CORDEL PARAÍBA

**

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



sábado, 3 de abril de 2010

PÁSCOA


PÁSCOA

A páscoa significa
Que Jesus o salvador
Depois de seu sofrimento
Em lugar do pecador
Vence no terceiro dia
A morte e sua tirania.
Ressuscita por amor.

A páscoa significa
Mudança, renascimento.
Agregar boas ações
Ao nosso comportamento.
Vida nova em Jesus Cristo.
Viver um novo momento.

Às vezes nos esquecemos
Deste significado
Envolvidos no sentido
Impostos pelo mercado.
Muitas vezes Jesus Cristo
Nem ao menos é lembrado.

A páscoa deve trazer
Em nós esta reflexão:
Os bons ensinos de Cristo
Têm regido nossa ação?
Temos empreendido gestos
Em favor de nosso irmão?

Em que a gente tem agido
Quanto aos problemas globais?
(Por exemplo, em relação
Às questões ambientais)
Como temos reagido
Diante destes sinais?

Que nesta páscoa, hoje e sempre
A nossa fonte de luz
Sejam as lições deixadas
Por Nosso Senhor Jesus
Que por amor e paixão
Morreu por nós numa cruz.

Demos então de presente:
Ovos de fraternidade;
Pombos de amor e de paz;
Coelhos de caridade;
Cordeiros de harmonia
Girassóis de humildade.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

(modificações para aperfeiçoar a métrica em 21.04.10, 01:02)


sexta-feira, 2 de abril de 2010

POETA DE CORDEL JOSÉ CAMELO DE MELO RESENDE - BIOGRAFIA

José Camelo de Melo Resende Nasceu em 20 de abril em de 1885, Pilõezinhos, Na época distrito de Guarabira (PB). Vai à escola e, jovem, parece aspirar a grandes Voos, Mas como precárias Condições de Meio frustram Seu SEUS sonhos, fazendo-o marceneiro e carpinteiro simples.
A poesia torna-se, então, Válvula de escape SUA inteligência extraordinária para e Imaginação. Começa um escrever folhetos anos sem Início dos 1920, versejando NUMA Língua Perfeita ", COM Precisão métrica da rima e da Que distingué o da maioria dos poetas populares. Ao mesmo tempo, faz-se cantador, compensando Pouco Seu talento parágrafo com improvisar Uma astúcia: decora romances Mesmo Que Ele compõe, criando tramas OU adaptando-as das Histórias Que correm de boca em boca.

Pavão misterioso

Nenhum dos anos FIM 1920, mete-se em complicações e foge parágrafo Rio Grande do Norte, Onde se esconde Por uns tempos. É nessa época Que João Melquíades Ferreira da Silva publica na Paraíba, nome Seu los, o romance Pavão misterioso, obra criada Por José Camelo. Este denuncia o golpe, Mas o romance continuaria a-ser do atribuído um João Melquíades (NE: Até hoje se discute uma Verdadeira Autoria Desse romance).
Seja como for, uma história de Pavão misterioso torna-se UM dos Maiores sucessos da literatura de cordel, Sendo reeditada inúmeras Vezes, Além de Inspirar Peças de teatro, canção, novela de Televisão e Filme de Animação.
Outros romances de José Camelo repercussão ENORME dez Também como, como Grandes Aventuras de Armando e Rosa conhecidos Por Coco Verde e Melancia; Entre o amor eA espada, História de Joãozinho e Mariquinha, O monstro do Rio Negro e Pedrinho e Julinha, editados Todos Por João Martins de Ataíde, no Recife, e reeditados Por José Bernardo da Silva e SEUS Herdeiros, em Juazeiro do Norte.
N º da Vida fim, porém, Quase octogenário, o poeta se Deixa Ganhar Pela frustração e amargura, Destruindo - Segundo seus contemporâneos - UMAs Cinqüenta obras de SUA Autoria. Morre em Rio Tinto (PB), em 28 de outubro de 1964, passando a posteridade Como UM DOS Maiores autores da literatura de cordel brasileira.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

