CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



terça-feira, 25 de maio de 2010

CORDELISTA PERNAMBUCANO, RADICADO NA PARAÍBA, MARCO DI AURÉLIO

     (Texto extraído do site do cordelita)

       Gerado nas madornas de um Abril dos tempos. Gestado vagarosamente nas manhãs do mundo. Nascido sertanejo sob um céu de luz num Janeiro azul e ensolarado, solfeja em seus versos o que vem de dentro. Marcos Aurélio Gomes de Carvalho, filho de Aurélio e de Ester, por isso o “Marco di Aurélio”, nascido na cidade de Bodocó, alto sertão pernambucano, se entrega de corpo e alma à poesia nordestina. Hoje, no alto de sua idade mais propositiva, encarna um regionalismo nativista, sem radicalismos nem barreiras conservadoras. Flui do cordel ao soneto, do aboio à poesia moderna, das incelências aos musicais. Autor da primeira edição de literatura de cordel no sistema Braille no Brasil, transita pelas artes plásticas, pelo cinema, pela fotografia, pelos palcos e pelos contos.
         Se perde na vastidão da vida, vencendo porteiras e cercas de sua própria busca. Um nordestinado... Um ajuntador de palavras, um tangerino de sonhos...

Vejamos um cordel do autor:

AUTODIDATA

Sou apenas um poeta
de letras ajuntador
não completei a escola
me ocupei trabalhador
mas não sou ignorante
de leitura interessante
nisso sim me fiz doutor.

Um doutor de entender
da vida sua grandeza
do mundo e seus confins
do belo a realeza
da rosa em seu carmim
da pureza de um jardim
ultrapassando a beleza.

Um doutor de entender
que a vida pura e bela
é um céu azul e branco
é um sítio sem cancela
uma canção entoada
uma vida derramada
e a gente em cima dela

Um doutor de entender
que tudo que vai tem volta
de um bicho que se prende
de outro que assim se solta
no ciclo da inspiração
em sua respiração
que no mundo não se esgota.

De entender que o destino
parece querendo ser
uma coisa já traçada
aquilo que tem que haver
pois não existe uma praça
o seu ar a sua graça
se não houver um querer.

Portanto sei entender
que a vida que aqui se tem
o tudo que aqui se faz
se projeta muito além
não vivemos numa estrada
como rota já traçada
a vida não é um trem

É preciso se buscar
no meio do existir
em tudo que se pensar
no chorar ou no sorrir
que a vida é qual o vento
que povoa o firmamento
eternamente a fluir.

Toda cosmologia
tenta mas não explica
o teor de tudo ser
enfeita e até complica
a razão do seu querer
procurando conhecer
o tudo que multiplica.

Como toda vida é
um conjunto de ilusão
construída ela está
pelo pó em suspensão
e a cada sopro vai
se levanta e depois cai
em nova combinação.

Fonte texto: http://www.marcodiaurelio.com/marcodiaurelio.php
   Imagens
http://www.marcodiaurelio.com/imagens/marcodiaurelio.gif
http://www.achetudoeregiao.com.br/atr/bandeiras_do_brasil.gif/Bandeira_de_Pernambuco.jpg
http://www.englishexperts.com.br/wp-content/uploads/2008/10/autodidata-sozinho.jpg

segunda-feira, 24 de maio de 2010

CORDELISTA PARAIBANO VICENTE CAMPOS FILHO

 

       É paraibano natural de Patos e há cinco anos reside em João Pessoa. É autor de mais de três dezenas de cordéis. Vicente Campos Filho distribui os seus folhetos para comercialização nas diversas lojas especializadas em produtos para turistas da nossa capital e em bancas de revistas. Um destes cordéis em especial, segundo o autor, se destina à promoção da nossa cultura entre os que visitam a Paraíba. “O Dicionário de paraibês, (diz o autor) tem sido muito bem aceito entre os turistas que aqui chegam e que buscam informações sobre a cultura paraibana. Vários outros cordéis que tenho publicado são bem aceitos. Mas este tem superado as expectativas. Tanto turistas como nativos se deliciam com os termos apresentados”.

Leia abaixo algumas estrofes do "Dicionário de Paraibês":

(...)
Longe é a BAIXA DA ÉGUA
O ali é ACULÁ
Devagar é SÓ NA MANHA
Correr é DESIMBESTAR
O de cima é o de RIBA
Botar no chão é ARRIAR.

