CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



quarta-feira, 29 de junho de 2011

A MARCHA DO PAU

Por Dalinha Catunda

*

Vou voltar pro Ceará

Enfrentar nova batalha

Vou correr atrás do pau

Lá na festa de Barbalha

*

Vou pegar no pau do Santo

Vou tirar uma lasquinha

Pra fazer meu chá de pau

Ou não me chamo Dalinha.

*

Na terra de cabra macho

Amigo não leve a mal

O desfile que se faz

É no levantar do pau.

*

O pau daqui é de metro

Mas é um pau de respeito

Passar a mão faz milagre

Tomar o chá faz efeito

*

Umas gotinhas deste chá

Já casou muito mulher.

Na cidade de Barbalha ,

Não chega para quem quer.

*

Quero ver Santo Antônio

Atendendo a mulherada

E a bandeira lá no mastro

Pelo vento tremulada.

*

Homens levantando o pau

O mulheril aplaudindo

O foguete comendo solto

E o pau do Santo subindo.

*

Já encomendei um kit

Do santo casamenteiro

Vou vender por um bom preço,

Lá no Rio de Janeiro.

*

Dalinha Catunda

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Dalinha Catunda
www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.cordeldesaia.blogspot.com

Imagem: jangadeiroonline.com.br

I Sarau Literário homenageia Literatura de Cordel – Teresina - PI

Fonte: procampus.com.br

Uma noite especial voltada a valorização da leitura. Assim foi o “I Sarau Literário”, que aconteceu ontem, terça-feira, (14), no auditório prof. Clementino Siqueira. O evento objetivou concretizar as ações desenvolvidas pela Academia Juvenil de Letras do Pro Campus (AJULE), além de resgatar conteúdos estudados no semestre. Na ocasião, o jornalista Zózimo Tavares proferiu uma palestra sobre Cordel e apresentou o documentário “Pé na França: Cantadores na terra dos trovadores”. Logo após, os alunos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental do Colégio Pro Campus Júnior participaram de um concurso de cordel. Cerca de 250 pessoas prestigiaram O “I Sarau Literário”.

O evento contou com a presença do cordelista e jornalista Pedro Costa e do artista Dílson Tavares, ex-aluno da escola que apresentou a imitação de Patativa do Assaré (um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro). Esteve presente também Clara Mello, escritora, que destacou à importância da escola no incentivo a literatura. “Com certeza esses projetos potencializam o aprendizado, pois a leitura é um elemento importante na formação dos valores sociais e culturais”, revela a jovem escritora.

De acordo com o jornalista Zózimo Tavares, esses eventos reforçam o compromisso com a cultura. “É muito importante perceber que os alunos estão conhecendo mais o Cordel, essa expressão cultural tão presente em nosso cotidiano. Isso tudo incentivado pela Academia Juvenil de Letras (AJULE), que destaca a partir da leitura um mundo novo aos educandos”, destaca o jornalista.

 

Para Samara Santiago, coordenadora pedagógica, esse foi um momento especial. “Nesse encontro, somamos conhecimentos, apreendemos novas informações e, acima de tudo, valorizamos as atividades desenvolvidas pelos alunos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental, bem como, a participação do 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio”, observa a coordenadora.

Segundo Matheus Orany e Leonardo Emanuel, alunos do 7º ano “B” e vencedores do concurso de cordel, esse foi um momento ímpar. “Com a leitura, melhoramos o nosso vocabulário e interpretação, além disso, o cordel faz parte da nossa realidade, nossa região”, finalizam.

O Grupo Educacional Pro Campus acredita que um dos papéis da escola é promover espaços sociais e disponibilizar tempo para o desenvolvimento de projetos que deem significado a valorização da educação e de todos que dela participam.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Nova Iguaçu terá festival de cordel em julho (RJ)

          Fonte: radioondasverdes.com

A Baixada Fluminense será invadida pela rima, métrica e musicalidade da literatura de cordel, durante o festival de cultura popular “Cordel com a corda toda”, que será realizado entre os dias 13 e 16 de julho, em Nova Iguaçu. Com patrocínio da Eletrobras e apoio do Ministério da Cultura e Prefeitura de Nova Iguaçu, o festival acontecerá no Espaço Cultural Sylvio Monteiro e levará ao público uma maratona de atividades gratuitas, que resgatam, celebram e discutem a Cultura Popular Brasileira.
           Oficinas de teatro de cordel, composição de cordéis e xilogravura, repentistas, rodas de debates com pensadores da cultura popular e artistas, exposição fotográfica e apresentações de manifestações típicas são algumas das atividades que integram a programação do festival. Além disso, o evento terá uma exposição de vídeos e fotografias produzidas no Nordeste, resultado da primeira fase do projeto que começou em 2010, por iniciativa da Burburinho Cultural.
            Entre outros destaques da programação estão as apresentações dos trabalhos de muitos dos 340 alunos da rede pública de ensino que, diariamente, frequentam a Oficina de Literatura Cordel em Nova Iguaçu, coordenada por Marcos Covask, ex-coordenadar artístico do grupo \"Nós do Morro\".
Para conhecer o projeto, acesse: http://projcordelcomacordatoda.blogspot.com/

                              Literatura de Cordel
O Cordel é uma espécie de poema popular e é caracterizado pela rima, música e métrica. Normalmente são dez estrofes, mas podem variar entre seis e oito; e os versos são recitados de forma melodiosa e cadenciada, podendo ter acompanhamento de viola. As histórias também são contadas pelas xilogravuras. A Literatura de Cordel tem origem em Portugal, e foi lá também que surgiu o nome do estilo, já que eram vendidos pendurados em cordas. No Brasil, chegou ao Nordeste, onde ganhou adeptos e tornou-se forte manifestação cultural regional. 
Serviço
Cordel com a corda toda - Festival de Cultura Popular
Data: 13 a 16 de julho
Horário: quarta-feira - das 15 às 20h; quinta - de 10 às 17h; sexta - de 9h45 às 16h; sábado - das 10 às 17h
Local: Espaço Cultural Sylvio Monteiro - Rua Getúlio Vargas, 51 - Centro - Nova Iguaçu
Telefone para informações: 21. 2233-6870 (Burburinho Cultural)
Entrada Franca | Censura Livre

Confira a programação:
Galerias:
13/07 a 27/07 Galeria (2º pavimento): exposição de fotografias do artista Gil Prado que retrata agentes da Literatura de Cordel e paisagens nordestinas documentadas pelo curta-metragem realizado pelo projeto. A mesma sala conta com a exibição contínua do documentário.
13/07 a 31/07 Galeria (1º pavimento): exposição de parte do material produzido pelos alunos atendidos pelas oficinas do projeto, com destaque para os cordéis, máscaras, mamulengos, croquis e figurinos utilizados nos esquetes apresentados no festival.

13/07 (quarta-feira)
TEATRO
15:00 – Apresentação do esquete teatral “Chegança”, seguida da abertura oficial do evento com a equipe do projeto “Cordel com a Corda Toda”.
16:00 – Roda de bate-papo com artistas populares e pesquisadores sobre Cultura Popular, Literatura de Cordel e Baixada Fluminense.
17:10 – Lançamento do documentário.
17:35 – Apresentação do esquete “Romeu e Julieta”.
18:00 – Encerramento com a apresentação do repentista Miguel Bezerra.
Obs: aberto ao público, sem distribuição de senha.

14/07 (quinta-feira)
PÁTIO EXTERNO – TEATRO DE BOLSO E BIBLIOTECA
Manhã
10:00 às 10:20 – Apresentação do esquete teatral “História do Povo Quirá.
10:30 às 11:50 – Circuito de oficinas: oficina de teatro de cordel; oficina da composição de cordel e de xilogravura e visita guiada.
Tarde
15:00 às 15:20 - Apresentação do esquete teatral “Romeu e Julieta.
15:30 às 16:50 – Circuito de oficinas: oficina de teatro de cordel; oficina da composição de cordel e de xilogravura e visita guiada.
Obs: Esse dia é direcionado para grupos de estudantes da rede pública que serão previamente agendados e fechados exclusivamente para as oficinas, além do público em geral. Haverá a distribuição de senhas limitadas uma hora antes do início das atividades.

15/07 (sexta-feira)
TEATRO E PÁTIO EXTERNO – TEATRO DE BOLSO
Manhã
09:45 às 10:25 – Apresentação da seqüência de esquetes: “Teatro de Mamulengo”, “O Auto do Boizinho” e “Zé Mingau”, com a turma de crianças.
10:30 – Apresentação de grupo folclórico convidado.
11:00 – Workshow com xilogravurista, seguido de visita guiada, oficina de teatro e roda de cordéis.
Tarde
15:00 às 16:40 - Apresentação da seqüência de esquetes: “Nordestes”, “Meninos de Rua” e “Chegança”.
16:45 – Roda de bate papo com cordelistas.
Obs: Esse dia é direcionado para grupos de estudantes da rede pública que serão previamente agendados e fechados exclusivamente para as oficinas, além do público em geral. Serão distribuídas senhas uma hora antes do início do programa da manhã. O acesso à tarde é livre, sem distribuição de senha.

16/07 (sábado)
TEATRO, PÁTIO EXTERNO – TEATRO DE BOLSO E BIBLIOTECA
Manhã 
10:00 às 11:30 – Circuito de oficinas: Oficina de teatro de cordel; Oficina de composição de cordel e xilogravura.
Tarde
14:00 às 14:30 – Apresentação dos esquetes “Teatro de Mamulengos” e “Nordestes”.
A partir de 14:45 – Apresentação de grupos folclóricos da Baixada Fluminense.
A partir de 15:35 – Peleja de repentistas, encerrando o festival.
Obs: Serão distribuídas senhas uma hora antes do início das atividades da manhã. O acesso à tarde é livre, sem distribuição de senhas.

