CORDEL PARAÍBA
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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.
(Manoel Belisario)
terça-feira, 4 de agosto de 2015
ÁPICE E DECLÍNIO DE NOSSOS IMPÉRIOS
domingo, 2 de agosto de 2015
JOÃO PESSOA: UMA AVENTURA NA TÁBUA DE PIRULITO OU PASSEIO EM BURACOLÂNDIA
Quem dirige em João Pessoa
quinta-feira, 8 de março de 2012
Cordelista Manoel Belizario desenvolve o projeto “Cordel no Espaço Escolar”
Durante este mês de março, o cordelista e administrador deste blog, Manoel Belizario, está desenvolvendo o projeto “Cordel no Espaço Escolar”. A iniciativa ficou em 3° lugar no Prêmio Mais Cultura de Literatura de cordel 2010 e pretende influenciar a leitura de Literatura de Cordel nas escolas de João Pessoa. Cinquenta escolas estão sendo beneficiadas com a doação de cinquenta e seis folhetos de cordel divididos nos seguintes títulos: Cordel do Estatuto da Criança e do Adolescente, Alerta ao Usuário do Orkut/Lamentos de um Riacho Sertanejo, Peleja do Aluno Preguiçoso com o Estudioso, Conselhos de Mãe e O Político que Engabelou o Povo Comprando Voto Fiado nas Eleições de 2008. As escolas beneficiadas são:
EE IEP
EE José Lins do Rego
EE Liceu Paraibano
EE Presidente João Pessoa
EE Professora Maria Geni de Sousa Timóteo
EEEF Doutor José Medeiros Vieira
EEEF Doutor Otavio Novais
EEEF Epitácio Pessoa
EEEF Frei Martinho
EEEF Irmã Severinha Cavalcante Brito
EEEF Isabel Maria das Neves
EEEF Padre Miguelinho
EEEF Professor Mateus Ribeiro
EEEF Professora Argentina Pereira Gomes
EEEF Professora Olivina Olivia Carneiro da Cunha
EEEF Tiradentes
EEEFM Cônego Nicodemos Neves
EEEFM Papa Paulo VI
EEEFM Professora Liliosa de Paiva Leite
EEEFM Professora Maria do Carmo Miranda
EEEIEF Adelaide de Novais
EEEIEF Gonçalves Dias
EEEIF Professor Orlando Cavalcanti Gomes
EEEM Professora Úrsula Lianza
EM Agostinho Fonseca Neto
EM Almirante Barroso
EM Américo Falcão
EM Analice Gonçalves de Carvalho
EM Aníbal Moura
EM Arnaldo de Barros
EM Augusto dos Anjos
EM Cantalice Leite Magalhães
EM Castro Alves
EM Damásio Franca
EM Francisco Pereira Nóbrega
EM João Monteiro da Franca
EM João Santa Cruz
EM José Novais
EM Leônidas Santiago
EM Luiz Gonzaga Burity
EM Luiz Mendes Pontes
EM Oscar de Castro
EM Padre Pedro Serrão
EM Professor Durmeval Trigueiro Mendes
EM Professora Anayde Beiriz
EM Rotary Francisco E. de Aguiar
EM Santa Ângela
EM Santos Dumont
EM Ubirajara Targino Botto
EM Zulmira de Novais
Equipe de apoio: Danielle Santos e Diego Santos
domingo, 15 de maio de 2011
Projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade” é lançado em João Pessoa
Fonte: Jornal da Besta Fubana
O professor e poeta popular Manoel Messias Belizario Neto lançou neste mês de maio em João Pessoa um projeto patrocinado pelo Fundo Municipal de Cultura chamado “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade”. A iniciativa se propõe a produzir o livro (de autoria do proponente do projeto) denominado “Agruras de um Poeta Popular ou Congresso dos Poetas Populares no Paraíso”.
A proposta pretende difundir a literatura de cordel no âmbito escolar e garantir à população em geral acesso de baixo custo a este fazer poético – além de incentivar o poeta. Para tanto, metade dos livros produzidos será doada em igual número a cem escolas do município de João Pessoa e a outra metade será cedida ao autor.
O livro
É composto composto por quatro folhetos independentes e inéditos:
Folheto 1: “Agruras de um Poeta Popular ou Congresso dos Poetas Populares no Paraíso” : Narra a história do poeta Popular Zé Damião que vive de vender folheto em feira. Mas um dia, após a massificação do rádio, luz elétrica e TV, ele cai em descrédito, entra em depressão e morre. Ao chegar ao Paraíso se depara com os grandes da poesia popular que vão discorrer num congresso os porquês da atual situação da Literatura de Cordel.
