CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



domingo, 23 de maio de 2010

CORDELISTA PARAIBANA ROSINALVA APARECIDA MARTINS DE OLIVEIRA

   festa de Santa Luzia 2009 003

     Rosinalva Aparecida Martins de Oliveira é natural de Picuí PB. É graduada em história pela Universidade Federal de Campina Grande e aluna especial do mestrado na linha de cultura e cidade da mesma universidade. É professora de história nas redes estadual no município de Picuí e no município de Cuité. Desenvolve pesquisas nas áreas de lazer e tem alguns projetos, principalmente no ensino fundamental, direcionados para o cordel.
          Email:
rosinalvaoliveira@gmail.com

(informações cedidas pela própria cordelista)

    O cordel da autora ,abaixo, foi publicado  no site do Jornal Mundo Jovem e extraído de lá por nós.

“O SABER AUTORIZADO E O SABER POPULAR”

            

O saber autorizado, 
É o saber instituído
É o que tem credibilidade,
porque é bem entendido.
É como diz o ditado:
Quem sabe, sabe!
E tá tudo resolvido...

O saber popular
Não pode ser desprezado
Tem que ser reconhecido, 
E muito valorizado
São conhecimentos antigos
Que devem ser preservados.

O homem que estudou,
É muito bem respeitado
Seja juiz, promotor,
Doutor ou advogado
Ele é representante
Do saber autorizado.

Mesmo não sendo legítimo,
Mas é uma forma de saber
É preciso preservar,
para poder compreender
O povo sabe das coisas.
Muita gente é quem não quer ver.

As letras são importantes,
Porque traz informação
Quem nunca foi à escola,
Não sabe de nada não
Para relatar um fato,
Tem que ter comprovação.

Isso não é verdade, 
É preciso se dizer
Nem sempre na história,
Tudo tem que escrever 
A oralidade é importante,
Basta compreender.

O doutor diz a doença
Que o paciente tem, 
O juiz diz a sentença,
Livra ou condena alguém
Isso só é possível
Pelo saber que ele tem!

 Rosinalva Aparecida Martins de Oliveira 

            cordel: http://www.pucrs.br/mj/poema-cordel-46.php

        Imagens 
http://processos.maringa.pr.gov.br/sistema_maringa/adm/imagens/gd_2212convitemusica9.jpg            http://www.jesuitas-pi.com.br/home/service/dim//articlefiles/287-cordel.jpg
http://www.quatrocantos.com/clipart/bandeiras/bandeiras_dos_estados_brasileiros/paraiba.gif

sábado, 22 de maio de 2010

MATE AS SAUDADES DOS ANOS DE OURO DO FORRÓ MASTRUZ COM LEITE

OUÇA E CANTE A MÚSICA NAMORO NA FAZENDA

(Para ouvir clique 1° botão da esq. p/ direita)

Mastruz com Leite Volume II Álbum: “Coisa Nossa”

Quando eu fui morar lá na fazenda, meu pai queria que eu fosse fazendeiro,
Um dia lá na sombra da jurema, eu conheci a filha do vaqueiro...
Uma menina de cabelos compridos, sorriso lindo com os olhos de sereia,
Ela ficou no meu pensamento e foi aí que eu me apaixonei 2x

Um dia lá na água do açude fui tomar banho e ela apareceu,
Sozinha numa noite de lua, e foi aí que tudo aconteceu,
Seu pai descobriu o nosso namoro e foi aquele tere - tetê
O velho não queria nosso casamento, e mesmo assim com ela me casei
(O velho não queria nosso casamento, e mesmo assim com ela me casei)

Um dia lá na água do açude...

Fonte:  http://letras.terra.com.br/mastruz-com-leite/335908/

BLOG ‘CORDEL PARAÍBA’ HOMENAGEIA (CIBER)CORDELISTAS PARAIBANOS OU RESIDENTES NA PARAÍBA

CIBER-CORDEL

Por Manoel Belizario

         A internet está cada dia mais repleta de sites, blogs, perfis e comunidades de site de relacionamento, etc., abordando o tema Literatura de Cordel. Isto é muito bom porque o cordel é uma opção cultural extremamente rica em oposição ao lixo cultural que polui o espaço cibernético a todo milésimo de segundo em proporções inimagináveis . Esta nova forma de conceber a Literatura em destaque é chamada pela universidade de cibercordel. (Veja texto acadêmico a respeito do assunto link: http://encipecom.metodista.br/mediawiki/images/9/90/GT8-_08-_Ciber-Cordel_-_Diogenes.pdf).
        Passeando pelo Google podemos encontrar diversos cibercordéis da autoria de cibercordelistas paraibanos. Esta semana vamos homenagear alguns destes escritores de nosso estado (ou residentes na Paraíba) que buscam a internet como meio de expressão e divulgação de suas poesias. Quase todas as informações postadas são  da internet. Portanto pedimos aos leitores que, caso conheçam os cordelistas destacados - cujos dados a respeito na internet são mínimos - nos enviem o contato dos mesmos e assim podermos enriquecer o conteúdo postado.

