CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



terça-feira, 30 de março de 2010

SOBRE MANOEL BELIZARIO



(Escritor de cordel [e outros estilos de poesia], romance, conto, crônica teatro e novela.)

É licenciado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba; é especialista em Língua, Linguagem e Literatura; é natural de Aguiar (PB) e atualmente reside em João Pessoa onde trabalha como professor de Língua Portuguesa nas redes estadual (da Paraíba) e municipal (de João Pessoa).
Na estilística do cordel, é autor dos seguintes folhetos, livros e poemas:

 FOLHETOS

A arte de pirangar – 2009
A médica que apodreceu em vida por ter maltratado os pacientes (folheto) – 2009
Alerta ao usuário do Orkut – 2007
As aventuras de Teó da Lage em busca de assombração – 2011
Carta de Satanás ao Sistema Correio de Comunicação – 2009
Carta de m jumento à CNBB por causa das presepadas de um bispo – 2009
Carta do primo jumento ao goleiro Bruno – 2010
Cordel do ECA – 2007
Conselhos de mãe – 2004 
Fora Ricardo Teixeira – 2011
História de trancoso – 2004
Homenagem ao CQC – 2010
Homenagem aos políticos corruptos – 2008
Lamentos de uma Tuia – 2008
Melancolias de um Sertanejo Longe de Seu Torrão – 2009
O assassinato da juíza Patrícia Acioli – 2011
O Casamento da Feira de Caruaru com o Povo Brasileiro – 2010
O Homem que teve 300 mil filhos depois de morto – 2009
O Político que analisou o peido e a bufa por falta do que fazer– 2009
O político que engabelou o povo comprando voto fiado nas eleições de 2008 – 2008
O romeiro e a promessa – 2009
O surgimento da mentira no brasil – 2010
Passeio em São Merdoê – 2008
Paulistas do paraguai no sertão – 2009
Peleja do aluno preguiçoso com o estudioso – 2004
Plano de assistência Social de João Pessoa – 2011
Recordando o Aguiar: meu torrão natal – 2010
Satan Processa Bin Laden e Bush Por Plágio e Difamação – 2007
Sítio Lages: a capital de Aguiar – 2010
Tributo ao sítio Oitis – 2010
Triste fim do jovem Besta Fera – 2010
Tiradentes: o lado mais fraco da corda – 2010
Tom e Macicley: uma história de amor – 2010
Tributo ao índio – 2010  
Versos em homenagem ao amigo Luiz – 2010
    
POEMAS (disponíveis na internet )

A chuva e o vento feito gato e rato – 2010
A arte da babação – 2012
Adeus morcego (de Augusto dos Anjos) – 2016
A confusão do IPED – 2015
À Pedra Bonita – 2016
À repugnância de “psicologia de um vencido” (do poeta Augusto dos Anjos) – 2016
Ao Padre Amâncio – 2016 
Aos logos os cordeiros – 2015
Ao verme operário das ruínas do poeta Augusto dos Anjos – 2016
Ápice e declínio de nossos impérios – 2016
As 200 mil toneladas de lixo que o gato comeu – 2015
Beco sem saída ou sem luzes no fim do túnel – 2014
Boicote no curral do poderio (poema) – 2015
Campanha para ajudar o nobre deputado Abelardo Camarinha – 2011
Candidatos A ou B ou Conveniências – 2014
Conversa com a saudosa arte cordel – 2010
Conselhos aos servos do rei sertão – 2010
Dia dos jovens – 2010
Dia mundial da saúde – 2010
Dilma presidente para dar continuidade ao governo nota mil – 2010
Eduardo Cunha e a ilusão voluntária – 2015
Emanuelle completa três aninhos de idade – 2018
Filme da vida real – 2018
Flor mulher – 2010
Hugo Mota: o deputado da pizza – 2015
João Pessoa: uma aventura na tábua de pirulito ou passeio em buracolândia – 2015
Lamento de um riacho sertanejo – 2006
Meu primeiro livro – 2011 O alimento cordel – 2011
Meu sertão sertanejo – 2010
Palavras ao vento nas cascatas da Web – 2010
Páscoa – 2010
Pedaços de silêncio – 2010
Reunião no céu sobre a copa do mundo – 2010
Semeando cordel na plataforma da WEB – 2011
Mensagem dos professores aos alunos concluintes do Augusto dos Anjos João Pessoa – 2016
Meu  sertão particular – 2015
Nuvens nas nuvens – 2018
Ode à madrugada – 2010
O amor de Emanuelle – 2015
Paraíba Saqueada – 2011
Privatização da arte – 2015
O pato arrependido – 2016
Parabéns, Emanuelle – 2017 Parabéns, Campina Grande – 2010
Poesia sertã – 2010
Por Justiça Social – 2010
Setenta por cento de espinhos – 2015
São João Sertanejo – 2007 Velório no sertão – 2010
Sertão Sertanejo, Sertanejo Sertão – 2010
Versos para minha mãe Maria José – 2017
Versos para Rosário – 2012
Vossa excrescência – 2016
Vinde à nós ó poesia – 2015