Folheto 2: “As Aventuras de Teó da Lage em Busca de Assombração”: O Arcanjo Gabriel expulsa o diabo do inferno sem que Deus saiba. Por isso, sem inferno, o diabo, almas penadas e demônios passam a morar na Terra. Satanás, reivindicando sua casa de volta, toma posse do corpo de uma princesa. Teó, o destemido “caçador de assombração” é escolhido para devolver o inferno ao diabo e assim libertar a terra dos espíritos maus que a habitam.
Folheto 3: “O Romeiro e a Promessa”: Um romeiro para se ver livre de uma doença faz uma promessa para São Francisco do Canindé. Promete que se ficar curado dará ao santo uma cabeça pensante. O santo afirma incrédulo que é impossível encontrar uma cabeça pensante livre, mas já que o romeiro prometeu terá de cumprir – arriscando-se a virar jumento caso não encontre. A história gira em torno da luta deste romeiro aventureiramente em busca de tal cabeça.
Folheto 4: “Histórias de Trancoso”: Dois senhores sertanejos replicam entre si histórias de Trancoso contadas como verdade absoluta. São afirmações exageradas, mas muito bem-humoradas.
Lançamento
Local: NUPPO (Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular) Térreo do Prédio da reitoria da UFPB (à direita da CODESC)
Data: 27 de maio de 2011
Hora: 10:00 (manhã)
Preço: R$: 7,00
O Autor
Manoel Messias Belisario Neto é natural de Aguiar PB e atualmente reside em João Pessoa. É graduado em Letras pela UFPB e autor de vários títulos de cordel, entre eles “Satan Processa Bin Laden e Bush por Plágio e Difamação”, premiado pela Funjope no Concurso Novos Escritos 2007 e “Cordel do Estatuto da Criança e do Adolescente” publicado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa e pelo Ministério Público da Paraíba. Ficou em 3° lugar na categoria criação e produção do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel do Ministério da Cultura edição 2010. No momento coordena o projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade” – iniciativa aprovada no edital do Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa 2010. É professor de português em Alhandra PB e orientador social de jovens no programa Projovem Adolescente na capital.
Escolas de João Pessoa beneficiadas pelo projeto com cinco exemplares cada:
1. Afonso Pereira da Silva
2. Agostinho Fonseca Neto
3. Almirante Barroso
4. Américo Falcão
5. Ana Cristina Rolin Machado
6. Analice Caldas
7. Analice Gonçalves de Carvalho
8. Anayde Beiriz
9. Ângelo Francisco Notare
10. Anibal Moura
11. Anita Trigueiro
12. Antenor Navarro
13. Antonia do Socorro Machado
14. Apolônio Sales de Miranda
15. Argentina Pereira Gomes
16. Arnaldo de Barros Moreira
17. Aruanda Rua Eudídice
18. Augusto dos Anjos
19. Aylton Cavalcanti de Ataíde
20. Cantalice Leite
21. Carlos Neves da Franca
22. Celso Furtado
23. Cícero Leite
24. Claudina Mangueira de Moura
25. Cônego João de Deus
26. Cônego Mathias Freire
27. Coracão Divino
28. Damásio Franca
29. Darcy Ribeiro
30. Daura Santiago
31. Diotília Guedes
32. Dom Helder Câmara
33. Dom Marcerlo P. Carvalheira
34. Dr. José Medeiros Vieira
35. Duarte da Silveira
36. Dumerval Trigueiro Mendes
37. Duque de Caxias
38. Escritor Horácio de Almeida
39. Escritor José Lins do Rego
40. Euclides da Cunha
41. Francisca Moura
42. Francisco Edward de Aguiar
43. Frei Afonso
44. Frei Albino
45. Frutuoso Barbosa
46. General Rodrigo Otávio
47. Governador Leonel Brizola
48. Henrique Dias
49. Hugo Moura
50. Índio Piragibe
51. João Gadelha de Oliveira
52. João Medeiros
53. João Monteiro da Franca
54. João Santa Cruz
55. João XXIII
56. Jornalista Raimundo Nonato
57. José Américo de Almeida
58. José Eugênio Lins de Albuquerque
59. José Novais
60. José Peregrino
61. Lions Tambaú
62. Luiz Augusto Crispim
63. Luiz Mendes Pontes
64. Luiz Vaz de Camões
65. Luiza Lima Lobo
66. Lyceu Paraibano
