CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



terça-feira, 20 de abril de 2010

TIRADENTES: O LADO MAIS FRACO DA CORDA


Leitor ao ler estes versos
Eu peço a sua atenção:
Não vou recontar história,
Mas trazer reflexão
Sobre os fatos ocorridos.
Com os pés firmes no chão.

Leitor você já pensou
Por que é que a inconfidência
Mineira resultou numa
Incomparável inclemência
Somente com Tiradentes
E aos outros branda ocorrência?

A história deste país 
Vez em quando é repetida.
Um dia desses mataram
Chico Mendes e Margarida
Principalmente por virem
Da classe baixa oprimida.

Pois se a pessoa é rebelde,
Porém tem nome e dinheiro.
A família vem da elite
Do Brasil e do estrangeiro
Pensam duas vezes antes
De burlar seu paradeiro.

Veja só o que aconteceu
Com o ilustre Tiradentes:
Ele estava rodeado
De um bando de inconfidentes,
Porém só restou para ele
O choro e ranger de dentes.

Portugal necessitava
Adornar seu oratório:
Sua inquisição vigente
Queria ouro no empório.
Pegou então Tiradentes
Como bode expiatório.

Condenar o Tiradentes
Foi muito cômodo ao reinado.
Responda-me ele era quem?
Um ex- alferes lascado.
Um líder pobre sem eira.
Um sem poder revoltado.

Os outros eram barões
Do dinheiro e do intelecto.
(Um a um analisaram
Construindo um retrospecto)
Só Tiradentes perdia
Diante destes aspectos.

Segue a enumeração
Dos principais conjurados.
Inconfidentes mineiros
Dentre outros destacados.
Só o Cláudio Manoel
Morreu sem ser libertado.

Tomás Antonio Gonzaga,
Domingos de Abreu Vieira.
Carlos Correa Toledo,
Francisco Antonio Oliveira.
Inácio José Peixoto.
Só a classe rica mineira.

Os padres José da Silva
E Oliveira Rolim.
O sargento-mor Luiz
Vaz de Toledo e enfim
Joaquim José da Silva
O que teve triste fim.

Dentre os que participaram
Estes se destacam mais
Por serem representantes
Das altas classes rurais,
Clérigos e militares.
Grandes intelectuais.

Dentre os inconfidentes
12 foram condenados,
Porém só o Tiradentes
Para a forca foi levado.
Se fosse das classes altas
Tinha sido libertado.

Vemos que nossa justiça
Sempre agiu de forma branda
Com quem faz parte das classes
Sociais de quem comanda.
Sobra para o indivíduo
Que em quase nada manda.

É de práxis existir
Na história um traidor.
Tiradentes não fugiu
Desta regra, meu leitor.
O nosso Judas da vez
Foi o tal Silvério Reis
Um covarde sem pudor.

Cumpriu-se assim outra práxis.
Quem pensa logo descobre:
Na história brasileira
Quase todo mártir é pobre.
Parece que no Brasil
Morrer pela mãe gentil
Não ficou pra “classe nobre”.

Mataram o Tiradentes
Pelos motivos citados.
Por todo o sempre seu nome
Deverá ser exaltado,
Porém quantos Tiradentes,
Lutando por nossa gente
Morrerão executados?

 Manoel Messias Belizario Neto

Imagem: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/novembro2006/fotosju345-online/ju345pg06a.jpg

domingo, 18 de abril de 2010

CORDEL; TRIBUTO AO ÍNDIO


Antes de nossa chegada
Como o índio era feliz!
Tinha a mãe natureza
Como suprema matriz
Da qual extraía a seiva
Necessária ao seu matiz.

A mãe natureza era
Ao extremo respeitada
Porque o índio entendia
Que sem ela ele era nada.
Neste tempo, Pindorama,
Realmente foste amada!

Não tinha poluição,
Queimadas, desmatamento.
Não havia inseticida.
Era puro, o alimento.
O globo sorria alegre
Livre do aquecimento.

O índio só extraía,
da natureza, a essência
A qual fosse necessária
À sua sobrevivência.
Tinha então com o meio
Perfeitíssima convivência.

Não tinha capitalismo
Selvagem ou domesticado.
Com união e respeito,
Todo mundo era tratado.
Cada índio tinha o seu
Espaço igual reservado.

Então chega o europeu
Com o "verdadeiro ideal"
De vida e se escandaliza
Diante do Natural.
Fareja a terra do índio
Como alvo principal.

O índio então vai cedendo
Iludido ou obrigado.
Entrega suas riquezas
Entre elas o legado
Cultural que invadido
Se torna fragilizado.