LEANDRO GOMES DE BARROS ("O REI DO CORDEL") - BIOGRAFIA



Leandro Gomes de Barros - O Rei do Cordel - Nasceu nd fazenda Melancia, em Pombal-PB, no dia 19 de novembro de 1865 e faleceu em Recife-PE, no dia 4 de março de 1918, segundo Pesquisadores ALGUNS, vitimado Pela Gripe Espanhola . Era sobrinho materno do padre Vicente Xavier de Farias, ajudou Que um CRIA lo. Por Causa dos maus tratos Que o padre LHE infligia, Fugiu de casa EAo 11 anos, tendão Passado muitas privações (qualquer semelhança com uma história de Canção de Fogo e Alfredo Será mera coincidência Não).
De De acordo com depoimento de SUA bisneta, Cristina Nóbrega, Leandro era hum Nóbrega. Mudou parágrafo Barros em decorrência das desavenças com o Seu tio, o Padre Vicente. QUANDO OS Irmãos do Pe. Vicente morreram, tutor Por Ele Ficou das Duas Famílias. Uma estava falida, e A Outra Tinha Dinheiro. Esse religioso Passou, então, fazer Bens OS Irmão Para o Outro, deixando uma família de Leandro miséria na. E QUANDO Leandro Foi Tomar satisfações, Que Dizer Ele mandou "Ainda não Cabaço Cabia orelha". Leandro, com raiva, Mudou o sobrenome de Nóbrega Barros n º. Sobre essa Sua Vida, Certa Vez Escreveu ele:

Fui hum menino enjeitado
Fui triste logo ao nascer
Nem Uma ave noturna
Tão triste Não Ser PoDE
Eu sou Igual AO deserto
Onde Quer viver Ninguém.

Esse Homem Que me cria,
Me maltrata em tal altura
Que Preso UM Nem não Cárcere
Sofrerá Tanta amargura
Não Foi Deus, impossível É
Que me DEU Tanta amargura

Ele residiu Até os 15 anos de idade não Teixeira, na Paraíba (berço dos Grandes Cantadores do Passado), tendo se Mudado Após esse período parágrafo Vitória de Santo Antão-PE, Onde Casou-se com dona Venustiniana Eulália de Barros, TeVe Quem com Quatro Filhos. Estima-se que SUA Vasta Produção literária, iniciada em 1889, no estado de Pernambuco, atinge Cerca de 600 Títulos, dos Quais Foram tiradas Mais de 10 mil Edições. Entre 1906 e 1917 Foi PROPRIETÁRIO de Uma Pequena parágrafo Impressão Gráfica de SEUS próprios folhetos, em Recife-PE, Sendo Ele Próprio o autor, o Distribuidor EO editor.
SEUS folhetos de cordel Foram de grande Aceitação popular, Como Uma Batalha de Oliveiros E Ferrabrás, A donzela Teodora, A FILHA DO PESCADOR, A FORÇA DO AMOR; ALONSO E MARINA, A MORTE DE ALONSO EA VINGANÇA DE MARINA, A MULHER Roubada, A PRINCESA DA PEDRA FINA, A Prisão DE Oliveiros, A VIDA DE CANÇÃO DE FOGO E SEU Testamento (2 volumes), A VIDA DE PEDRO CEM; AS PROEZAS DE UM Namorado MOFINO; BAMAN E Gercina, O PRÍNCIPE EA FADA; Casamento E Divórcio DA Lagartixa, COMO FEZ Antônio Silvino O Diabo chocar; COMO DERRIBEI O MARCO DO MEIO MUNDO, COMO SE UMA AMANSA sogra; HISTÓRIA DA ÍNDIA NECY; HISTÓRIA DE JOÃO DA CRUZ; HISTÓRIA DO BOI Misterioso; JUVENAL EO DRAGÃO, O AZAR NA CASA DO FUNILEIRO , O CACHORRO DOS mortos; O Casamento DO VELHO E UM NA FESTA desastre; O CAVALO QUE DINHEIRO DEFECAVA; O DINHEIRO (O Enterro do Cachorro); Paga EM O MAL DO BEM; LINO E ROSA DE ALENCAR, O SOLDADO Jogador; OS Sofrimentos DE ALZIRA; A Orfa abandonada; MEIA NOITE NO CABARET; ANTONIO SILVINO, O REI DOS cangaceiros; O Imposto de Honra e tantos outros. Pioneiro Na produção de literatura de cordel nenhum País ", sertanejos e matutos Escreveu parágrafo, cantadores, cangaceiros, almocreves, comboieiros, feirantes e vaqueiros. É lido NAS feiras, fazendas nas, soluçar como Oiticica, NAS horas do 'rancho', no Oitão Pobres das casas, soletrado com amor e admirado com fanatismo ". SEUS romances, histórias em versos Românticas, ainda São Decorados Pelos cantadores.
"Todos Sobre Ele versou temas OS: No Heróico, fez poemas Sobre cangaceiros, Peleja de cantadores, OS Martírios de Genoveva, etc; no novelesco, Branca de Neve, o Boi Misterioso EO Homem Que subiu de aeroplano Até a lua, no satírico, uma cachaça, uma dor de barriga UM noivo de uma mulher do bicheiro; no social, o retirante, o dez - réis do Governo, o Aumento dos Impostos, no religioso, o diabo confessando Uma nova-seita, o Milagroso do Beberibe, Como João Leso vendeu o Bispo; Nos fatos do dia, o cometa, a hecatombe de Garanhuns, o Presidente Afonso Pena; Na Ressurreição dos romances de Cavalaria, a Batalha de Oliveiros com Ferrabrás, a Prisão de Oliveiros, a "donzela Teodora. E etc, etc, etc ...
Foi em 1918 PORQUE Preso o chefe de Polícia Considerou afronta Às Autoridades ALGUNS dos versos da obra O Punhal EA Palmatória, trama Que tratava de hum senhor de engenho assassinado Por hum Homem térios Quem dado em Uma surra. O ERAM versos:

"Nos temos Cinco governos
O primeiro o federal
O segundo o do Estado
O terceiro o municipal
O quarto, a palmatória
E o quinto, o velho punhal. "

Após a morte SUA, em 1918, seu genro Pedro Batista continuou editando uma SUA obra em Guarabira-PB, Fazendo ALGUMAS revisões de linguagem. Ocorreu em 1921 a venda dos Direitos autorais SEUS, Pela Viúva do poeta, a João Martins de Ataíde, Que Passou um Publicar OS folhetos omitindo NAS capas o Nome do autor e alterando o acróstico nd estrofe final de folhetos Para muitos.
Eis ALGUMAS DECLARAÇÕES A respeito de Leandro Gomes de Barros proferidas Por Grandes mestres da cultura brasileira:

HORACIO DE ALMEIDA (Critico literário)
"Como poeta satírico Não TeVe Igual. Metade de SUA obra descamba Para o picaresco".

LUIZ DA CÂMARA CASCUDO (folclorista)
"Um dia, Quando se fizer uma colheita do folclore Poético, reaparecerá o humilde Leandro Gomes de Barros, Vivendo de Fazer versos, Espalhando Uma onda sonora de entusiasmo e de alacridade triste face nd do sertão".

CARLOS DRUMOND DE ANDRADE Poeta ():
"Não Foi príncipe de poetas do asfalto, Mas foi, sem Julgamento do povo, rei da poesia do sertão, e do Brasil em estado puro".

BELARMINO DE FRANÇA (Poeta popular):

Leandro Gomes de Barros
Pra dotado Nasceu Versar
Entre TODOS OS poetas
Foi o semper Mais inspirado
Mas Ele Deixou Morreu
Seu Nome imortalizado.

Sou Filho da terra MESMA
Onde Nasceu Leandro
Pombal Meu Torrão natal
Nos Pertence, seu e e Meu
Certo Poético dom Que Meu
Ficou Longe Bem do Seu.

Ariano Suassuna (Teatrólogo):

"Para MIM, o príncipe dos poetas brasileiros e Leandro Gomes de Barros, autor de Dois dos Três Que me inspirei em folhetos n. escrever o Auto da Compadecida: O Enterro do Cachorro e A História do Cavalo Que Defecava Dinheiro".

LEANDRO POR ELE MESMO
A cabeça grande e redonda Tanto hum Bem,
O Nariz, afilado, grosso Pouco UM;
Como Orelhas Não São muito pequenas,
Beiço fino e Não Pescoço Quase dez.
Tem um Pouco fala fina, hum som sem Voz,
De cor branca e altura regular,
Pouca Barba, Bigode fino e louro,
UM Cambaleia Tanto Quanto andar AO.

Grandes Olhos, azuis Bem, da cor do mar;
Corpo mole, Mas não é tipo Esquisito,
Tem Pessoas Que Acham o Muito feio,
Mas mamãe, QUANDO VIU o, Achou bonito!


