Esmenia;
  • "A Presença Nordestina na Cidade de São Paulo" de autoria de Maurício Fonseca dos Santos;
  • "A Presença Nordestina na Cidade de São Paulo II" de autoria de José Carlos Paulo da Silva;
  • "A presença nordestina na capital paulistana" de autoria de Isaura Melo;
  • "A presença nordestina na cidade de São Paulo I" de autoria de José Carlos Paulo da Silva.Os cordéis acima relacionados formarão um box contendo as 20 melhores obras selecionadas neste concurso e serão publicadas e distribuídas gratuitamente a entidades culturais, bibliotecas e também na rede pública de ensino do Estado de São Paulo.
    Fonte:  www.festivaldecordel.com.br via Blog Cordel Atemporal
  • Saiba fatores que tornaram Cordel Encantado um sucesso

    Saiba fatores que tornaram Cordel Encantado um sucesso 

    Cordel Encantado" chega ao fim nesta sexta-feira (22), mas vai deixar saudades.
    A novela da Globo subverteu a lógica de que o público das 18h é conservador e abusou do experimentalismo.
    Com produção impecável, não só manteve a audiência como conquistou telespectadores que não estavam habituados ao horário.
    A trama de Duca Rachid e Thelma Guedes bateu diversas vezes na casa dos 30 pontos, fato raro para a faixa nos últimos tempos.
    Ganharam as autoras, que terminam a novela com prestígio em alta, a emissora, que provou que --quando quer-- sabe fazer produtos de qualidade, e, principalmente, o público, que se deliciou com as histórias de Brogodó e Seráfia e de seus moradores fantásticos.
    Veja cinco fatores que tornaram a novela um sucesso:

    A ABERTURA
    A novela se destacou por vários motivos, começando pela abertura. A animação com imagens que remetem à literatura de cordel tem tudo a ver com a temática sertaneja. Acompanhada pela bela canção "Minha Princesa", composta por Gilberto Gil e cantada por ele e por Roberta Sá, acabou se tornando uma das mais inventivas --e belas-- dos últimos tempos.

    O ELENCO
    Fazia tempo que não se via na televisão um elenco tão inspirado. Todos os atores estavam bem em seus papéis. Houve críticas apenas no começo da trama ao sotaque "nordestino" do casal de protagonistas, mas nada que atrapalhasse o desempenho da novela. Destaque para Bruno Gagliasso, Débora Bloch (foto) e Domingos Montagner, que emocionaram o público.

    O FIGURINO
    Comandada pela figurinista Marie Salles, a equipe de artesãs e bordadeiras da própria Globo desenvolveu as peças usadas pelos personagens, incluindo os 720 vestidos usados pelas mulheres de Seráfia. Os acessórios também chamaram a atenção. As coroas estiveram entre os itens mais procurados na Central de Atendimento ao Telespectador da emissora.

    A FOTOGRAFIA
    Primeira novela gravada em 24 quadros, a trama ficou com cara de cinema também pelo uso de lentes especiais. Houve ainda a ajuda das belas locações, na França e em Sergipe. O diretor de núcleo Ricardo Waddington chegou a afirmar no começo das gravações que a fábula da princesa Aurora (Bianca Bin) pedia um tratamento de imagem diferenciado.

    O TEXTO
    A mistura de elementos de cangaço e de contos de fadas deu liga. Duca Rachid e Thelma Guedes (foto) souberam costurar com delicadeza a colcha de citações, que foram de João Cabral de Melo Neto a "O Homem da Máscara de Ferro". Também foi encantador embarcar na fantasia das autoras por um tempo, fugindo do naturalismo da maioria das tramas atuais.