67. Maria Ruth de Souza
68. Moema Tinoco Cunha Lima
69. Mons. João Coutinho
70. Monteiro Lobato
71. Napoleão
72. Nazinha Barbosa
73. Olívio Ribeiro Campos
74. Orlando Gomes
75. Oscar de Castro
76. Padre Leonel da Franca
77. Padre Pedro Serrão
78. Papa Paulo VI
79. Paulo Freire
80. Pedra do Reino
81. Pedro Augusto Porto Caminha
82. Presidente João Pessoa
83. Prof. Luis Gonzaga de Albuquerque Burity
84. Profª Maria Bronzeado Machado
85. Profa. Liliosa de Paiva Leite
86. Profa. Maria Geny de Souza Timóteo
87. Profa. Olivina Olívia
88. Professora Úrsula Lianza
89. Renato Lima
90. Santa Ângela
91. Santa Emília de Rodat
92. Santos Dumont
93. Seráfico da Nóbrega
94. Severino Patrício
95. Tharcilla Barbosa da Franca
96. Ubirajara Pinto Rodrigues
97. Violeta Formiga
98. Virgínius da Gama e Melo
99. Zulmira de Novais
100. Zumbi dos Palmares
domingo, 25 de julho de 2010
CORDEL: TOM E MACICLEY: UMA HISTÓRIA DE AMOR
No dia 25 de junho de 2010 os amigos Tom e Macicley trocaram alianças de noivado. Tom tinha me pedido já há algum tempo um cordel que relatasse desde o início do namoro até aquele momento. Fiz uns versos e coloquei tudo num livreto de cordel. A ornamentação do ambiente foi toda em estilo sertanejo com sanfona, ferro de engomar em brasa, folhetos de cordel e etc. Tudo muito bonito. Pedi ao casal para compartilhar o cordel deles com vocês e eles me deram aval. Leiam e se gostarem podem deixar um comentário.
Falar de coisas bonitas
Com poesia e calor
Quase sempre emociona
Quem ouve, o receptor.
Principalmente se o tema
Está voltado pro amor.
Como a história a seguir
Que me proponho a narrar
A qual envolve um casal
Craque na arte de amar.
Namoraram oito anos
E agora eles vão noivar.
A história deste amor
Tem início em dois mil
E dois quando Marcicley
Em Timbaúba surgiu
Numa festa de São João.
Foi ali que Tom a viu.
E iniciaram um namora
Na ‘fulô’ da mocidade.
Ele tinha dezessete.
Já ela tinha a idade
De 15 anos, porém
Morava em outra cidade.
Movidos pela paixão
E pelo amor lancinante
Decidiram namorar
Mesmo que fosse distante.
Ele só pensava nela
E ela nele a todo instante.
Voltando pra João Pessoa
Marcicley ficou surpresa.
Assim que entrou em casa
Encontrou por sobre a mesa
Uma carta que dizia
“Para a mais linda princesa”.
Abriu a carta em silêncio
Escondendo a emoção.
A carta dizia assim:
“Marcicley minha paixão
Sempre que penso em você
Bate forte o coração”.
“Nunca senti por ninguém
O que sinto por você.
A coisa melhor do mundo
Foi vir a te conhecer.
E agora que encontrei
Não quero mais te perder.”
E assim quase todo dia
Chegava correspondência
Na casa de Marcicley.
Ia compensando a ausência.
Até que um dia Tom disse:
Acabou-se a paciência.
Foi aonde estava o pai
E disse: “meu pai eu sei
Que eu vou contrariá-lo,
Porém hoje a maior lei
Que rege meu coração
É chamada Marcicley”.
“Digo isso, meu bom pai,
Porque estou indo agora
Embora pra João Pessoa.
A cidade onde ela mora.
Se não for sei que enlouqueço
Penso nela toda hora”.
O pai ficou revoltado
Disse: “Tom, como é que é?
E os cursos do CEFET
E da UFPE?
Tom respondeu: “deixo tudo
Pelo amor desta mulher.”
“Vou morar em João Pessoa
A tão verde capital
Lá não ficarei parado
Fiz vestibular no qual
Passei. Então vou cursar
O Serviço Social.”
Ao dizer isto partiu
As terras paraibanas.
Chegando aqui o começo
Não foi fácil, mas quem ama
Supera a dificuldade
Numa luta quase insana.
Marcicley sentiu no peito
A maior felicidade
Porque agora moravam
Ambos na mesma cidade.
Tom também sentia o mesmo
Como reciprocidade.
Com a chegada de Tom
O amor fica mais intenso
Mais profundo, firme e forte.
Transforma-se em mar imenso.
A presença dela aplaina
Qualquer sentimento denso.
Hoje é data especial
Deste amor relatado.
Veio a paquera, o namoro
E agora vem o noivado
Mais uma fase importante
Pra um casal apaixonado.