Mulher bonita é VISTOSA
Mulher feia é CANHÃO
Quem se zanga DÁ A GOTA
Quem dá bronca DÁ CARÃO
Menino que anda lento
OH... MENINO REMANCHÃO!

O otário é MANÉ
O malandro é MALAQUIA
Estar com pressa é AVEXADO
Dizer: “Vem logo” é “AVIA”
E quem se espanta com algo
Diz assim: “AFF MARIA!”.

Caprichar é DAR O GRAU
Mal feito é ARRUMAÇÃO
O que é bom é ARRETADO
O medroso é CAGÃO
Pessoa boa é FILÉ
E puxa saco é BABÃO.

                                                (…)

                 Contatos: (83) 88398020 -(83) 9919397

                     Fonte: http://vicentecamposfilho.blogspot.com/

Imagems: http://www.clickpb.com.br/artigos/sendtmp/2009/20091107103420/paraibes_grande.jpg http://3.bp.blogspot.com/_-0c3_-VE0M8/Sz8heWOEBPI/AAAAAAAAAiQ/nmpACX6U-ZY/s400/Vicente+Campos+Filho.jpg

domingo, 23 de maio de 2010

REPENTISTAS GERALDO AMÂNCIO E VALDIR TELES

        Que poesia maravilhosa! É realmente sensacional! O Brasil não sabe o que perde ao esquecer a Verdadeira Cultura: esta a qual vais assistir.

Fonte:  http://www.youtube.com/watch?v=t682gpn2fGE

CORDELISTA PARAIBANA ROSINALVA APARECIDA MARTINS DE OLIVEIRA

   festa de Santa Luzia 2009 003

     Rosinalva Aparecida Martins de Oliveira é natural de Picuí PB. É graduada em história pela Universidade Federal de Campina Grande e aluna especial do mestrado na linha de cultura e cidade da mesma universidade. É professora de história nas redes estadual no município de Picuí e no município de Cuité. Desenvolve pesquisas nas áreas de lazer e tem alguns projetos, principalmente no ensino fundamental, direcionados para o cordel.
          Email:
rosinalvaoliveira@gmail.com

(informações cedidas pela própria cordelista)

    O cordel da autora ,abaixo, foi publicado  no site do Jornal Mundo Jovem e extraído de lá por nós.

“O SABER AUTORIZADO E O SABER POPULAR”

            

O saber autorizado, 
É o saber instituído
É o que tem credibilidade,
porque é bem entendido.
É como diz o ditado:
Quem sabe, sabe!
E tá tudo resolvido...

O saber popular
Não pode ser desprezado
Tem que ser reconhecido, 
E muito valorizado
São conhecimentos antigos
Que devem ser preservados.

O homem que estudou,
É muito bem respeitado
Seja juiz, promotor,
Doutor ou advogado
Ele é representante
Do saber autorizado.

Mesmo não sendo legítimo,
Mas é uma forma de saber
É preciso preservar,
para poder compreender
O povo sabe das coisas.
Muita gente é quem não quer ver.

As letras são importantes,
Porque traz informação
Quem nunca foi à escola,
Não sabe de nada não
Para relatar um fato,
Tem que ter comprovação.

Isso não é verdade, 
É preciso se dizer
Nem sempre na história,
Tudo tem que escrever 
A oralidade é importante,
Basta compreender.

O doutor diz a doença
Que o paciente tem, 
O juiz diz a sentença,
Livra ou condena alguém
Isso só é possível
Pelo saber que ele tem!

 Rosinalva Aparecida Martins de Oliveira 

            cordel: http://www.pucrs.br/mj/poema-cordel-46.php

        Imagens 
http://processos.maringa.pr.gov.br/sistema_maringa/adm/imagens/gd_2212convitemusica9.jpg            http://www.jesuitas-pi.com.br/home/service/dim//articlefiles/287-cordel.jpg
http://www.quatrocantos.com/clipart/bandeiras/bandeiras_dos_estados_brasileiros/paraiba.gif

sábado, 22 de maio de 2010

MATE AS SAUDADES DOS ANOS DE OURO DO FORRÓ MASTRUZ COM LEITE

OUÇA E CANTE A MÚSICA NAMORO NA FAZENDA

(Para ouvir clique 1° botão da esq. p/ direita)

Mastruz com Leite Volume II Álbum: “Coisa Nossa”

Quando eu fui morar lá na fazenda, meu pai queria que eu fosse fazendeiro,
Um dia lá na sombra da jurema, eu conheci a filha do vaqueiro...
Uma menina de cabelos compridos, sorriso lindo com os olhos de sereia,
Ela ficou no meu pensamento e foi aí que eu me apaixonei 2x

Um dia lá na água do açude fui tomar banho e ela apareceu,
Sozinha numa noite de lua, e foi aí que tudo aconteceu,
Seu pai descobriu o nosso namoro e foi aquele tere - tetê
O velho não queria nosso casamento, e mesmo assim com ela me casei
(O velho não queria nosso casamento, e mesmo assim com ela me casei)

Um dia lá na água do açude...