    Fonte: Folha.com via www.pbagora.com.br

    Cordel ‘renasce’ e nordestinos ganham mais espaço em Ribeirão

    Cordelistas abusam do bom humor para ilustrar histórias do cotidiano e também fatos históricos

    Alagoano José Ferreira Andrade teve primeiro contato com o cordel aos 11 anos, numa feira de Olho D’Água

    Alagoano José Ferreira Andrade teve primeiro contato com o cordel aos 11 anos, numa feira de Olho D’Água

    Frases curtas e rimadas. Uma história enxuta, mas que vai fundo no recado. Com muita irreverência dos autores, na grande maioria nordestinos radicados em Ribeirão Preto, a literatura de cordel está ganhando espaço na cidade. Há quase um ano, projeto é realizado no Parque Maurílio Biagi, na zona Oeste.

    O local recebe produtores da rica literatura e curiosos, que nos últimos meses aumentaram bastante. "Por causa da novela [Cordel Encantado, da Rede Globo], muita gente se interessou por esta cultura. Cabe agora a nós, produtores, não deixar isso acabar", diz Carlos Tampa, um dos responsáveis pelo trabalho no parque.

    Tampa é bastante conhecido no meio musical, principalmente por conta dos repentes, mas o cordel foi seu primeiro trabalho, ainda no interior de Pernambuco, seu estado natal.

    "Quando comecei a trabalhar, ainda muito jovem, vendia macaxeira na feira, em Goiana-PE. Aprendi a fazer cordel para atrair os clientes", afirma Tampa, hoje com 47 anos.

    Cara nova

    Outro que teve acesso ao cordel nas feiras nordestinas foi José Aparecido Ferreira de Andrade, 32, que está em Ribeirão há apenas cinco meses. Ele veio de Olho D’Água da Flora (AL).

    "Tinha 11 anos quando vi o cordel pela primeira vez. Eu fui à feira e vi um homem com uma violinha fazendo cordel. Esqueci até o que minha mãe havia pedido para comprar", afirma.

    Ferreira de Andrade ainda não conhece o grupo de Ribeirão Preto, mas diz que irá participar do próximo encontro. "Não sabia que existia, agora vou procurar. Quero mostrar o que tenho de material", comenta.

    Mistério

    Os cordelistas apontam um dos segredos utilizados para conseguir comercializar os trabalhos produzidos: o mistério.

    "Lembro, quando era criança, dos cordelistas começarem a contar a história e depois falarem: ‘se você quer saber o final, compre o cordel’. Isso me dava muita raiva, mas hoje também faço", diz Ferreira de Andrade.

    Tampa diz que também ficava curioso no começo, mas que hoje é adepto da famosa frase utilizada pelos cordelistas.

    "A cultura oral é muito forte, por isso precisamos chamar a atenção", diz.

    O cordelista também comenta que o cordel é uma ótima ferramenta de inclusão. "No cordel, mesmo quem não sabe ler participa, já que ele pode escolher o cordel e passar para os ‘homens da corda’, como são conhecidos os cordelistas, lerem", afirma Tampa.

    As histórias agradam ao público que já esteve acompanhando o projeto no Maurílio Biagi.

    "É muito divertido e curioso. Fiquei impressiona com a facilidade e riqueza das histórias", diz a vendedora Sônia Regina Freitas Barbosa, 33.

    Fonte: www.jornalacidade.com.br

    sexta-feira, 23 de setembro de 2011

    Literatura de Cordel: Continuity and Change in Brazilian Popular Literature

    Symposium: September 26-27, 2011
    Thomas Jefferson Building, Room 119
    10 First Street, SE
    Washington, DC


    A Volta Do Cangaceiro Lampião — via Internet (The Bandit Lampião Returns — by Internet) by Marcelo Soares. Timbaúba, Pernambuco: Folhetaria Cordel, 2005. Woodcut by the author. Literatura de Cordel Brazilian Chapbook Collection (AFC 1970/002: M 07702) American Folklife Center, Library of Congress.

     

    The American Folklife Center at the Library of Congress is sponsoring a free, two-day symposium entitled Literatura de Cordel: Continuity and Change in Brazilian Popular Literature. Presentations will focus on the history of literatura de cordel, a form of popular literature from northeastern Brazil, as well as accompanying traditions. These include the composition of poems, lyrics, and stories; the creation of woodblock images; and performances inspired by literatura de cordel. Co-sponsors for the event are the Hispanic Division and the Rio de Janeiro Office of the Library of Congress, as well as the Embassy of Brazil in Washington, DC. Additional support and assistance is provided by the Library's Poetry and Literature Office.