Quando o índio percebe
Deus! Já é tarde demais...
Os que se diziam amigos
Eram inimigos fatais.
Tomariam suas terras
Com covardia voraz.

Um minuto de silêncio,
Peço ao amigo leitor
Pelo massacre expedido
Que causara grito e dor.
Chamamos dizimação,
Esses atos de horror.

Sinto-me envergonhado,
Caro índio, nesse dia.
Sei que nenhuma desculpa
Vai curar a tirania
Praticada contra ti.
Teu sangue não silencia.

Mesmo assim peço perdão
Por todo o mal que te fiz.
Não é certo massacrar.
Dar vazão à cicatriz
Incurável em função
Da construção de um país.

Se for possível perdoe
Esta vã humanidade
Que se destrói dia-a-dia.
Para ela, na verdade,
O dinheiro e não a vida
Tem maior prioridade.

Percorro quinhentos anos
E ao povo índio contemplo
Na certeza de que ele é
 O mais elevado exemplo
De vida a ser perseguido
Pelo mundo em qualquer tempo.
 
Autor: Manoel Messias Belizario Neto
 
Imagem: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/Indio2.jpg

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SÁTIRO XAVIER BRANDÃO - BIOGRAFIA - Cordel: "A Triste Sorte de Jovelina"

Pessoal, quando olho para o romance "A Triste Sorte de Jovelina", de Sátiro Xavier Brandão, me vem à memória tantos momentos emocionantes de leituras de folhetos em debulhas de feijão nos cafundós do sítio Lages (quem morou na Lages em 90, sabe o cafundó do qual estou falando, lá do outro lado das águas do açude). Na verdade não eram leituras de folhetos e sim recontagem. As contagens e recontagens que me vêm à memória neste momento são as de Zé Mariano. Zé Mariano era um conhecido nosso que ia lá para casa, contar histórias. E por sinal um ótimo contador. Aquelas histórias animavam a mão da gente nas debulhas do paiol de feijão. Um dia ele ia lá para casa ajudar a gente. No outro a gente ia para a casa dele ajudá-lo. Eu viajava nas histórias de Zé. Só que um belo dia, para a minha surpresa, descobri que aquelas histórias que ele contava eram de fato narrações de cordéis que ele havia escutado em algum lugar. Claro que a minha descoberta não me frustrou porque como diz o ditado: "quem conta um conto aumenta um ponto". E então diante do cordel que tinha sido contado por Zé tive a oportunidade de conhecer mais uma versão da história. (Manoel M. Belizario Neto)

BIOGRAFIA DE SÁTIRO XAVIER BRANDÃO

SÁTYRO XAVIER BRANDÃO é um poeta popular natural de Propriá, SE. Costuma assinar suas obras simplesmente como Sátyro. Faleceu na primeira metade do século XX, tendo registrado boa parte de sua sofrida existência no folheto O Exemplo da Mocidade. Fez parte das levas de sergipanos pioneiros que desbravaram o sul da Bahia, quando da introdução da cultura do cacau. Folhetos lançados pela Editora Luzeiro : A triste sorte de Jovelina, O exemplo da mocidade. (Fonte texto: http://recantodasletras.uol.com.br/cordel/1482607).

Convido vocês a viajarem pelo mundo maravilhos de Sátyro Xavier Brandão desfrutando do cordel: "A TRISTE SORTE DE JOVELINA": (para ver com melhor clareza clique na imagem)


















(Acervo pessoal de Manoel Messias Belizario Neto)

terça-feira, 13 de abril de 2010

DIA DOS JOVENS


Nosso momento histórico
Tenta, porém não me ilude:
Tem ofuscado bastante
O brilho da juventude
Pondo o banal como norma
Regente das atitudes.

Já provamos meu Brasil
Que o jovem tem poder
De mudar realidades.
Para isso é só querer.
O jovem tem força e garra
Canais que o faz vencer.

Uma vez que o sistema
Capitalista global
Tem consciência que o jovem
Traz este potencial
Lança ideologias
Baseadas no banal.

Por isso que a juventude
(Com pouquíssima exceção)
Vai trilhando um caminho
Cujo rumo ou direção
É distante dos valores
Que exaltam uma nação.

As drogas, o culto ao corpo,
O apelo sexual
Apresentado na mídia
Como valor principal.
A violência parece
Cada dia mais normal.

Tais valores destorcidos
Vieram em oposição
Ao pensamento que faz
Do jovem um cidadão
Consciente dos direitos
E deveres da nação.

