CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

UEPB realizará 1ª Jornada de Estudo Internacional sobre Poéticas da Oralidade a partir desta segunda-feira (07)

         

          “Poéticas da oralidade: reinvenção e reescrituras” é o tema da 1ª Jornada de Estudo Internacional sobre Poéticas da Oralidade que a Universidade Estadual da Paraíba realizará a partir desta segunda-feira (07). O evento, que prossegue até o dia seguinte (08), terá convidados do Brasil e de outros países e abordará especialmente a literatura de cordel e poesia oral, buscando ampliar a compreensão dessas poéticas da oralidade no que concerne à sua função social, sua especificidade literária e as incursões delas no livro impresso. As atividades serão sediadas no Centro de Arte e Cultura da UEPB, localizado no Centro de Campina Grande, ao lado do Terminal de Integração.
          A 1ª Jornada de Estudo Internacional sobre Poéticas da Oralidade também propõe um espaço de discussão sobre esses novos suportes e linguagens de que dispõem hoje a literatura de cordel, o teatro popular e outras poéticas. Nesse contexto, destaca-se um exemplo local e recente com relação ao suporte do cordel em livro. É que em 2010, o músico, cordelista e rabequeiro radicado na Paraíba, Beto Brito, lançou o denominado “maior cordel do mundo”: “Bazófias”.
          Na segunda-feira, a abertura da Jornada se dará a partir das 9h, no Auditório do Centro de Arte, com a conferência da professora Ria Lemaire. A holandesa Ria Lemaire é professora emérita e diretora da equipe brasileira do Centre de Recherches Latino-Americaines da Universidade de Poitiers, França. É especialista em literatura medieval em línguas românicas e de literatura brasileira dos séculos XIX e XX. Durante os dois dias do evento, ocorrerão mesas-redondas, no período das 9 às 18h30.
          A jornada acontece graças a uma parceria efetuada entre a Pró-reitoria de Pós-graduação, a professora Joseilda de Sousa Diniz, a equipe do acervo Átila Almeida e a equipe da assessoria dos museus da UEPB. Joseilda está atuando na UEPB como professora visitante. É doutora pela Université de Poitiers, sob a orientação da professora Ria Lemaire. Graduou-se em Língua Moderna Francesa pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, língua e literatura francesas. Em dezembro de 2010, recebeu do Ministério da Cultura (Minc), o Edital-Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel na categoria Pesquisa, com a tese intitulada “José Alves Sobrinho: un poète entre deux mondes/José Alves Sobrinho: um poeta entre dois mundos”.

Redação iParaiba com Ascom

Imagem da internet

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O ALIMENTO CORDEL

Na web tem de tudo
Coisas doces como o mel.
Outras coisas são amargas
Tal qual o gosto do fel,
Mas nenhuma é tão gostosa
Quanto o sabor do cordel.

O cordel é prato cheio
De cultura brasileira.
Um produto fino desses
Não pode faltar na feira.
Quem come uma vez na vida
Quer comer a vida inteira.

Aqui na web nós temos
Um cardápio de Cordel.
Vc saboreia um site,
Um blog de menestrel
E sai com a alma leve
Pensando q está no céu.

Então alimente a mente
Com a arte popular
Se ainda não conhece
Garanto q vai gostar
Siga a vereda do link
E ñ se arrependerá.

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Autor: Manoel Messias Belizario Neto

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Literatura de cordel será trabalhada nas escolas municipais de Monteiro

Publicado em 13/01/2011, às 11h12

          Na cidade que encanta em prosa e verso, berço de grandes nomes da poesia, da literatura e da música, os segredos das técnicas de métrica e de rima serão desenvolvidos nos bancos escolares da rede municipal de educação.
          A secretária de educação do município de Monteiro, Ana Lima Feliciano, confirmou que está sendo elaborado um projeto pedagógico para que a poesia popular através da literatura de cordel seja trabalhada no currículo escolar, como forma de possibilitar aos alunos a oportunidade de conhecer e preservar os valores culturais da região.
          A primeira atividade, preparatória para um projeto mais audacioso, estará acontecendo no período de 21 a 25 de fevereiro, quando será realizada uma Oficina de Literatura de Cordel ministrada por Abdias Campos, numa parceria entre a Funarte e a Prefeitura de Monteiro. A oficina terá 30 horas de trabalho e dela deverão participar professores, poetas e agentes culturais. Os trabalhos realizados durante a oficina serão expostos no festival de violeiros que acontecerá na noite do dia 25 de fevereiro (sexta-feira) com a presença de grandes nomes da poesia popular nordestina.
          A secretária Ana Lima confirmou que o projeto pedagógico da literatura de cordel nas escolas municipais de Monteiro deverá ser referência no campo da pedagogia.

Redação iParaíba com Ascom

domingo, 30 de janeiro de 2011

Paraíba vai receber R$ 200 mil para projetos de cordel

O Ministério da Cultura (MinC), através do programa Mais Cultura, premiará nesta semana 200 iniciativas ligadas à literatura de cordel em todo o Brasil. Uma lista publicada no Diário Oficial da União em dezembro de 2010 informa a classificação de 27 propostas de gestores culturais da Paraíba. Deste total 16 estão dentro das vagas que serão financiadas pelo MinC.
O edital do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 – Edição Patativa do Assaré foi lançado em junho e disponibilizou R$ 3 milhões para investimentos nos projetos selecionados. 688 iniciativas concorreram em todo o país em sete categorias.
Na Paraíba, proponentes de oito municípios foram classificados em seis categorias. João Pessoa vem em primeiro lugar com seis projetos distribuídos dentro das vagas. Em seguida está Campina Grande com quatro. Patos, Santa Luzia, Itaporanga, Picuí, Taperoá e Dona Inês aprovaram um projeto cada.
O projeto aprovado pelo jornalista Manassés de Oliveira, o único da cidade de Picuí, será executado em Campina Grande. Isso eleva o total de propostas da Rainha da Borborema para cinco.
O título da iniciativa do jornalista é “Literatura de cordel e repente: motes para o uni/verso escolar da rede pública de Campina Grande”. De acordo com Oliveira a iniciativa é inéditaporque pretende inaugurar o primeiro laboratório de cantoria do Brasil.
A proposta de Oliveira é instalar numa escola pública de Campina Grande, da rede municipal ou estadual, um laboratório de cantoria. O projeto terá ainda um jornal impresso.
Na metodologia está prevista quatro oficinas ligadas à literatura de cordel. “A ideia é ensinar aos alunos a valorizar e dar continuidade a uma modalidade artística própria do Nordeste brasileiro e que tem Campina Grande como centro de difusão”, explica.
Oliveira ainda quer levar a iniciativa para outras cidades da Paraíba. “Vamos fazer um levantamento bibliográfico que está previsto no nosso cronograma, depois executaremos o projeto em Campina com a verba do MinC. Após essa etapa, já com a experiência do projeto executado na prática, vamos propor ao governo do estado uma extensão das nossas ações em alguns municípios paraibanos”, informou Oliveira.
A ideia do jornalista é compartilhada pelo poeta e pesquisador campinense Bráulio Tavares. No documentário “Poetas do repente”, realizado pela fundação Joaquim Nabuco, Bráulio afirma que “deveria haver no Nordeste escolas, ou cursos, ou oficinas pra que os poetas passassem pra garotos e garotas o beabá da poesia popular: ensinar o que é rima, ensinar o que é métrica, ensinar o que é um verso de dez sílabas e o que é um verso de sete sílabas. Os garotos podem aprender isso. Grande parte dos cantadores aprendeu isso quando eram garotos. Garotos de dez anos de idade, morando no sítio, sem frequentar a escola”.
A divulgação final está prevista para esta semana. O MinC está avaliando os recursos interpostos pelos proponentes que foram classificados fora das vagas do edital. O resultado final depende de publicação no Diário Oficial da União.
Se todos os projetos do estado conseguirem entrar no limite de vagas que serão contempladas após os recursos, a Paraíba terá um acréscimo de R$ 261 mil e elevará o total de recursos para R$ 461 mil.