Fonte: Blog Cultura Nordestina
Imagem: http://www.enciclopedianordeste.com.br/imagens/biografias/751.jpg

quarta-feira, 31 de março de 2010

A ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL

    
      A Academia Brasileira de Literatura de Cordel é a entidade literária máxima a reunir, no Brasil, os expoentes deste gênero literário típico da Região Nordeste do país, com sede no Rio de Janeiro, e fundada a 7 de setembro de 1988. (Fonte: Wikipedia)
       Contando com acervo de já 13 mil títulos, o cordelista Gonçalo Ferreira da Silva capitaneou sua fundação, no Rio, através de etapas que, com apoio da Federação das Academias de Letras no Brasil, culminou com a aquisição de sede própria, reunindo na antiga capital do Brasil a entidade máxima do gênero. (Fonte: Wikipedia).
        Constituída por quarenta Cadeiras, assim como a Academia francesa que a todas as Academias serve de modelo, cada uma delas sob um Patronato, como a Brasileira, possui ainda a categoria de Sócios Beneméritos.

        Apesar de ser Brasileira, apenas vinte e cinco por cento de suas quarenta cadeiras estão reservadas a não-moradores da capital carioca. Situa-se à Rua Leopoldo Fróes, Nº 37, bairro de Santa Teresa.
(Fonte: Wikipedia).

FUNDADORES

Apolônio Alves dos Santos
José João dos Santos(Azulão)
Cícero Viera da Silva(Mocó)
Expedito Ferreira da Silva
Elias A. de Carvalho
Gonçalo Ferreira da Silva
Hélio Dutra(Santa Rita)
Manoel D`Almeida Filho
Paulo Nunes Batista
Eunice Cézae Souza
Miriam Machado Bellini
Cícero Quaresma Fernandes
Sebastião Campelo(Sepalo)
Waldomiro Félix Galvão
Rodolfo Coelho
Cavalcanti Filho
José Alves Sobrinho
Gonçalo Gonçalves Bezerra
Minelvino Francisco Silva
Homero do Rêgo Barros
Francisco Sales Arêda
João Lucas Evangelista
Abraão Batista
Pedro Bandeira de Caldas
João de Cristo Rei
João Alves Santos
Salomão Rovedo(Sá de João Pessoa)
Severino Borges da Silva
José Costa Leite
Ivanildo Vila Nova
Luiz Gonzaga de Lima
João Firmino Cabral
Manoel Pereira Sobrinho
Manoel Alves de Souza(Santa Maria)
Eneas Tavares dos Santos
Antônio Teodoro dos Santos
Antônio Alves de Lima
Manoel Messias
Maria do Livramento
(Fonte: Site da ABLC)