Este jovem consciente
Consome e produz cultura.
Questiona o fazer político.
Pensa de forma madura.
Produzir conhecimento
É sua grande aventura.

Jovem do nosso Brasil
Reconstrua esta história...
Você é nosso futuro.
Preserve a nossa memória.
Você tem todo o poder
De nos trazer grande glória.

 Manoel Messias Belizario Neto

Fonte imagem
http://i349.photobucket.com/albums/q369/happyblue_br/DATAS/dia-dos-jovens.jpg

quarta-feira, 7 de abril de 2010

DIA MUNDIAL DA SAÚDE


População brasileira
Neste dia mundial
Da saúde, como anda
O sistema oficial:
Ele esta passando bem,
Ou está passando mal?

Só sabe a situação
Quem precisa do Sistema
Único de Saúde – SUS –,
Conhece o real problema.
Pouco é feito em função
Da solução deste tema.

Leitor eu estou falando
Da saúde popular
Destinada a quem não tem
Dinheiro para pagar
Uma consulta ou exame
Em órgão particular.

O problema se inicia
A partir do atendimento
O profissional da área
Trata o povo desatento.
Deixa o coitado à espera
Com o seu trabalho lento.

Remédios em escassez.
Hospitais superlotados.
Marca-se um exame hoje,
Faz-se com um mês atrasado.
Meu Deus abençoe àquele
Que precisa do Estado.

A saúde no Brasil
Devia ser, na verdade,
Posta em 1° plano
Como a prioridade
Principal, pois sem saúde
Não se tem felicidade.

Tanto governo que passa
E o problema perdura.
O pobre sofre doente
Lutando por sua cura.
Seu destino é quase sempre
A rua da amargura.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto
Fonte imagem: http://www.riocontradengue.com.br/edite/EditeImagem.asp?Nome=FOTO1&EditeCodigoDaPagina=894 





sábado, 3 de abril de 2010

PÁSCOA


PÁSCOA

A páscoa significa
Que Jesus o salvador
Depois de seu sofrimento
Em lugar do pecador
Vence no terceiro dia
A morte e sua tirania.
Ressuscita por amor.

A páscoa significa
Mudança, renascimento.
Agregar boas ações
Ao nosso comportamento.
Vida nova em Jesus Cristo.
Viver um novo momento.

Às vezes nos esquecemos
Deste significado
Envolvidos no sentido
Impostos pelo mercado.
Muitas vezes Jesus Cristo
Nem ao menos é lembrado.

A páscoa deve trazer
Em nós esta reflexão:
Os bons ensinos de Cristo
Têm regido nossa ação?
Temos empreendido gestos
Em favor de nosso irmão?

Em que a gente tem agido
Quanto aos problemas globais?
(Por exemplo, em relação
Às questões ambientais)
Como temos reagido
Diante destes sinais?

Que nesta páscoa, hoje e sempre
A nossa fonte de luz
Sejam as lições deixadas
Por Nosso Senhor Jesus
Que por amor e paixão
Morreu por nós numa cruz.

Demos então de presente:
Ovos de fraternidade;
Pombos de amor e de paz;
Coelhos de caridade;
Cordeiros de harmonia
Girassóis de humildade.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

(modificações para aperfeiçoar a métrica em 21.04.10, 01:02)


sexta-feira, 2 de abril de 2010

POETA DE CORDEL JOSÉ CAMELO DE MELO RESENDE - BIOGRAFIA

José Camelo de Melo Resende Nasceu em 20 de abril em de 1885, Pilõezinhos, Na época distrito de Guarabira (PB). Vai à escola e, jovem, parece aspirar a grandes Voos, Mas como precárias Condições de Meio frustram Seu SEUS sonhos, fazendo-o marceneiro e carpinteiro simples.
A poesia torna-se, então, Válvula de escape SUA inteligência extraordinária para e Imaginação. Começa um escrever folhetos anos sem Início dos 1920, versejando NUMA Língua Perfeita ", COM Precisão métrica da rima e da Que distingué o da maioria dos poetas populares. Ao mesmo tempo, faz-se cantador, compensando Pouco Seu talento parágrafo com improvisar Uma astúcia: decora romances Mesmo Que Ele compõe, criando tramas OU adaptando-as das Histórias Que correm de boca em boca.