Fonte: paraiba.com.br
28/01/2011 10h49min

sábado, 29 de janeiro de 2011

Poetas niversitário,


Autor: Patativa do Assaré

Poetas niversitários
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.

Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá.
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidade
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.

No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.

Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.

Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.

Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.

Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.

Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
— Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.

Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.

Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.

Dêste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lêsma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.

Texto/ Imagem

sábado, 22 de janeiro de 2011

SEU LUNGA, tolerância zero


Autor: Ismael Gaião

Eu vou falar de Seu Lunga
Um cabra muito sincero,
Que não tolera burrice
Nem gosta de lero-lero.
Tem sempre boas maneiras,
Mas se perguntam besteiras,
Sua tolerância é zero!

Ao entrar num restaurante
Logo depois de sentar,
Um garçom lhe perguntou:
O Senhor vai almoçar?
Lunga disse: não Senhor!
Chame o padre, por favor,
Vim aqui me confessar.

Lunga tava na parada
Com Renata perto dele.
Esse ônibus vai pra praia?
Ela perguntou a ele.
Ele, então, disse à mulher:
- Só se a Senhora tiver
Um biquini que dê nele!

Seu Lunga tava pescando
E alguém lhe perguntou:
- Você gosta de pescar?
Ele logo retrucou:
- Como você pode ver,
Eu vim pescar sem querer,
A polícia me obrigou.

Pagando contas no Banco
Lunga viveu um dilema
Pois com um talão nas mãos,
Ouviu de Pedro Jurema:
O Senhor vai usar cheque?
- Ele disse: não, moleque,
Vou escrever um poema.

Em sua sucataria
Alguém tava escolhendo,
- Por quanto o Senhor me dá,
Essa lata com remendo?
Lunga, sem pestanejar,
Disse: não posso lhe dar,
Porque eu estou vendendo.

E ainda muito irritado
A seu freguês respondeu:
Tudo que eu tenho aqui,
Eu vendo porque é meu.
Pois se o Senhor quiser ver,
Coisas sem ser pra vender,
Vá visitar um museu.

Lunga foi comprar sapato
Na loja de Barnabé
E um rapaz bem gentil
Perguntou: é pra seu pé?
Ele disse: não esqueça,
Bote na minha cabeça,
Vou usar como boné.

Lunga carregava leite
Numa garrafa tampada
E um velho lhe perguntou:
Bebe leite, camarada?
Ele disse: bebo não!
Depois derramou no chão.
- Eu vou lavar a calçada.

Seu Lunga tava deitado
Na cama, sem se mexer.
E um amigo idiota
Perguntou, a lhe bater:
- O senhor está dormindo?
Lunga disse: tô fingindo
E treinando pra morrer!

Seu Lunga foi a um banco
Com um cheque pra trocar
Um caixa muito imbecil
Achou de lhe perguntar:
O Senhor quer em dinheiro?
- Não quero não, companheiro,
Quero em bolas de bilhar.

Lunga olhou pro relógio
Na frente de Gabriela,
Quando menos esperava,
Ouviu a pergunta dela:
- Lunga viu que horas são?
Ele disse: não, vi não,
Olhei pra ver a novela!

Seu Lunga comprava esporas
Para correr argolinha
E o vendedor idiota
Fez essa perguntazinha:
- É pra usar no cavalo?
- É não, eu uso no galo,
Monto e dou uma voltinha.

Seu Lunga tava pescando
Quando chegou Viriato
- Perguntando: aqui dá peixe?
Lunga disse: isso é boato!
No rio só dá tatu,
Paca, cutia e teju,
Peixe dá dentro do mato.

Lunga foi se consultar
Com um Doutor que era Crente
Esse logo perguntou:
- O Senhor está doente?
- Lunga disse: não Senhor,
Vim convidar o Doutor,
Para tomar aguardente.

Seu Lunga, com seu cachorro,
Saiu para caminhar
E um besta lhe perguntou:
É seu cão, vai passear?
Lunga sofreu um abalo,
Disse: não, é um cavalo,
Vou levá-lo pra montar.

Lunga trazia da feira,
Já em ponto de tratar,
Uma cabeça de porco,
Quando ouviu alguém falar:
- Vai levando pra comer?
Ele só fez responder:
- Vou levando pra criar!

Lunga foi à eletrônica
Com um som pra consertar
Lá ouviu um idiota
Sem demora, perguntar:
- O seu som está quebrado?
- Tá não, está estressado.
Eu trouxe pra passear.

Seu Lunga foi numa loja
Lá perto de Itaqui
- Tem veneno pra rato?
- Temos o melhor daqui.
Vai levá-lo? Está barato.
- Vou não, vou buscar o rato
Para vim comer aqui!

Seu Lunga tava bebendo,
Quando escutou de Tião:
- Já que faltou energia,
Nós vamos fechar irmão!
Lunga falou: que desgraça!
Eu vim pra tomar cachaça,
Não foi tomar choque não!

Lunga tava em sua loja
Numa preguiça profunda
Quando escutou a pergunta
Vindo de Dona Raimunda:
- O Senhor tem meia-calça?
- Isso em você não realça,
Ou você, tem meia bunda?

Lunga saiu pra pescar,
Quando um amigo encontrou.
Depois de cumprimentá-lo
Seu amigo perguntou:
Lunga vai à pescaria?
Seu Lunga só disse: ia.
Pegou a vara e quebrou.

Jacó estava querendo
Apostar numa milhar
Vendo Lunga numa banca
Disse: agora vou jogar!
E foi gritando dali:
- Lunga, passa bicho aqui?
- Passa sim! Pode passar.

Seu Lunga sentia dor
Procurou Doutor Ramon
Que começou a consulta
Já perguntando em bom tom:
Seu Lunga, qual o seu plano?
Lunga disse: sem engano,
O meu plano é ficar bom!

Lunga tava em seu comércio
Despachando a Zé Lulu
Que depois de escolher
A fava e o feijão guandu.
- Disse: vou levar fubá.
E o arroz como está?
Seu Lunga disse: Tá cru!

Lunga com uma galinha
E a faca pra cortar,
Seu vizinho perguntou:
Oh! Seu Lunga, vai matar?
Com essa pergunta burra,
Disse: não, vou dar uma surra,
Logo depois vou soltar.

Lunga indo a um enterro
Encontrou Zeca Passivo
- Seu Lunga pra onde vai?
Ao enterro de Biu Ivo.
- E Seu Biu Ivo morreu?
- Não, isso é engano seu,
Vão enterrar ele vivo!

Lunga mostrou um relógio
Ao filho de Biu Romão
- Posso botar dentro d’água?
Perguntou o garotão.
Lunga disse sem demora:
- Relógio é pra ver a hora,
Não é sabonete, não!

Lunga fez uma viagem
Pra cidade de Belém
E quando voltou pra casa
Escutou essa de alguém:
- Oh! Seu Lunga, já chegou?
- Eu não, você se enganou,
Chego semana que vem!

Lunga levou uma queda
De cima de seu balcão
- Quer tomar um pouco d’água?
Perguntou o seu irmão.
Lunga logo, respondeu:
Foi só uma queda, meu!
Eu não comi doce não!

Na porta do elevador
Esperando ele chegar
Seu Lunga escutou um besta
Pro seu lado perguntar:
- Vai subir nesse momento?
- Não, que meu apartamento,
Vai descer pra me pegar.

Se encontrar com Seu Lunga
Converse, mas com cuidado,
Pois ele pode ser grosso,
Mesmo sendo educado.
Eu já fiz o meu papel,
Escrevendo este cordel
Pra você ficar ligado!

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

CORDEL DO ANO NOVO

Autor: Nélson Barbosa

Cada ano que se encerra
Na mente do ser humano
Deixa um recém nascido
Nutrido de muitos planos
Sobre o ano aposentado
O povo entusiasmado
Sauda o novo ano.