Patronos e Membros


Cadeira        Patrono                                 Ocupante
 
1        Leandro Gomes de Barros           Cadeira vaga
  
2        José Pedro de Barros                  Cadeira vaga

3        Firmino Teixeira do Amaral          Gonçalo Ferreira da Silva

4        Apolônio Alves dos Santos           Moreira de Acopiara

5        José Camelo                                João José dos Santos

6        Guerra Vascurado                       Sepalo Campelo

7        João Martins de Athayde             Marcus Lucenna

8        Sebastião Nunes Batista               Abelardo Nunez

9        Luiz da Costa Pinheiro                 Olegário Alfredo

10      Catulo Cearense                          Cadeira vaga

11      José Pacheco                               Klévisson Viana

12     Francisco das Chagas Batista        Paulo Nunes Batista

13     Delarme Monterio Silva                 Marco Haurélio

14     Pacífico Pacato Cordeiro Manso   William J. G. Pinto

15     Patativa do Assaré                         Antônio Francisco Teixeira de Melo

16     Veríssimo de Melo                        Adriana Cordeiro Azevedo

17     Silvino Pirauá                                Manoel Santamaria

18     José Bernardo da Silva                 Maria Rosário Pinto

19     Leonardo Mota                            Messody Ramiro Benoliel

20     Manoel D'Almeida Filho               Glória Fontes Puppin

21     Joaquim Batista de Sena               Guaipuan Vieira

22     Antônio Batista Guedes                Argeu Sebastião da Motta

23     Capistrano de Abreu                    Agenor Ribeiro

24     Silvio Romero                              Heloisa Crespo

25     Juvenal Galeno                             Francisco Silva Nobre

26     Luís da Câmara Cascudo             Crispiniano Neto

27     M. Cavalcante Proença                Zayra Coutinho

28     Caetano Cosme da Silva              Cadeira vaga

29     Manoel Caboclo e Silva               Maria Luiza

30     José Galdino da Silva                   Duda Cícero Pedro de Assis

31    Umberto Peregrino                       Ivamberto Albuquerque Oliveira

32     José da Luz                                 Antônio de Araújo (Campinense)

33     Rodolfo Coelho Cavalcante         Wanda Brauer

34     Manoel Camilo dos Santos           Luis Nunes Alves (Severino Sertanejo)

35     José Praxedes                              Cadeira vaga

36      Adelmar Tavares                         Antônio Bispo dos Santos

37      José Soares                                 J. Victtor

38      Manoel Tomaz de Assis               Manoel Monteiro

39      Sebastião do Nascimento             Cadeira vaga

40      João Mequíades Ferreira             Arievaldo Viana

Fonte wikipedia
     A cadeira de n° 21, pertencente ao poeta Joaquim Batista de Sena, paraibano de Patos, que residiu muitos anos no Ceará, em Redenção, será ocupada pelo poeta piauiense Guaipuan Vieira, radicado no Ceará. Guaipuan foi o responsável em Fortaleza, na década de 80 pela retomada dessa cultura de feira, contribuiu para que na década de 90 surgissem novas entidades e editoras em todo o Nordeste. A escolha da ABLC,por este vate do cordel é de grande importância, enriquece muito mais seu quadro.
Fonte wikipedia.

Imagem: http://blog.farofa.net/up/f/fa/blog.farofafilmes.com/img/ilustra_esq4.gif

terça-feira, 30 de março de 2010

SOBRE MANOEL BELIZARIO



(Escritor de cordel [e outros estilos de poesia], romance, conto, crônica teatro e novela.)

É licenciado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba; é especialista em Língua, Linguagem e Literatura; é natural de Aguiar (PB) e atualmente reside em João Pessoa onde trabalha como professor de Língua Portuguesa nas redes estadual (da Paraíba) e municipal (de João Pessoa).
Na estilística do cordel, é autor dos seguintes folhetos, livros e poemas:

 FOLHETOS

A arte de pirangar – 2009
A médica que apodreceu em vida por ter maltratado os pacientes (folheto) – 2009
Alerta ao usuário do Orkut – 2007
As aventuras de Teó da Lage em busca de assombração – 2011
Carta de Satanás ao Sistema Correio de Comunicação – 2009
Carta de m jumento à CNBB por causa das presepadas de um bispo – 2009
Carta do primo jumento ao goleiro Bruno – 2010
Cordel do ECA – 2007
Conselhos de mãe – 2004 
Fora Ricardo Teixeira – 2011
História de trancoso – 2004
Homenagem ao CQC – 2010
Homenagem aos políticos corruptos – 2008
Lamentos de uma Tuia – 2008
Melancolias de um Sertanejo Longe de Seu Torrão – 2009
O assassinato da juíza Patrícia Acioli – 2011
O Casamento da Feira de Caruaru com o Povo Brasileiro – 2010
O Homem que teve 300 mil filhos depois de morto – 2009
O Político que analisou o peido e a bufa por falta do que fazer– 2009
O político que engabelou o povo comprando voto fiado nas eleições de 2008 – 2008
O romeiro e a promessa – 2009
O surgimento da mentira no brasil – 2010
Passeio em São Merdoê – 2008
Paulistas do paraguai no sertão – 2009
Peleja do aluno preguiçoso com o estudioso – 2004
Plano de assistência Social de João Pessoa – 2011
Recordando o Aguiar: meu torrão natal – 2010
Satan Processa Bin Laden e Bush Por Plágio e Difamação – 2007
Sítio Lages: a capital de Aguiar – 2010
Tributo ao sítio Oitis – 2010
Triste fim do jovem Besta Fera – 2010
Tiradentes: o lado mais fraco da corda – 2010
Tom e Macicley: uma história de amor – 2010
Tributo ao índio – 2010  
Versos em homenagem ao amigo Luiz – 2010
    
POEMAS (disponíveis na internet )