Imagem: Montagem feita por nós a partir das imagens encontradas nos links abaixo

http://pensotopia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/cordeis_ABLC.jpghttp://www.blogtec.com.br/fotos/2009/03/computador-amazon-pc-e7400-com-core-2-duo-28ghz.jpg

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Problemas no blog Cordel Paraíba

         Amigos, o blog Cordel Paraíba está enfrentando nesta semana um problema muito sério: escrevemos certo e o blog posta errado. Por isso cancelamos a edição desta semana: “homenagem ao cibercordelistas paraibanos ou residentes na Paraíba”. Temos feito o possível para solucionar tal problema. O ‘Dr. Google’ infelizmente ajudou muito pouco. Porém com as poucas orientações dele resolvemos fazer o seguinte:

  • Voltamos para o editor antigo;
  • Inscrevemos nosso blog no Windows Live Writer e estamos postando a partir dele ou a partir do próprio recurso para postagem em blog do Word 2007.

        Estamos repassando estas dicas para os blogueiros que acaso estejam passando ou venham a passar por estes transtornos. Pelo que vemos tal problema é novo – já que o Google não informa muita coisa a respeito.

sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CANTE CONOSCO A CANÇÃO A TRISTE PARTIDA

 A TRISTE PARTIDA - PATATIVA DO ASSARÉ


Meu Deus, meu Deus
Setembro passou
Outubro e Novembro
Já tamo em Dezembro
Meu Deus, que é de nós,
Meu Deus, meu Deus
Assim fala o pobre
Do seco Nordeste
Com medo da peste
Da fome feroz

Ai, ai, ai, ai

A treze do mês
Ele fez experiênça
Perdeu sua crença
Nas pedras de sal,
Meu Deus, meu Deus
Mas noutra esperança
Com gosto se agarra
Pensando na barra
Do alegre Natal

Ai, ai, ai, ai

Rompeu-se o Natal
Porém barra não veio
O sol bem vermeio
Nasceu muito além
Meu Deus, meu Deus
Na copa da mata
Buzina a cigarra
Ninguém vê a barra
Pois barra não tem

Ai, ai, ai, ai

Sem chuva na terra
Descamba Janeiro,
Depois fevereiro
E o mesmo verão
Meu Deus, meu Deus
Entonce o nortista
Pensando consigo
Diz: "isso é castigo
não chove mais não"

Ai, ai, ai, ai

Apela pra Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Sinhô São José
Meu Deus, meu Deus
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé

Ai, ai, ai, ai

Agora pensando
Ele segue outra tria
Chamando a famia
Começa a dizer
Meu Deus, meu Deus
Eu vendo meu burro
Meu jegue e o cavalo
Nóis vamo a São Paulo
Viver ou morrer

Ai, ai, ai, ai

Nóis vamo a São Paulo
Que a coisa tá feia
Por terras alheia
Nós vamos vagar
Meu Deus, meu Deus
Se o nosso destino
Não for tão mesquinho
Ai pro mesmo cantinho
Nós torna a voltar

Ai, ai, ai, ai

E vende seu burro
Jumento e o cavalo
Inté mesmo o galo
Venderam também
Meu Deus, meu Deus
Pois logo aparece
Feliz fazendeiro
Por pouco dinheiro
Lhe compra o que tem

Ai, ai, ai, ai

Em um caminhão
Ele joga a famia
Chegou o triste dia
Já vai viajar
Meu Deus, meu Deus
A seca terrívi
Que tudo devora
Ai,lhe bota pra fora
Da terra natal

Ai, ai, ai, ai

O carro já corre
No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
Meu Deus, meu Deus
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar

Ai, ai, ai, ai

No dia seguinte
Já tudo enfadado
E o carro embalado
Veloz a correr
Meu Deus, meu Deus
Tão triste, coitado
Falando saudoso
Com seu filho choroso
Iscrama a dizer