RADIO ONDAS VERDES RADIOJORNALISMO: REPORTAGEM DE VANDO SOARES

Imagem: pt-br.cordel.wikia.com

Fundac leva literatura de cordel às salas de leitura da Capital - MS

Fonte: conjunturaonline.com.br

          A Prefeitura Municipal de Campo Grande realiza por meio de parceria entre a Fundac (Fundação Municipal de Cultura) e a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco ), o projeto Literatura de Cordel nas Salas de Leitura Comunitárias da Capital nos dias 28,29 e 30 de junho (terça, quarta e quinta-feira. O evento será no período vespertino das 14h às 16h nas três salas de leitura.

         No dia 28 de junho o evento será na Sala de Leitura das Moreninhas, na Rua Anacá, 185, que conta com a participação da comunidade da região e com os alunos do 3º ano da Escola Estadual Arlindo de Sampaio Jorge e os alunos dos Ceinfs (Centros de Educação Infantil) da Moreninha II.

         Já no dia 29 de junho, o projeto será realizado na sala de leitura do Cophasul, na Rua Cotegipe, 999, e terá participação efetiva, além da comunidade, dos alunos do 4º ano da Escola Estadual Professora Fausta Garcia Bueno.

         Por fim, no dia 30 de junho é a vez da Sala de Leitura São Conrado, que fica na Rua José Hélio, 335. Lá, participam do projeto os alunos do Cras (Centro de Referência em Assistência Social) da região.

         O objetivo do projeto é divulgar e desenvolver o gosto e o conhecimento da literatura de cordel, que apresenta várias possibilidades de atividades lúdicas cm crianças de todas as idades.

         São várias as atividades que serão desenvolvidas, como jogos, leitura, teatro e música. O projeto percorre vários pontos de Campo Grande e é possível agendar também para instituições e escolas interessadas.

         O cordel é uma literatura simples, porém rica e não precisa de muitos recursos para se realizar. Os acadêmicos da UCDB, contadores de histórias, apresentam o mundo da leitura de forma divertida para as crianças, utilizando poucos materiais, um violão e um mural com vários bonecos, utensílios que eles mesmos providenciam.

Mais informações pelo telefone (67) 3314 4333

Imagem: multicienciaonline.blogspot.com

domingo, 26 de junho de 2011

Literatura de Cordel é tema da 12ª Fenearte - PE

Fonte:pe360graus.globo.com

Divulgação / Daniela Nader

Foto: Divulgação / Daniela Nader

Feira acontece de 1º a 10 de julho, com artesãos de todos os estados do Brasil e de 35 países

          A Literatura de Cordel é o tema da 12ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato, a Fenearte. De 1º a 10 de julho, o Centro de Convenções vai receber artesãos de Pernambuco, do Brasil e de 35 países.
          Uma área de 29 mil m² recebe a arte, a cultura, a gastronomia, a decoração, a moda e a música desses lugares, com mais de 5 mil expositores. A organização espera receber este ano um público de 270 mil pessoas, durante os dez dias de feira. O investimento foi de R$ 3,5 milhões, e a estimativa é movimentar R$ 28 milhões em negócios.
           Toda a decoração da feira remete ao universo do cordel e da xilogravura. As obras de 17 cordelistas pernambucanos servirão de inspiração para a montagem das oito praças de descanso distribuídas pela feira. Além dos patrimônios vivos de Pernambuco, J. Borges, Dila e José Costa Leite, que receberão homenagem na praça instalada na área do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), os cordelistas homenageados nas praças são: Leandro Gomes Barros, João Martins de Athayde, Francisco das Chagas Batista, Silvino Pirauá de Lima, Delarme Monteiro, Severino Borges Silva, João José da Silva, Francisco Sales Arêda, José Pacheco, José Galdino da Silva Duda, João Ferreira Lima, Manoel Camilo dos Santos, Luiz da Costa Pinheiro, João Melchíades Ferreira.
           Todos os estados brasileiros marcam presença nesta Fenearte. No setor internacional da Feira, o visitante poderá conferir o artesanato da Alemanha, Bangladesh, Chile, China, Cuba, Emirados Árabes, Equador, Filipinas, França, Grécia, Guatemala, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Líbano, Malásia, Marrocos, Nepal, Nigéria, Paquistão, Peru, Portugal, Quênia, República Tcheca,  Senegal, Sri Lanka, Síria, Tailândia, Tunísia, Turquia e Uruguai. Além da participação inédita de representações da Ucrânia, com peças de porcelana decorativa, da Austrália com um estande de semi-joias típicas, e o artesanato típico do Oriente Médio, com a Jordânia.
Para facilitar a visita, mapas interativos, em monitores de 32 polegadas em “touch screen”, vão ajudar na localização dos expositores pelo nome, número do estande ou ainda pelo título de estabelecimento (nome-fantasia), como também consultar a programação artística e cultural. E, desta vez, a planta permite ao visitante sair por todos os portões, apesar de a lógica do labirinto ter sido mantida.

ESTAÇÃO DO CORDEL
          Uma das novidades deste ano é a Estação do Cordel, que vai ocupar uma área de 120 m² no mezanino, abrigando parte do acervo de Liêdo Maranhão, um dos maiores colecionadores de cultura popular do País. O espaço terá uma prensa antiga, matrizes e livros de cordéis originais, inclusive folhetos raros do ciclo histórico que trazem como personagens o presidente Getúlio Vargas e o governador Miguel Arraes. Com curadoria da jornalista e pesquisadora Maria Alice Amorim e do arquiteto Carlos Augusto Lira, a Estação também apresentará reproduções de 150 cordéis portugueses raros do início do século 17 até o século 20. Filmes e animações sobre o tema serão reproduzidos em uma pequena sala de projeção. Também haverá brincadeiras interativas onde o público poderá montar um cordel virtual e enviar por email, através de monitores sensíveis ao toque.

PROJETO TRAVESSIA
          O Projeto Travessia, ação do Governo do Estado, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, que trabalha pela erradicação da distorção idade-série entre jovens, participa pela primeira vez da Fenearte. Cerca de 1.400 alunos de mais de 70 turmas de toda rede pública estadual estão desenvolvendo, escrevendo e ilustrando cordéis cujo mote é o artesanato e a cultura popular das regiões aos quais pertencem. O trabalho faz parte da cadeira de língua portuguesa que estuda os gêneros literários. O resultado será apresentado na Unidade Móvel do Artesanato, uma carreta que ficará no jardim do Centro de Convenções. Ainda na Unidade Móvel, a União dos Cordelistas de Pernambuco – Unicordel - irá comercializar folhetos de autores do nosso estado.

ESPAÇO INTERFERÊNCIA JANETE COSTA
            O espaço que recebe objetos com interferência de design e arte popular, novamente irá abrigar uma pequena mostra de decoração, desta vez dentro do conceito de loft. Localizado na área externa do Centro de Convenções, também acolherá o Espaço Saber e Fazer, que nesta edição apresentará artesãos desenvolvendo trabalhos de cestaria e um pequeno tear manual. Com projeto assinado pelas arquitetas Roberta Borsoi e Beth Paes, o Espaço Interferência terá ambientes integrados como terraço, sala de jantar, sala de estar e quarto do casal, distribuídos em 180m². O objetivo é mostrar as várias possibilidades de utilizar o artesanato na decoração de uma casa, além de destacar o pioneirismo da arquiteta Janete Costa, falecida em 2008, que dedicou seu talento à identificação e à valorização dos artesãos e artistas populares.

ESPACO INDÍGENA
          Para valorizar a cultura indígena, a Fenearte terá em uma de suas ruas estandes com representações das seguintes etnias de Pernambuco: Truká (Cabrobó), Fulni-ô (Águas Belas), Xukuru (Pesqueira), Pankararu (Tacaratu e Petrolândia), Atikum (Carnaubeira da Penha), Kambiwá (Ibimirim, Inajá, Floresta e Garanhuns).

ALAMEDA DOS MESTRES JANETE COSTA
          O artesanato de Pernambuco com sua variedade de tipos estará exposto na Alameda dos Mestres Janete Costa, dando boas vindas aos visitantes da Feira. Respaldado pelo emblemático tapete vermelho, o local mostra a riqueza da arte popular de 36 mestres-artesãos vindos de todas as regiões de Pernambuco como forma de reverenciar nossos criadores, responsáveis pela preservação e perpetuação da cultura do Estado.

ALIMENTAÇÃO
         Nesta edição, a Praça de Alimentação tem 2 mil m², na área externa do Centro de Convenções. O local conta com 10 restaurantes, 138 mesas e 552 lugares, arquibancada e o palco Mestre Salustiano, com o melhor da programação artística e cultural. Ao longo da Fenearte, estão distribuídos estandes de alimentação artesanal, quiosques de alimentação rápida com carrinhos de pipoca, algodão doce e sorvete, dispostos nas praças de descanso, além de creperia, cafeteria e bar e restaurante no mezanino.

OFICINAS GRATUITAS
         Uma série de oficinas gratuitas será oferecida aos visitantes da Feira. O público poderá conferir os processos de criação da xilogravura com J. Borges e seu filho Pablo J. Borges, a arte das máscaras dos papangus em papel colê com Lula e Lulinha Vassoreiro, a costura das Bruxinhas de Pano com Maria das Graças e a estamparia de tecidos com representantes do Programa de Formação do Jovem Artesão, organizado pelo Museu do Homem do Nordeste. Entre as técnicas que serão utilizadas neste curso, uma novidade: o mascaramento em tecido com uso de fita crepe. Também haverá uma oficina de reciclados com foco na sustentabilidade que ofertará aulas de brinquedos e cosméticos fitoterápicos em dias alternados. O Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) também vai disponibilizar oficinas com linhas e bordados. Todas são gratuitas.

ATIVIDADES INFANTIS
         Para a criançada, as opções serão as atividades na Escolinha de Arte do Recife, no piso inferior, além das vivências circenses conduzidas pelo grupo Arricirco e apresentações teatrais, no mezanino.