   LIVROS
      Trágica história de amor – 2018

Na área poética diversa do estilo do cordel, publicou as seguintes obras:

LIVROS

Cavalgando o Sol – 2015

POEMAS

Capital da Paraíba – 2010
Dorme em paz, meu defunto – 2010
Irmã Dorothy Stang – 2010
O Amor Pelo Torrão Desperta a Resistência Sertaneja – 2010

Além disso, foi premiado nos seguintes concursos de poesia:

1°Concurso de Poesia Narciso Araújo da Academia de Artes Cultura e Letras de Marataízes – ES (2013) – poema “Palavragem;
Prêmio Cataratas de Contos e Poesias de Foz do Iguaçu, PR (2012/2013) – Poema “Receita de Po(ema)";
10º Concurso de ‘Poemas no Ônibus’ de Gravataí, RS (2013) – poema “Transferidor”;
Sarau Virtual “Reticências em Versos”, Guarulhos, SP (2013) – poema “Ipsis Litteris” (publicado na obra "Poesia em Trânsito").


Parte de sua obra está disponível gratuitamente em sites e blogs na internet podendo ser acessada por meio de buscadores ou pelo blog cordelparaiba.blogspot.com.

(Atualizado em 2018)

POR JUSTIÇA SOCIAL




Caros amigos a vida
É cheia de diferenças
Tanto pobre e pouco rico
Tornando a vida mais tensa
Luto pela igualdade
Essa é a minha crença.

Creio num mundo feliz
Bem bonito de se vê
Quem sabe não é o verso
"Viage a São Saruê"
Ali caberá a todos
Eles, vós, nós e você.

Sou Manoel Belizario
Junte-se a mim meu amigo
Lutemos contra a maldade
O que traduzir perigo
Para a nossa humanidade
Levemos a igualdade
Pra tudo o que for abrigo.

Comecemos pois agora
Para a luta acirrar
O primeiro passo é
A gente se empenhar
Em frequentar a escola
Vamos vem vamos embora
Para a vida melhorar.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

CORDEL: DILMA PRESIDENTE PARA DAR CONTINUIDADE AO GOVERNO NOTA MIL

Se o povo brasileiro
Forçar um pouco a memória
Vai se lembrar como era
A nossa triste história.
Antes do governo Lula
O Brasil não tinha glória.

Lembra que FHC
Vendia sem ter pudor
As estatais brasileiras
Por irrisório valor?
Até queria vender
O Brasil ao exterior?

Falo da ALCA que ele
Almejava implantar
-Área de Livre Comércio
Das Américas - que má
Destruiria o Brasil
Lula deu chega pra lá.

Antes do governo Lula
Não existia concurso
Porque para FHC
O que geria o transcurso
Do governo era a geral
Terceirização em curso.

Já Lula pelo contrário
Não quer terceirização
Geral porque para ele
O que governa a nação
É o povo apoderado
De seus órgãos de gestão.

Porque quando terceiriza
Só um terá o poder
Sobre os outros e então
Tudo piora porque
Aumenta a exploração
E em conseqüência o sofrer.

Foi por causa do governo
Lula que em todo Brasil
Agora temos concursos
Como nunca antes se viu
Lula nunca quis vender
Nossa pátria e mãe gentil.

FHC prioriza
O modo neoliberal
O qual iguala o humano
À esfera irracional
Que compete e vence aquele
Com maior força letal.

Lula não governa assim.
Para ele o principal
É fazer uma política
Longe do individual
Dividindo a produção
Em favor do social.

Caro eleitor pense bem
Na hora que for votar:
Qual o governo é o melhor,
Qual dos dois deve ganhar?
Dilma representa Lula
Serra é cria de FH.