Ai, ai, ai, ai

De pena e saudade
Papai sei que morro
Meu pobre cachorro
Quem dá de comer?
Meu Deus, meu Deus
Já outro pergunta
Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato
Mimi vai morrer

Ai, ai, ai, ai

E a linda pequena
Tremendo de medo
"Mamãe, meus brinquedo
Meu pé de fulô?"
Meu Deus, meu Deus
Meu pé de roseira
Coitado, ele seca
E minha boneca
Também lá ficou

Ai, ai, ai, ai
E assim vão deixando
Com choro e gemido
Do berço querido
Céu lindo e azul
Meu Deus, meu Deus
O pai, pesaroso
Nos fio pensando
E o carro rodando
Na estrada do Sul

Ai, ai, ai, ai

Chegaram em São Paulo
Sem cobre quebrado
E o pobre acanhado
Percura um patrão
Meu Deus, meu Deus
Só vê cara estranha
De estranha gente
Tudo é diferente
Do caro torrão

Ai, ai, ai, ai

Trabaia dois ano,
Três ano e mais ano
E sempre nos prano
De um dia vortar
Meu Deus, meu Deus
Mas nunca ele pode
Só vive devendo
E assim vai sofrendo
É sofrer sem parar

Ai, ai, ai, ai

Se arguma notíça
Das banda do norte
Tem ele por sorte
O gosto de ouvir
Meu Deus, meu Deus
Lhe bate no peito
Saudade de móio
E as água nos óio
Começa a cair

Ai, ai, ai, ai

Do mundo afastado
Ali vive preso
Sofrendo desprezo
Devendo ao patrão
Meu Deus, meu Deus
O tempo rolando
Vai dia e vem dia
E aquela famia
Não vorta mais não

Ai, ai, ai, ai

Distante da terra
Tão seca mas boa
Exposto à garoa
A lama e o paú
Meu Deus, meu Deus
Faz pena o nortista
Tão forte, tão bravo
Viver como escravo
No Norte e no Sul

Ai, ai, ai, ai

Fonte música: http://luiz-gonzaga.letrasdasmusicas.com.br/a-triste-partida-letra.html

quinta-feira, 13 de maio de 2010

OBRAS E PRÊMIOS DE PATATIVA DO ASSARÉ


LIVROS DE POESIA

1967 - Inspiração Nordestina: Cantos do Patativa;


1978 - Cante Lá que Eu Canto Cá;


1988 - Ispinho e Fulô (2005);


1991 - Balceiro. Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. com Geraldo Gonçalves de Alencar)


1993 - Cordéis (caixa com 13 folhetos);


1994 - Aqui Tem Coisa (2004);


2000 - Biblioteca de Cordel: Patativa do Assaré (Org. Sylvie Debs);


2001 - Digo e Não Peço Segredo (Org. Guirlanda de Castro e Danielli de Bernardi);


2001 - Balceiro 2. Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. Geraldo Gonçalves de Alencar);


2001 - Ao pé da mesa (co-autoria com Geraldo Gonçalves de Alencar);


2002 - Antologia Poética (Org. Gilmar de Carvalho);


2008 - Cordéis e Outros Poemas (Org. Gilmar de Carvalho).



POEMAS

A Triste Partida;


Cante Lá que eu Canto Cá;


Coisas do Rio de Janeiro;


Meu Protesto;


Mote/Glosas;


Peixe;


O Poeta da Roça;


Apelo dum Agricultor;


Se Existe Inferno;


Vaca estrela e Boi Fubá;


Você se Lembra?;


Vou Vorá.

TÍTULOS E PRÊMIOS

1979 - Homenageado pela programação cultural do encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, SBPC, em Fortaleza;


1982 - Recebe o diploma de “Amigo da Cultura”, outorgado pela Secretaria da Cultura do Estado, pela “decidida atuação a favor do aprimoramento cultural do Ceará”;


1982 - Cidadão de Fortaleza, título aprovado pela Câmara Municipal;


1987 - Recebe a “Medalha da Abolição”, pelos “relevantes serviços prestados ao Estado”;


1989 - Cariri Ceará - Doutor Honoris Causa pela Universidade Regional de Cariri;


1989 - Inauguração da rodovia “Patativa do Assaré”, com 17 km, ligando Assaré a Antonina do Norte