Todos ficamos felizes
Vendo o amor se fazer
Concreto em duas vidas
Entrelaçadas porque
Quem rega a planta do amor
Bons frutos irá colher.
Com o noivado se fecha
Mais um ciclo cujo som
Nas vozes dos convidados
Soam Marcicley e Tom
Como dois protagonistas
Do amor sincero e bom.
E nós como expectadores
Deste romance real
Pedimos a Deus que sempre
Abençoe este casal
Dando a ele compreensão,
Paz, saúde e a direção
Da união ideal.
Imagem cedida pelo casal
sábado, 17 de julho de 2010
CARTA DO PRIMO JUMENTO AO GOLEIRO BRUNO (verso II. Leia tb o verso I )
Bruno você que ganhava
400 mil reais
Por mês e agora lascado
Vai apodrecer atrás
Das grades de uma cadeia.
Porque não pensou, rapaz.
Bruno você perdeu tudo
O que tinha de uma vez.
Teu filho quando crescer
Quando souber do que fez
Jamais vai te perdoar.
Apodreça no xadrez!
Bruno meu primo escute
O clamor deste parente:
Assuma o crime que fez.
Não dê uma de inocente.
Todo mundo sabe, primo
Que você é delinqüente.
Meu primo a casa caiu.
Aconselhe Macarrão.
Diga que conte a polícia
A verdadeira versão.
Assim vocês pelo menos
Diminuem esta tensão.
Diga ao Bola, o assassino,
Que entregue os restos mortais
De Elisa, porque meu primo
Ninguém não agüenta mais.
Meu primo quem sabe Deus
Te livra do Satanás.
Porque de Bangu eu sei
Que ninguém vai te livrar.
Nem você nem seus amigos,
Pois todos têm que pagar
Por toda a perversidade,
Primo, vocês vão penar.
Primo aí neste hotel,
Neste chalé em Bangu,
Em vez de comer lasanha
Sushi, salada, peru
Agora vai desfrutar
De feijão com ovo cru.
Eu prefiro meu capim
Porém prezo a liberdade.
Sou um jegue pobre, mas
Tenho muita dignidade.
Por onde passo me aplaudem
Por minha idoneidade.
Primo meu então responda:
Qual dos dois é o jumento.
Eu por aqui no roçado,
Você por aí detento.
Eu com o meu nome limpo,
Você com o seu nojento?
(Fim)
Manoel Messias Belizario Neto
Imagens extraídas da internet
sexta-feira, 16 de julho de 2010
CARTA DO PRIMO JUMENTO AO GOLEIRO BRUNO
VERSO I
Bruno aqui quem vos fala
É um animal sedento
Pra lhe falar a verdade
Entalada ‘goela a dento’.
Goleiro do Fla sou eu
O seu priminho jumento.
Bruno sempre confundi
Tua origem de equinia.
Às vezes te achava jegue
Outras vezes pressentia
Que a alcunha de burro
Era a que melhor servia.
Bruno só porque o povo
Em Constância discrimina
Associando à burrice
A nossa etnia eqüina
Não deverias agir
Como este provérbio ensina.
Bruno por favor, meu primo.
Como é que um milionário
Abdica do bem bom
Agindo igual otário
Matando a mãe do seu filho
Visando o pecuniário?
Se houve maracutaia
Por parte de Elisa ou não.
Primo não adiantava
Fugir da situação.
O mínimo a se fazer
Era pagar a pensão.
Meu primo você tem pedra
Em lugar de coração.
Um bebê recém-nascido
Abranda nossa emoção.
Só você não sentiu nada
Com a natureza do Cão.
Bruno meu primo te digo:
Tua burrice maior
Foi se juntar com amigos
De qualidade pior
Que esterco boiando n’água.
Isto só me causa dó.
Porém não sei se os piores
Eram tu ou teus amigos.
Acho que toda esta corja
Que se juntava contigo
Inclusive você, primo,
Patrocinava o perigo.
Ninguém em nossa família
Antes tinha cometido
Um crime bárbaro deste.
Nem ao menos parecido.
É uma pena, meu primo
Ver que se tornou bandido.
(CONTINUA…)
Manoel Messias Belizario Neto
Imagens extraídas da internet
terça-feira, 13 de julho de 2010
REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO
VERSO IV
Eu vou fazer minha parte
Que é contra o treinador
Do Brasil farei com que
Leve pouco jogador
Bom de bola. Isto ajuda
Ele a ser o perdedor.
Já vocês façam o seguinte,
Sigam os conselhos meus:
Cheguem perto do senhor,
Digam que os votos seus
Sobre a copa é que “a voz
Do povo é a voz de Deus”.