PASSARELA FENEARTE
         O espaço tem o objetivo de mostrar o uso do trabalho artesanal na produção de moda local. Nesta edição, haverá 18 desfiles assinados por designers pernambucanos, projetos liderados pela Secretaria Estadual da Mulher, Sebrae, além de alunos dos cursos de moda e estilismo do Estado. Cordelistas clássicos de Pernambuco serviram de inspiração para as coleções que serão apresentadas pelos estudantes. Antes de cada desfile, um declamador irá apresentar um cordel do homenageado.

CATÁLOGO
           Assim como as últimas edições, o público poderá adquirir no balcão de informações o Catálogo de Expositores com os contatos de todos os participantes da XII Fenearte. Este ano, a publicação trará um breve perfil dos 36 mestres-artesãos pernambucanos que compõem a Alameda dos Mestres Janete Costa.

GALERIA DOS RECICLADOS
            Na quinta Galeria dos Reciclados, entre 50 peças pré-selecionadas, uma comissão julgadora definirá os melhores trabalhos divididos em três categorias: Arte Reciclada, Artesanato Reciclado e Design Reciclado. O primeiro lugar de cada uma delas receberá R$ 5 mil em dinheiro e o público poderá votar no melhor trabalho, que receberá R$ 2 mil através do Prêmio Aclamação.

SALÃO DE ARTE POPULAR ANA HOLANDA
          Assim como a Galeria de Reciclados, o Salão de Arte Popular Ana Holanda vai acolher uma coleção de 50 peças pré-selecionadas de artesãos de todo o País. Uma comissão julgadora formada por colecionadores, estudiosos, professores da UFPE e pesquisadores da arte popular definirá os melhores trabalhos. Os vencedores receberão os seguintes prêmios aquisitivos: 1º lugar: R$ 6 mil, 2º lugar: R$ 5 mil e 3º lugar: R$ 4 mil. O público também poderá votar na sua peça preferida, através de urna eletrônica instalada no local, com premiação de R$ 2 mil.

RODADA DE NEGÓCIOS
           Promovida pelo Sebrae, a Rodada de Negócios será realizada nos dias 2, 3 e 4 de julho, das 14h às 21h. Nesta edição, pelo menos 20 lojistas de todo o País participarão da Rodada, que deverá resultar em 360 encontros entre empresários e artesãos. A estimativa é gerar aproximadamente R$ 3,7 milhões nas negociações, 10% a mais que no ano passado.

RÁDIO FENEARTE
           Este ano, a Rádio Fenearte vai trazer além de sucessos da música regional, entrevistas com cordelistas e visitantes ilustres, recitais com declamadores, serviços e informações sobre a programação artística e cultural. Instalada no mezanino, a Rádio Fenearte promete deixar o público e os mais de 5 mil expositores informados sobre tudo o que acontece na Feira durante os seus dez dias.

ESTACIONAMENTO E TRASLADO DE VANS
          O visitante da Fenearte conta com 1.850 vagas para estacionar, entre as do Centro de Convenções e as da Fábrica Tacaruna. Outro ponto de apoio serão as vans gratuitas do Shopping Tacaruna até o Centro de Convenções. O serviço tem intervalos a cada 15 minutos, aos sábados e domingos, das 14h às 22h15.

SERVIÇO
12ª Fenearte
De 1º a 10 de julho
Centro de Convenções de Pernambuco
Horário de funcionamento (dias 2, 4, 5, 6 e 7): das 14h às 22h
Horário ampliado (dias 3, 8, 9 e 10): das 10h às 22h

INGRESSOS
De segunda a sexta: R$ 6 (inteira) R$ 3 (estudantes, crianças até 12 anos, professores e pessoas com mais de 60 anos)
Sábados e domingos: R$ 8 (inteira) R$ 4 (estudantes, crianças até 12 anos, professores e pessoas com mais de 60 anos)
À venda no Shopping Tacaruna e bilheterias do Centro de Convenções

Servidor do TRT lança suas obras na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, no Rio

Fonte:jusbrasil.com.br

Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), o cordelista mineiro Olegário Alfredo, que é também servidor do TRT e filiado ao SITRAEMG, esteve na cidade do Rio de Janeiro, no último dia 18, participando de mais uma reunião mensal da entidade. Na oportunidade, Olegário fez o lançamento de quatro das suas mais recentes obras: "Elogio mineiro em literatura de cordel", "A Estrada Real em cordel", "O Clube da Esquina em cordel" e "A intriga do Galo com a Raposa". Outro cordelista, Wlliam Pinto, também lançou sua obra "Sonhos de Liberdade".

A sessão da ABLC também registrou um importante marco para os praticantes e amantes da literatura de cordel. Com presença de representantes da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, ficou acertado que o cordel será o tema do enredo da agremiação no carnaval carioca de 2012. "Cordel branco e encantado" é o título do samba, de autoria de Renato Lage e Márcia Lage. Durante a sessão, a contadora de história Águida Alves e a atriz Regina Alves (esposa de Olegário e também servidora do TRT), ambas mineiras, fizeram uma leitura performática do cordel "Elogio ao mineiro". Esses títulos de Olegário Alfredo também serão lançados em Belo Horizonte, provavelmente em agosto, no "Godofredo Bar", do filho do cantor Beto Guedes.

Cordelteca

Também conhecido como "Mestre Gaio", Olegário já teve publicado mais de 100 títulos de sua autoria. Eles podem ser adquiridos na Livraria e Editora Crisálida, que fica na sobreloja do Edifício Maleta, ou na Donato Artesanato, loja nº 980 do Mercado Central, ambos em Belo Horizonte.

Entusiasta do cordelismo, Mestre Gaio, juntamente com Marco Túlio, fundador da Borrachalioteca de Sabará, também criou a "cordelteca", espaço em que estão expostos mais de 2.000 cordéis de variados autores do Brasil, incluindo ele, além de livros que falam sobre o cordel e a xilogravura. Trata-se da primeira cordelteca da região metropolitana de Belo Horizonte e funciona na Casa de Artes de Sabará, que fica na avenida Alberto Sharlet, 41, bairro Paciência. O espaço está aberto à visitação pública, inclusive turmas escolares, que, para melhor atendimento, devem agendar a visita.

Imagem:cordeldesaia.blogspot.com

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Zé do Jati lança versos sobre o seu testamento

Fonte: diariodonordeste.globo.com

Cachorro, esposa, Madonna, Kadafi, FHC, nordestinos, entre outros, foram lembrados no testamento

           Fortaleza. Bastante conhecido dos cearenses, o personagem Zé do Jati, do cordelista José Anchieta Dantas Araújo, lança mais uma de suas divertidas (e satíricas) publicações: "O testamento de Zé do Jati". Entre não ter nada para deixar de herança, o autor preferiu versar sobre a realidade vivida. "Na minha concepção é um pouco de deboche, de protesto e de solidariedade com os palestinos, japoneses, nordestinos. É um contexto universal", ressalta Anchieta.
Ele não esqueceu de ninguém. Para seu cachorro Totó, um balaio de osso. Para o Piauí, frio e permanente inverno. E o rei Roberto Carlos, um azul e bonito terno. Tem também os jogadores Zico e Maradona, com mais de mil gols. E nem mesmo a cantora Madonna ficou de fora dessa. "A Madonna é conhecida por se apresentar com pouca roupa, então, eu coloquei minha versão dela comprar saias largas e longas, duas meias e um konga", afirma.
          O autor retrata, ainda, os conflitos na Faixa de Gaza e também na Líbia, tudo de uma forma bem humorada como gostar de frisar quando fala de seu estilo. Para o povo nordestino, o cordelista lembra da importância da chuva, da lavoura e das novenas. Até os americanos foram lembrados e o seu grande legado foi a reconstrução das torres gêmeas.
          Parafraseando Vinícius de Moraes, o autor explica porque escreveu sobre o tema: "quem sabe a morte, angústia de quem vive. Foi a partir daí que eu comecei a pensar nesse testamento. Este é o testamento de uma pessoa altamente alegre, de bem com a vida. Isso é otimismo. Ao longo do tempo, se Deus me permitir, vou ampliar com problemas atuais", complementa Dantas.
O cordelista iniciou a publicar seus versos em 1999. Hoje, ele comemora os mais de 70 cordéis escritos e distribuídos por todo o Nordeste. "Tem família que me procura para fazer um cordel sobre sua história, por exemplo. Eu trabalho, almoço, janto e transpiro a literatura de cordel", conta.
Fama
          O personagem Zé do Jati ficou famoso pela sua participação no programa "Nas garras da patrulha", exibido da TV Diário. Bastava o som da viola apontar na telinha, o telespectador sabia que lá vinha Zé do Jati cantar os problemas do nordestino. Agora, o personagem traz seus novos causos em cordel.
          Novos projetos para Anchieta Dantas e o seu Zé não param. "As pessoas me convidam para gravar os cordéis. O do testamento, por exemplo, pode ser gravado em rap, vaquejada e boiada", disse Dantas, emendando na cantoria. Mensalmente, percorre cerca de 2.500Km entre Ceará, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Ele mesmo se desdobra para produzir e distribuir os cordéis. Se orgulha do seu trabalho estar espalhado em todo o Brasil. "Hoje, onde você chegar tem cordel de Zé do Jati", conta.
          Quanto aos temas para novos cordéis, diz buscar no seu dia a dia o conteúdo para os versos. "Os assuntos são do nosso Estado. Quando eu fiz o da mulher, me inspirei na parábola que meu pai contava. Acrescentei criatividade e humor e dei uma melhorada no texto. Quando começo a tomar gosto por uma coisa, paro, reflito e escrevo".