    "Literatura de Cordel: Continuity and Change in Brazilian Popular Literature," will draw attention to the American Folklife Center's collections of literatura de cordel, which are among the most extensive in the world. The symposium will also explore the artistry, narrative, and iconography of cordel in order to examine the tradition during the recent past, and to encourage research on these compelling collections. Noted scholars of cordel will be featured, as will the artistry of cordel poets, singers, and woodcut artists. The symposium is timed to coincide with this year's Organization of American States' Inter-American Year of Culture.

    The free two-day public symposium will take place on Monday, September 26 and Tuesday, September 27, 2011 in Room 119 on the first floor of the Library's Thomas Jefferson Building, 10 1st Street S.E., Washington D.C. Attendance at the symposium is free of charge, but registration is required

    Fonte: www.loc.gov/folklife/Symposia/litcordel/

    Imagem: correiodatarde.com.br

    quinta-feira, 22 de setembro de 2011

    Vencedor do V Prêmio Cosern de Literatura de Cordel é aluno do Campus (IFRN) João Câmara - RN

    2º lugar na categoria ensino médio também ficou com aluno do Campus

    Vencedor do V Prêmio Cosern de Literatura de Cordel é aluno do Campus João Câmara

    Livanildo Oliveira

    Livanildo Oliveira, aluno do 5º período do curso de Informática na modalidade EJA, ficou em 1º lugar no concurso de literatura de cordel, promovido pela Cosern, que teve como tema “Vida é energia”.

    O resultado será divulgado oficialmente nesta quinta-feira (22), em Caicó, durante a Feira do Livro do Seridó. Livanildo já participara do concurso em 2009, quando ficou em quarto lugar. Este ano, porém, sagrou-se vencedor da categoria ensino médio, para a qual concorreu com alunos de todo o estado do Rio Grande do Norte.

    “Fiquei muito feliz com a premiação, que representa a valorização do meu trabalho. Com este, já são 7 cordéis que eu produzo -  um trabalho que começou em 2009, quando escrevi meu primeiro folheto, intitulado Um caboclo vencedor, através do qual conto minha história de vida.

    O segundo lugar na categoria ensino médio também ficou com um aluno do Campus João Câmara – José Felipe, do 2º ano B, do curso técnico integrado em Informática. Ele concorreu com o cordel  “Viver sem energia não dá”.

    O professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Milson Santos, que desenvolveu o projeto Cordel no Campus em 2009 com os alunos da EJA também manifestou sua satisfação com a premiação de Livanildo e Felipe. ”Sinto-me como se também tivesse ganhado o prêmio, pois incentivei os alunos a participarem do concurso, que tem como objetivo estimular a leitura e a produção textual, no caso a  produção de um gênero da esfera literária da comunicação, como forma de contribuir com a valorização desta importante expressão da cultura popular, que eu tanto prezo e procuro divulgar. A vitória dos meus alunos é a minha vitória também. Eles estão de parabéns”, destacou o professor.

    Os participantes do concurso podiam inscrever-se em uma das três categorias: ensino fundamental, ensino médio e categoria livre, sendo esta aberta a qualquer pessoa que quisesse concorrer. O prêmio para cada categoria é de R$ 1.000,00, além de troféus para os três primeiros colocados. Segundo o regulamento do concurso, os três melhores cordéis de cada categoria serão reunidos em coletânea e publicados pela Comunique Editora.