É um que vai se entregando
Meia-noite é transição;
É quando outro ano nasce
Em plena comemoração
A luz acaba o escuro
Focalizando o futuro
Alentando a ilusão.

Cada um, sua razão
De chorar ou de sorrir
Por valores que perdeu
Ou não pode conseguir
Outros tanto conseguiram
Mas, todos já aderiram
Ao ano que há de vir.

Cada um sabe de si
Da perda e também da glória
Leva consigo do velho
Uma lista na memória
Munido de substâncias
Desafia as circunstâncias
Para compor sua história.

Se a colheita foi simplória
Ou abundante demais
Cada um que pede a Deus
Nos milagres que ele faz:
Amor, dinheiro e saúde
Sucesso, força e virtude
Vida, união e paz.

Como a caatinga faz
Sobretudo, o juazeiro
Renova sua folhagem
Pra a chegada de janeiro
Que seja assim nosso povo:
Na busca de um mundo novo
Vista um sonho verdadeiro.

E peça muito ligeiro
à sagrada providência
Que dê ao povo, saber
E aos políticos, consciência
Para o povo poder
Exigir e eleger
O combate a violência.

Comece a benevolência
De educar para a vida
Respeitar, compreender
Inventar alternativa
Aprender com a natureza
E trabalhar com destreza
De maneira criativa.

Deletar essa inventiva
De um tal de papai Noel
Este ilude as crianças
Dizendo que vem do céu
Nessa proposta indecente
Os pais é que dão presente
Ele que ganha o troféu.

Basta tirar este véu
Que encobre a imagem pura
Há tantos heróis de fato
Na nossa literatura
Que pintam a realidade
Com sonhos que na verdade
Acontecem com ternura.

Até porque essa usura
Que a propaganda faz
Desconsidera o prestígio
De quem se esforçou demais
Em dimensão regular
Nunca se deve ocultar
O heroísmo dos pais.

No tocante aos ideais
Façamos grande investida
Provando a capacidade
Da nossa força contida
Com feito sério e profundo
Vamos sacudir o mundo
Buscando os sonhos da vida.

Pedir bastante juízo
Ao pai de todo esse povo
Para um pensar coletivo
Sem curral e sem estorvo
Que a vida seja uma escola
Sem precisar de esmola
Na passagem de ano novo.

Fazer o menino novo
Entender isso ligeiro
Que a força do coração
É que traz bom companheiro
E torna tudo contente
Que o valor de um presente
Não se mede com dinheiro.

O poeta mensageiro
Com grande satisfação
Deseja muito sucesso
A toda essa nação
Tenha um feliz ano novo
Sentindo a alma do povo
E muita paz no coração.

Imagem da internet

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

TRIBUTO A 2010. BEM-VINDO 2011

2010 já está
Se aproximando a hora
De vc passar a faixa
De ano novo. Não chora!
Viemos a este mundo
Com prazo de ir embora!

2010 foi depressa
Q você passou por nós.
Como um rio caudaloso
Em busca de sua foz.
2011, porém
Vem pra não ficarmos sós.

2011 viaja
Na cauda de um cometa.
No aeroporto do tempo
Sonhos iguais borboletas
Voam renovando a vida
Q habita o nosso planeta.

2010 se despede
Vestido de emoção.
Segue à marcha funeral
Rumo à incineração.
Suas cinzas serão jogadas
Nos jardins do coração...

2010 morre firme
Despedindo-se do humano.
Dá a vida para q
Nasça em nós um novo ano
Que vem alegre varrendo
As traças do desengano.

Vinde a nós 2011
Afaste a hipocrisia
Q rege a estirpe humana
Promovendo tirania.
Fazei de nós mais humanos
No raiar do NOVO dia.

Vinde a nós 2011
Trazendo paz e união.
Acabe com a violência
Que invade o nosso chão.
Seria bom se aprendêssemos
A viver como irmãos.

Vinde a nós 2011.
Traga-nos felicidade.
Que hajamos no ano novo
Como humanos de verdade
Fazendo assim com q surja
a NOVA realidade.

Deus abençoe a nós todos
Nesta nova empreitada
De um ano novo que chega
Bradando na madrugada
Os sonhos são renovados
E a vida revigorada...

Manoel Messias Belizario Neto

                                      Imagens da Internet

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O VERDADEIRO NATAL

                                        AUTOR: AZULÃO

Publicado por Luiz Berto em REPENTES, MOTES E GLOSAS - Pedro Fernando Malta

Peço a Deus Pai Poderoso
Inspiração divinal
Com a mensagem sagrada
Da mansão celestial
Eu vou escrever rimado
O verdadeiro Natal

Natal de Jesus Menino
Templo de amor e bondade
Data santa que registra
O símbolo da cristandade
Que se resume em três coisas
Salvação, paz e verdade

Jesus o Menino Deus
Filho do Pai Criador
Que veio ao mundo tirar
As culpas do pecador
Depositando nos homens
Bondade, paz e amor

Portanto o seu nascimento
É para ser festejado
Com paz e amor ao próximo
Cumprindo o dever sagrado
De remendar o pobre
Faminto e desamparado

O verdadeiro Natal
De Jesus Nosso Senhor
É dar a criança pobre
Amparo consolador
E ter a seu semelhante
Como a si, o mesmo amor

Porém o homem de hoje
De Deus estar muito ausente
Confundindo o seu amor
Com vaidade imponente
E dando a humanidade
Outro Natal diferente

Porque o Natal de hoje
Estar sendo transformado
Em festa, luxo e banquete
Que descristianizado
Toma um sentido contrário
Do que já foi no passado

É este o Natal sem Cristo
Que o homem faz hoje em dia
Movendo festa mundana
Com baile e bebedoria
Transformando a santa festa
Em farra e desarmonia

É este o Natal que tira
A fé no cristianismo
Encarretando família
Para um cenário de abismo
Trocando a festa de Cristo
Por coisas do paganismo

Jesus não ama a riqueza
Grandeza nem burguesia
Não escolheu palacete
Princesa nem fidalguia
Nasceu de uma virgem pobre
Numa manjedoura fria

Portanto o Natal sem Cristo
É rico sem caridade
É moldura sem o quadro
Da originalidade
Que apresenta o enfeite
Porém esconde a verdade

Festa de baile e banquete
Porém sem reunião
De família, em santa paz
Sem missa, sem comunhão
Sem vida espiritual
Sem Cristo no coração

A origem do Natal
É a vinda de Jesus
É a salvação do homem
É o caminho é a luz
A redenção do pecado
Com sua morte na cruz

O Natal é a chegada
Do Salvador inocente
São os pastores louvando
O filho do Onipotente
São os três Magos seguindo
A estrela do Oriente

É a multidão de anjos
Entre as santas criaturas
Entoando os hinos sacros
Com louvores e ternuras
Salve a vinda do Messias
Hosana Deus nas Alturas

É o anjo anunciando
Cristo nasceu em Belém
É a profetiza Ana
Junto a Simeão também
Profetizando o Menino
No templo em Jerusalém

Que adianta uma festa
Em nome da cristandade
Sem missa, sem Deus Menino
Sem amor, sem caridade
Só para ostentar na vida
Opulência e vaidade

Não é brinde nem presente
Nem dança nem festival
Nem ambição por fregueses
No meio comercial
Como vem fazendo em nome
Do Sacratíssimo Natal

Este Natal transformado
Deus contra ele reclama
Porque só estar presente
Grandeza, poder e fama
O rico pisando em ouro
O pobre nadando em lama

Para a criança do rico
Tem berços e cobertores
Alcova refrigerada
Lindos tapetes em cores
E para a criança pobre
Trapos, doenças e dores

Para a salvação do homem
Jesus nasceu em Belém
E ensinou o caminho
Do bom viver, para o bem
Com o direito sagrado
De viver que todos têm

Nossa alma se engrandece
Pela fé e caridade
Cristo em nosso coração
É luz, é boa vontade
De ajudar um ao outro
Ao bem da humanidade