MAIS INFORMAÇÕES
Anchieta Dantas
Criador do personagem Zé do Jati
(88) 8814.3383
(85) 3253.4586
Emanuelle Lobo
Repórter

Literatura de Cordel inspira São João do Shopping Guararapes

Fonte: www.onordeste.com

Xilogravura dos tradicionais noivos do São João recebem os visitantes - Foto: Divulgação

          A Praça de Eventos do Shopping Guararapes entrou no clima de São João e ganhou uma vila junina com o tema "Cordel no Arraial do Shopping Guararapes". Inspirado na literatura de cordel, o cenógrafo Sávio Araújo criou um cenário típico da cultura nordestina, utilizando xilogravuras e poesias. A praça ainda conta com uma igrejinha montada para os visitantes tiratem fotos.

          A cada dia o espaço vai receber a apresentação de uma escola particular que deve trazer atividades, brincadeiras e apresentações de danças e coreografias inspiradas na cultura popular. Ao todo serão 14 escolas que vão participar dos festejos até o dia 30 deste mês. Na véspera de São João, que é o dia 23 e nos dias 25 e 26 de junho haverá a apresentação da Banda de Pífano do Taquary.

Nova Iguaçu terá festival de cordel em julho

Fonte: www.baixadafacil.com.br

Nova Iguaçu terá festival de cordel em julho

           A Baixada Fluminense será invadida pela rima, métrica e musicalidade da literatura de cordel, durante o festival de cultura popular “Cordel com a corda toda”, que será realizado entre os dias 13 e 16 de julho, em Nova Iguaçu. Com patrocínio da Eletrobras e apoio do Ministério da Cultura e Prefeitura de Nova Iguaçu, o festival acontecerá no Espaço Cultural Sylvio Monteiro e levará ao público uma maratona de atividades gratuitas, que resgatam, celebram e discutem a Cultura Popular Brasileira.
         Oficinas de teatro de cordel, composição de cordéis e xilogravura, repentistas, rodas de debates com pensadores da cultura popular e artistas, exposição fotográfica e apresentações de manifestações típicas são algumas das atividades que integram a programação do festival.
          Além disso, o evento terá uma exposição de vídeos e fotografias produzidas no Nordeste, resultado da primeira fase do projeto que começou em 2010, por iniciativa da Burburinho Cultural.
Entre outros destaques da programação estão as apresentações dos trabalhos de muitos dos 340 alunos da rede pública de ensino que, diariamente, frequentam a Oficina de Literatura Cordel em Nova Iguaçu, coordenada por Marcos Covask, ex-coordenadar artístico do grupo "Nós do Morro".
Para conhecer o projeto, acesse: http://projcordelcomacordatoda.blogspot.com/

                         Literatura de Cordel
              O Cordel é uma espécie de poema popular e é caracterizado pela rima, música e métrica. Normalmente são dez estrofes, mas podem variar entre seis e oito; e os versos são recitados de forma melodiosa e cadenciada, podendo ter acompanhamento de viola. As histórias também são contadas pelas xilogravuras. A Literatura de Cordel tem origem em Portugal, e foi lá também que surgiu o nome do estilo, já que eram vendidos pendurados em cordas. No Brasil, chegou ao Nordeste, onde ganhou adeptos e tornou-se forte manifestação cultural regional.

                           Serviço
Cordel com a corda toda - Festival de Cultura Popular
Data: 13 a 16 de julho
Horário: quarta-feira - das 15 às 20h; quinta - de 10 às 17h; sexta - de 9h45 às 16h; sábado - das 10 às 17h
Local: Espaço Cultural Sylvio Monteiro - Rua Getúlio Vargas, 51 - Centro - Nova Iguaçu
Telefone para informações: 21. 2233-6870 (Burburinho Cultural)
Entrada Franca | Censura Livre

               Confira a programação:
Galerias:
13/07 a 27/07 Galeria (2º pavimento): exposição de fotografias do artista Gil Prado que retrata agentes da Literatura de Cordel e paisagens nordestinas documentadas pelo curta-metragem realizado pelo projeto. A mesma sala conta com a exibição contínua do documentário.
13/07 a 31/07 Galeria (1º pavimento): exposição de parte do material produzido pelos alunos atendidos pelas oficinas do projeto, com destaque para os cordéis, máscaras, mamulengos, croquis e figurinos utilizados nos esquetes apresentados no festival.

13/07 (quarta-feira)
TEATRO
15:00 – Apresentação do esquete teatral “Chegança”, seguida da abertura oficial do evento com a equipe do projeto “Cordel com a Corda Toda”.
16:00 – Roda de bate-papo com artistas populares e pesquisadores sobre Cultura Popular, Literatura de Cordel e Baixada Fluminense.
17:10 – Lançamento do documentário.
17:35 – Apresentação do esquete “Romeu e Julieta”.
18:00 – Encerramento com a apresentação do repentista Miguel Bezerra.
Obs: aberto ao público, sem distribuição de senha.

14/07 (quinta-feira)
PÁTIO EXTERNO – TEATRO DE BOLSO E BIBLIOTECA
Manhã
10:00 às 10:20 – Apresentação do esquete teatral “História do Povo Quirá.
10:30 às 11:50 – Circuito de oficinas: oficina de teatro de cordel; oficina da composição de cordel e de xilogravura e visita guiada.
Tarde
15:00 às 15:20 - Apresentação do esquete teatral “Romeu e Julieta.
15:30 às 16:50 – Circuito de oficinas: oficina de teatro de cordel; oficina da composição de cordel e de xilogravura e visita guiada.
Obs: Esse dia é direcionado para grupos de estudantes da rede pública que serão previamente agendados e fechados exclusivamente para as oficinas, além do público em geral. Haverá a distribuição de senhas limitadas uma hora antes do início das atividades.

15/07 (sexta-feira)
TEATRO E PÁTIO EXTERNO – TEATRO DE BOLSO
Manhã
09:45 às 10:25 – Apresentação da seqüência de esquetes: “Teatro de Mamulengo”, “O Auto do Boizinho” e “Zé Mingau”, com a turma de crianças.
10:30 – Apresentação de grupo folclórico convidado.
11:00 – Workshow com xilogravurista, seguido de visita guiada, oficina de teatro e roda de cordéis.
Tarde
15:00 às 16:40 - Apresentação da seqüência de esquetes: “Nordestes”, “Meninos de Rua” e “Chegança”.
16:45 – Roda de bate papo com cordelistas.
Obs: Esse dia é direcionado para grupos de estudantes da rede pública que serão previamente agendados e fechados exclusivamente para as oficinas, além do público em geral. Serão distribuídas senhas uma hora antes do início do programa da manhã. O acesso à tarde é livre, sem distribuição de senha.

16/07 (sábado)
TEATRO, PÁTIO EXTERNO – TEATRO DE BOLSO E BIBLIOTECA
Manhã
10:00 às 11:30 – Circuito de oficinas: Oficina de teatro de cordel; Oficina de composição de cordel e xilogravura.
Tarde
14:00 às 14:30 – Apresentação dos esquetes “Teatro de Mamulengos” e “Nordestes”.
A partir de 14:45 – Apresentação de grupos folclóricos da Baixada Fluminense.
A partir de 15:35 – Peleja de repentistas, encerrando o festival.
Obs: Serão distribuídas senhas uma hora antes do início das atividades da manhã. O acesso à tarde é livre, sem distribuição de senhas.

sábado, 28 de maio de 2011

Natal passa a integrar o Circuito Potiguar do Livro

       Fonte: tribunadonorte.com.br

             O Circuito Potiguar do Livro ganha a Feira de Livros e Quadrinhos de Natal, que será realizada no período de 17 a 22 de outubro, no Centro de Convenções. A FLIQ vem somar-se à Feira do Livro de Mossoró, Feira do Livro do Seridó e a Jornada Literária de Macau. São eventos anuais já consolidados e que têm como objetivo maior estimular à leitura e difundir a produção literária. A expectativa da FLIQ é atrair um público superior a 60 mil pessoas.

Evento é marcado com presenças de educadores e estudantesEvento é marcado com presenças de educadores e estudantes

           Serão seis dias de inúmeras atrações para o público. A programação é extensa e variada, repleta de oficinas (16 em HQ e 2 em animação); mesas diárias de debate e bate papos com autores locais e nacionais, desenhistas e ilustradores; leituras de obras; café literário; lançamento de livros e ainda espaço para sebos, livreiros e editoras. Haverá ainda espaço para os cosplayers (pessoas que se vestem e agem como personagens de HQ), jogos de RPG e os Festivais de Animação (categoria estudante e livre) e o de História em Quadrinhos, com premiações e apresentação das obras vencedoras.
            “Estamos apostando muito na Feira de Livros e Quadrinhos de Natal. O último grande evento literário que aconteceu na capital foi a Bienal, em 2007”, afirmou o jornalista Osni Damásio, um dos Coordenadores do Circuito Potiguar do Livro. Ele destacou também a participação dos alunos das escolas públicas. “ Nas edições anteriores das Feiras do Livro de Mossoró e Caicó, o Governo do Estado participou com o Cheque Livro.  Já estamos negociando com o Governo. A expectativa é que no Circuito sejam atendidas 718 escolas, beneficiando com a compra de livros 310 mil alunos e 13 mil professores “, afirmou Osni.
             Em sua 7ª edição e já consolidada como o maior evento literário do Estado e um dos principais do Nordeste brasileiro, a Feira do Livro de Mossoró cresceu muito desde sua primeira edição, em 2005. Na Feira acontece os * Prêmios de Literatura de Cordel e o de Contos, ambos com o objetivo de incentivar a autoria de obras literárias e o surgimento de talentos entre a população do RN, cada qual na sua categoria literária. Ainda com o mesmo mote, a feira aproxima os leitores de consagrados autores  locais e nacionais, através de uma rica programação de bate-papos e palestras. A edição deste ano vai acontecer de 09 a 14 de agosto, na Estação das Artes.
              Já a  3ª edição a Feira do Livro do Seridó acontecerá no mês de setembro e  visa disseminar a cultura do livro para os sete municípios desta importante região do Rio Grande do Norte. Com aproximadamente 20 mil visitantes por edição, a Feira do Livro do Seridó é uma iniciativa que colabora de forma efetiva na formação de milhares de crianças em idade escolar e na inclusão cultural de centenas de pessoas, que se encontram distante dos grandes centros culturais do país.
A II Jornada Literária de Macau está marcada para os dias 9 e 10 de novembro. A primeira edição superou todas as expectativas dos participantes, convidados e organizadores.