A chuva e o vento feito gato e rato – 2010
A arte da babação – 2012
Adeus morcego (de Augusto dos Anjos) – 2016
A confusão do IPED – 2015
À Pedra Bonita – 2016
À repugnância de “psicologia de um vencido” (do poeta Augusto dos Anjos) – 2016
Ao Padre Amâncio – 2016 
Aos logos os cordeiros – 2015
Ao verme operário das ruínas do poeta Augusto dos Anjos – 2016
Ápice e declínio de nossos impérios – 2016
As 200 mil toneladas de lixo que o gato comeu – 2015
Beco sem saída ou sem luzes no fim do túnel – 2014
Boicote no curral do poderio (poema) – 2015
Campanha para ajudar o nobre deputado Abelardo Camarinha – 2011
Candidatos A ou B ou Conveniências – 2014
Conversa com a saudosa arte cordel – 2010
Conselhos aos servos do rei sertão – 2010
Dia dos jovens – 2010
Dia mundial da saúde – 2010
Dilma presidente para dar continuidade ao governo nota mil – 2010
Eduardo Cunha e a ilusão voluntária – 2015
Emanuelle completa três aninhos de idade – 2018
Filme da vida real – 2018
Flor mulher – 2010
Hugo Mota: o deputado da pizza – 2015
João Pessoa: uma aventura na tábua de pirulito ou passeio em buracolândia – 2015
Lamento de um riacho sertanejo – 2006
Meu primeiro livro – 2011 O alimento cordel – 2011
Meu sertão sertanejo – 2010
Palavras ao vento nas cascatas da Web – 2010
Páscoa – 2010
Pedaços de silêncio – 2010
Reunião no céu sobre a copa do mundo – 2010
Semeando cordel na plataforma da WEB – 2011
Mensagem dos professores aos alunos concluintes do Augusto dos Anjos João Pessoa – 2016
Meu  sertão particular – 2015
Nuvens nas nuvens – 2018
Ode à madrugada – 2010
O amor de Emanuelle – 2015
Paraíba Saqueada – 2011
Privatização da arte – 2015
O pato arrependido – 2016
Parabéns, Emanuelle – 2017 Parabéns, Campina Grande – 2010
Poesia sertã – 2010
Por Justiça Social – 2010
Setenta por cento de espinhos – 2015
São João Sertanejo – 2007 Velório no sertão – 2010
Sertão Sertanejo, Sertanejo Sertão – 2010
Versos para minha mãe Maria José – 2017
Versos para Rosário – 2012
Vossa excrescência – 2016
Vinde à nós ó poesia – 2015

   LIVROS
      Trágica história de amor – 2018

Na área poética diversa do estilo do cordel, publicou as seguintes obras:

LIVROS

Cavalgando o Sol – 2015

POEMAS

Capital da Paraíba – 2010
Dorme em paz, meu defunto – 2010
Irmã Dorothy Stang – 2010
O Amor Pelo Torrão Desperta a Resistência Sertaneja – 2010

Além disso, foi premiado nos seguintes concursos de poesia:

1°Concurso de Poesia Narciso Araújo da Academia de Artes Cultura e Letras de Marataízes – ES (2013) – poema “Palavragem;
Prêmio Cataratas de Contos e Poesias de Foz do Iguaçu, PR (2012/2013) – Poema “Receita de Po(ema)";
10º Concurso de ‘Poemas no Ônibus’ de Gravataí, RS (2013) – poema “Transferidor”;
Sarau Virtual “Reticências em Versos”, Guarulhos, SP (2013) – poema “Ipsis Litteris” (publicado na obra "Poesia em Trânsito").


Parte de sua obra está disponível gratuitamente em sites e blogs na internet podendo ser acessada por meio de buscadores ou pelo blog cordelparaiba.blogspot.com.

(Atualizado em 2018)

POR JUSTIÇA SOCIAL




Caros amigos a vida
É cheia de diferenças
Tanto pobre e pouco rico
Tornando a vida mais tensa
Luto pela igualdade
Essa é a minha crença.

Creio num mundo feliz
Bem bonito de se vê
Quem sabe não é o verso
"Viage a São Saruê"
Ali caberá a todos
Eles, vós, nós e você.

Sou Manoel Belizario
Junte-se a mim meu amigo
Lutemos contra a maldade
O que traduzir perigo
Para a nossa humanidade
Levemos a igualdade
Pra tudo o que for abrigo.

Comecemos pois agora
Para a luta acirrar
O primeiro passo é
A gente se empenhar
Em frequentar a escola
Vamos vem vamos embora
Para a vida melhorar.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

CORDEL: DILMA PRESIDENTE PARA DAR CONTINUIDADE AO GOVERNO NOTA MIL

Se o povo brasileiro
Forçar um pouco a memória
Vai se lembrar como era
A nossa triste história.
Antes do governo Lula
O Brasil não tinha glória.