Jesus Cristo veio ao mundo
Para nossa redenção
O homem é o santuário
Que faz sua habitação
Pela fé e caridade
E amor no coração

Aquele que sente a dor
Que seu semelhante sente
É um galho da videira
Que dá bom fruto e semente
Possui Cristo em sua alma
Com um Natal permanente

É este o viver com Cristo
Que o próprio Jesus ensina
O homem nasce pra ser
Um membro da lei divina
E trilhar pelo caminho
Da sua santa doutrina

Então para o homem ter
Este santo seguimento
É ter comunhão com Cristo
Seguindo seu mandamento
Em preparação da alma
Por meio do Advento

Esta palavra Advento
Quer dizer, chegada ou vinda
Que a obra de Jesus
É imortal e infinda
E o que viver pra ele
Espera Jesus ainda

Para o Juízo Final
Vem julgar os pecadores
Porém não para passar
Nem humilhações, nem dores
Vai vir como Rei dos Reis
Como Senhor dos Senhores

Julgará a cada um
Pelo seu merecimento
Do bem ou mal praticado
Exterminando o tormento
E santificando aquele
Que cumpriu seu mandamento

Então devemos fazer
A nossa preparação
Com um Natal permanente
Caridade e comunhão
Pra que todo dia Cristo
Viva em nosso coração

Jesus disse aos seus discípulos
Remindo os necessitados
Dos padecimentos seus
Aquele que dá aos pobres
Está emprestando a Deus

Se te sobra alguma coisa
Não faças por jogar fora
Dai a quem necessitar
Qualquer tempo, dia ou hora
Porque este é o Natal
Que sempre se comemora

De quem pede angustiado
Devemos ouvir a voz
Procurando amenizar
Sua precisão atroz
É este o dever humano
Que tem cada um de nós

Se podemos dar um brinde
A um amigo ou parente
Comemorando o Natal
É júbilo que a alma sente
Na boa intenção de Cristo
Damos aquele presente

Se damos ceia ou festim
A parente ou visitante
Façamos com alegria
Porém o interessante
É saber que é Jesus
O aniversariante

Não devemos enganar
A criancinha inocente
Dizer que Papai Noel
Foi quem lhe trouxe o presente
Porque o que ganhar menos
Fica triste e descontente

Ensinar aos nossos filhos
É nosso dever sagrado
Quem é Jesus, pra que veio
O que é bem, ou pecado
Para evitar a criança
Trilhar o caminho errado

Ensinar o filho amar
Ao pai, à mãe, à irmã
Dando-lhe educação
De uma vida cristã
Para a criança de hoje
Ser o homem de amanhã

Devemos pedir a Deus
Os santos ensinamentos
Para que os nossos filhos
Tenham bons procedimentos
Seguindo a santa doutrina
Dos sagrados mandamentos

Aquele que vive sempre
Zelando o amor divino
Unindo a seu semelhante
Lealmente em seu destino
Ajuda sempre a fazer
O Natal de Deus Menino.

Texto, Imagem

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MINC DIVULGA RESULTADO FINAL DO PRÊMIO MAIS CULTURA DE LITERATURA DE CORDEL “PATATIVA DE ASSARÉ”

       

         O MINC (Ministério da Cultura) divulgou ontem, dia 14, a lista final dos projetos classificados no Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel. Foi com muita satisfação que este que vos fala recebeu a notícia que ficara em 2º lugar na categoria produção e criação de folhetos de cordel. Veja abaixo a classificação dos projetos paraibanos:

Categoria Criação e Produção – Folheto de Cordel (120 projetos classificados)

2-Manoel Messias Belisario Neto, João Pessoa
4-João Batista da Silva, João Pessoa
6-Janduhi Dantas Nóbrega, Patos
18-José Medeiros de Lacerda, Santa Luzia
20-Fabio Mozar Marinho da Costa, João Pessoa
49-Vicente Ferreira de Amorim Filho, João Pessoa
56-José Valni Cordeiro Lima Júnior, Campina Grande
71-Jacquelino Souza do Nascimento, João Pessoa
77-Fundação José Francisco de Sousa, Itaporanga

Categoria Criação e Produção – Produtos (Livro, CD, DVD) (88 projetos classificados)

4-Rui Carlos Gomes Vieira, Campina Grande
29-Maria Ignez Novais Ayala, João Pessoa
35-Luiz Nunes Alves, João Pessoa
61-Grupo Teatral Arretado Produções Artísticas, João Pessoa

Categoria – Pesquisa (12 projetos classificados)

Joseilda de Sousa Diniz, Campina Grande PB

Categoria Formação - Iniciativas Existentes (59 projetos classificados)

18-Arnilson Cavalcante Montenegro Júnior, Taperoá
19-Manassés de Oliveira, Picuí
31-Mariano Ferreira da Costa, Dona Inês

Categoria Formação - Novas Iniciativas (22 projetos classificados)

1-Fundação Pedro Américo, Campina Grande
10-Eliane Tejera Lisboa, Campina Grande

Categoria Difusão - Iniciativas Existentes (85 projetos classificados)

9-Fernando Antônio F. Patriota, João Pessoa
43-Silvio Aurélio de Sá, João Pessoa
62-José Paulo Ribeiro, Guarabira
66-Deleon Souto Freitas da Silva, Patos
75-José Francisco de Sousa Neto, Itaporanga

Classificados Difusão – Novas Iniciativas (17 projetos classificados )

1-Fundação Pedro Américo, Campina Grande
10-Eliane Tejera Lisboa, Campina Grande

Veja a lista geral  aqui

Imagem da internet

Manoel Messias Belizario Neto

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

LEI MARIA DA PENHA EM CORDEL

 

Autor: TIÃO SIMPATIA.

I
A Lei Maria da Penha
Está em pleno vigor
Não veio pr’a prender homem
Mas pr’a punir agressor
Pois em “mulher não se bate
Nem mesmo com uma flor”.

II
A Violência Doméstica
Tem sido um grande vilã
E por ser contra a violência
Desta Lei me tornei fã
Pr’a que a mulher de hoje
Não seja vítima amanhã.

III
Toda mulher tem direito
A viver sem violência
É verdade, está na Lei.
Que tem muita eficiência
Pr’a punir o agressor
E à vítima, dar assistência.

IV
Tá no artigo primeiro
Que a Lei visa coibir;
A Violência Doméstica
Como também, prevenir;
Com medidas protetivas
E ao agressor, punir.

V
Já o artigo segundo
Desta Lei Especial
Independente de classe
Nível educacional
De raça, de etnia;
E opção sexual...

VI
De cultura e de idade
De renda e religião
Todas gozam dos direitos
Sim, todas! Sem exceção.
Que estão assegurados
Pela Constituição.

VII
E que direitos são esses?
Eis aqui a relação:
À vida, à segurança.
Também à alimentação
À cultura e à justiça
À Saúde e a educação.

VIII
Além da cidadania
Também à dignidade
Ainda tem moradia
E o direito à liberdade.
Só tem direitos nos “As”,
E nos “Os”, não tem novidade?

IX
Tem, direito ao esporte
Ao trabalho e ao lazer
Ao acesso à política
Pr’o Brasil desenvolver
E tantos outros direitos
Que não dá tempo dizer.

X
A Lei Maria da Penha
Cobre todos esses planos?
Ah, já estão assegurados
Pelos Direitos Humanos
A Lei é mais um recurso
Pr’a corrigir outros danos.
XI

Por exemplo: a mulher
Antes da Lei existir,
Apanhava, e a justiça
Não tinha como punir
Ele voltava pra casa
E tornava a agredir*.(Agredí-la).

XII
Com a Lei é diferente
É crime inaceitável.
Se bater, vai pr’a cadeia!
Agressão é intolerável.
O Estado protege a vítima
E também pune o responsável.