(* Obs. De Manoel Belizario: Esperamos que tais prêmios não sigam o exemplo do MINC em seu  Prêmio Mais(?) Cultura de Literatura de Cordel.)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

MEU PRIMEIRO LIVRO

CAPA DO LIVRO

Por Manoel Messias Belizario Neto

Lanço meu primeiro livro,
Compartilho a emoção
Ao vê-lo recém-nascido
Na palma de minha mão
Exalando um cheiro bom
De folheto do sertão.

Cheiro o meu primeiro livro
Compartilho a sensação.
Parece o cheiro da chuva
Assim que afaga o chão.
Parece o orvalho que banha
De manhã a plantação.

Pego o meu primeiro livro.
Pareço até mais criança
Que quando ganha um brinquedo
Brinca, brinca e não se cansa
Passeia no imaginário
Até onde o sonho alcança.

Livro meu, além de livro
És Folheto de cordel.
Homenageias os grandes
Da arte do menestrel
Usando como instrumento
Este humilde Manoel.

Se serás vendido ou não
Não tem maior relevância
Porque você existia
Desde os tempos de infância
Tornar-te realidade
Esta é a grande importância.

Repórter "matuto" vira personagem de literatura de cordel

         Fonte: thaisagalvao.com.br

Fera em literatura de cordel, o poeta Marciano Batista de Medeiros, de Santo Antônio do Salto da Onça, elegeu o jornalista Joaquim Pinheiro, da editoria de política do Jornal de Hoje, como personagem de suas publicações.
          E depois de discorrer sobre as manias e costumes de quem ele chamou de "um jornalista mnatuto" em um livrinho que vende a um real, o autor continuou o papo com Pinheiro e lançou a segunda edição...
          Vale a leitura seguida de risadas...
          E Pinheiro, com ajuda de deputados e vereadores, prepara o lançamento da Literatura de Cordel de marciano, tanto na Assembleia Legislativa, durante a Assembleia Cultural, quanto na Câmara.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cordelista Manoel Belizário lança livro em João Pessoa

 

Fonte: Agência de Notícias da UFPB -

Por Paulo César Cabral

Faz parte do projeto Semeando Cordel; a metade dos livros será doada para 100 escolas do município de João Pessoa

             “Agruras de um poeta popular ou congressos dos poetas populares no paraíso”. Este é o título do livro do poeta-cordelista Manuel Belizário que será lançado nesta sexta-feira (27), às 10h, na Sala do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular (Nuppo), órgão vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus de João Pessoa.

           O livro é composto por quatro folhetos independentes e inéditos:“Agruras de um poeta popular ou congressos dos poetas populares no paraíso”, “As aventuras de Teó da Lage em Busca de Assombração”, O Romeiro e a Promessa” e “Histórias de Trancoso”.

          O lançamento do livro faz parte das atividades do Projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade”, patrocinado pelo Fundo Municipal de Cultura. O objetivo é difundir a literatura no âmbito escolar e garantir à população em geral o acesso de baixo custo a este fazer poético – além de incentivar o poeta. A metade dos livros produzidos será doada em igual número a 100 escolas do município de João Pessoa e a outra metade será cedida ao autor.

          Mais informações a respeito do assunto podem ser obtidas no Nuppo, localizado no térreo da Reitoria da UFPB. Telefone: (83) 3216-7030.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

POETISA CLEUSA SANTO LANÇA MAIS UM CORDEL

Fonte: varnecicordel.blogspot.com

SÚPLICA DE UM PAPAGAIO

         Desta vez a poetisa foca em sua obra a preservação dos animais. Numa linguagem simples e bonita a autora conclama a todos para cuidar com mais amor da natureza. Vale a pena conferir mais este título da editora Luzeiro que pode ser usada em qualquer escola para enriquecer a aula.

— Eu só peço, por favor,
Um pouco de atenção.
Sou um Papagaio jovem
Vivendo sem instrução.
Eu já tive liberdade,
Hoje vivo na prisão.

Ainda muito pequeno,
Num galho verde brincando,
Quando uma mão muito forte
Foi rápido me sufocando.
Apertava o meu pescoço,
Depois foi me carregando.

Colocaram-me num saco,
Eu fiquei desesperado.
Gritei e gritei bem alto.
Falaram: — Fique calado!
Eu ouvia alguém dizer:
— Cala a boca, seu safado!

Quer conhecer o resto da história? Compre o livro.
Contato com a Editora Luzeiro Ltda.
Tel/Fax: (11) 5585-1800/5589-4342
vendas@editoraluzeiro.com.br

PRÊMIO MAIS(?) CULTURA DE LITERATURA DE CORDEL E O DESRESPEITO À CULTURA POPULAR BRASILEIRA

      

          É, meus amigos, mais um dia de desrespeito na vida daqueles que tanto sonharam com o prêmio Mais(?) Cultura de Literatura de Cordel . Como foi grande a alegria ao nos vermos premiados. Porém não nos demos conta de que era tudo promessa. De que estávamos colocando nossas esperanças de erguer com gosto de gás o Cordel numa canoa furada. Porque a maioria de nós premiados nem pensamos no valor financeiro do projeto  - que é ínfimo –, mas no muito que poderíamos fazer com tão pouco. Hoje exigimos do governo nada mais que respeito com os  artistas da cultura popular brasileira, pois tudo isso não passa de um grande descaso. Já não basta o massacre que esta cultura vem sofrendo por parte do lixo cultural invasor da sociedade contemporânea? É isso aí amiga Rosário Pinto. Vamos reivindicar o prêmio e com isto estamos cobrando o mínimo que um governo pode fazer por seus cidadãos: tratá-lo com respeito  cumprindo com o que se propõe.

Fonte: Cordel de Saia

Cadê o Prêmio???

Por Rosário Pinto

O coração do poeta
Hoje lamenta o descaso
Ministério faz dieta
O prêmio passa do prazo
Ta virando historinha
Ou quem sabe ladainha
Ou mesmo assombração
Tratam-nos com desrespeito
E isto eu não aceito
É uma violação

Publicaram um edital
Convocaram o poeta
Para um prêmio orbital
Cada um com sua meta
Elaboraram projeto
Dentro daquele decreto
Cumpriram todas as normas
Cada item observado
Poeta não é tapado
Tudo agora se transforma

Patativa do Assaré
Certamente está vendo
Remamos contramaré
Com isso nos abatendo
Mas o grito ecoando
Feito novilho berrando
Contra esta aberração
De Prêmio abduzido
E o poeta seduzido
Pede a aclaração


Rio de Janeiro, maio 2011

Revisão: Dalinha Catunda
http://cantinhodadalinha.blogspot.com
Imagem:desabafolandia2.blogspot.com

Cotia (SP): Festa Nordestina 2011 ocorrerá em junho

Fonte: jeonline.com.br

A 10ª Festa Nordestina 2011 de Cotia acontecerá no dias 10, 11 e 12 de junho, a partir das 19h. A festa será no Recinto de Eventos ao lado do Terminal Rodoviário (33 km, Raposo Tavares).

           Para resgatar um pouco da cultura nordestina o vereador Arildo Gomes e o prefeito Carlão Camargo trazem para o evento literatura de cordel, embolada, comidas típicas (sarapatel, baião de dois, caldo de mocotó), forró pé de serra, forró arrocha.
O evento também contará com artistas de renome nacional no segmento de samba e pagode entre eles: Sampa Crew, Turma do Pagode e Revelação pela primeira vez em Cotia, ressaltando que a entrada será franca.
           Com uma infra-estrutura moderna com praça de alimentação coberta, arquibancadas, camarote coletivo e parque de diversões e no dia 12 de junho, dia dos namorados, será sorteado vários brindes como uma moto, notebook, televisão e outros prêmios.

Serviço:
Festa Nordestina de Cotia
Entrada Franca
Data:10,11 e 12 de junho
Local: Recinto de Eventos ao lado do Terminal Rodoviário (33 km, Raposo Tavares)
Horario:a partir das 19h
Mais informações pelo telefone 7158-6812.

Imagem: ensinablog.blogspot.com

domingo, 22 de maio de 2011

PRÊMIO MAIS CULTURA DE LITERATURA DE CORDEL: VERGONHA NACIONAL

           VERGONHA
Por Manoel Belizario
          Tinha tudo para ser um dos maiores momentos de valorização da Literatura de Cordel brasileira, mas o tiro saiu pela culatra. E o pior é q entramos em contato, nos números e emails sugeridos e só nos são dadas respostas vagas. Bem meus amigos, daqui a pouco completa um ano que o edital foi lançado. Todo mundo reclamando pela internet no site do MINC, mas eles  fingem que não nos ouvem. A partir de agora vou publicar poemas meus e de colegas abordando o assunto. Abaixo algumas estrofes que Flávio Domingos Dantas publicou em: http://www.cultura.gov.br/site/2010/06/08/premio-mais-cultura-de-literatura-de-cordel-2010-edicao-patativa-do-assare/
Flávio Domingos Dantas
15 de maio de 2011

O poeta vem voando
Como faz a arribaçã,
Desdeu do alto da serra
Da querida Jaçanã,
Com destino a Brasília
Segunda pela manhã.

Vou voando pelo alto
Cantando feito um canário,
Cortando o meu Brasil
Encantado com o cenário,
Tô buscando o meu prêmio
Me sentindo um otário.

Tô buscando o respeito
Pro poeta do cordel,
Que em janeiro pensava
Por pouco estar no Céu,
E hoje tá amargando
O triste sabor do féu.

Tô chegando em Braília
Tem políticos até demais,
O discurso é bonito
Cada um quer falar mais,
Ministra pague aos poetas
Pois assim retorno em PAZ.