Lula fez mais que melhor
Por este nosso Brasil
Temos que retribuir
Todo o seu gesto gentil:
Vote Dilma presidente
Para continuar, gente,
O governo nota mil.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto, João Pessoa, 28.03.2010
Fonte image: http://3.bp.blogspot.com/_nIhHylcueUs/SbrKYXUB6zI/AAAAAAAAX6M/fwxdIJVnDAc/s320/dilma+e+lula+usina+hidreletrica.jpg

segunda-feira, 29 de março de 2010

ESCRITOR JOSÉ HUMBERTO DA SILVA ME PLAGIA NOVAMENTE

Desta vez o safado plagiou o poema Flor Mulher

Novamente meus leitores
Passo por decepção
O tal do JOSÉ HUMBERTO
DA SILVA um safadão,
Plagiou outro poema
Meu, cê acredita, irmão?

Desta vez vez minha mensagem
Não vai pra aquele safado,
(Autor de meia tigela,
Vigarista e discarado)
Vai pra o recanto das Letras
O coito do desgramado.

Site RECANTO DAS LETRAS
Não envergonhe a história
Dando coito a um safado
Que aproveita a glória
De quem sabe escrever
Pra se gabar em vanglória.

Site RECANTO DAS LETRAS
Que recanto é você?
Acolhendo desonestos.
Meus Deus em quem eu vou crer?
Quem acoita um safado
Já deve lhe conhecer.

Porque tenho uma amiga
Escritora de mão cheia
Que me disse que o safado
Pega poesia alheia
Inclusive uma dela.
Veja só que coisa feia!

Sr. RECANTO DAS LETRAS

Não faça cara tristonha.
Não finja q não sabia
Com explicação bisonha.
Você deve se limpar
Varrer a casa e deixar
De acolher sem-vergonha.
Autor: Manoel Messias Belizario Neto, 28. 03.10
Fonte imagem: http://uei2005.blogs.sapo.pt/arquivo/mentiras.jpg
Link do poema original, Flor Mulher:
Link do plágio



domingo, 28 de março de 2010

O SURGIMENTO DA MENTIRA NO BRASIL




Leitor, para ser um homem
Ou uma mulher de verdade
A criatura precisa
Ter no mínimo honestidade
Que é a mãe dos princípios
Morais de uma sociedade.

Hoje em dia é comum
Homem e mulher de mentira.
Nesse verso vou narrar
De onde isto surgira.
Trazer à tona a verdade.
Esta é a minha mira.

Toda a saga tem início
Nas plagas de Portugal
Ainda na construção
Da esquadra de Cabral.
A mentira se escondeu
No porão de uma nau.

Coitada quase morreu
De calor, fome e sede.
Porém aguentou calada,
Encostada na parede.
Pensando:’que bom seria
Se já existisse rede’!

Quando em 1500
Cabral chegou no Brasil
A mentira, de fininho,
Do seu recanto saiu.
Passou pelos tripulantes.
Pulou no mato e sumiu.

A verdade já morava
Nas terras de Pindorama.
Ninguém avisou a ela
Para apagar as chamas
Que a mentira acendia
Em favor de sua trama.

A mentira foi ganhando
Importância no reinado.
Disfarçada de verdade
Tinha todos do seu lado.
Portugueses e indígenas
Por ela foram enganados.

Já a verdade, coitada,
Caiu numa confusão.
Confundida com a mentira
Foi levada à inquisição.
Escapando da fogueira
Se exilou no sertão.

Por isso que no sertão
Inda hoje tem sofrimento.
Porque a verdade quer
Eleger seu movimento.
Mas a mentira vem antes
E conquista o parlamento.

Com a verdade exilada
A mentira ganha fácil.
Vai abrindo filiais
No país sem embaraço.
Aonde hoje é Brasília
Ela constrói seu palácio.

Nos fundos deste palácio
Ela faz seu cemitério.
Quem foi enterrado lá?
Até hoje é um mistério.
No lugar hoje se encontra
Os prédios dos ministérios.

Já em 1700
Com o mundo modernizado
A mentira decidiu
Abandonar seu reinado.
Em pouco tempo o palácio
Estava arruinado.

Na década de 50,
Coitado de JK!
Inocente escolheu
O mesmíssimo lugar
Que a mentira habitou
Para a Brasília implantar.

Por um tempo no país
Houve paz e harmonia.
Foram buscar a verdade.
Deram-lhe a anistia.
Pena que a tempestade
Vem depois da calmaria.