Pavão misterioso

Nenhum dos anos FIM 1920, mete-se em complicações e foge parágrafo Rio Grande do Norte, Onde se esconde Por uns tempos. É nessa época Que João Melquíades Ferreira da Silva publica na Paraíba, nome Seu los, o romance Pavão misterioso, obra criada Por José Camelo. Este denuncia o golpe, Mas o romance continuaria a-ser do atribuído um João Melquíades (NE: Até hoje se discute uma Verdadeira Autoria Desse romance).
Seja como for, uma história de Pavão misterioso torna-se UM dos Maiores sucessos da literatura de cordel, Sendo reeditada inúmeras Vezes, Além de Inspirar Peças de teatro, canção, novela de Televisão e Filme de Animação.
Outros romances de José Camelo repercussão ENORME dez Também como, como Grandes Aventuras de Armando e Rosa conhecidos Por Coco Verde e Melancia; Entre o amor eA espada, História de Joãozinho e Mariquinha, O monstro do Rio Negro e Pedrinho e Julinha, editados Todos Por João Martins de Ataíde, no Recife, e reeditados Por José Bernardo da Silva e SEUS Herdeiros, em Juazeiro do Norte.
N º da Vida fim, porém, Quase octogenário, o poeta se Deixa Ganhar Pela frustração e amargura, Destruindo - Segundo seus contemporâneos - UMAs Cinqüenta obras de SUA Autoria. Morre em Rio Tinto (PB), em 28 de outubro de 1964, passando a posteridade Como UM DOS Maiores autores da literatura de cordel brasileira.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

LEANDRO GOMES DE BARROS ("O REI DO CORDEL") - BIOGRAFIA



Leandro Gomes de Barros - O Rei do Cordel - Nasceu nd fazenda Melancia, em Pombal-PB, no dia 19 de novembro de 1865 e faleceu em Recife-PE, no dia 4 de março de 1918, segundo Pesquisadores ALGUNS, vitimado Pela Gripe Espanhola . Era sobrinho materno do padre Vicente Xavier de Farias, ajudou Que um CRIA lo. Por Causa dos maus tratos Que o padre LHE infligia, Fugiu de casa EAo 11 anos, tendão Passado muitas privações (qualquer semelhança com uma história de Canção de Fogo e Alfredo Será mera coincidência Não).
De De acordo com depoimento de SUA bisneta, Cristina Nóbrega, Leandro era hum Nóbrega. Mudou parágrafo Barros em decorrência das desavenças com o Seu tio, o Padre Vicente. QUANDO OS Irmãos do Pe. Vicente morreram, tutor Por Ele Ficou das Duas Famílias. Uma estava falida, e A Outra Tinha Dinheiro. Esse religioso Passou, então, fazer Bens OS Irmão Para o Outro, deixando uma família de Leandro miséria na. E QUANDO Leandro Foi Tomar satisfações, Que Dizer Ele mandou "Ainda não Cabaço Cabia orelha". Leandro, com raiva, Mudou o sobrenome de Nóbrega Barros n º. Sobre essa Sua Vida, Certa Vez Escreveu ele:

Fui hum menino enjeitado
Fui triste logo ao nascer
Nem Uma ave noturna
Tão triste Não Ser PoDE
Eu sou Igual AO deserto
Onde Quer viver Ninguém.

Esse Homem Que me cria,
Me maltrata em tal altura
Que Preso UM Nem não Cárcere
Sofrerá Tanta amargura
Não Foi Deus, impossível É
Que me DEU Tanta amargura