Fonte:  http://letras.terra.com.br/mastruz-com-leite/335908/

BLOG ‘CORDEL PARAÍBA’ HOMENAGEIA (CIBER)CORDELISTAS PARAIBANOS OU RESIDENTES NA PARAÍBA

CIBER-CORDEL

Por Manoel Belizario

         A internet está cada dia mais repleta de sites, blogs, perfis e comunidades de site de relacionamento, etc., abordando o tema Literatura de Cordel. Isto é muito bom porque o cordel é uma opção cultural extremamente rica em oposição ao lixo cultural que polui o espaço cibernético a todo milésimo de segundo em proporções inimagináveis . Esta nova forma de conceber a Literatura em destaque é chamada pela universidade de cibercordel. (Veja texto acadêmico a respeito do assunto link: http://encipecom.metodista.br/mediawiki/images/9/90/GT8-_08-_Ciber-Cordel_-_Diogenes.pdf).
        Passeando pelo Google podemos encontrar diversos cibercordéis da autoria de cibercordelistas paraibanos. Esta semana vamos homenagear alguns destes escritores de nosso estado (ou residentes na Paraíba) que buscam a internet como meio de expressão e divulgação de suas poesias. Quase todas as informações postadas são  da internet. Portanto pedimos aos leitores que, caso conheçam os cordelistas destacados - cujos dados a respeito na internet são mínimos - nos enviem o contato dos mesmos e assim podermos enriquecer o conteúdo postado.

Imagem: Montagem feita por nós a partir das imagens encontradas nos links abaixo

http://pensotopia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/cordeis_ABLC.jpghttp://www.blogtec.com.br/fotos/2009/03/computador-amazon-pc-e7400-com-core-2-duo-28ghz.jpg

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Problemas no blog Cordel Paraíba

         Amigos, o blog Cordel Paraíba está enfrentando nesta semana um problema muito sério: escrevemos certo e o blog posta errado. Por isso cancelamos a edição desta semana: “homenagem ao cibercordelistas paraibanos ou residentes na Paraíba”. Temos feito o possível para solucionar tal problema. O ‘Dr. Google’ infelizmente ajudou muito pouco. Porém com as poucas orientações dele resolvemos fazer o seguinte:

  • Voltamos para o editor antigo;
  • Inscrevemos nosso blog no Windows Live Writer e estamos postando a partir dele ou a partir do próprio recurso para postagem em blog do Word 2007.

        Estamos repassando estas dicas para os blogueiros que acaso estejam passando ou venham a passar por estes transtornos. Pelo que vemos tal problema é novo – já que o Google não informa muita coisa a respeito.

sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CANTE CONOSCO A CANÇÃO A TRISTE PARTIDA

 A TRISTE PARTIDA - PATATIVA DO ASSARÉ


Meu Deus, meu Deus
Setembro passou
Outubro e Novembro
Já tamo em Dezembro
Meu Deus, que é de nós,
Meu Deus, meu Deus
Assim fala o pobre
Do seco Nordeste
Com medo da peste
Da fome feroz

Ai, ai, ai, ai

A treze do mês
Ele fez experiênça
Perdeu sua crença
Nas pedras de sal,
Meu Deus, meu Deus
Mas noutra esperança
Com gosto se agarra
Pensando na barra
Do alegre Natal

Ai, ai, ai, ai

Rompeu-se o Natal
Porém barra não veio
O sol bem vermeio
Nasceu muito além
Meu Deus, meu Deus
Na copa da mata
Buzina a cigarra
Ninguém vê a barra
Pois barra não tem

Ai, ai, ai, ai

Sem chuva na terra
Descamba Janeiro,
Depois fevereiro
E o mesmo verão
Meu Deus, meu Deus
Entonce o nortista
Pensando consigo
Diz: "isso é castigo
não chove mais não"