Lembra que FHC
Vendia sem ter pudor
As estatais brasileiras
Por irrisório valor?
Até queria vender
O Brasil ao exterior?

Falo da ALCA que ele
Almejava implantar
-Área de Livre Comércio
Das Américas - que má
Destruiria o Brasil
Lula deu chega pra lá.

Antes do governo Lula
Não existia concurso
Porque para FHC
O que geria o transcurso
Do governo era a geral
Terceirização em curso.

Já Lula pelo contrário
Não quer terceirização
Geral porque para ele
O que governa a nação
É o povo apoderado
De seus órgãos de gestão.

Porque quando terceiriza
Só um terá o poder
Sobre os outros e então
Tudo piora porque
Aumenta a exploração
E em conseqüência o sofrer.

Foi por causa do governo
Lula que em todo Brasil
Agora temos concursos
Como nunca antes se viu
Lula nunca quis vender
Nossa pátria e mãe gentil.

FHC prioriza
O modo neoliberal
O qual iguala o humano
À esfera irracional
Que compete e vence aquele
Com maior força letal.

Lula não governa assim.
Para ele o principal
É fazer uma política
Longe do individual
Dividindo a produção
Em favor do social.

Caro eleitor pense bem
Na hora que for votar:
Qual o governo é o melhor,
Qual dos dois deve ganhar?
Dilma representa Lula
Serra é cria de FH.

Lula fez mais que melhor
Por este nosso Brasil
Temos que retribuir
Todo o seu gesto gentil:
Vote Dilma presidente
Para continuar, gente,
O governo nota mil.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto, João Pessoa, 28.03.2010
Fonte image: http://3.bp.blogspot.com/_nIhHylcueUs/SbrKYXUB6zI/AAAAAAAAX6M/fwxdIJVnDAc/s320/dilma+e+lula+usina+hidreletrica.jpg

segunda-feira, 29 de março de 2010

ESCRITOR JOSÉ HUMBERTO DA SILVA ME PLAGIA NOVAMENTE

Desta vez o safado plagiou o poema Flor Mulher

Novamente meus leitores
Passo por decepção
O tal do JOSÉ HUMBERTO
DA SILVA um safadão,
Plagiou outro poema
Meu, cê acredita, irmão?

Desta vez vez minha mensagem
Não vai pra aquele safado,
(Autor de meia tigela,
Vigarista e discarado)
Vai pra o recanto das Letras
O coito do desgramado.

Site RECANTO DAS LETRAS
Não envergonhe a história
Dando coito a um safado
Que aproveita a glória
De quem sabe escrever
Pra se gabar em vanglória.

Site RECANTO DAS LETRAS
Que recanto é você?
Acolhendo desonestos.
Meus Deus em quem eu vou crer?
Quem acoita um safado
Já deve lhe conhecer.

Porque tenho uma amiga
Escritora de mão cheia
Que me disse que o safado
Pega poesia alheia
Inclusive uma dela.
Veja só que coisa feia!

Sr. RECANTO DAS LETRAS

Não faça cara tristonha.
Não finja q não sabia
Com explicação bisonha.
Você deve se limpar
Varrer a casa e deixar
De acolher sem-vergonha.
Autor: Manoel Messias Belizario Neto, 28. 03.10
Fonte imagem: http://uei2005.blogs.sapo.pt/arquivo/mentiras.jpg
Link do poema original, Flor Mulher:
Link do plágio



domingo, 28 de março de 2010

O SURGIMENTO DA MENTIRA NO BRASIL




Leitor, para ser um homem
Ou uma mulher de verdade
A criatura precisa
Ter no mínimo honestidade
Que é a mãe dos princípios
Morais de uma sociedade.

Hoje em dia é comum
Homem e mulher de mentira.
Nesse verso vou narrar
De onde isto surgira.
Trazer à tona a verdade.
Esta é a minha mira.

Toda a saga tem início
Nas plagas de Portugal
Ainda na construção
Da esquadra de Cabral.
A mentira se escondeu
No porão de uma nau.

Coitada quase morreu
De calor, fome e sede.
Porém aguentou calada,
Encostada na parede.
Pensando:’que bom seria
Se já existisse rede’!