Ele residiu Até os 15 anos de idade não Teixeira, na Paraíba (berço dos Grandes Cantadores do Passado), tendo se Mudado Após esse período parágrafo Vitória de Santo Antão-PE, Onde Casou-se com dona Venustiniana Eulália de Barros, TeVe Quem com Quatro Filhos. Estima-se que SUA Vasta Produção literária, iniciada em 1889, no estado de Pernambuco, atinge Cerca de 600 Títulos, dos Quais Foram tiradas Mais de 10 mil Edições. Entre 1906 e 1917 Foi PROPRIETÁRIO de Uma Pequena parágrafo Impressão Gráfica de SEUS próprios folhetos, em Recife-PE, Sendo Ele Próprio o autor, o Distribuidor EO editor.
SEUS folhetos de cordel Foram de grande Aceitação popular, Como Uma Batalha de Oliveiros E Ferrabrás, A donzela Teodora, A FILHA DO PESCADOR, A FORÇA DO AMOR; ALONSO E MARINA, A MORTE DE ALONSO EA VINGANÇA DE MARINA, A MULHER Roubada, A PRINCESA DA PEDRA FINA, A Prisão DE Oliveiros, A VIDA DE CANÇÃO DE FOGO E SEU Testamento (2 volumes), A VIDA DE PEDRO CEM; AS PROEZAS DE UM Namorado MOFINO; BAMAN E Gercina, O PRÍNCIPE EA FADA; Casamento E Divórcio DA Lagartixa, COMO FEZ Antônio Silvino O Diabo chocar; COMO DERRIBEI O MARCO DO MEIO MUNDO, COMO SE UMA AMANSA sogra; HISTÓRIA DA ÍNDIA NECY; HISTÓRIA DE JOÃO DA CRUZ; HISTÓRIA DO BOI Misterioso; JUVENAL EO DRAGÃO, O AZAR NA CASA DO FUNILEIRO , O CACHORRO DOS mortos; O Casamento DO VELHO E UM NA FESTA desastre; O CAVALO QUE DINHEIRO DEFECAVA; O DINHEIRO (O Enterro do Cachorro); Paga EM O MAL DO BEM; LINO E ROSA DE ALENCAR, O SOLDADO Jogador; OS Sofrimentos DE ALZIRA; A Orfa abandonada; MEIA NOITE NO CABARET; ANTONIO SILVINO, O REI DOS cangaceiros; O Imposto de Honra e tantos outros. Pioneiro Na produção de literatura de cordel nenhum País ", sertanejos e matutos Escreveu parágrafo, cantadores, cangaceiros, almocreves, comboieiros, feirantes e vaqueiros. É lido NAS feiras, fazendas nas, soluçar como Oiticica, NAS horas do 'rancho', no Oitão Pobres das casas, soletrado com amor e admirado com fanatismo ". SEUS romances, histórias em versos Românticas, ainda São Decorados Pelos cantadores.
"Todos Sobre Ele versou temas OS: No Heróico, fez poemas Sobre cangaceiros, Peleja de cantadores, OS Martírios de Genoveva, etc; no novelesco, Branca de Neve, o Boi Misterioso EO Homem Que subiu de aeroplano Até a lua, no satírico, uma cachaça, uma dor de barriga UM noivo de uma mulher do bicheiro; no social, o retirante, o dez - réis do Governo, o Aumento dos Impostos, no religioso, o diabo confessando Uma nova-seita, o Milagroso do Beberibe, Como João Leso vendeu o Bispo; Nos fatos do dia, o cometa, a hecatombe de Garanhuns, o Presidente Afonso Pena; Na Ressurreição dos romances de Cavalaria, a Batalha de Oliveiros com Ferrabrás, a Prisão de Oliveiros, a "donzela Teodora. E etc, etc, etc ...
Foi em 1918 PORQUE Preso o chefe de Polícia Considerou afronta Às Autoridades ALGUNS dos versos da obra O Punhal EA Palmatória, trama Que tratava de hum senhor de engenho assassinado Por hum Homem térios Quem dado em Uma surra. O ERAM versos:

"Nos temos Cinco governos
O primeiro o federal
O segundo o do Estado
O terceiro o municipal
O quarto, a palmatória
E o quinto, o velho punhal. "

Após a morte SUA, em 1918, seu genro Pedro Batista continuou editando uma SUA obra em Guarabira-PB, Fazendo ALGUMAS revisões de linguagem. Ocorreu em 1921 a venda dos Direitos autorais SEUS, Pela Viúva do poeta, a João Martins de Ataíde, Que Passou um Publicar OS folhetos omitindo NAS capas o Nome do autor e alterando o acróstico nd estrofe final de folhetos Para muitos.
Eis ALGUMAS DECLARAÇÕES A respeito de Leandro Gomes de Barros proferidas Por Grandes mestres da cultura brasileira:

HORACIO DE ALMEIDA (Critico literário)
"Como poeta satírico Não TeVe Igual. Metade de SUA obra descamba Para o picaresco".

LUIZ DA CÂMARA CASCUDO (folclorista)
"Um dia, Quando se fizer uma colheita do folclore Poético, reaparecerá o humilde Leandro Gomes de Barros, Vivendo de Fazer versos, Espalhando Uma onda sonora de entusiasmo e de alacridade triste face nd do sertão".

CARLOS DRUMOND DE ANDRADE Poeta ():
"Não Foi príncipe de poetas do asfalto, Mas foi, sem Julgamento do povo, rei da poesia do sertão, e do Brasil em estado puro".

BELARMINO DE FRANÇA (Poeta popular):

Leandro Gomes de Barros
Pra dotado Nasceu Versar
Entre TODOS OS poetas
Foi o semper Mais inspirado
Mas Ele Deixou Morreu
Seu Nome imortalizado.