1991 - Enredo da Escola Acadêmicos do Samba, de Fortaleza;


1995 - Fortaleza, Ceará - Prêmio do Ministério da Cultura na categoria Cultura Popular entregue pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso no Teatro José de Alencar;


1998 - Recebe, dia 22 de maio, a “Medalha Francisco Gonçalves de Aguiar”, do Governo do Estado do Ceará, outorgada pela Secretaria de Recursos Hídricos;


1999 - Assaré, Ceará - Inauguração do Memorial Patativa do Assaré;


1999 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Ceará - UECE;


1999 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Ceará - UFC;


1999 - Prêmio Unipaz, VII Congresso Holístico Brasileiro, Fortaleza, dia 20 de outubro;


2000 - Na festa dos 91 anos, recebe o título de Cidadão do Rio Grande do Norte;


2000 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Tiradentes, de Sergipe;


2001 - Terceiro colocado na eleição do “Cearense do Século”, promovido pelo Sistema Verdes Mares de Comunicação (o vencedor foi Padre Cícero);


2001 - Recebe o troféu “Sereia de Ouro”, do Grupo Edson Queiroz, no Memorial Patativa do Assaré, dia 28 de setembro;


2002 - Prêmio FIEC, "Artista do Turismo Cearense", Fortaleza;


2003 - Prêmio UniPaz, V Congresso Holístico de Crianças e Jovens, Fortaleza;


2005 - Inauguração da "Biblioteca Pública Patativa do Assaré", Piauí;


2004 - Título EFESO "Cidadão Empreendedor"(Escola de Formação de Empreendedores Sociais);


2004 - Troféu MST (Homenageado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra);


2005 - Homenageado com Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa;


2005 - Inauguração da "Biblioteca Pública Patativa do Assaré", Vila Nova, Piauí;


2005 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade (?), Mossoró, Rio Grande do Norte.

Texto: Wikipedia
Imagem: http://www.cultura.mg.gov.br/arquivos/SuplementoLiterario/Image/sl-abel-tareco-patativa_materia(1).jpg

quarta-feira, 12 de maio de 2010

VERSOS DE PATATIVA DO ASSARÉ (II) -

Nordestino SIM, NÃO NORDESTINADO


Nunca diga nordestino
Que Deus LHE DEU UM Destino
Causador do padecer
Nunca diga Que É o Pecado
Que LHE Deixa fracassado
Sem Condições de viver

Não guarde nenhum pensamento
Que Estamos sem Sofrimento
É Pagando o Que devemos
A Divina Providência
Não nsa DEU uma triste sina
Sofrer De que sofremos o

o Deus da Criação autor
Nos dotou com uma Razão
Bem livres de preconceitos de
Mas OS ingratos da terra
Com opressão e guerra com
Negam OS Nossos Direitos

Não castiga nsa Quem é Deus
Nem É uma seca Que Obriga
Sofrermos dura Sentença
Não Somos nordestinados
NÓS Somos injustiçados
Tratados com indiferença

Sofremos em Nossa Vida
Uma batalha renhida
Do Irmão contra o Irmão
NÓS Somos injustiçados
Nordestinos explorados
Mas nordestinados Não

HA Muita gente Que Chora
Vagando de estrada afora
Sem terra, sem lar, sem pão
Crianças esfarrapadas
Famintas, escaveiradas
Morrendo de inanição

Sofre o neto, o Filho e o pai
Para onde vai o pobre
Sempre Encontra o Mesmo mal
ESTA miséria campeia
Desde a Aldeia à Cidade
Do Sertão à capital

Aqueles Pobres Mendigos
Vão à Procura de abrigos
Cheios de Necessidade
Nesta tamanha miséria
Se nd acabam terra estranha
Sofrendo fome e saudade

Mas não é o Pai Celeste
Que Faz Sair do Nordeste
Legiões de retirantes
Os grandes SEUS Martírios
Não É permissão de Deus
É culpa dos Governantes

Já Sabemos Muito bem
Nasce De onde e de onde vem
A raiz do grande mal
Vem da Situação crítica
Política Desigualdade
Econômica e social

Somente a Fraternidade
Nos Traz A Felicidade
Precisamos dar como Mãos
Para Que Vaidade e Orgulho
Guerra, Questão e barulho
Dos Irmãos Irmãos contra OS

Jesus Cristo, o Salvador
Pregou uma paz e o amor
Na santa doutrina SUA
O Direito do bangueiro
É o Direito do trapeiro
Que apanha OS trapos na Rua