XIII
Segundo o artigo sétimo
Os tipos de Violência
Doméstica e Familiar
Tem na sua abrangência
As cinco categorias
Que descrevo na seqüência:

XIV
A primeira, é a Física
Entendendo como tal:
Qualquer conduta ofensiva
De modo irracional
Que fira a integridade
E a saúde corporal...

XV
Tapas, socos, empurrões;
Beliscões e pontapés
Arranhões, puxões de orelha;
Seja um, ou sejam dez
Tudo é Violência Física
E causam dores cruéis.

XVI
Vamos ao segundo tipo
Que é a Psicológica
Esta, merece atenção
Mais didática e pedagógica
Com a auto-estima baixa
Toda a vida perde a lógica...

XVII
Chantagem, humilhação;
Insultos; constrangimento;
São danos que interferem
No seu desenvolvimento
Baixando a auto-estima
E aumentando o sofrimento.

XVIII
Violência Sexual
Dá-se pela coação
Ou uso da força física
Causando intimidação
E obrigando a mulher
Ao ato da relação...

XIX
Qualquer ação que impeça
Esta mulher de usar
Método contraceptivo
Ou para engravidar
Seu direito está na lei
Basta só reivindicar.

XX
A 4ª categoria
É a Patrimonial:
Retenção, subtração,
Destruição parcial
Ou total de seus pertences
Culmina em ação penal...

XXI
Instrumentos de trabalho
Documentos pessoais
Ou recursos econômicos
Além de outras coisas mais
Tudo isso configura
Em danos materiais.

XXII
A 5ª categoria
É Violência Moral
São os crimes contra a honra
Está no Código Penal
Injúria, difamação;
Calúnia, etc e tal.

XIII
Segundo o artigo quinto
Esses tipos de violência
Dão-se em diversos âmbitos
Porém é na residência
Que a Violência Doméstica
Tem sua maior incidência.

XXIV
Quem pode ser enquadrado
Como agente/agressor?
Marido ou companheiro
Namorado ou ex-amor
No caso de uma doméstica
Pode ser o empregador.

XXV
Se por acaso o irmão
Agredir a sua irmã
O filho, agredir a mãe;
Seja nova ou anciã
É Violência Doméstica
São membros do mesmo clã.

XXVI
E se acaso for o homem
Que da mulher apanhar?
É Violência Doméstica?
Você pode me explicar?
Tudo pode acontecer
No âmbito familiar.

XXVII
Nesse caso é diferente
A Lei é bastante clara:
Por ser uma questão de gênero
Somente a mulher ampara
Se a mulher for valente
O homem que livre a cara.

XXVIII
E procure seus direitos
Da forma que lhe convenha
Se o sujeito aprontou
E a mulher desceu-lhe a lenha
Recorra ao Código Penal
Não à Lei Maria da Penha.

XXIX
Agora, num caso lésbico;
Se no qual a companheira
Oferecer qualquer risco
À vida de sua parceira
A agressora é punida;
Pois a Lei não dá bobeira.

XXX
Para que os eus direitos
estejam assegurados
A Lei Maria da Penha
Também cria os Juizados
De Violência Doméstica
Para todos os Estados.

XXXI
Aí, cabe aos governantes.
De cada Federação
Destinarem os recursos
Para implementação
Da Lei Maria da Penha
Em prol da população.

XXXII
Espero ter sido útil
Neste cordel que criei
Para informar o povo
Sobre a importância da Lei
Pois quem agride uma Rainha
Não merece ser um Rei.

XXXIII
Dizia o velho ditado
Que “ninguém mete a colher”
Em briga de namorado
Ou de “marido e mulher”
Não metia... Agora, mete!
Pois isso agora reflete
No mundo que a gente quer.

Fim!

Obs: Direitos reservados.
TIÃO SIMPATIA, cantor, compositor, repentista e arte-educador.
Autor dos temas:
- “A Lei Maria da Penha” para Campanha de Divulgação da Lei Federal nº 11.340/2006 Lei Maria da Penha.

Fonte

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Maior Cordel do Brasil é escrito na Paraíba

Edilberto Cipriano de Brito entra para o RankBrasil por escrever “Bazófias de um cantador pai dégua”Maior cordel do Brasil

 

          O músico e escritor Edilberto Cipriano de Brito, conhecido por Beto Brito, da cidade de João Pessoa – PB, demorou 900 dias para escrever o maior cordel do Brasil, intitulado “Bazófias de um cantador pai dégua”. São aproximadamente 271.620 caracteres, 1.400 estrofes sem septilha, 384 páginas e 8.400 rimas.
           Beto Brito, que nasceu em Santo Antonio de Lisboa, cidade do interior do Piauí, tem 14 anos de carreira, desde o seu primeiro disco “Visões 1996”. Ele já escreveu cerca de quarenta cordéis no tamanho e formas tradicionais, alguns editados em livro, como “Sabedoria popular” e “Lendas do folclore popular”.
Quando o recordista começou a escrever “Bazófias”, a intenção era criar um cordel tradicional. “Porém, passaram seis meses e eu não havia concluído. Então descobri que este cordel poderia ser infinito, ou enquanto minha cabeça conseguisse construir estas situações. Quando percebi, já tinha escrito cerca de oitocentas estrofes”, lembra.
            Foi então que Beto Brito começou a pesquisar se existia outro cordel naquela dimensão. “Descobri uma obra de Severino Aboiador, que tinha aproximadamente oitocentos versos”, diz. O recordista decidiu então continuar escrevendo, até que chegou a um número de estrofes, onde não encontrou nenhum título do mesmo tamanho: “Daí me dei conta de que tinha escrito o maior cordel do Brasil”.
Para o recordista, o RankBrasil provoca desafios. “Eu gosto de desafios. Ver minha obra publicada nesta conceituada empresa, enobrece-me calcifica meus ossos, ilumina meu cérebro e me dá forças para caminhar no rumo de encarar outros desafios, que por ventura, sejam feitos a este bardo poeta da lira cordeliana”.

Finalidade
             A principal finalidade do maior cordel do Brasil, segundo Beto Brito, é chamar a atenção de todas as instituições, principalmente as de ensino: “O cordel tem uma importância gigantesca na formação cultural desta região. O folheto, como era originalmente chamado, teve um papel fundamental na educação de milhares de pessoas, entre elas, incontáveis poetas, compositores e habitantes excluídos das escolas do nordeste”.
            De acordo com o recordista, “o cordel é uma cultura genuína, que atravessa gerações e chega aos dias de hoje ao lado de todas as formas de mídia contemporânea, com fôlego bastante para sobreviver a todas as intempéries da tecnologia universal”.
            A Editora Construir, através do selo “Prazer de Ler”, já topou bancar o projeto junto com o recordista e editou “Bazófias”.

Agradecimentos
Pela conquista do recorde, Beto Brito agradece “ao amigo Pedro Tavares, que demonstrou coragem na publicação da obra; à família, pela paciência de me ver em centenas de tardes e noites debruçado no projeto; aos deuses de minhas orações; ao povo da Paraíba, que me acolheu; e aos conterrâneos piauienses, pelo símbolo da resistência física na luta pela vida, que tem todos os povos nordestinos.


Dificuldades e próximo passo
Beto Brito confessa que teve dificuldades em criar uma literatura tão longa e que fizesse sentido. “As estrofes não são, necessariamente, uma seqüência, em que uma dependa da outra, mas sim, um complemento entre si. O leitor pode abrir em qualquer página e iniciar a leitura”, conta.
O próximo passo, segundo o recordista, é escrever o capítulo dois das “Bazófias”. “O capítulo um tem mil e quatrocentas estrofes, mas ainda não estou satisfeito, como digo em uma de minhas bazófias: Cria dos quatro elementos, terra fogo, água e ar, porém não tô satisfeito, quero me complementar com todo hélio do sol, hidrogênio e metanol, só pra ver no que vai dar...”.