Sou Filho da terra MESMA
Onde Nasceu Leandro
Pombal Meu Torrão natal
Nos Pertence, seu e e Meu
Certo Poético dom Que Meu
Ficou Longe Bem do Seu.

Ariano Suassuna (Teatrólogo):

"Para MIM, o príncipe dos poetas brasileiros e Leandro Gomes de Barros, autor de Dois dos Três Que me inspirei em folhetos n. escrever o Auto da Compadecida: O Enterro do Cachorro e A História do Cavalo Que Defecava Dinheiro".

LEANDRO POR ELE MESMO
A cabeça grande e redonda Tanto hum Bem,
O Nariz, afilado, grosso Pouco UM;
Como Orelhas Não São muito pequenas,
Beiço fino e Não Pescoço Quase dez.
Tem um Pouco fala fina, hum som sem Voz,
De cor branca e altura regular,
Pouca Barba, Bigode fino e louro,
UM Cambaleia Tanto Quanto andar AO.

Grandes Olhos, azuis Bem, da cor do mar;
Corpo mole, Mas não é tipo Esquisito,
Tem Pessoas Que Acham o Muito feio,
Mas mamãe, QUANDO VIU o, Achou bonito!


Fonte: Blog Cultura Nordestina
Imagem: http://www.enciclopedianordeste.com.br/imagens/biografias/751.jpg

quarta-feira, 31 de março de 2010

A ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL

    
      A Academia Brasileira de Literatura de Cordel é a entidade literária máxima a reunir, no Brasil, os expoentes deste gênero literário típico da Região Nordeste do país, com sede no Rio de Janeiro, e fundada a 7 de setembro de 1988. (Fonte: Wikipedia)
       Contando com acervo de já 13 mil títulos, o cordelista Gonçalo Ferreira da Silva capitaneou sua fundação, no Rio, através de etapas que, com apoio da Federação das Academias de Letras no Brasil, culminou com a aquisição de sede própria, reunindo na antiga capital do Brasil a entidade máxima do gênero. (Fonte: Wikipedia).
        Constituída por quarenta Cadeiras, assim como a Academia francesa que a todas as Academias serve de modelo, cada uma delas sob um Patronato, como a Brasileira, possui ainda a categoria de Sócios Beneméritos.

        Apesar de ser Brasileira, apenas vinte e cinco por cento de suas quarenta cadeiras estão reservadas a não-moradores da capital carioca. Situa-se à Rua Leopoldo Fróes, Nº 37, bairro de Santa Teresa.
(Fonte: Wikipedia).

FUNDADORES

Apolônio Alves dos Santos
José João dos Santos(Azulão)
Cícero Viera da Silva(Mocó)
Expedito Ferreira da Silva
Elias A. de Carvalho
Gonçalo Ferreira da Silva
Hélio Dutra(Santa Rita)
Manoel D`Almeida Filho
Paulo Nunes Batista
Eunice Cézae Souza
Miriam Machado Bellini
Cícero Quaresma Fernandes
Sebastião Campelo(Sepalo)
Waldomiro Félix Galvão
Rodolfo Coelho
Cavalcanti Filho
José Alves Sobrinho
Gonçalo Gonçalves Bezerra
Minelvino Francisco Silva
Homero do Rêgo Barros
Francisco Sales Arêda
João Lucas Evangelista
Abraão Batista
Pedro Bandeira de Caldas
João de Cristo Rei
João Alves Santos
Salomão Rovedo(Sá de João Pessoa)
Severino Borges da Silva
José Costa Leite
Ivanildo Vila Nova
Luiz Gonzaga de Lima
João Firmino Cabral
Manoel Pereira Sobrinho
Manoel Alves de Souza(Santa Maria)
Eneas Tavares dos Santos
Antônio Teodoro dos Santos
Antônio Alves de Lima
Manoel Messias
Maria do Livramento
(Fonte: Site da ABLC)