Minha fé tá se acabando
A esperança também,
Pois Lula saiu devendo
E Dilma deve também,
Será que vamos esperar
As eleições, ano que vem.

O poeta tá partindo
Ainda com decepção,
Esperando o seu prêmio
Não pensem que é milhão,
E retorna pro Nordeste
O Poeta do Povão.

Flávio Dantas
51º classificado no concurso
Produção do folheto.

domingo, 15 de maio de 2011

Projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade” é lançado em João Pessoa

Fonte: Jornal da Besta Fubana

           O professor e poeta popular Manoel Messias Belizario Neto lançou neste mês de maio em João Pessoa um projeto patrocinado pelo Fundo Municipal de Cultura chamado “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade”. A iniciativa se propõe a produzir o livro (de autoria do proponente do projeto) denominado “Agruras de um Poeta Popular ou Congresso dos Poetas Populares no Paraíso”.
A proposta pretende difundir a literatura de cordel no âmbito escolar e garantir à população em geral acesso de baixo custo a este fazer poético – além de incentivar o poeta. Para tanto, metade dos livros produzidos será doada em igual número a cem escolas do município de João Pessoa e a outra metade será cedida ao autor.

O livro

CAPA DO LIVRO

          É composto  composto  por quatro folhetos independentes e inéditos:

Folheto 1: “Agruras de um Poeta Popular ou Congresso dos Poetas Populares no Paraíso” : Narra a história do poeta Popular Zé Damião que vive de vender folheto em feira. Mas um dia, após a massificação do rádio, luz elétrica e TV, ele cai em descrédito, entra em depressão e morre. Ao chegar ao Paraíso se depara com os grandes da poesia popular que vão discorrer num congresso os porquês da atual situação da Literatura de Cordel.

Folheto 2: “As Aventuras de Teó da Lage em Busca de Assombração”: O Arcanjo Gabriel expulsa o diabo do inferno sem que Deus saiba. Por isso, sem inferno, o diabo, almas penadas e demônios passam a morar na Terra. Satanás, reivindicando sua casa de volta, toma posse do corpo de uma princesa. Teó, o destemido “caçador de assombração” é escolhido para devolver o inferno ao diabo e assim libertar a terra dos espíritos maus que a habitam.

Folheto 3: “O Romeiro e a Promessa”: Um romeiro para se ver livre de uma doença faz uma promessa para São Francisco do Canindé. Promete que se ficar curado dará ao santo uma cabeça pensante.  O santo afirma incrédulo que é impossível encontrar uma cabeça pensante livre, mas já que o romeiro prometeu terá de cumprir – arriscando-se a virar jumento caso não encontre. A história gira em torno da luta deste romeiro aventureiramente em busca de tal cabeça.

Folheto 4: “Histórias de Trancoso”: Dois senhores sertanejos replicam entre si histórias de Trancoso contadas como verdade absoluta. São afirmações exageradas, mas muito bem-humoradas.

Lançamento

Local: NUPPO (Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular) Térreo do Prédio da reitoria da UFPB (à direita da CODESC)

Data: 27 de maio de 2011

Hora: 10:00 (manhã)

Preço: R$: 7,00

O Autor

           Manoel Messias Belisario Neto é natural de Aguiar PB e atualmente reside em João Pessoa. É graduado em Letras pela UFPB e autor de vários títulos de cordel, entre eles “Satan Processa Bin Laden e Bush por Plágio e Difamação”, premiado pela Funjope no Concurso Novos Escritos 2007 e “Cordel do Estatuto da Criança e do Adolescente” publicado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa e pelo Ministério Público da Paraíba. Ficou em 3° lugar na categoria criação e produção do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel do Ministério da Cultura edição 2010.  No momento coordena o projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade” – iniciativa aprovada no edital do Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa 2010. É professor de português em Alhandra PB e orientador social de jovens no programa Projovem Adolescente na capital.

Escolas de João Pessoa beneficiadas pelo projeto com cinco exemplares cada: 

1. Afonso Pereira da Silva 
2. Agostinho Fonseca Neto
3. Almirante Barroso
4. Américo Falcão 
5. Ana Cristina Rolin Machado
6. Analice Caldas
7. Analice Gonçalves de Carvalho 
8. Anayde Beiriz 
9. Ângelo Francisco Notare 
10. Anibal Moura 
11. Anita Trigueiro 
12. Antenor Navarro 
13. Antonia do Socorro Machado
14. Apolônio Sales de Miranda 
15. Argentina Pereira Gomes
16. Arnaldo de Barros Moreira 
17. Aruanda  Rua Eudídice
18. Augusto dos Anjos
19. Aylton Cavalcanti de Ataíde 
20. Cantalice Leite 
21. Carlos Neves da Franca
22. Celso Furtado 
23. Cícero Leite
24. Claudina Mangueira de Moura
25. Cônego João de Deus 
26. Cônego Mathias Freire 
27. Coracão Divino
28. Damásio Franca 
29. Darcy Ribeiro 
30. Daura Santiago
31. Diotília Guedes
32. Dom Helder Câmara
33. Dom Marcerlo P. Carvalheira
34. Dr. José Medeiros Vieira
35. Duarte da Silveira 
36. Dumerval Trigueiro Mendes 
37. Duque de Caxias 
38. Escritor Horácio de Almeida
39. Escritor José Lins do Rego
40. Euclides da Cunha 
41. Francisca Moura
42. Francisco Edward de Aguiar 
43. Frei Afonso
44. Frei Albino 
45. Frutuoso Barbosa 
46. General Rodrigo Otávio
47. Governador Leonel Brizola 
48. Henrique Dias
49. Hugo Moura 
50. Índio Piragibe
51. João Gadelha de Oliveira 
52. João Medeiros
53. João Monteiro da Franca 
54. João Santa Cruz
55. João XXIII
56. Jornalista Raimundo Nonato 
57. José Américo de Almeida
58. José Eugênio Lins de Albuquerque       
59. José Novais
60. José Peregrino
61. Lions Tambaú
62. Luiz Augusto Crispim 
63. Luiz Mendes Pontes
64. Luiz Vaz de Camões
65. Luiza Lima Lobo
66. Lyceu Paraibano
67. Maria Ruth de Souza
68. Moema Tinoco Cunha Lima
69. Mons. João Coutinho 
70. Monteiro Lobato 
71. Napoleão
72. Nazinha Barbosa 
73. Olívio Ribeiro Campos
74. Orlando Gomes
75. Oscar de Castro 
76. Padre Leonel da Franca 
77. Padre Pedro Serrão
78. Papa Paulo VI
79. Paulo Freire 
80. Pedra do Reino 
81. Pedro Augusto Porto Caminha
82. Presidente João Pessoa 
83. Prof. Luis Gonzaga de Albuquerque Burity
84. Profª Maria Bronzeado Machado
85. Profa. Liliosa de Paiva Leite
86. Profa. Maria Geny de Souza Timóteo
87. Profa. Olivina Olívia
88. Professora Úrsula Lianza
89. Renato Lima
90. Santa Ângela
91. Santa Emília de Rodat 
92. Santos Dumont
93. Seráfico da Nóbrega 
94. Severino Patrício
95. Tharcilla Barbosa da Franca
96. Ubirajara Pinto Rodrigues 
97. Violeta Formiga 
98. Virgínius da Gama e Melo
99. Zulmira de Novais
100. Zumbi dos Palmares

sexta-feira, 13 de maio de 2011

CONVITE DE LANÇAMENTO - CORDEL CAPELA DOURADA

Fonte: educarcomcordel.blogspot.com

CONVITE

A Venerável Ordem III de São Francisco do Recife tem a honra de convidar Vsa. Exma. e família a participar do lançamento do Folheto de Literatura de Cordel:  “A História da Capela Dourada em Cordel”, do Poeta Paulo Moura, em comemoração ao 315 anos da data de fundação da "Capela Dourada", 13 de Maio de 2011.

Data: 13 de Maio de 2011 (Sexta Feira)

Horário: às 17h.

Local: Museu Franciscano de Arte Sacra.

Rua do Imperador Dom Pedro II s/n. Recife - PE

Geraldo Alain

Ministro

terça-feira, 10 de maio de 2011

Instituto de Bayeux abre inscrições para concurso de Literatura de Cordel

O instituto Geográfico e Histórico de Bayeux (IHGB), em parceria com a Academia Local de Letras, está com as inscrições abertas para primeiro concurso Bayeuxense de Literatura de Cordel, que nessa edição homenageia o professor João Severo da Silva.

As inscrições começaram em fevereiro deste ano e vão até dia 31 de maio, sendo realizadas na sede provisória do IHGB, localizada na Av. Liberdade, 3702, (Sala 7). Mais informações através do contato: (83) 3232-2414.

Para participar do concurso, o calouro literato deve residir na cidade e entregar o folheto com no mínimo 50 estrofes. As obras deverão ser enviadas em um envelope fechado, constando o nome do autor e uma cópia do trabalho. 

O concurso homenageia o professor João Severo da Silva

De acordo com o professor Ariosvaldo Alves, presidente do IHGB e organizador da atividade, o concurso é uma forma importante de difundir a literatura popular, isso, tanto nas escolas como na sociedade em geral. “Agora é o momento certo de realizar o evento, já que a Rede Globo exibe a novela ‘Cordel Encantado’, servindo como uma espécie de incentivo para os jovens participarem, e assim, juntando o útil ao agradável”, explica Ariosvaldo.

A premiação será a confecção de 2.000 exemplares para o primeiro lugar, 1.000 para o segundo e 500 exemplares para o terceiro colocado.