Porque a mentira estava
Na Europa passeando
Quando viu numa esquina
Um jornaleiro gritando
Que a capital brasileira
Estaria prosperando.

A mentira ao vir a foto
Conheceu na mesma hora.
Passou um desconhecido
E perguntou: ‘por que chora’?
A mentira disse:’eu
Estou muito triste agora’.

‘Há alguns anos atrás
Eu morei em um país.
Lá fiz amigos, riqueza,
Aprontei tudo o que quis.
Escolhi um lugar lindo
E ergui uma matriz.’

‘Por estar podre de rica
Resolvi abandonar
O país e me botei
Por este mundo a andar.
Curtir a vida e também
Outro povo atasanar.’

‘Vi agora no jornal
Que minha linda morada,
Construída com suor,
Dela não resta mais nada.
Fizeram uma cidade
Onde ficava a coitada.’

‘Sabe de uma coisa, amigo,
Farei a seguinte trilha:
Vou retornar ao Brasil,
À cidade de Brasilia.
O bom filha a casa torna,
Para rever a família’.

‘Quero de volta o palácio
Porque é meu de direito.
Se eu não for atendida
Levarei tudo no eito.
Dissemino a inverdade.
Todo o país desajeito.’

Ao dizer isto partiu
De trem, rumo ao oceano.
Pegou o primeiro navio.
Traçou um único plano:
Ou tinha tudo de volta,
Ou espalharia dano.

Numa tarde de verão
Ela aporta na Bahia.
Vê um Brasil diferente
Daquele que conhecia.
Agradou-se do lugar,
Porém ficar não podia.

Quando chegou em Brasília
Ficou muito emocionada
Ao rever aquelas terras
Que fora sua morada
Cheia de gente vivendo
Em casas modernizadas.


Avistou a Esplanada
Dos Ministérios pomposa.
Disse: ‘não tenho o palácio,
Minha mansão fabulosa.
Mas tenho em seu lugar
Uma construção honrosa’.

‘Sabe de uma coisa, amigo,
Não quero a morada antiga.
Vou ficar é nesta nova.
Besteira entrar em briga.
O chalé aqui é grande.
Qualquer quartinho me abriga.’

A mentira se instalou
No prédio da Esplanada
Do Ministérios e até
Hoje lá está plantada.
Vez em quando sai da toca
Pra tomar sol na calçada.

Às vezes ela percorre,
Em excursão, o Brasil.
Depois volta alegremente
Com um olhar infantil
À sua eterna morada.
Tem recepção gentil.


Por isso, caros leitores,
Que temos corrupção.
Não culpe a classe política.
Dê a ela seu perdão.
A culpa é dessa mentira
Em constante tentação.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

Fonte imagem:http://www.disquefacilteresina.com.br/images/conteudo/mentira.jpg


sábado, 27 de março de 2010

CORDEL: O DIA QUE O ESCRITOR JOSÉ HUMBERTO DA SILVA ME PLAGIOU

         Neste dia 26 de março de 2010 sofri meu primeiro plágio por parte do escritor JOSÉ HUMBERTO DA SILVA, do site RECANTO DAS LETRAS www.recantodasletras.uol.com.br

       Depois dessa concluo que a mentira não mora só em Brasília, mas no meio da classe dos escritores, disfarçada de escritor.


O DIA QUE O ESCRITOR JOSÉ HUMBERTO DA SILVA  ME PLAGIOU


Mal comecei a carreira
De poeta popular
E um escritor de renome
Que devia me ajudar
Ao invés disso o que fez
Foi mesmo me plagiar.

Foi no RECANTO DAS LETRAS
Que oTAL autor  em questão.
Ontem, dia 26
De março fez a ação
De plagiar um poema
Meu, tu acredita, irmão?

O senhor JOSÉ HUMBERTO
DA SILVA viu meu poema
NO BRASIL", este é o tema.
Em seguida copiou
Fazendo o seguinte esquema.

Tirou algumas palavras
Pondo outras no lugar.
Mas quem conhece o cordel
Percebe num só olhar
O que é meu está certinho
O que é dele não está.

Porque, modéstia à parte,
Meus leitores sabem bem:
Minha métrica é das boas.
Não vou negar a ninguém.
Não escrevo pé quebrado
Porque a mim não convém.

Se os leitores olharem
No link perceberão
Que ele pegou palavras
Fora da situação
E jogou em meu poema
Dando uma de sabichão.