Patronos e Membros


Cadeira        Patrono                                 Ocupante
 
1        Leandro Gomes de Barros           Cadeira vaga
  
2        José Pedro de Barros                  Cadeira vaga

3        Firmino Teixeira do Amaral          Gonçalo Ferreira da Silva

4        Apolônio Alves dos Santos           Moreira de Acopiara

5        José Camelo                                João José dos Santos

6        Guerra Vascurado                       Sepalo Campelo

7        João Martins de Athayde             Marcus Lucenna

8        Sebastião Nunes Batista               Abelardo Nunez

9        Luiz da Costa Pinheiro                 Olegário Alfredo

10      Catulo Cearense                          Cadeira vaga

11      José Pacheco                               Klévisson Viana

12     Francisco das Chagas Batista        Paulo Nunes Batista

13     Delarme Monterio Silva                 Marco Haurélio

14     Pacífico Pacato Cordeiro Manso   William J. G. Pinto

15     Patativa do Assaré                         Antônio Francisco Teixeira de Melo

16     Veríssimo de Melo                        Adriana Cordeiro Azevedo

17     Silvino Pirauá                                Manoel Santamaria

18     José Bernardo da Silva                 Maria Rosário Pinto

19     Leonardo Mota                            Messody Ramiro Benoliel

20     Manoel D'Almeida Filho               Glória Fontes Puppin

21     Joaquim Batista de Sena               Guaipuan Vieira

22     Antônio Batista Guedes                Argeu Sebastião da Motta

23     Capistrano de Abreu                    Agenor Ribeiro

24     Silvio Romero                              Heloisa Crespo

25     Juvenal Galeno                             Francisco Silva Nobre

26     Luís da Câmara Cascudo             Crispiniano Neto

27     M. Cavalcante Proença                Zayra Coutinho

28     Caetano Cosme da Silva              Cadeira vaga

29     Manoel Caboclo e Silva               Maria Luiza

30     José Galdino da Silva                   Duda Cícero Pedro de Assis

31    Umberto Peregrino                       Ivamberto Albuquerque Oliveira

32     José da Luz                                 Antônio de Araújo (Campinense)

33     Rodolfo Coelho Cavalcante         Wanda Brauer

34     Manoel Camilo dos Santos           Luis Nunes Alves (Severino Sertanejo)

35     José Praxedes                              Cadeira vaga

36      Adelmar Tavares                         Antônio Bispo dos Santos

37      José Soares                                 J. Victtor

38      Manoel Tomaz de Assis               Manoel Monteiro

39      Sebastião do Nascimento             Cadeira vaga

40      João Mequíades Ferreira             Arievaldo Viana

Fonte wikipedia
     A cadeira de n° 21, pertencente ao poeta Joaquim Batista de Sena, paraibano de Patos, que residiu muitos anos no Ceará, em Redenção, será ocupada pelo poeta piauiense Guaipuan Vieira, radicado no Ceará. Guaipuan foi o responsável em Fortaleza, na década de 80 pela retomada dessa cultura de feira, contribuiu para que na década de 90 surgissem novas entidades e editoras em todo o Nordeste. A escolha da ABLC,por este vate do cordel é de grande importância, enriquece muito mais seu quadro.
Fonte wikipedia.

Imagem: http://blog.farofa.net/up/f/fa/blog.farofafilmes.com/img/ilustra_esq4.gif

terça-feira, 30 de março de 2010

SOBRE MANOEL BELIZARIO



(Escritor de cordel [e outros estilos de poesia], romance, conto, crônica teatro e novela.)

É licenciado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba; é especialista em Língua, Linguagem e Literatura; é natural de Aguiar (PB) e atualmente reside em João Pessoa onde trabalha como professor de Língua Portuguesa nas redes estadual (da Paraíba) e municipal (de João Pessoa).
Na estilística do cordel, é autor dos seguintes folhetos, livros e poemas:

 FOLHETOS

A arte de pirangar – 2009
A médica que apodreceu em vida por ter maltratado os pacientes (folheto) – 2009
Alerta ao usuário do Orkut – 2007
As aventuras de Teó da Lage em busca de assombração – 2011
Carta de Satanás ao Sistema Correio de Comunicação – 2009
Carta de m jumento à CNBB por causa das presepadas de um bispo – 2009
Carta do primo jumento ao goleiro Bruno – 2010
Cordel do ECA – 2007
Conselhos de mãe – 2004 
Fora Ricardo Teixeira – 2011
História de trancoso – 2004
Homenagem ao CQC – 2010
Homenagem aos políticos corruptos – 2008
Lamentos de uma Tuia – 2008
Melancolias de um Sertanejo Longe de Seu Torrão – 2009
O assassinato da juíza Patrícia Acioli – 2011
O Casamento da Feira de Caruaru com o Povo Brasileiro – 2010
O Homem que teve 300 mil filhos depois de morto – 2009
O Político que analisou o peido e a bufa por falta do que fazer– 2009
O político que engabelou o povo comprando voto fiado nas eleições de 2008 – 2008
O romeiro e a promessa – 2009
O surgimento da mentira no brasil – 2010
Passeio em São Merdoê – 2008
Paulistas do paraguai no sertão – 2009
Peleja do aluno preguiçoso com o estudioso – 2004
Plano de assistência Social de João Pessoa – 2011
Recordando o Aguiar: meu torrão natal – 2010
Satan Processa Bin Laden e Bush Por Plágio e Difamação – 2007
Sítio Lages: a capital de Aguiar – 2010
Tributo ao sítio Oitis – 2010
Triste fim do jovem Besta Fera – 2010
Tiradentes: o lado mais fraco da corda – 2010
Tom e Macicley: uma história de amor – 2010
Tributo ao índio – 2010  
Versos em homenagem ao amigo Luiz – 2010
    