Redação: Fátima Pires

Fonte

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

RESULTADO DO BNB DE CULTURA 2011 SAI AMANHÃ


Todos os agentes culturais brasileiros inscritos no BNB de Cultura 2011 estão ansiosos e atentos ao resultado que está previsto para sair amanhã (30/11). Haja coração. Vários projetos paraibanos passaram para a segunda etapa. Inclusive um de minha autoria. Desejo boa sorte a todos.
Amanhã por esta hora
Já estarão nos jornais,
A lista tão esperada
Dos agentes culturais.
Ficando de fora lembre:
Virão outros editais
Manoel Messias Belizario Neto

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MinC divulga habilitados do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel

    

      O Ministério da Cultura  publicou neste dia 12 de novembro no Diário Oficial da União (Seção 1, páginas 4 a 8) a portaria com os projetos habilitados no Edital Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 – Edição Patativa de Assaré. Ao todo, o MinC recebeu 688 inscrições e habilitou 617. Os projetos não habilitados têm prazo de cinco dias úteis para interpor recurso.
      Serão selecionadas 200 iniciativas culturais vinculadas à criação e produção, pesquisa, formação e difusão da Literatura de Cordel e linguagens afins (xilogravura, repente, coco e embolada, entre outras) com premiação total de R$ 3 milhões. Trata-se do primeiro apoio oficial do MinC ao setor, desde a regulamentação da profissão de cordelista em janeiro deste ano.
      Os estados do Ceará (158 inscritos), Pernambuco (125) e São Paulo (82) foram os que enviaram a maior quantidade de projetos. O diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC, Fabiano dos Santos Piúba, explica que o prêmio é resultado das demandas apresentadas no Seminário de Políticas Públicas para Cordel, realizado em maio de 2009. “Esse prêmio vem atender a necessidade de ressaltar a Literatura de Cordel e linguagens afins como patrimônio imaterial do Brasil, entendendo sua unicidade e papel central na construção da identidade e da diversidade cultural brasileira”, diz.
      A categoria voltada para a Criação e Produção (apoio à edição e reedição de folhetos de cordel, livros, CDs e DVDs) foi a que recebeu a maior quantidade de inscrições: 323 propostas, sendo 284 habilitadas. Os estados do Ceará (85 inscritos), São Paulo (42) e Rio Grande do Norte (29) foram os que enviaram a maior quantidade de projetos nesta categoria.
      Na categoria destinada à Pesquisa (dissertações de mestrado, teses de doutorado ou reedição de livros) foram inscritos 27 projetos, sendo quatro inabilitados. O Ceará foi o estado com a maior quantidade de pesquisas inscritas: sete.
      O MinC recebeu 116 propostas para a categoria de Formação (projetos que contribuam para a formação de profissionais que atuam em áreas que dialogam com a Literatura de Cordel e suas linguagens afins, como cursos, seminários, etc), habilitando 109. Nesta categoria, o estado de Pernambuco foi o que enviou a maior quantidade de projetos (24), seguido do Ceará (22) e Rio Grande do Norte (11).
       A categoria de Difusão (eventos e produtos culturais que contribuam para a valorização e propagação da cultura popular, como feiras, mostras, festivais e outras iniciativas) foi a segunda com maior quantidade de inscrições: 217. Deste total, 201 foram habilitados. Pernambuco (49 inscritos), Ceará (44) e São Paulo (26) foram os estados com maior quantidade de projetos enviados nesta categoria.
       O prêmio é uma das ações do Programa Mais Cultura, que inclui a cultura na agenda social do País e é pautado na integração e inclusão de todos os segmentos sociais, na valorização da diversidade e do diálogo com os múltiplos contextos da sociedade. O resultado completo do edital encontra-se nos site www.cultura.gov.br e http://mais.cultura.gov.br

Fonte

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

VELÓRIO NO SERTÃO (VERSO II)

  

O choro transpassa a noite
E o peito das sentinelas
Que viajam nas memórias
Aquecidas pelas velas
Só Deus é explicação
Para tamanha mazela.

Comadres antes distantes
Unidas na ocasião
Organizam a cozinha.
Tomam conta do fogão.
Fazem chá, café e levam
Aos que resguardam o caixão.

Lá fora os jovens namoram
Tagarelam, dão risada.
Parece que a morte não
Passou por aquela  estrada.
São duas realidades
Muito diferenciadas.

Horas antes do enterro
As comadres se levantam.
Rodeiam o caixão em rezas.
Fecham os olhos e cantam.
Rogam por aquela alma.
Todos os males espantam.

Chega o terrível momento
De enterrar a criatura
O choro dobra o de antes
Se eleva a toda altura.
Quem ainda não chorou
Agora desestrutura.

Uma das filhas desmaia.
Outras grita enlouquecida
Por Deus, Porém não tem jeito.
Lá se foi àquela vida.
Os homens pegam  o caixão
E se dirigem a saída.

E assim a marcha segue
Desapressada e tristonha.
Se some no horizonte
Só a enxerga quem sonha
Até que a última lembrança
Um dia se decomponha.

Manoel Messias Belizario Neto

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sábado, 13 de novembro de 2010

VELÓRIO NO SERTÃO (VERSO I)

 

Na sala jaz os parentes
Rodeando o caixão.
Comentam o que foi a vida
Daquele ser com emoção.
O sítio inteiro aparece
Com olhos de compaixão.

Os filhos homens tristonhos
Recebem os conhecidos.
Explicam para os compadres
Como foi o ocorrido.
Outros arrumam papéis
Do enterro a ser seguido.

As mulheres estas choram
Lamentando a ocorrência.
Um choro que vara a alma
O qual recebe a clemência
Das comadres que as abraçam
Com um ar de paciência.

A filha grita “ô meu Deus
Porque isto aconteceu?
Ô minha Nossa Senhora
Porque minha mãe morreu
Acabou-se nesta Terra
O ser melhor que viveu.”

Entre soluços lamenta:
”Ô mãe,por favor levanta.
Minha mãezinha querida
Só você a vida encanta.
Como é que eu vou viver
Sem o calor de tua manta?”

Aquele lamento envolve
As sentinelas presentes.
As mulheres todas choram
Os homens sérios somente,
Mas por dentro estão em pranto
Silenciam amargamente.

(continua...)

Manoel Messias Belizario Neto

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SERTÃO SERTANEJO, SERTANEJO SERTÃO

SERTANEJO
Cada dia disto mais
De ti planeta Sertão.
Quando a seca apertou
Abandonei o teu chão.
Toda vez que de ti lembro
Me aperta o coração.

 

SERTÃO
Sertanejo filho amado
Como sinto  a tua ausência.
O casebre é outro ente
Se acabando em carência.
Volta filho pro teu lar.
Filho meu tende clemência.

 

 SERTANEJO
Sertão pedaço de mim
Te ouvindo agora até choro.
Este São Paulo, este morro
Onde morro ou mesmo moro
É um lugar tão cruel
Suga os vãos de meus poros.

SERTÃO
Filho eu também não era
Um paraíso, isso sei.
Porém apesar de tudo
Em meu reinado, eras rei.
Tinhas poucas regalias
Mas meu amor sempre dei.

SERTANEJO
Sertão pedaço de mim
Serei sempre agradecido
Pelos momentos melhores
De ti eu ter recebido.
Obrigado Sertão belo
Por em ti eu ter vivido.

SERTÃO
Filho meu o  teu casebre
Mais ninguém quis abrigar.
Os torrões caem do corpo
É tão triste o seu penar.
Chora na noite obscura
Querendo te ver voltar.

 

SERTANEJO
Sertão, pedaço de mim
Que saudade da tapera
Socada no cuvioco
Minha adorável quimera
Fiel a seu companheiro
Nesta infindada espera.

Sertão pedaço de mim
Sinto falta do teu cheiro
Sinto falta de teus matos
De teus riachos brejeiros.
De tuas serras imensas.
De teus frondosos lajeiros.

SERTÃO
Sertanejo filho meu
Lembro de ti todo dia.
Quando levanto cedinho
Cadê tua companhia?
Sigo ao roçado sozinho
Sem encontrar alegria.