Uma Vez Que o conformismo
Faz Crescer o egoísmo
E uma injustiça Aumentar
Em favor do Bem Comum
É dever de CADA UM
Lutar Pelos Direitos

Por isso vamos Lutar
NÓS vamos reivindicar
O Direito e a Liberdade
Procurando em CADA Irmão
Justiça, Paz e União
Amor e Fraternidade

Somente o Amor É Capaz
E Dentro de hum País Faz
Um povo tão unido Bem
Um povo Que gozará
Porquê assim Já Não HÁ
Nem oprimido Opressor

Texto: http://www.fisica.ufpb.br/ ~ romero / port / ga_pa.htm # Nem
Imagem: http://altacultura.files.wordpress.com/2009/03/pata.jpg

terça-feira, 11 de maio de 2010

VERSOS DE PATATIVA DO ASSARÉ - (I)

Poetas AOS CLÁSSICOS

niversitário Poetas,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de Mitologia;
SE a gente canta O Que PENSA,
Eu Quero pedir Licença,
Mesmo sem Pois português
Neste livrinho apresento
O Praze e o Sofrimento
De poeta camponês um.

Eu nasci mato Aqui não,
Vivi semper uma trabaiá,
Neste Meu pobre Recato,
Eu Não pude estudá.
Nenhum verdô de Minha idade,
Só um tiva Felicidade
De hum Dá Pequeno insaio
Em Dois livro do iscritô,
O Famoso professo
Filisberto de Carvaio.

Nenhum livro Havia premêro
Belas figuras nd capa,
E no comeco se lia:
A pá - O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera É «má
E Tantas Coisa bonita,
Qui o Meu Coração parpita
QUANDO eu pego um rescordá.

Foi OS livro de valo
Mais maio Que vi nenhum Mundo,
Apenas auto DAQUELE
Li o e premêro o segundo;
Mas, porém, leitura esta,
Me tiro da treva escura,
Mostrando o Caminho Certo,
Bastante me protegeu;
Eu Juro que DEU Jesus
Sarvação um Filisberto.

DEPOIS Os Dois Que eu li livro,
Fiquei me sintindo Bem,
E otras coisinha Aprendi
Sem tê Lição de ninguém.
Na Minha Lingua pobre,
A lira servage Minha
Canto O Que Sente Minha arma
E o Meu coração incerra,
Como Coisa de minha terra
E a Vida de Minha gente.

niversitaro Poeta,
Cademia de Poeta,
De rico vocabularo
Cheio de Mitologia,
Tarvez Meu livrinho Este
Não vá recebê carinho,
istima Nem Nem lugio e,
Mas garanto sê fie
E não istruí pape
Com poesia sem rima.

Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê Meu volume,
Pra Não Fica parecido
Com um perfume sem Fulô;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria Não me da;
TEM Não sabo uma leitura,
Parece Uma Noite iscura
Sem lua sem istrela e.

UM Se me pergunta doto
Se o verso sem rima presta,
Calado eu FICA Não Vou,
A Minha Resposta É ESTA:
Sem uma rima, uma poesia
Perde arguma simpatia
E Uma parte do primo;
Não Merece munta parma,
É Como o Corpo sem arma
E o amo sem Coração.

Meu caro amigo poeta,
Qui Faz poesia branca,
Não me Chame de Pateta
Por esta Opinião franca.
Nasci Entre a Natureza,
Sempre adorando a beleza
Das obra do Criado,
Uvindo o vento nd serva
E não vendo um campo Reva
Pintadinha de Fulô.

Sou caboco UM rocêro,
Sem istrução sem letra e;
O TEM Meu verso o chero
Da poêra do sertão;
Nesta Vivo Soledade
Bem destante da Cidade
Onde um ciença guverna.
Tudo é meu natura,
Não sou Capaz de Gösta
Da poesia moderna.

Deste jeito Deus me Quis
E assim eu me Bem Sinto;
Me considero feliz
Sem Nunca TEM Quem Inveja
Conhecimento Profundo.
Ou ligero Como o vento
Ou divagá Como um lêsma,
Tudo sofrê um MESMA prova,
Vai bate nd fria cova;
ESTA Vida é semper uma MESMA.