O resultado final da seleção será divulgado em evento que ocorrerá no dia 16 de julho, na sede do Rotary Clube, no bairro do SESI. A data rememora o dia da denominação de Bayeux, sendo a primeira cidade francesa (de mesmo nome) a ser libertada do poder nazista pelos aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: bayeux1.com

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Café Literário aborda etnopoesia na biblioteca nacional

Fonte: Arte e Literatura: angoladigital.net   

            Um Café Literário sobre o tema "Etnopoesia: Teresa Baptista de Jorge Amado e a Literatura de Cordel" será Imagerealizado no dia 12 deste mês, na Biblioteca Nacional, em Luanda, pela Casa de Cultura Brasil-Angola.

           Segundo um documento da Casa de Cultura Brasil-Angola, que a Angop teve acesso, o encontro terá como orador o professor brasileiro, Nelson Cerqueira, da cadeira de Literatura Comparada, da Indiana University.

          De acordo com a nota, a literatura brasileira de origem constitui uma tradição que recua à Idade Média europeia, às cantigas de amor e de maldizer e possui raízes profundas de etnopoesia, uma poesia de tradição oral que desemboca na conhecida literatura de cordel.

          No debate literário, o professor Nelson Cerqueira analisará o romance Teresa Baptista, como um diálogo construtivo entre a Literatura de Cordel, a produção fictícia do romance e a resposta da literatura oralizada do Cordel, na personagem de Jorge Amado.

          Nelson Cerqueira é autor, co-autor, organizador de vários livros em literatura, estética, filosofia, com dezenas de artigos em revistas brasileiras e internacionais.

          A edição do Café de Ideias conta com a colaboração da Biblioteca Nacional de Angola e visa reforçar a relação entre as duas instituições, bem como saudar a semana da cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

          O Café Literário faz parte da programação cultural da Casa de Cultura Brasil - Angola e tem como objectivo principal debater sobre a literatura brasileira.

Literatura de cordel está preservada em cordelteca, em Sabará (MG)

Veja o vídeo clicando aqui

Fonte: G1 Minas Gerais

Artes diversas encontram-se no resgate do cordel

Fonte: diariodonordeste.globo.com

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Artista plástica, Amanda Senna, decidiu fundir as múltiplas linguagens da arte, como mamulengos e teatro de sombras, junto com o cordel e a xilogravura
FOTOS: ELIZÂNGELA SANTOS

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A Gráfica lira Nordestina ainda abriga o velho maquinário antigo e recebe constantemente pesquisadores de todo o País
FOTOS: ELIZÂNGELA SANTOS

A Lira Nordestina, seleiro de cordelistas, agora é palco de bonequeiros e artistas que dão vida aos cordéis

            Juazeiro do Norte. As múltiplas linguagens da literatura de cordel e da xilogravura entrelaçadas com os mamulengos e o teatro de sombras. Um casamento que tem dado certo com pesquisadoras que buscaram diálogo entre estas artes para desenvolver o Projeto Movimento e Voz em Cordel. O trabalho não poderia ser realizado em terreno mais fértil: a Lira Nordestina, nesta cidade, celeiro dos grandes poetas populares, desde meados dos anos 20 do século passado. Entre eles, o que deu o nome a Lira, o poeta Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré. Serão três meses para concluir o projeto, em execução, agora, com os cursos de teatro de sombras e mamulengos para os dez participantes.
A velha Tipografia Silva, criada por José Bernardo da Silva, ainda hoje resiste e oferece condições de inspiração para novos projetos. O grande desafio da pesquisadora e idealizadora, Amanda Senna, que também é artista plástica, foi fundir as artes. O trabalho envolve a música, dramaturgia, artes plásticas, a dança e a escrita. Essa fusão dentro de uma dinâmica estética, proporciona um diálogo permanente, revelando a riqueza da literatura popular.
Ela veio do Estado de Pernambuco. Tem no mamulengo uma inspiração particular, de casa mesmo. No Rio de Janeiro teve contato com o grupo Carroças e Mamulengos, formado por artistas de Juazeiro que circulam o País com o teatro de bonecos. Desse ponto, ficou bem perto de chegar a Juazeiro. E veio à terra do Padre Cícero, onde conheceu e se identificou com a Lira Nordestina e os cordéis.
           Mas o que proporcionou o desenvolvimento do trabalho foi por a Lira ser, desde 2005, um Ponto de Cultura, do Ministério da Cultura. O Projeto Movimento e Voz em Cordel segue essa trajetória de diálogo permanente com a estética da xilo e do cordel. "Estava envolvida com os bonecos no Rio de Janeiro e tive a oportunidade de fazer a escolha do lugar para desenvolver o trabalho", diz ela, ao optar por Juazeiro e poder ter a oportunidade de realizar o seu projeto de residência artística e interação estética em um Ponto de Cultura.
           Entre os alunos do curso estão professores, crianças, artistas. O grupo é diferenciado, mas o processo de aprendizado e ensino também tem sido motivador, segundo a dançarina e atriz, Juliana Falcão, que faz parte do grupo, e também conta com a colaboração do estudante de Ciências Sociais, da Universidade Federal de Pernambuco, Pedro Moura. Ele é o produtor, um faz de tudo, como ele mesmo se denomina, com cuidados desde o acompanhamento do blog à elaboração de material.
A fase inicial de pesquisa e familiaridade com o velho maquinário da Lira, instituição atualmente com coordenação da professora Anna Christina Carvalho, começou em fevereiro deste ano. A primeira fase teve início com a pesquisa em cordel e conhecimento do Ponto de Cultura.
          O segundo passo reunir o grupo de alunos para vivenciar a nova linguagem. As pesquisadoras foram em mais de 60 salas de aula do Município, no intuito de tentar reunir alunos para participar do cursos de teatro de sombras e mamulengos por três meses. Não deu para esperar a decisão dos meninos. Então ficou um grupo misto, inclusive com alunos do Curso de Artes Visuais e Teatro da Urca.
           O terceiro passo veio com as vivências, que serão finalizadas com o grande espetáculo, no qual as pesquisadores pretendem fazer uma homenagem aos 100 anos de Juazeiro, com apresentação em praça pública.
           O projeto tem o reconhecimento da Fundação Nacional da Arte (Funarte), Secretaria da Cidadania e Ministério da Cultura, por meio do Governo Federal, que são os órgãos fomentadores e financiadores dos trabalhos. As oficinas foram iniciadas no mês de abril.
          As histórias dos cordéis, escolhidas pelos próprios alunos, estão sendo utilizadas nas construções dramáticas. Histórias poéticas, no tom das rimas, mas com falas bem ensaiadas, voz e corpo trabalhados.
           "Eles (os alunos) estão gostando muito desse trabalho, achando diferente e interessante com o que tem aqui", diz Juliana Falcão. A aluna Bárbara Leite diz que sua experiência tem sido interessante. "Isso tudo pode resultar numa construção diferenciada", prevê.
           Iniciativa
"Acho importante essa junção. Os alunos estão gostando muito, achando diferente e interessante"
Juliana Falcão, atriz e dançarina.

MAIS INFORMAÇÕES
Gráfica Lira Nordestina

Avenida Castelo Branco, 150
Romeirão - Juazeiro do Norte (CE)
Telefone: (88) 3102.1150

HISTÓRIA
Apesar de danificada, Lira Nordestina inspira autores

As histórias da Lira Nordestina e da Literatura de Cordel no Brasil se confundem e são pura rima

           Juazeiro do Norte. Os versos populares e o traçado das xilogravuras são para um dos maiores nomes da xilo e do cordel, o artista Stênio Diniz, a linguagem universal brasileira. Essa ampla e rica abertura que o cordel permite, diz Stênio, é o reconhecimento das raízes populares e a valorização das múltiplas utilidades do cordel. Ele cita a função social e a riqueza artística como marcas próprias, demonstrando o encanto da literatura dos folhetos.
           Para Amanda, a xilogravura oferece a possibilidade de inspiração plástica, dentro de uma visão estética. No cordel está a dramaturgia, com propriedades distintas para dar vida e movimento aos bonecos. A artista plástica reconhece o potencial da Lira Nordestina, que está ligada à Universidade Regional do Cariri (Urca), por meio de Pró-reitoria de Extensão, por ter ainda muito o que oferecer. Mas a maior parte do acervo de cordéis que vem sendo pesquisado é por meio do Projeto Sesc Cordel, que reúne uma coleção considerável dos folhetos. Mesmo com toda a história da Lira, o acervo da gráfica está danificado e sem diversidade. Grande parte dele, segundo Amanda, não se encontra mais no local.
           A Lira dos poetas populares ainda inspira pesquisadores na atualidade. A importância histórica da gráfica faz com que o próprio local onde estão guardados os maquinários e os móveis antigos se destaque, com o nostálgico romantismo das rimas.
           Para Amanda, é um espaço raro, onde os estudantes estão recebendo inclusive noções de utilização de algumas das máquinas para produzirem o material do curso. Como não poderia ser diferente, o próprio local serve de inspiração para as rimas ensaiadas, no ritmo dramático e nas sombras da tela de pano dos alunos.

Histórico

          A história da Lira Nordestina se confunde com a história da Literatura de Cordel no Brasil. Começou com o romeiro alagoano José Bernardo da Silva, que em 1926 se dirigiu para Juazeiro do Norte. Foi direto pedir a bênção ao "Padim". Em seguida, iniciou suas atividades. Em 1932, adquiriu as máquinas tipográficas e lançou a Tipografia Silva, que depois passou a ser Tipografia São Francisco. O nome Lira já veio após a sua morte.
           A compra dos direitos de publicação, no fim dos anos 40, dos maiores poetas de cordel do Brasil, Leandro Gomes de Barros e João Martins de Athayde, foi a realização de um grande sonho para José Bernardo da Silva. A Tipografia São Francisco vive o seu auge, como a mais importante do Brasil. As dificuldades começaram no fim dos anos 60. Em 1988, o Governo do Estado comprou a Tipografia São Francisco, que está sob a coordenação da Urca.
Elizângela Santos
Repórter

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cantora homenageia a literatura de cordel e contagia foliões – Feira de Santana - Bahia

Fonte: feiradesantana.ba.gov.br

           Na última noite de folia da Micareta 2011, o folião foi surpreendido pela cantora feirense Márcia Porto, que este ano homenageou todos os poetas cordelistas de Feira de Santana. No trio, painéis com xilogravuras de Franklin Maxado, muito forró e uma energia contagiante.