Quando em 1500
Cabral chegou no Brasil
A mentira, de fininho,
Do seu recanto saiu.
Passou pelos tripulantes.
Pulou no mato e sumiu.

A verdade já morava
Nas terras de Pindorama.
Ninguém avisou a ela
Para apagar as chamas
Que a mentira acendia
Em favor de sua trama.

A mentira foi ganhando
Importância no reinado.
Disfarçada de verdade
Tinha todos do seu lado.
Portugueses e indígenas
Por ela foram enganados.

Já a verdade, coitada,
Caiu numa confusão.
Confundida com a mentira
Foi levada à inquisição.
Escapando da fogueira
Se exilou no sertão.

Por isso que no sertão
Inda hoje tem sofrimento.
Porque a verdade quer
Eleger seu movimento.
Mas a mentira vem antes
E conquista o parlamento.

Com a verdade exilada
A mentira ganha fácil.
Vai abrindo filiais
No país sem embaraço.
Aonde hoje é Brasília
Ela constrói seu palácio.

Nos fundos deste palácio
Ela faz seu cemitério.
Quem foi enterrado lá?
Até hoje é um mistério.
No lugar hoje se encontra
Os prédios dos ministérios.

Já em 1700
Com o mundo modernizado
A mentira decidiu
Abandonar seu reinado.
Em pouco tempo o palácio
Estava arruinado.

Na década de 50,
Coitado de JK!
Inocente escolheu
O mesmíssimo lugar
Que a mentira habitou
Para a Brasília implantar.

Por um tempo no país
Houve paz e harmonia.
Foram buscar a verdade.
Deram-lhe a anistia.
Pena que a tempestade
Vem depois da calmaria.

Porque a mentira estava
Na Europa passeando
Quando viu numa esquina
Um jornaleiro gritando
Que a capital brasileira
Estaria prosperando.

A mentira ao vir a foto
Conheceu na mesma hora.
Passou um desconhecido
E perguntou: ‘por que chora’?
A mentira disse:’eu
Estou muito triste agora’.

‘Há alguns anos atrás
Eu morei em um país.
Lá fiz amigos, riqueza,
Aprontei tudo o que quis.
Escolhi um lugar lindo
E ergui uma matriz.’

‘Por estar podre de rica
Resolvi abandonar
O país e me botei
Por este mundo a andar.
Curtir a vida e também
Outro povo atasanar.’

‘Vi agora no jornal
Que minha linda morada,
Construída com suor,
Dela não resta mais nada.
Fizeram uma cidade
Onde ficava a coitada.’

‘Sabe de uma coisa, amigo,
Farei a seguinte trilha:
Vou retornar ao Brasil,
À cidade de Brasilia.
O bom filha a casa torna,
Para rever a família’.

‘Quero de volta o palácio
Porque é meu de direito.
Se eu não for atendida
Levarei tudo no eito.
Dissemino a inverdade.
Todo o país desajeito.’

Ao dizer isto partiu
De trem, rumo ao oceano.
Pegou o primeiro navio.
Traçou um único plano:
Ou tinha tudo de volta,
Ou espalharia dano.

Numa tarde de verão
Ela aporta na Bahia.
Vê um Brasil diferente
Daquele que conhecia.
Agradou-se do lugar,
Porém ficar não podia.

Quando chegou em Brasília
Ficou muito emocionada
Ao rever aquelas terras
Que fora sua morada
Cheia de gente vivendo
Em casas modernizadas.


Avistou a Esplanada
Dos Ministérios pomposa.
Disse: ‘não tenho o palácio,
Minha mansão fabulosa.
Mas tenho em seu lugar
Uma construção honrosa’.

‘Sabe de uma coisa, amigo,
Não quero a morada antiga.
Vou ficar é nesta nova.
Besteira entrar em briga.
O chalé aqui é grande.
Qualquer quartinho me abriga.’

A mentira se instalou
No prédio da Esplanada
Do Ministérios e até
Hoje lá está plantada.
Vez em quando sai da toca
Pra tomar sol na calçada.

Às vezes ela percorre,
Em excursão, o Brasil.
Depois volta alegremente
Com um olhar infantil
À sua eterna morada.
Tem recepção gentil.


Por isso, caros leitores,
Que temos corrupção.
Não culpe a classe política.
Dê a ela seu perdão.
A culpa é dessa mentira
Em constante tentação.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

Fonte imagem:http://www.disquefacilteresina.com.br/images/conteudo/mentira.jpg