    Fonte: portal.ifrn.edu.br

    terça-feira, 20 de setembro de 2011

    Vencedor do 5º Prêmio Cosern de Literatura de Cordel será conhecido na Feira do Livro do Seridó

    Em Agosto foram  abertas as inscrições para o 5º Prêmio Cosern – Literatura de Cordel.  Esse ano o tema  é “Vida é Energia”. O prêmio envolve diversas modalidades, dentre elas, categoria livre, bem como, estudantes de ensino fundamental e médio.  A apresentação dos resultados será realizada no dia 24 de setembro, em Caicó, na Feira do Livro do Seridó. O vencedor levará para casa um prêmio no valor de  mil reais.  A participação nesse evento tem crescido muito ao longo das edições e tem se descoberto pequenos poetas escondidos nos grotões do RN, que com essa oportunidade podem mostrar seu potencial. É esperar o dia 24 em Caicó.

    Fonte: www.cardososilva.com.br

    segunda-feira, 19 de setembro de 2011

    Literatura de Cordel nas escolas aproxima alunos da cultura regional – João Pessoa PB

    A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), continua incentivando os professores da rede a utilizar a literatura em cordel na sala de aula, buscando aproximar o estudante de uma cultura regional. Atualmente o projeto se desenvolve em 36 unidades de ensino, com a participação de professores de português e artes, que estimulam a apreciação da leitura dos folhetos e a criação da arte da xilogravura.

    Semanalmente, os estudantes do Ensino Fundamental I e II têm aulas de cordel. As crianças aprendem a recontar fábulas e contos e mostram o cordel teatralizado em cenas e em forma de bonecos. Além disso, tem oficinas de xilogravura, técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado, um processo muito parecido com um carimbo.

    Orientada pela professora Wiviani Simonaci de Lima, a turma do 4º ano da Escola Fenelon Câmara, no Geisel, desenvolve esta técnica chegando a produzir a xilogravura nas camisas usadas pelos estudantes.

    “O resultado é impressionante e os alunos ficam satisfeitos com as aulas vivenciadas com suas próprias produções. Unimos o cordel em sala de aula e o Ano Cultural em um só projeto, intitulado ‘Varadouro em Cordel’, e estampamos as camisas com os símbolos da nossa história, as construções do centro histórico”, comemorou a docente.

    O Projeto, que nasceu em 2007, abrange também a Educação de Jovens e Adultos (EJA), espaço onde se destaca os cordéis com temática sobre lampião, pelejas, dramas e sofrimentos do povo nordestino. “Nós percebemos que o cordel desenvolvido na EJA traz muitos benefícios, a começar pela leitura, que adquire uma certa fluência por ser em forma de estrofes, além disso envolve assuntos relacionados a experiência de vida deles”, disse a coordenadora do projeto, Laura Maurício.

    A secretária de Educação e Cultura, Ariane Sá, explicou que o objetivo da ação é incentivar a leitura do cordel dentro das atividades interdisciplinares de cada escola, entendendo esse gênero literário como instrumento pedagógico.

    Fonte: www.joaopessoa.pb.gov.br

    LITERATURA DE CORDEL É IMPLANTADA NAS ESCOLAS MUNICIPAIS – JOÃO PESSOA PB

    A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria de Educação e Cultura (SEDEC), continua incentivando os professores da rede a utilizar a literatura em cordel na sala de aula, buscando aproximar o estudante de uma cultura regional. Atualmente o projeto se desenvolve em 36 unidades de ensino, com a participação de professores de português e artes, que estimulam a apreciação da leitura dos folhetos e a criação da arte da xilogravura.

    A iniciativa partiu do vereador Zezinho Botafogo através da Lei nº 11.654/2009 que AUTORIZA O PODER EXECUTIVO O INCENTIVO DA LITERATURA DE CORDEL NAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DA CIDADE DE JOÃO PESSOA. A presente propositura visa incentivar a difusão da literatura de cordel nas Escolas da Rede Municipal de Ensino, como forma de apropriação da cultura popular e de sistematização dos conhecimentos. A lei contempla as escolas onde por intermédio de professores, serão desenvolvidas oficinas temáticas com alunos, apresentações artísticas, realização de concursos com premiação das melhores produções. Incentivar a literatura de cordel é proporcionar as escolas municipais mais uma maneira de sistematização do conhecimento trabalhado em sala de aula.

    Fonte: www.zezinhobotafogo.com.br