Ai, ai, ai, ai

Apela pra Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Sinhô São José
Meu Deus, meu Deus
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé

Ai, ai, ai, ai

Agora pensando
Ele segue outra tria
Chamando a famia
Começa a dizer
Meu Deus, meu Deus
Eu vendo meu burro
Meu jegue e o cavalo
Nóis vamo a São Paulo
Viver ou morrer

Ai, ai, ai, ai

Nóis vamo a São Paulo
Que a coisa tá feia
Por terras alheia
Nós vamos vagar
Meu Deus, meu Deus
Se o nosso destino
Não for tão mesquinho
Ai pro mesmo cantinho
Nós torna a voltar

Ai, ai, ai, ai

E vende seu burro
Jumento e o cavalo
Inté mesmo o galo
Venderam também
Meu Deus, meu Deus
Pois logo aparece
Feliz fazendeiro
Por pouco dinheiro
Lhe compra o que tem

Ai, ai, ai, ai

Em um caminhão
Ele joga a famia
Chegou o triste dia
Já vai viajar
Meu Deus, meu Deus
A seca terrívi
Que tudo devora
Ai,lhe bota pra fora
Da terra natal

Ai, ai, ai, ai

O carro já corre
No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
Meu Deus, meu Deus
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar

Ai, ai, ai, ai

No dia seguinte
Já tudo enfadado
E o carro embalado
Veloz a correr
Meu Deus, meu Deus
Tão triste, coitado
Falando saudoso
Com seu filho choroso
Iscrama a dizer

Ai, ai, ai, ai

De pena e saudade
Papai sei que morro
Meu pobre cachorro
Quem dá de comer?
Meu Deus, meu Deus
Já outro pergunta
Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato
Mimi vai morrer

Ai, ai, ai, ai

E a linda pequena
Tremendo de medo
"Mamãe, meus brinquedo
Meu pé de fulô?"
Meu Deus, meu Deus
Meu pé de roseira
Coitado, ele seca
E minha boneca
Também lá ficou

Ai, ai, ai, ai
E assim vão deixando
Com choro e gemido
Do berço querido
Céu lindo e azul
Meu Deus, meu Deus
O pai, pesaroso
Nos fio pensando
E o carro rodando
Na estrada do Sul

Ai, ai, ai, ai

Chegaram em São Paulo
Sem cobre quebrado
E o pobre acanhado
Percura um patrão
Meu Deus, meu Deus
Só vê cara estranha
De estranha gente
Tudo é diferente
Do caro torrão

Ai, ai, ai, ai

Trabaia dois ano,
Três ano e mais ano
E sempre nos prano
De um dia vortar
Meu Deus, meu Deus
Mas nunca ele pode
Só vive devendo
E assim vai sofrendo
É sofrer sem parar

Ai, ai, ai, ai

Se arguma notíça
Das banda do norte
Tem ele por sorte
O gosto de ouvir
Meu Deus, meu Deus
Lhe bate no peito
Saudade de móio
E as água nos óio
Começa a cair

Ai, ai, ai, ai

Do mundo afastado
Ali vive preso
Sofrendo desprezo
Devendo ao patrão
Meu Deus, meu Deus
O tempo rolando
Vai dia e vem dia
E aquela famia
Não vorta mais não

Ai, ai, ai, ai

Distante da terra
Tão seca mas boa
Exposto à garoa
A lama e o paú
Meu Deus, meu Deus
Faz pena o nortista
Tão forte, tão bravo
Viver como escravo
No Norte e no Sul

Ai, ai, ai, ai

Fonte música: http://luiz-gonzaga.letrasdasmusicas.com.br/a-triste-partida-letra.html

quinta-feira, 13 de maio de 2010

OBRAS E PRÊMIOS DE PATATIVA DO ASSARÉ


LIVROS DE POESIA

1967 - Inspiração Nordestina: Cantos do Patativa;


1978 - Cante Lá que Eu Canto Cá;


1988 - Ispinho e Fulô (2005);


1991 - Balceiro. Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. com Geraldo Gonçalves de Alencar)


1993 - Cordéis (caixa com 13 folhetos);


1994 - Aqui Tem Coisa (2004);


2000 - Biblioteca de Cordel: Patativa do Assaré (Org. Sylvie Debs);


2001 - Digo e Não Peço Segredo (Org. Guirlanda de Castro e Danielli de Bernardi);


2001 - Balceiro 2. Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. Geraldo Gonçalves de Alencar);


2001 - Ao pé da mesa (co-autoria com Geraldo Gonçalves de Alencar);


2002 - Antologia Poética (Org. Gilmar de Carvalho);


2008 - Cordéis e Outros Poemas (Org. Gilmar de Carvalho).