Texto: http://www.fisica.ufpb.br/ ~ romero / port / ga_pa.htm # Aos
Imagem: http://parazinet.files.wordpress.com/2009/02/patativa-do-assare.jpg

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PATATIVA DO ASSARÉ - BIOGRAFIA

ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA


Poeta popular e cantador repentista de viola nordestino nascido em Serra de Santana, Pequena Propriedade rural, no município de Três bis léguas da Cidade de Assaré, no Sul do Ceará, UM DOS Maiores poetas populares do Brasil, retratista do árido universo da caatinga nordestina Cuja obra Foi Registrada em folhetos de cordel, discos e livros. Foi o segundo Modesto Filho do casal de Agricultores Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Perdeu uma Direita vista, não da dentição período (1913), em conseqüência de moléstia vulgarmente conhecida Uma Por Dor-d'olhos. Aos Oito anos, Ficou órfão de pai e TeVe Que Trabalhar Ao lado de Meu Irmão Mais Velho, parágrafo sustentar Novos OS MAIS. Aos doze anos, freqüentou durante quatro Meses SUA Primeira e Única escola, onde, sem interromper o Agricultor de Trabalho e Quase autodidadata hum como, uma Aprendeu ler e escrever e se Tornou Apaixonado Pela poesia.
Primeiros De Treze parágrafo quatorze anos comecou uma Fazer SEUS versinhos Que serviam de Graça Para os Vizinhos e conhecidos, o sentido de POIs TAIS ERAM versos brincadeiras de Noite de São João, testamentos do Judas, gozação EAo preguiçosos, etc Com 16 anos de idade, Comprou Uma viola e comecou a cantar de improviso. Aos 20 anos de idade viajou Para o Pará em Companhia de hum parente José Alexandre Montoril, Que morava lá, Onde Passou Cinco Meses Fazendo Sucesso Como grande cantador.
De volta ao Ceará, regressou à Serra de Santana, continuou na mesma Onde Vida de Agricultor pobre e cantador. Casou-se com Uma parenta, D. Belinha, com Quem se Tornou pai Filhos de nove. Sua projeção em todo o Brasil se Iniciou A partir da gravacao de Triste Partida (1964), toada de retirante de SUA Autoria gravada Por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Teve Inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e Jornais e Publicou Inspiração Nordestina (1956), Cantos de Patativa (1966). Figueiredo Filho SEUS Publicou poemas comentados em Patativa do Assaré (1970). Gravou Seu Primeiro LP Poemas e Canções (1979) Uma Produção do cantor e compositor cearense Fagner.
Apresentou-se com o cantor Fagner não Festival de Verão do Guarujá (1981), em Período Seu segundo LP gravou Que A Terra e Natura, lançado Também Pela CBS. A Política Também Foi tema da obra e de Sua Vida. Durante o regime militar, para ele condenava OS Militares e perseguido Chegou a ser. Participou da Campanha das Diretas-Já Publicou (1984) e o poema Inleição Direta 84. Nenhum Ceará, o Governo apoiou semper de Tasso Jereissati (PSDB), a Quem chamava de amigo. Ao Completar 85 anos foi homenageado com o LP Patativa do Assaré - 85 Anos de Poesia (1994), com Participação das duplas de repentistas Ivanildo Vila Nova e Geraldo Amâncio e Otacílio Batista e Oliveira de Panelas.
Tido Como fenômeno da poesia popular nordestina, COM SUA versificação limpida Sobre temas Como o Homem sertanejo eA Luta Pela Vida, Livros SEUS Foram traduzidos em Diversos Idiomas e tornaram-se temas de estudo nd Sorbonne, Na cadeira da Literatura Popular Universal, um soluço Regência Raymond Cantel do Professor.
Contava com Orgulho Que Desde Que comecou uma Trabalhar na agricultura, Nunca Passou UM ano sem botar um roçazinha SUA, um Ser Não não Em que ano Foi AO Pará. Quase sem Audição e cego Desde o final dos anos 90, o grande e modesto poeta brasileiro, com metro e meio hum Apenas de altura, Morreu em SUA casa, em Assaré, interior do Ceará, a Fortaleza 623 quilómetros da capital estadual, AOS 93 anos, Após Falência múltipla dos Órgãos em conseqüência de pneumonia Dupla uma, Além De uma infecção vesícula e nd de Problemas renais, E foi enterrado sem Cemitério São João Batista, NA SUA Cidade natal.
Outros Livros Importantes de SUA Autoria Foram Inspiração nordestina, Cantos de Patativa, Rio de Janeiro (1967), Cante lá Que eu canto cá, Filosofia de hum trovador nordestino, Editora Vozes, Petrópolis (1978), Ispinho e Fulô, SCD, Fortaleza ( 1988) e Balceiro, SCD, Fortaleza (1991), Aqui Coisa MET, Multigraf / Editora, Secretaria da Cultura e Desporto do Estado do Ceará, Fortaleza (1994) e Cordéis, URCA, Universidade Regional do Cariri, Juazeiro do Norte. Foram Produzidos Sobre elemento OS filmes Patativa de Assaré, Um poeta camponês, curta-metragem Documentário, Fortaleza, Brasil (1979) e Patativa do Assaré, Um poeta do povo, curta-metragem Documentário, Fortaleza, Brasil (1984).