            Com o projeto “Forró Folia”, Márcia Porto fez o folião pipoca dançar agarradinho ao som de músicas bastante conhecidas do público forrozeiro, como “Olha o fogo, olha fogaréu”. O hit foi escolhido pela cantora para animar o público na entrada do Corredor da Folia.

           O prefeito Tarcízio Pimenta recebeu da artista uma atenção especial, além de muitos elogios pela festa. “Nosso prefeito e sua equipe de trabalho está de parabéns. Há 18 anos participo dessa festa e esta é a mais organizada e segura que já vi” afirmou.

           Na oportunidade, Márcia Porto, integrante da Ong MovPaz, destacou ainda a importância da Campanha do Desarmamento, que tem o apoio do Governo Municipal. "A Micareta 2011  é uma das mais seguras que Feira de Santana já teve", afirma.

Feira de São Cristóvão mantém viva a tradição do CORDEL

Fonte: Jornal o Estado de São Paulo, via Blog Acorda Cordel na Sala de Aula

Escolhido Patrimônio Imaterial do Brasil, o Centro Luiz Gonzaga quer restringir ritmos que não sejam representativos da região

Nicola Pamplona / RIO - O Estado de S.Paulo – Fotos Wilton Junior/ AE

           Em matéria publicada em agosto do ano passado, o jornal O Estado de São Paulo deu destaque à venda de folhetos na tradicional Feira de São Cristóvão (Rio de Janeiro). Ali, permanecem atuantes os poetas Mestre Azulão (PB), Gonçalo Ferreira (CE) e Marcus Lucenna (RN), este último Diretor Cultural do Centro de Tradições Nordestinas. Veja a seguir, trechos da matéria do “Estadão”:

          “No ano em que completa 65 anos de existência, a Feira de São Cristóvão, com sede no Centro Luiz Gonzaga de Tradicionais Nordestinas, na zona norte do Rio, foi declarada patrimônio cultural imaterial do País, mas vive um embate entre a tradição e a invasão de movimentos culturais modernos.”

terça-feira, 3 de maio de 2011

Adolescentes escrevem Cordel para o Saberes e Sabores – Pacatuba - CE

Fonte: www.pacatuba.ce.gov.br

Por Lucílio Lessa
           Signo proeminente do universo sertanejo, a Literatura de Cordel vem ganhando espaço em outros segmentos. Prova disso é que o Festival de Literatura e Gastronomia – Saberes e Sabores, a ser realizado de 26 a 28 de maio, em Pacatuba, será palco da publicação de um livro de Cordel criado por alunos do município. “Nossa ideia é aproximar os estudantes de Pacatuba desse poema popular tão característico das nossas raízes. Agradeço inclusive a parceria da Secretaria de Educação para a concretização dessa proposta”, destaca a secretária de Turismo e Cultura, Marluce Rodrigues.
          A fim de garantir uma melhor assimilação do tema por parte dos alunos, a Secretaria de Turismo e Cultura (Funtec) aproveitou a comemoração do Dia do Livro, 27 de abril, para realizar uma oficina de Cordel ministrada pelo renomado cordelista Paulo de Tarso, que tratou de inteirar a garotada da origem desse tipo de literarura. “No Cordel, os poetas se inspiram em fatos reais ou na própria imaginação. Essa literatura foi trazida para o Brasil pelos colonizadores portugueses, que faziam os versos em apenas 4 linhas, as chamadas quadras. Nessa época, não eram utilizados livretos, como fazemos hoje”, disse Paulo.
          A estudante Deiviliane Soares, 13 anos, aluna da 8ª série do ensino fundamental, não desgrudava os olhos da lousa. “O Cordel faz a gente viajar. É bem dinâmico, engraçado. Fica fácil desenvolver as histórias”, afirmou. E até quem já tem familiaridade no assunto, fez questão de participar da oficina para aprender mais. “Para mim, essa é uma grande oportunidade. Vim aumentar meus conhecimentos. Já fiz dois livros de Cordel, ambos publicados graças à Funtec. O primeiro é: “Ao Sopé da Aratanha”, que eu fiz com os amigos Igor Chaves e Edna Maria. Já o segundo livro chama-se “Poetas da Aratanha”, também com o Igor”, ressaltou o escritor Luís Viana.
           De acordo com o secretário executivo da Funtec, Emanuel Monteiro, serão feitos mais de 500 exemplares do livro feito pelos adolescentes, para serem distribuídos no Saberes e Sabores. “O Cordel retrata a história desse País. Nada mais justo que a gente contemplar essa arte e fazer a nossa juventude entender um pouco mais desse tema”, disse Emanuel.

SAIBA MAIS
           A Literatura de Cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impresso em folhetos rústicos ou de outra qualidade de papel, expostos para venda em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome originado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, e  fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

MORTE E TESTAMENTO DE OSAMA BIN LADEN

Fonte: vilacamposonline.blogspot.com
Autor: Pedro Paulo Paulino

Neste dia dois de maio,
Logo quando amanheceu,
A notícia estava solta,
O planeta estremeceu,
No rádio e televisão
Corria essa informação:
Que Bin Landen já morreu.

A notícia dava conta
Que o famoso terrorista,
De quem os americanos
Há muito andavam na pista,
Foi executado então
No distante Paquistão,
O refúgio do extremista.

Seu retrato, na internet,
Para o mundo foi mostrado.
Bin Laden mais velho e morto,
O seu rosto ensanguentado.
Segundo corre a notícia,
Ele foi pela milícia
Com um tiro fuzilado.

A milícia americana,
Que depois de o executar,
Não encontrou neste mundo
Quem o quisesse enterrar.
Por falta de cemitério,
Adotaram o critério
De jogá-lo em alto-mar.

O fato causou impacto.
A notícia, num segundo,
Provocou tremendo abalo
E um alvoroço profundo,
Como se os americanos
Acabassem, com seus planos,
Todo o mal que tem no mundo.

Até João Paulo II
Que foi beatificado
- Esse fato, nos jornais,
Ficou meio deslocado…
Do casamento real,
Não mais se fala, afinal,
O Osama é mais cotado.

Lá nos Estados Unidos
O povo comemorou,
Como sendo o maior feito
Que seu país conquistou.
Porém, nesse panorama,
Terá sido mesmo Osama
Que morto no chão tombou?

Essa pergunta intrigante
É feita por muita gente:
Por que pegar o defunto
E dar fim tão de repente?
Depois que correu a nova,
Por que não pegar a prova
E mostrar mundialmente?

O retrato de Bin Laden,
Que na mídia foi mostrado,
Pelo jeito, não convence,
Pois a cara do finado
Parece doutra pessoa
Ou mesmo um defunto à toa
Há muito tempo enterrado.

Eu mesmo fico na minha.
Já vi até um maluco
Dizer que Osama Bin Laden
(Ele diz, eu não retruco)
Não morreu nem foi embora,
Lá em Petrolândia mora,
Cidade de Pernambuco.

Eu não quero entrar no mérito
Dessa questão, no momento.
Mas, de tanto ouvir falar
Em tal acontecimento,
Sonhei enquanto dormia
Que Bin Laden então morria
E deixava um testamento.

Era um sonho muito claro
E eu vi com perfeição
O testamento que Osama
Escreveu de própria mão
Num caderno bem guardado,
E noutro caderno, ao lado,
Se encontrava a tradução:

“O que tenho pra dexar
Para toda a humanidade
É ódio, ira e rancor,
Destruição e maldade,
Muita guerra e assassínio,
Desunião, morticínio,
Tragédia e barbaridade.

Deixo o mundo fabricando
Bomba de destruição,
Mais gente igualmente a mim
Que sabe usar avião,
Sofisticado transporte,
Somente pra causar morte
Mantando de multidão!

Deixo os Estados Unidos
Agirem bem à vontade,
Assaltando o mundo inteiro
Sem ter dó nem piedade;
Deixo esse país injusto
Se apossando a todo o custo
Do resto da humanidade…

Deixo o Oriente Médio
Caindo sempre no abismo,
Mergulhado brutalmente
No seu Fundamentalismo.
A Europa, eu deixo inteira
Consumida na fogueira
Do seu vil Capitalismo.

Pra meu colega Kadafi
Eu vou deixar reunidos
Os meus planos traiçoeiros
E bastante esclarecidos,
Pra num momento feliz
Saber fazer como eu fiz
Contra os Estados Unidos.

Eu deixo o Barack Obama
Fazendo como acontece,
Ou seja, o que Bush fez,
Que o mundo inteiro padece,
Principalmente o Iraque,
Pois de Bush pra Barack
A vingança permanece.

Para o mundo inteiro eu deixo
Meu precioso arsenal,
Muitas armas poderosas
Pra, numa guerra global,
Os povos beligerantes
Extinguirem, em instantes,
A humanidade em geral.

Eu deixo a poluição
Em todo o meio ambiente
Tomando conta da terra
Causando incêndio e enchente;
O mundo sem paciência
Aumentando a violência
E gente matando gente.

Brigando pelo petróleo
Vou deixar o mundo inteiro,
Banhado sempre de sangue
E menos hospitaleiro.
E deixo em cima da terra,
Da fatal terceira guerra
Bem começado o roteiro.

Ao Brasil, onde eu passei,
Eu deixo o povo mais rude
Sem amparo e educação,
Sem trabalho e sem saúde;
Pior do que no Iraque,
Deixo o tráfico do crack
Destruindo a juventude.

Do mundo que me despeço
Só levo um prazer profundo.
Estão todos enganados:
Eu fui mesmo vagabundo,
Terrorista e muito ruim,
Mas não é me dando fim,
Que dão fim ao Mal no mundo.”