POEMAS

A Triste Partida;


Cante Lá que eu Canto Cá;


Coisas do Rio de Janeiro;


Meu Protesto;


Mote/Glosas;


Peixe;


O Poeta da Roça;


Apelo dum Agricultor;


Se Existe Inferno;


Vaca estrela e Boi Fubá;


Você se Lembra?;


Vou Vorá.

TÍTULOS E PRÊMIOS

1979 - Homenageado pela programação cultural do encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, SBPC, em Fortaleza;


1982 - Recebe o diploma de “Amigo da Cultura”, outorgado pela Secretaria da Cultura do Estado, pela “decidida atuação a favor do aprimoramento cultural do Ceará”;


1982 - Cidadão de Fortaleza, título aprovado pela Câmara Municipal;


1987 - Recebe a “Medalha da Abolição”, pelos “relevantes serviços prestados ao Estado”;


1989 - Cariri Ceará - Doutor Honoris Causa pela Universidade Regional de Cariri;


1989 - Inauguração da rodovia “Patativa do Assaré”, com 17 km, ligando Assaré a Antonina do Norte


1991 - Enredo da Escola Acadêmicos do Samba, de Fortaleza;


1995 - Fortaleza, Ceará - Prêmio do Ministério da Cultura na categoria Cultura Popular entregue pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso no Teatro José de Alencar;


1998 - Recebe, dia 22 de maio, a “Medalha Francisco Gonçalves de Aguiar”, do Governo do Estado do Ceará, outorgada pela Secretaria de Recursos Hídricos;


1999 - Assaré, Ceará - Inauguração do Memorial Patativa do Assaré;


1999 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Ceará - UECE;


1999 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Ceará - UFC;


1999 - Prêmio Unipaz, VII Congresso Holístico Brasileiro, Fortaleza, dia 20 de outubro;


2000 - Na festa dos 91 anos, recebe o título de Cidadão do Rio Grande do Norte;


2000 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade Tiradentes, de Sergipe;


2001 - Terceiro colocado na eleição do “Cearense do Século”, promovido pelo Sistema Verdes Mares de Comunicação (o vencedor foi Padre Cícero);


2001 - Recebe o troféu “Sereia de Ouro”, do Grupo Edson Queiroz, no Memorial Patativa do Assaré, dia 28 de setembro;


2002 - Prêmio FIEC, "Artista do Turismo Cearense", Fortaleza;


2003 - Prêmio UniPaz, V Congresso Holístico de Crianças e Jovens, Fortaleza;


2005 - Inauguração da "Biblioteca Pública Patativa do Assaré", Piauí;


2004 - Título EFESO "Cidadão Empreendedor"(Escola de Formação de Empreendedores Sociais);


2004 - Troféu MST (Homenageado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra);


2005 - Homenageado com Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa;


2005 - Inauguração da "Biblioteca Pública Patativa do Assaré", Vila Nova, Piauí;


2005 - Título de Doutor Honoris Causa da Universidade (?), Mossoró, Rio Grande do Norte.

Texto: Wikipedia
Imagem: http://www.cultura.mg.gov.br/arquivos/SuplementoLiterario/Image/sl-abel-tareco-patativa_materia(1).jpg

quarta-feira, 12 de maio de 2010

VERSOS DE PATATIVA DO ASSARÉ (II) -

Nordestino SIM, NÃO NORDESTINADO


Nunca diga nordestino
Que Deus LHE DEU UM Destino
Causador do padecer
Nunca diga Que É o Pecado
Que LHE Deixa fracassado
Sem Condições de viver

Não guarde nenhum pensamento
Que Estamos sem Sofrimento
É Pagando o Que devemos
A Divina Providência
Não nsa DEU uma triste sina
Sofrer De que sofremos o

o Deus da Criação autor
Nos dotou com uma Razão
Bem livres de preconceitos de
Mas OS ingratos da terra
Com opressão e guerra com
Negam OS Nossos Direitos

Não castiga nsa Quem é Deus
Nem É uma seca Que Obriga
Sofrermos dura Sentença
Não Somos nordestinados
NÓS Somos injustiçados
Tratados com indiferença