Texto: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/antonio-goncalves-da-silva/antonio-goncalves-da-silva.php
Imagem: http://www.oarquivo.com.br/portal/images/stories/biografias/assare.jpg

domingo, 9 de maio de 2010

NOSSO BLOG ESTA SEMANA HOMENAGEIA PATATIVA DO ASSARÉ

      
       A partir de amanhã nosso blog dará início a uma série de homenagens a alguns poetas populares brasileiros. O primeiro nome escolhido foi Patativa do Assaré. Os motivos da escolha é a poesia ímpar desempenhada por um poeta genuíno. Patativa nos presenteou com algumas das mais belas poesias populares de nosso tempo. Convidamos você a viajar esta semana (entre os dias 10 e 15/05)  no universo de um dos maiores ícones brasileiros: Patativa do Assaré. 

sábado, 8 de maio de 2010

LANÇAMENTO DA WEB RÁDIO CORDEL PARAÍBA

      
           Estamos lançando hoje a mais nova web rádio paraibana, a web rádio Cordel Paraíba. De início operaremos exclusivamente com cantoria, canções, aboio, ciranda, coco, declamações, forró e músicas em geral que refletem a nordestinidade paraibana e brasileira. Posteriormente o autor e administrador deste blog, Manoel Belizario, entrará ao vivo para falar sobre Literatura de Cordel e Cultura popular. Declamará cordéis de sua autoria e de outros autores - principalmente poemas dos grandes cordelistas paraibanos. Acesse nossa webrádio.  radiocordelparaiba.listen2myradio.com . De antemão pedimos desculpas aos ouvintes por quaisquer transtornos, pois a web radio está ainda  em construção. 

Horários provisórios de funcionamento da web rádio:
Dias da semana
Manhâ: 6: às 7:00
Noite: 23:00 a zero hora

Fins de semana: 

Manhã: 8:00  às 12:00
Tarde:  14:00 às 17:00

Noite: 20: a zero hora


OBS: Em breve postaremos no blog os horários dos programas ao vivo.

Imagem: http://www.tudocom.net/wp-content/uploads/2009/04/webradio.png

quarta-feira, 5 de maio de 2010

VOCABULÁRIO CABA DA PESTE



Por Galeota

      Sou do Nordeste do Brasil, da Paraíba, e detesto quando as pessoas imitam (= arremedam) o meu sotaque, mas, não posso negar que o nosso vocabulário, realmente, é muito divertido. Aqui vão exemplos de algumas expressões:

Botão é pitôco

Se é miúdo é pixototinho

Se é pequeno é cotôco

Tudo que é bom é massa

Tudo que não tem qualidade é peba

Rir dos outros é mangar

Se é franzino é xôxo

O bobo se chama leso

E o medroso chama frouxo

Tá estranho tá tronxo

Vai sair diz vou chegar

Mendigo é esmolé

Cara (=caba) sem dinheiro é liso

Pernilongo é muriçoca

Chicote se chama açoite

Quem entra sem licença emburaca

Sinal de espanto é vôte!

Se tá folgado tá folote

Se a calça tá curta tá pegando-marreco

Quem tem sorte é cagado

Quem dá furo é fulero

Sujeira de olho é remela

Gente insistente é pegajosa

Agonia é aperreio

Meleca se chama catota

Gases se chamam bufa

Catinga de suor é inhaca

Palhaçada é munganga

Desarrumado é malamanhado

Bainha é abanhado

Pessoa triste é borocoxô

É mesmo! é Iapôis!

Correr atrás de alguém é dar uma carrera

Cabide é ombrêra

Passear é bater perna

Fofoca é babado, resenha

Estouro se chama pipôco

Confusão é rolo …

Bater no carro é dar uma barruada

Jogar fora é jogar no mato

Ficar puto, irado é ficar grosso!