Como é senhor JOSÉ
HUMBERTO que você faz
Uma coisa feia dessas.
E depois ainda mais
Proíbe a cópia da página
Por direitos autorais?

JOSÉ HUMBERTO DA SILVA
Conhecia o seu valor.
Valorizava seus feitos
Enquanto bom escritor
Agora já não sei mais
SE QUEM FAZ É O SENHOR.

Por que não faz como o blog
Que como outros criados
Por artistas, gente fina
Publicam nossos cordéis
Do jeito que a regra ensina.

JOSÉ HUMBERTO DA SILVA
Não busque fazer sua fama
Às custas deste poeta
Que escreve porque ama.
Quem quer crescer desta forma
Acaba mesmo é na lama.


Autor: Manoel Messias Belizario Neto, 27 de março de 2010

FONTE IMAGEM: http://ptodecontato.files.wordpress.com/2009/09/mentira7_1.jpg
email:manoelbelizario@yahoo.com.br

Veja lançamento do texto original alguns dias antes



Veja o plágio de José Humberto da Silva poucos dias depois: eles tiraram do site Recanto das Letras, mas vc pode ver por um site alternativo, shared 4, clique no doc cordel plagiado por José Humberto da Silva e baixe para ver que eu estou falando a verdade.
http://www.4shared.com/account/dir/22289496/6ad41525/sharing.html?rnd=68
(link do plágio retirado)
 http://recantodasletras.uol.com.br/poesiastranscendentais/2159759





















CORDEL EM HOMENAGEM AO CQC


HOMENAGEM AO CQC



Quando é noite de segunda
Chega dá gosto de ver:
O Brasil inteiro corre
Para a frente da TV
Na ânsia de assistir
Ao programa CQC.

Diante do CQC
Todos têm que se curvar
Porque o nosso país
Se eleva ao patamar
De qualidade suprema
Quando ele está no ar.

Graças a Deus, telespec,
Que existe o CQC,
Porque se não fosse ele
Como era que ia ser?
Quem diria o que a gente
Quer e não pode dizer?

CQC é um jornal
De estilo superior.
Usa o deboche, o cinismo,
A crítica e o humor
Para trazer a verdade
Livre de qualquer temor.

Quem tiver rabo de palha
Que fuja do CQC.
Gafe, desordem, malfeitos,
São aperitivos que
Fazem do programa um cálice
Com maná pra se beber.

O cara escapa nas falhas
Da justiça brasileira.
Quero ver ele escapar
Das cipoadas certeiras
Da turma do CQC
Que não é de brincadeira.

A turma do CQC
Sem dó e nem compaixão
Desce o cacete em qualquer
Forma de corrupção.
Pega gasolina e fogo
E joga no cu do Cão.

“Brasil mostra a tua cara!”
Cazuza veio dizer.
Por medo, omissão e falha
Ninguém quis lhe atender.
Quem cumpre essa missão
No Brasil é CQC.

Televisão brasileira,
Para você aprender
A fazer programa bom,
Escute o que eu vou dizer:
Siga a lição ensinada
Pelo nosso CQC.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto, João Pessoa, PB.
Fonte imagem: http://clarafragoso.files.wordpress.com/2009/04/cqc_todos_black.jpg

sexta-feira, 26 de março de 2010

POÉTICA DO CORDEL: QUADRA E SEXTILHA



Quadra



        Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros.

        A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo:

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá (2)
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá (4).


       Outro prefere rimar todas as linhas, alternando ou saltando. Pode ser a primeira com a terceira e a segunda com a quarta, ou a primeira com a quarta e a segunda com a terceira. Vejamos estes exemplos de Zé da Luz: (ABAB ou ABBA)


E nesta constante lida
Na luta de vida e morte
O sertão é a própria vida
Do sertanejo do Norte
Três muié, três irimã,
Três cachorra da mulesta
Eu vi nun dia de festa
No lugar Puxinanã.