Sofremos em Nossa Vida
Uma batalha renhida
Do Irmão contra o Irmão
NÓS Somos injustiçados
Nordestinos explorados
Mas nordestinados Não

HA Muita gente Que Chora
Vagando de estrada afora
Sem terra, sem lar, sem pão
Crianças esfarrapadas
Famintas, escaveiradas
Morrendo de inanição

Sofre o neto, o Filho e o pai
Para onde vai o pobre
Sempre Encontra o Mesmo mal
ESTA miséria campeia
Desde a Aldeia à Cidade
Do Sertão à capital

Aqueles Pobres Mendigos
Vão à Procura de abrigos
Cheios de Necessidade
Nesta tamanha miséria
Se nd acabam terra estranha
Sofrendo fome e saudade

Mas não é o Pai Celeste
Que Faz Sair do Nordeste
Legiões de retirantes
Os grandes SEUS Martírios
Não É permissão de Deus
É culpa dos Governantes

Já Sabemos Muito bem
Nasce De onde e de onde vem
A raiz do grande mal
Vem da Situação crítica
Política Desigualdade
Econômica e social

Somente a Fraternidade
Nos Traz A Felicidade
Precisamos dar como Mãos
Para Que Vaidade e Orgulho
Guerra, Questão e barulho
Dos Irmãos Irmãos contra OS

Jesus Cristo, o Salvador
Pregou uma paz e o amor
Na santa doutrina SUA
O Direito do bangueiro
É o Direito do trapeiro
Que apanha OS trapos na Rua

Uma Vez Que o conformismo
Faz Crescer o egoísmo
E uma injustiça Aumentar
Em favor do Bem Comum
É dever de CADA UM
Lutar Pelos Direitos

Por isso vamos Lutar
NÓS vamos reivindicar
O Direito e a Liberdade
Procurando em CADA Irmão
Justiça, Paz e União
Amor e Fraternidade

Somente o Amor É Capaz
E Dentro de hum País Faz
Um povo tão unido Bem
Um povo Que gozará
Porquê assim Já Não HÁ
Nem oprimido Opressor

Texto: http://www.fisica.ufpb.br/ ~ romero / port / ga_pa.htm # Nem
Imagem: http://altacultura.files.wordpress.com/2009/03/pata.jpg

terça-feira, 11 de maio de 2010

VERSOS DE PATATIVA DO ASSARÉ - (I)

Poetas AOS CLÁSSICOS

niversitário Poetas,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de Mitologia;
SE a gente canta O Que PENSA,
Eu Quero pedir Licença,
Mesmo sem Pois português
Neste livrinho apresento
O Praze e o Sofrimento
De poeta camponês um.

Eu nasci mato Aqui não,
Vivi semper uma trabaiá,
Neste Meu pobre Recato,
Eu Não pude estudá.
Nenhum verdô de Minha idade,
Só um tiva Felicidade
De hum Dá Pequeno insaio
Em Dois livro do iscritô,
O Famoso professo
Filisberto de Carvaio.

Nenhum livro Havia premêro
Belas figuras nd capa,
E no comeco se lia:
A pá - O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera É «má
E Tantas Coisa bonita,
Qui o Meu Coração parpita
QUANDO eu pego um rescordá.

Foi OS livro de valo
Mais maio Que vi nenhum Mundo,
Apenas auto DAQUELE
Li o e premêro o segundo;
Mas, porém, leitura esta,
Me tiro da treva escura,
Mostrando o Caminho Certo,
Bastante me protegeu;
Eu Juro que DEU Jesus
Sarvação um Filisberto.

DEPOIS Os Dois Que eu li livro,
Fiquei me sintindo Bem,
E otras coisinha Aprendi
Sem tê Lição de ninguém.
Na Minha Lingua pobre,
A lira servage Minha
Canto O Que Sente Minha arma
E o Meu coração incerra,
Como Coisa de minha terra
E a Vida de Minha gente.

niversitaro Poeta,
Cademia de Poeta,
De rico vocabularo
Cheio de Mitologia,
Tarvez Meu livrinho Este
Não vá recebê carinho,
istima Nem Nem lugio e,
Mas garanto sê fie
E não istruí pape
Com poesia sem rima.

Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê Meu volume,
Pra Não Fica parecido
Com um perfume sem Fulô;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria Não me da;
TEM Não sabo uma leitura,
Parece Uma Noite iscura
Sem lua sem istrela e.