Sertanejo filho meu
A vereda do roçado.
Onde ficava o curral
No qual chiqueirava o gado...
Nunca sertanejo meu
Deixarás de ser lembrado.

SERTANEJO
Sertão pedaço de mim
Nunca hei de te esquecer
SERTÃO
Sertanejo filho meu
Assim que quiser me ver
Estou de braços abertos
Pronto pra te receber.

Manoel Messias Belizario Neto

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CONVERSA SAUDOSA COM A ARTE CORDEL

Ó bela arte cordel
Onde andam teus Leandros?
Onde estão os teus Franciscos
Batistas e teus Nicandros?
Onde dormes? Onde escondes?
Percorreis em quais meandros?

Ó bela arte cordel
Quem te dará tanto brilho
Como fez em outras eras
Manoel D’almeida Filho.
Cujos versos são um trem
Que nunca saiu do trilho.

Ó bela arte cordel
Me diz quando surgirá
Poetas como o poeta
Silvino Pirauá
Cujas histórias em versos
Tão belos talvez  não há.

Ó bela arte cordel
Onde anda a declamação
De teus versos grandiosos
Pelas feiras do Sertão?
Quem ofuscou o teu brilho?
Quem fez esta má ação?

Ó bela arte cordel
Tens tantos representantes
Hoje, porém te percebo
Cada dia mais distante
Do auge da produção
A que alcançastes antes.

Manoel Messias Belizario Neto

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sábado, 16 de outubro de 2010

CANTORIA “NORDESTE INDEPENDENTE”

Intérprete: Elba Ramalho

Composição: Bráulio Tavares/Ivanildo Vilanova

 

Já que existe no sul esse conceito
Que o nordeste é ruim, seco e ingrato
Já que existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão lucrar imensamente
Começando uma vida diferente
De que a gente até hoje tem vivido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Dividindo a partir de Salvador
O nordeste seria outro país
Vigoroso, leal, rico e feliz
Sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria o senador
O cassaco de roça era o suplente
Cantador de viola o presidente
O vaqueiro era o líder do partido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Em Recife o distrito industrial
O idioma ia ser nordestinense
A bandeira de renda cearense
“Asa Branca” era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial
A moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o inconfidente
Lampião, o herói inesquecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

O Brasil ia ter de importar
Do nordeste algodão, cana, caju
Carnaúba, laranja, babaçu
Abacaxi e o sal de cozinhar

O arroz, o agave do lugar
O petróleo, a cebola, o aguardente
O nordeste é auto-suficiente
O seu lucro seria garantido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Se isso aí se tornar realidade
E alguém do Brasil nos visitar
Nesse nosso país vai encontrar
Confiança, respeito e amizade
Tem o pão repartido na metade,
Temo prato na mesa, a cama quente
Brasileiro será irmão da gente
Vai pra lá que será bem recebido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Eu não quero, com isso, que vocês
Imaginem que eu tento ser grosseiro
Pois se lembrem que o povo brasileiro
É amigo do povo português
Se um dia a separação se fez
Todos os dois se respeitam no presente
Se isso aí já deu certo antigamente
Nesse exemplo concreto e conhecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que vocês nos enganam
Porque nosso povo não é besta

Fonte música

Video

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

POESIA SERTÃ

A poesia que nasce
Nos sonhos, na emoção
Atingem as águas profundas
Do meu planeta Sertão.
 

 

 

 

 

A poesia mais bela
Vem das plagas sertanejas
De uma casa de taipa
De um café sem bandeja.

 

 

 

A poesia mais pura
Vem da mata ressequida
Da caatinga sertã
Que aleita os poros da vida.

 

 

A poesia in natura
Vem de um córrego temporário.
Vem de um lastro de feijão.
Vem de um universo agrário.

 

 

 

 

A poesia tristonha
Vem de um leito rachado
Feito por Pintor cubista
Em traço quadriculado.

 

A poesia sertã
Faz de mim um Manoel,
Cujo açude Frutuoso
No inverno reflete o céu.
 

 

 

 

 

 

 

 

A poesia sertã
Faz de mim um relicário
Das veredas dos lajeiros.
Um roceiro. Um Belizario.

 

 

 

 

 

 

 

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens da internet

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PARABÉNS CAMPINA GRANDE

Falo bem desta cidade,
Em qualquer lugar que eu ande,
Que hoje aniversaria
Chamada Campina Grande

Parabéns bela Campina
A Rainha do São João
Q em todo mês de junho
Orgulha a nossa nação.

Esta cidade bonita
Cada dia mais se expande
E hoje aniversaria.
Parabéns Campina Grande

É a cidade High Tech
E do maior São João do Mundo.
Parabéns Campina Grande.
Em teus caminhos me inundo.

Manoel Messias Belizario Neto

Imagem da internet

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A CHUVA E O VENTO FEITO GATO E RATO

A chuva quebra o silêncio
C/ seu cantar majestoso.
O vento ditando as notas.
Um maestro perigoso
Q/ quando eleva a batuta
Soa um trovão tenebroso.

O vento e a chuva juntos
Numa madrugada fria
Unem os corpos dos casais
C/ a sua sinfonia.
P/seduzir a chuva
O vento logo assovia.

Porém se a chuva apresenta
Desculpas esfarrapadas
Negando o amor ao vento
Este sopra uma rajada
De ar sobre o seu caminho.
Vira uma fera indomada.

A chuva por sua vez
Para acalmar o vento
Solta orvalhinhos cheirosos
Sobre as folhas do relento.
O vento vai se acalmando.
Diminui o movimento.

Porém se o vento ficar
Tempos sem fazer amor.
Se transforma em furacão.
Em tornado arrasador.
Nenhuma chuva ou neblina
Aplacam o seu calor

A chuva também não pode
Demorar desassistida
Senão chove sem parar
E feito fera ferida
Se transforma em dilúvio
Ameaçador da vida.

Manoel Messias Belizario Neto

Imagem

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bandeira nordestina

Jessier Quirino
Composição: Jessier Quirino


A bandeira nordestina
É uma planta iluminada
É qualquer raiz plantada
Mostrando o caule maduro
E quando o sol varre o escuro
Com luz e sombra no chão
É quando germina o grão
É quando esbarra o machado

É quando o tronco hasteado
É sombra pro polegar
É sombra pro fura-bolo
É sobra pro seu vizinho
É sombra para o mindinho
É sombra prum passarinho
É sombra prum meninote
É sombra prum rapazote

É sombra prum cidadão
É sombra para um terreiro
É sombra pro povo inteiro
Do litoral ao sertão
Essa bandeira que eu falo
Tem cores de poesia
Tem verde-folha-avoada
Amarelo-jaca-aberta

Em tudo que é vegetal
Tem bandeira desfraldada
No duro da baraúna
No forte da aroeira
No bandejar buliçoso
Das folhas das bananeiras
Das bandeirolas dos coentros
E na marca sertaneja:
O rijo e forte umbuzeiro

Letra, Imagem

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ODE À MADRUGADA

INÍCIO I

(Estava eu twitando
Na madrugada sem sono
Quando veio a poesia
À procura de um dono
Ditou a mim estes versos
Depois deu-me o abandono.

Após me deixar sozinho
Na madrugada chorosa
Meu sono quase não chega
De sua mansão pomposa
No reino da Grande Insônia
Que ruge branda e manhosa.)

INÍCIO II

Esta madrugada incerta
Esconde tantos segredos!
P/ alguns é salvação.
Causa noutros grande medo.
A mim traz inspiração
P/compor este enredo

Madrugada 'cabulosa'!
Q silêncio zuadento!
Deste uma taça de sonhos
A quem tava sonolento,
Mas por querer um amante
Deixou-me acordado, atento.

Minha madrugada bela
Quão fogosa é vc!
Eu tô doido pra dormir
Mas ñ consigo pq
Tua filha Insônia é outra
Q me disse: 'manda ver'!