 Sextilha


       É a mais conhecida. Estrofe ou estância de seis versos. Estrofe de seis versos de sete sílabas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados; verso de seis pés, colcheia, repente. Estilo muito usado nas cantorias, onde os cantadores fazem alusão a qualquer tema ou evento e usando o ritmo de baião. Exemplo:

Quem inventou esse "S"
Com que se escreve saudade
Foi o mesmo que inventou
O "F" da falsidade
E o mesmo que fez o "I"
Da minha infelicidade

quinta-feira, 25 de março de 2010

A HISTÓRIA DA LITERATURA DE CORDEL

       
         A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-holandês da Idade Contemporânea e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, lá chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536).Foram os portugueses que trouxeram o cordel para o Brasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com características próprias daqui. Os temas incluem desde fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.
       No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.
        Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores do passado.[1]
         Todavia, este tipo de literatura apresenta vários aspectos interessantes e dignos de destaque:
As suas gravuras, chamadas xilogravuras, representam um importante espólio do imaginário popular;
Pelo fato de funcionar como divulgadora da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero ainda no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore nacional;
         Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo;
A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor didático e educativo.

Fonte do texto: Wikipedia
Fonte imagem: http://giseleteixeira.files.wordpress.com/2009/11/normal_cordel_jborges13-02-08.jpg

quarta-feira, 24 de março de 2010

O QUE É A LITERATURA DE CORDEL

        

      Literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

(Continua amanhã)

Fonte wikipedia

terça-feira, 23 de março de 2010

JOÃO MARTINS DE ATHAYDE

BIOGRAFIA

Por Roberto Benjamin

João Martins de Athayde Nasceu em Cachoeira de Cebolas, povoado de Ingá do Bacamarte, Paraíba, em segundo elemento Próprio 23 de junho de 1880. Devido a seca de 1898, migrou n. Pernambuco, radicando-se Recife não. Faleceu em Limoeiro (PE), em 1959.

Publicou o Seu Primeiro folheto em 1908, Impresso nd Tipografia Moderna: Um preto e branco UM apurando qualidades. Embora Seja da Primeira Geração dos poetas de cordel, pertenceu Não AO Que frequentava um grupo Popular Editora, de Francisco das Chagas Batista.
João Martins de Athayde, no ano de 1949, Após Haver Passado acidente vascular cerebral Por hum, se afastou da atividade de editor, vendeu uma tipografia n SUA José Bernardo da Silva, estoques repassando-LHE OS e OS Direitos de edição Sobre Tudo o Que Publicou. (Fonte site da Casa de Rui Barbosa)

Capa de folheto extraída do Acervo Pessoal de Manoel Messias Belizário Neto


segunda-feira, 22 de março de 2010

JOÃO MELQUÍADES FERREIRA DA SILVA - (PAVÃO MISTERIOSO)

João Melquíades Ferreira da Silva nasceu em Bananeiras, no brejo da Paraíba, em 7 de julho de 1869 e faleceu em João Pessoa em 10 de dezembro de 1933. Foi cantador e poeta de bancada, segundo Francisco das Chagas Batista, seu amigo e principal editor. É considerado um dos grandes poetas da primeira geração da literatura de cordel.
Sentou praça no Exército. Participou das campanhas de Canudos em 1897 e do Acre em 1903. Em 1904, já promovido a sargento, deu baixa do Exército, fixando residência na capital do Estado da Paraíba, onde se casou e teve quatro filhos. Manteve vínculo com a região rural de sua origem e escreveu diversos poemas com descrições da Paraíba, especialmente da Serra da Borborema. Adotou o título de cantor da Borborema. (Fonte: site Casa de Rui Barbosa)
Estou viabilizando para vocês us trechos de um dos mais famosos folhetos deste autor que faz parte de meu acervo pessoal. Não posso saborear esta obra-prima sozinho.






























domingo, 21 de março de 2010

O FISCAL E A LAGARTA

Leandro Gomes de Barros




Estava Um Dia Uma lagarta
Debaixo de hum pé de fumo
QUANDO vista Uma Levantou
Viu UM fiscal do consummo.
Disse Consigo Uma lagarta:
Hoje eu me desarrumo.

O fiscal perguntou logo
Insecto, o Que estás roendo?
A lagarta perguntou-LHE
Fiscal, Fazendo Que andas?
- Aperriando o commercio
Tudo Tomando e comendo.

Disse o Imposto fiscal n º:
O Governo me nomeia
A lagarta respondeu-LHE
Voce Precisa É Cadeia,
Para o traje Perder
De andar roubando de meia.

Disse o Governo: o fiscal
Não puderá se manter,
Sem procurar o Imposto
De Quem Comprar e vender,
Agricultor e Artista
Pagam Por dever justo.



- LC6087

Data: 1917
Coleção Digital: folhetos Raros - Poemas Completos

Fonte imagem: http://cordelsp.zip.net/images/lenadroGomes.jpg

quinta-feira, 18 de março de 2010