UM Se me pergunta doto
Se o verso sem rima presta,
Calado eu FICA Não Vou,
A Minha Resposta É ESTA:
Sem uma rima, uma poesia
Perde arguma simpatia
E Uma parte do primo;
Não Merece munta parma,
É Como o Corpo sem arma
E o amo sem Coração.

Meu caro amigo poeta,
Qui Faz poesia branca,
Não me Chame de Pateta
Por esta Opinião franca.
Nasci Entre a Natureza,
Sempre adorando a beleza
Das obra do Criado,
Uvindo o vento nd serva
E não vendo um campo Reva
Pintadinha de Fulô.

Sou caboco UM rocêro,
Sem istrução sem letra e;
O TEM Meu verso o chero
Da poêra do sertão;
Nesta Vivo Soledade
Bem destante da Cidade
Onde um ciença guverna.
Tudo é meu natura,
Não sou Capaz de Gösta
Da poesia moderna.

Deste jeito Deus me Quis
E assim eu me Bem Sinto;
Me considero feliz
Sem Nunca TEM Quem Inveja
Conhecimento Profundo.
Ou ligero Como o vento
Ou divagá Como um lêsma,
Tudo sofrê um MESMA prova,
Vai bate nd fria cova;
ESTA Vida é semper uma MESMA.


Texto: http://www.fisica.ufpb.br/ ~ romero / port / ga_pa.htm # Aos
Imagem: http://parazinet.files.wordpress.com/2009/02/patativa-do-assare.jpg

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PATATIVA DO ASSARÉ - BIOGRAFIA

ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA


Poeta popular e cantador repentista de viola nordestino nascido em Serra de Santana, Pequena Propriedade rural, no município de Três bis léguas da Cidade de Assaré, no Sul do Ceará, UM DOS Maiores poetas populares do Brasil, retratista do árido universo da caatinga nordestina Cuja obra Foi Registrada em folhetos de cordel, discos e livros. Foi o segundo Modesto Filho do casal de Agricultores Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Perdeu uma Direita vista, não da dentição período (1913), em conseqüência de moléstia vulgarmente conhecida Uma Por Dor-d'olhos. Aos Oito anos, Ficou órfão de pai e TeVe Que Trabalhar Ao lado de Meu Irmão Mais Velho, parágrafo sustentar Novos OS MAIS. Aos doze anos, freqüentou durante quatro Meses SUA Primeira e Única escola, onde, sem interromper o Agricultor de Trabalho e Quase autodidadata hum como, uma Aprendeu ler e escrever e se Tornou Apaixonado Pela poesia.
Primeiros De Treze parágrafo quatorze anos comecou uma Fazer SEUS versinhos Que serviam de Graça Para os Vizinhos e conhecidos, o sentido de POIs TAIS ERAM versos brincadeiras de Noite de São João, testamentos do Judas, gozação EAo preguiçosos, etc Com 16 anos de idade, Comprou Uma viola e comecou a cantar de improviso. Aos 20 anos de idade viajou Para o Pará em Companhia de hum parente José Alexandre Montoril, Que morava lá, Onde Passou Cinco Meses Fazendo Sucesso Como grande cantador.
De volta ao Ceará, regressou à Serra de Santana, continuou na mesma Onde Vida de Agricultor pobre e cantador. Casou-se com Uma parenta, D. Belinha, com Quem se Tornou pai Filhos de nove. Sua projeção em todo o Brasil se Iniciou A partir da gravacao de Triste Partida (1964), toada de retirante de SUA Autoria gravada Por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Teve Inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e Jornais e Publicou Inspiração Nordestina (1956), Cantos de Patativa (1966). Figueiredo Filho SEUS Publicou poemas comentados em Patativa do Assaré (1970). Gravou Seu Primeiro LP Poemas e Canções (1979) Uma Produção do cantor e compositor cearense Fagner.
Apresentou-se com o cantor Fagner não Festival de Verão do Guarujá (1981), em Período Seu segundo LP gravou Que A Terra e Natura, lançado Também Pela CBS. A Política Também Foi tema da obra e de Sua Vida. Durante o regime militar, para ele condenava OS Militares e perseguido Chegou a ser. Participou da Campanha das Diretas-Já Publicou (1984) e o poema Inleição Direta 84. Nenhum Ceará, o Governo apoiou semper de Tasso Jereissati (PSDB), a Quem chamava de amigo. Ao Completar 85 anos foi homenageado com o LP Patativa do Assaré - 85 Anos de Poesia (1994), com Participação das duplas de repentistas Ivanildo Vila Nova e Geraldo Amâncio e Otacílio Batista e Oliveira de Panelas.
Tido Como fenômeno da poesia popular nordestina, COM SUA versificação limpida Sobre temas Como o Homem sertanejo eA Luta Pela Vida, Livros SEUS Foram traduzidos em Diversos Idiomas e tornaram-se temas de estudo nd Sorbonne, Na cadeira da Literatura Popular Universal, um soluço Regência Raymond Cantel do Professor.
Contava com Orgulho Que Desde Que comecou uma Trabalhar na agricultura, Nunca Passou UM ano sem botar um roçazinha SUA, um Ser Não não Em que ano Foi AO Pará. Quase sem Audição e cego Desde o final dos anos 90, o grande e modesto poeta brasileiro, com metro e meio hum Apenas de altura, Morreu em SUA casa, em Assaré, interior do Ceará, a Fortaleza 623 quilómetros da capital estadual, AOS 93 anos, Após Falência múltipla dos Órgãos em conseqüência de pneumonia Dupla uma, Além De uma infecção vesícula e nd de Problemas renais, E foi enterrado sem Cemitério São João Batista, NA SUA Cidade natal.
Outros Livros Importantes de SUA Autoria Foram Inspiração nordestina, Cantos de Patativa, Rio de Janeiro (1967), Cante lá Que eu canto cá, Filosofia de hum trovador nordestino, Editora Vozes, Petrópolis (1978), Ispinho e Fulô, SCD, Fortaleza ( 1988) e Balceiro, SCD, Fortaleza (1991), Aqui Coisa MET, Multigraf / Editora, Secretaria da Cultura e Desporto do Estado do Ceará, Fortaleza (1994) e Cordéis, URCA, Universidade Regional do Cariri, Juazeiro do Norte. Foram Produzidos Sobre elemento OS filmes Patativa de Assaré, Um poeta camponês, curta-metragem Documentário, Fortaleza, Brasil (1979) e Patativa do Assaré, Um poeta do povo, curta-metragem Documentário, Fortaleza, Brasil (1984).