Qualquer coisa é “negócio”

Fazer a volta é arrudiar

Camisa por dentro da calça é ensacar

Se não souber do verbo diz coisar…

Fontes: Imagem: http://www.mel.blogger.com.br/Sertanejo1.jpg
Texto: http://galeota.wordpress.com/2006/11/01/vocabulario-caba-da-peste/

sexta-feira, 30 de abril de 2010

CANÇÃO "RANCHO SEM PORTA" - "OS NONATOS"

(Meus amigos quero dedicar esta canção aos momentos vividos na casinha do outro lado do açude Frutuoso II no sítio Lages e a todos os sítios aonde ainda possamos encontrar simplicidade.)

CANÇÃO "RANCHO SEM PORTA" - "OS NONATOS"
(para ouvir cliq no 1° botão da esq. p/ direita)

Composição: Raimundo Nonato e Nonato Costa

De volta ao passado
Não tem quem me mande
O quem enche os olhos
Não me enche o bucho
Eu não me deslumbro
Com carros de luxo
Me sinto pequeno
Na cidade grande
Na rua eu me estresso no campo eu relaxo
Plantando e colhendo pescando em riacho
O rancho é humilde mas a terra é nossa
No subúrbio triste eu não vejo graça
Passo o dia em casa olhando quem passa
Inalo fuligem respiro fumaça
Isso não é vida pra quem é da roça

Eu ainda quero ver as matas virgens
Andar pelas trilhas e ouvir cachoeiras
Folhear cordel no meio das feiras
Sem romper os laços com minhas origens

Não sou assassino
Pra ver tanta grade
Na casa onde moro
Pra ter segurança
Por estas e outras
Eu sinto saudade
Do rancho sem porta
Onde eu fui criança

De todos os erros que eu já cometi
O pior de tudo foi mudar pr’aqui
Perdendo o costume dos costumes meus
Como os edifícios que interditam vias
Aqui as pessoas são duras e frias
E nesse corre-corre do todos os dias
O dinheiro é posto no lugar de Deus

Eu ainda quero ver as matas virgens
Andar pelas trilhas e ouvir cachoeiras
Folhear cordel no meio das feiras
Sem romper os laços com minhas origens

Eu fui Incubado
No berço da flora
Tenho parentesco
Com o povo nativo
Hoje como um peixe
Fora d’água vivo
Meu mundo está dentro
Do mundo lá fora

Aquele é que é canto aquela é que é vida
Sem droga encontrada sem bala perdida
O povo é feliz e com razão de ser
Eu dou minha alma se Deus der um jeito
Pra que se refaça meu sonho desfeito
Lá se eu viver tudo que tiver direito
Antes de mil anos não dá pra viver.

Eu ainda quero ver as matas virgens

Andar pelas trilhas e ouvir cachoeiras
Folhear cordel no meio das feiras
Sem romper os laços com minhas origens

 Fonte Letra: http://letras.terra.com.br/os-nonatos/1143148/

quinta-feira, 29 de abril de 2010

EDITAL PRÊMIO MAIS CULTURA DE LITERATURA DE CORDEL (Notícias, até que enfim)

( ATÉ QUE ENFIM ALGUÉM DÁ NOTÍCIAS!!!)


Notícias do Mais Cultura
Fonte: site do MINC

Literatura de Cordel

Edital da primeira edição da premiação será publicado no mês de maio




        O Edital Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 – Edição Patativa do Assaré será publicado no mês de maio. Inicialmente, estava previsto que o concurso, anunciado em março pelo Ministério da Cultura, durante a II Conferência Nacional da Cultura, receberia inscrições até o dia 26 de abril.Serão contempladas 200 iniciativas culturais vinculadas à criação e produção, pesquisa, formação e difusão da Literatura de Cordel e linguagens afins, como a Xilogravura, o Repente, o Coco e a Embolada.
      Em breve, as informações sobre a seleção pública - que contará com recursos de R$ 3 milhões - estarão disponíveis no site do Ministério da Cultura, no link Editais, e na página eletrônica do Programa Mais Cultura.

Informações à imprensa: (61) 2024-2628/30.

(Neila Baldi, Ascom DLLL SAI/MinC)

Imagem:http://mais.cultura.gov.br/2010/04/28/literatura-de-cordel/