POEMAS (disponíveis na internet )

A chuva e o vento feito gato e rato – 2010
A arte da babação – 2012
Adeus morcego (de Augusto dos Anjos) – 2016
A confusão do IPED – 2015
À Pedra Bonita – 2016
À repugnância de “psicologia de um vencido” (do poeta Augusto dos Anjos) – 2016
Ao Padre Amâncio – 2016 
Aos logos os cordeiros – 2015
Ao verme operário das ruínas do poeta Augusto dos Anjos – 2016
Ápice e declínio de nossos impérios – 2016
As 200 mil toneladas de lixo que o gato comeu – 2015
Beco sem saída ou sem luzes no fim do túnel – 2014
Boicote no curral do poderio (poema) – 2015
Campanha para ajudar o nobre deputado Abelardo Camarinha – 2011
Candidatos A ou B ou Conveniências – 2014
Conversa com a saudosa arte cordel – 2010
Conselhos aos servos do rei sertão – 2010
Dia dos jovens – 2010
Dia mundial da saúde – 2010
Dilma presidente para dar continuidade ao governo nota mil – 2010
Eduardo Cunha e a ilusão voluntária – 2015
Emanuelle completa três aninhos de idade – 2018
Filme da vida real – 2018
Flor mulher – 2010
Hugo Mota: o deputado da pizza – 2015
João Pessoa: uma aventura na tábua de pirulito ou passeio em buracolândia – 2015
Lamento de um riacho sertanejo – 2006
Meu primeiro livro – 2011 O alimento cordel – 2011
Meu sertão sertanejo – 2010
Palavras ao vento nas cascatas da Web – 2010
Páscoa – 2010
Pedaços de silêncio – 2010
Reunião no céu sobre a copa do mundo – 2010
Semeando cordel na plataforma da WEB – 2011
Mensagem dos professores aos alunos concluintes do Augusto dos Anjos João Pessoa – 2016
Meu  sertão particular – 2015
Nuvens nas nuvens – 2018
Ode à madrugada – 2010
O amor de Emanuelle – 2015
Paraíba Saqueada – 2011
Privatização da arte – 2015
O pato arrependido – 2016
Parabéns, Emanuelle – 2017 Parabéns, Campina Grande – 2010
Poesia sertã – 2010
Por Justiça Social – 2010
Setenta por cento de espinhos – 2015
São João Sertanejo – 2007 Velório no sertão – 2010
Sertão Sertanejo, Sertanejo Sertão – 2010
Versos para minha mãe Maria José – 2017
Versos para Rosário – 2012
Vossa excrescência – 2016
Vinde à nós ó poesia – 2015

   LIVROS
      Trágica história de amor – 2018

Na área poética diversa do estilo do cordel, publicou as seguintes obras:

LIVROS

Cavalgando o Sol – 2015

POEMAS

Capital da Paraíba – 2010
Dorme em paz, meu defunto – 2010
Irmã Dorothy Stang – 2010
O Amor Pelo Torrão Desperta a Resistência Sertaneja – 2010

Além disso, foi premiado nos seguintes concursos de poesia:

1°Concurso de Poesia Narciso Araújo da Academia de Artes Cultura e Letras de Marataízes – ES (2013) – poema “Palavragem;
Prêmio Cataratas de Contos e Poesias de Foz do Iguaçu, PR (2012/2013) – Poema “Receita de Po(ema)";
10º Concurso de ‘Poemas no Ônibus’ de Gravataí, RS (2013) – poema “Transferidor”;
Sarau Virtual “Reticências em Versos”, Guarulhos, SP (2013) – poema “Ipsis Litteris” (publicado na obra "Poesia em Trânsito").


Parte de sua obra está disponível gratuitamente em sites e blogs na internet podendo ser acessada por meio de buscadores ou pelo blog cordelparaiba.blogspot.com.

(Atualizado em 2018)