Texto: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/antonio-goncalves-da-silva/antonio-goncalves-da-silva.php
Imagem: http://www.oarquivo.com.br/portal/images/stories/biografias/assare.jpg

domingo, 9 de maio de 2010

NOSSO BLOG ESTA SEMANA HOMENAGEIA PATATIVA DO ASSARÉ

      
       A partir de amanhã nosso blog dará início a uma série de homenagens a alguns poetas populares brasileiros. O primeiro nome escolhido foi Patativa do Assaré. Os motivos da escolha é a poesia ímpar desempenhada por um poeta genuíno. Patativa nos presenteou com algumas das mais belas poesias populares de nosso tempo. Convidamos você a viajar esta semana (entre os dias 10 e 15/05)  no universo de um dos maiores ícones brasileiros: Patativa do Assaré. 

sábado, 8 de maio de 2010

LANÇAMENTO DA WEB RÁDIO CORDEL PARAÍBA

      
           Estamos lançando hoje a mais nova web rádio paraibana, a web rádio Cordel Paraíba. De início operaremos exclusivamente com cantoria, canções, aboio, ciranda, coco, declamações, forró e músicas em geral que refletem a nordestinidade paraibana e brasileira. Posteriormente o autor e administrador deste blog, Manoel Belizario, entrará ao vivo para falar sobre Literatura de Cordel e Cultura popular. Declamará cordéis de sua autoria e de outros autores - principalmente poemas dos grandes cordelistas paraibanos. Acesse nossa webrádio.  radiocordelparaiba.listen2myradio.com . De antemão pedimos desculpas aos ouvintes por quaisquer transtornos, pois a web radio está ainda  em construção. 

Horários provisórios de funcionamento da web rádio:
Dias da semana
Manhâ: 6: às 7:00
Noite: 23:00 a zero hora

Fins de semana: 

Manhã: 8:00  às 12:00
Tarde:  14:00 às 17:00

Noite: 20: a zero hora


OBS: Em breve postaremos no blog os horários dos programas ao vivo.

Imagem: http://www.tudocom.net/wp-content/uploads/2009/04/webradio.png