Então vou fechar os olhos.
Esquece-me madrugada.
Tenho de acordar cedo
Em nova longa jornada.
Procure sono também.
Não seja exagerada!

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens 1, 2

sábado, 25 de setembro de 2010

CANÇÃO: CARTA DE UM MARGINAL

Mastruz Com Leite

(Me balançando na rede
Numa taipa do Sertão.
Enquanto o Sol se escondia
Eu ouvia esta canção...
E num passeio ao passado
Me veio à recordação
.
Manoel Belizario)

Recebi pelo correio
Carta de um hospital
Dizendo ser de um cliente
Que passava muito mal
O qual eu já tinha lido o
Seu nome em um jornal

Dizia: caro poeta só
Você que tem memória
Pode transformar em versos
Minha fracassada história

Meu destino veio traçado
Com a minha formação
O ventre que me gerou
Foi desmando e traição
Fui maldito desde o dia
Da minha concepção

Passei por cima da pílula
Fui gerado em desconforto
Minha mãe tomou remédio
Pra ver se eu nascia morto

Vim ao mundo por acaso
E não conheci meus pais
Fui jogado em um cerrado
Em pedaços de jornais
A polícia achou-me quando
Procurava marginais.

Alguém de mim tomou conta
Me fazendo uma esmola.
Me criaram como filho
E me botaram na escola
Me criaram como filho
E me botaram na escola.

Não quis saber de trabalho,
Estudar não dei valor
Sempre desobedecendo
Ao meu superior
Batia nos meus colegas.
Xingava meu professor

Peguei o vício das drogas
Junto com a corriola
Minha vida foi maldita
Mesmo dentro da escola

Fui expulso de um colégio
Por traficância ilegais
Desonrei uma menor
E fugi da casa dos pais
E parti para a pesada
Num grupo de marginais

Não conto tudo a miúdo
Porque meu tempo não dá
Não quis nada com o trabalho
Meu negócio era roubar

Traficante e assaltante
Todos temiam a mim
Fui terror da noite escura
E fiz tudo que foi ruim
Um germe assim como eu
Só presta levando o fim

Sempre fugindo do cerco
E matando de emboscada
Seduzi muitas donzelas
Fiz assalto à mão armada

Naquele mesmo lugar
Onde eu fui encontrado
Pela ronda da polícia
Há muito tempo passado
Me escondendo de um assalto
Por ela eu fui baleado

A bala entrou no meu peito
E feriu meu coração
Já fizeram muito esforço
Mas não tenho salvação

Não te escrevo mais porque
Minha vista está tão pouca
Falar também eu não posso
Minha garganta está rouca
Termino a carta botando
Muito sangue pela boca

Fonte

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

NOVO TRIBUTO AO SÍTIO LAJES, MEU TORRÃO NATAL

 

O campo é um paraíso
Descoberto de repente
Nos pedestais da saudade
Q vem embalando a gente
Neste mundo de cidade
Competitivo e doente.

O Sertão vai residindo
Dentro de nós, permanente.
Aos poucos distanciado.
Sumindo constantemente.
Brilha um sol sertanejo
No olhar de um filho ausente.

Ó luar de meu Sertão.
Ó noites escurecidas.
Minha Laje, sítio Lajes
Início de minha vida.
O açude Frutuoso
Chorou em minha partida.

Ó Lajes, meu sítio Lajes...
Minhas fogueiras São João...
Meu forró de pé-de-serra...
Minhas roças de feijão...
Meus riachos de piaba...
Meu mungunzá..., meu baião...

Ó Lajes, Meus sítio Lajes...
Chegou a televisão
Roubando a cena da lua.
Roubando a nossa atenção.
Já não se lê mais cordel
Nas debulhas de feijão.

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens

    1, a 2ª foi extraída do Google Map

terça-feira, 21 de setembro de 2010

RELANÇAMENTO DA WEB RÁDIO

Caros amigos, a nossa Web Rádio ficou desativada por um tempo por falta de recursos. Como ainda não podemos colocá-la no ar nos moldes almejados, relançamos a mesma num modelo simples. Todos os dias postaremos novas canções. Serão priorizadas cantorias e músicas cujas nuances perpassem as características da literatura de cordel e a poesia popular em geral. Para ouvir siga o link http://www.lognplay.com/index.asp?pg=r&c=6058

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

CANÇÃO: ALMA DE MENINO


Os Nonatos
Composição: Nonato Costa e Raimundo Nonato


(Ah minha infância passada/Tempo que não volta mais/Esta canção é um tributo/Pois a saudade é demais – Manoel Belizario)

Eu gostaria de inverter o tempo
E interditar a rota do destino
Pra reviver aquelas fantasias
Que eu arquivei n’alma de menino
Aquela estrada cortando o terreiro
E uma cancela um pouco mais na frente
E as flores brancas
Coroando os jarros da casa da gente

Os nossos filhos são do que nos fomos
Real semelhança
Que todo adulto trás dentro de sí
Um sonho de criança

Fiz muitas vezes no oitão de casa
Curral de pedra e boiada de osso
Fechava os olhos pra ganhar um beijo
Na brincadeira de cair no poço
Carro de flandres, cavalo de pau.
Eram os brinquedos que eu fazia escolha
E o meu dinheiro
Feito de carteira de cigarro e folha

Criei canário e concertei gaiola
Brinquei de bila, pião e ponteira.
Bola de meia, carrapeta e pipa
Bornau de saco, pedra e baladeira.
Infelizmente mudou o cenário
Daquelas cenas que a infancia fez
Passou o filme
E o tempo não deixa que eu veja outra vez


FONTE

sábado, 18 de setembro de 2010

SÓ O AMOR É A SOLUÇÃO

 

Sr. Deus dos desgraçados
O que será desta terra?
Enquanto uns mentem outros morrem
No litoral e na serra
A violência e a fome
São os senhores da guerra.

Enquanto a bobagem impera
No planeta Besteirol
Há miseráveis na África
Ou na frente do meu hall.
Vou me entretendo banal
Discutindo futebol.

Não espere o sofrimento
Para ter compreensão
Que este mundo só melhora
Se todos dermos as mãos
E agirmos uns coms os outros
Como se faz com irmão.

Não adianta querer
Ser melhor do que outrem,
Pois qdo a doença chega
Destruindo nosso 'alguém'
Percebemos: "somos nada"
Ou simplesmente:ninguém.

Sei que as minhas palavras
Parecem mais pregação,
Porém pode corrigir
Se eu não tiver razão.
Este mundo está ferido
Só o amor é a solução.

Manoel Messias Belizario Neto

Imagem

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

FORRÓ MASTRUZ COM LEITE: MEU VAQUEIRO MEU PEÃO

Composição: Rita de Cássia

á vem montado em seu alazão
Chapéu de couro, laço na mão
Seu belo charme me faz cantar
No rosto um grande lutador
Que trabalha com calor
Com toda dedicação...
Oh! meu Vaqueiro, meu Peão
Conquistou meu coração
Na pista da paixão
E valeu o boi...(2x)
Eu estou sempre ode ele está
Forró, vaquejada qualquer lugar
Eu vou seguindo o meu Peão
Seus braços fortes, sua cor
Vaqueiro eu quero o teu calor
Em seus braços quero estar...
Oh! meu Vaqueiro meu Peão
Conquistou meu coração
Na pista da paixão
E valeu o boi...(2x)
Teu amor valeu o boi!
Teu calor valeu o boi!
Ter você valeu o boi!
Meu Vaqueiro...(2x)
Já vem montado em seu alazão
Chapéu de couro, laço na mão
Seu belo charme me faz cantar
No rosto um grande lutador
Que trabalha com calor
Com toda dedicação...
Oh! meu Vaqueiro, meu Peão
Conquistou meu coração
Na pista da paixão
E valeu o boi...(2x)
Teu amor valeu o boi!
Teu calor valeu o boi!
Ter você valeu o boi!
Meu Vaqueiro...(2x)