Assim os santos fizeram,
Porém um santinho novo
Fez uma inversão na fala
Ao invés de dizer povo
O danadinho falou
Foi mesmo a palavra polvo.
Por isso um polvo profeta
Deus fez logo aparecer.
O diabo hipnotizou
O polvo pra ele dizer
Somente quem o diabo
Desejasse vir vencer.
Já a parte do Brasil
O diabo acertou em cheio:
Dunga teimoso quenem
Uma mula num rodeio
Levou muito jogador
Ruim para o grande torneio.
Por isso que o Brasil
Jogou feio e muito mal
Perdendo a copa do mundo
Numa quarta de final.
Dunga serviu ao diabo
Por ter um gênio fatal.
Já Paul, o polvo profeta,
Somente por artimanha
Do Cão deixou para trás
Seu país, a Alemanha.
O Cão disse “esta é por Hitler
Me copiar na campanha”.
Já Holanda, disse o diabo,
Também não deve vencer
Porque copiaram a mim
Liberando tudo ao ser
Humano que agora quer
Ir pra lá quando morrer.
Então só sobra a Espanha
Para ser a vencedora.
Não porque ela mereça,
Mas por não ser portadora
De nenhuma desavença
Que a fizesse traidora
Na opinião do Diabo.
E assim vence o torneio.
O Brasil, este, coitado,
Jogou mal e jogou feio,
Até hoje se perguntam
A que foi que o Brasil veio?
Assim que Deus descobriu
A falcatrua do insano
Condenou o pobre polvo
A viver só mais dois anos
Por ele ter sido servo
Do anjo do desengano.
Então todo brasileiro,
Inclusive o Manoel
Belizario, desde já
Vai apelando ao céu
Que não escute o diabo.
Aquele infeliz incréu.
Ó céus, vem aí a copa
Próxima, no nosso Brasil.
Deixem os santos de fora.
O diabo e todo covil.
Pois só assim venceremos
E o hexa levantaremos
Com um time nota mil.
Manoel Messias Belizario Neto
FIM
Fonte imagem: Internet
segunda-feira, 12 de julho de 2010
REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO
VERSO III
O Cão entrou de fininho
Foi até São Gabriel
Que presidia a sessão
Num auditório do céu.
Gabriel disse o que diabo
Tu que aqui ‘Lucifel’.
O capeta disse eu ia
Ver se ganhava uma alma
Porém de longe escutei
Gritos, sorrisos, e palmas
Então decidi subir.
Vocês precisam de calma.
Deixe eu dar uma palavra,
Porque tenho a solução.
Gabriel deu o aval,
Mesmo com a reprovação
De São Pedro e São Miguel
Fazendo maior sermão.
O Cão disse: camaradas
Deixemos as diferenças
De lado neste momento
De copa não importa a crença
Nem cor nem religião.
Ouçam-me com paciência.
Todos sabemos que Deus
Tem o seu apadrinhado.
O Brasil porque tem mais
Católicos do seu lado.
Temos que traçar um plano
Para isto ser mudado.
Manoel Messias Belizario Neto
(continua)
(Imagens da Internet)
domingo, 11 de julho de 2010
REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO
Verso II
Muitos santos concordaram
Com o apelo de Benedito.
Mas Frei Galvão disse assim:
O torneio é mais bonito
Quando o Brasil leva a taça.
É ou não é, Expedito?
Começa uma discussão
Parecendo o congresso
Ou senado brasileiro
Quando termina o recesso
Ou quando há interesses
No tramitar de um processo.
Teve um santo que pulou
Se eu fosse Deus, bem ligeiro,
Castigava o Brasil
Deixando-o em derradeiro
Para acabar com a história
Que Jesus é brasileiro.
Outra coisa o Brasil
Já foi campeão demais
É melhor outro país
Levar o troféu. Tomás
De Aquino diz parece
Uma obra do Satanás.
Quem deve ganhar é Itália
Disse isso e a confusão
Cresceu generalizada
Enquanto sorria o Cão
Espiando da janela
Aquela reunião.
Manoel Messias Belizario Neto
(continua)
Imagens da internet
sábado, 10 de julho de 2010
REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO
VERSO I

Antes da copa do mundo
Houve um congresso no céu
Para decidir quem era
Que levaria o troféu.
Foi um anjo que contou
Tudo a este Manoel.
O primeiro a falar
Ali foi São Benedito
Que Disse: quem deverá
Levar o troféu predito
É alguém da bela nação
Negra. Ouçam o meu grito.
A África do Sul merece
Porque é acolhedora
Esbanja alegria e charme
Que a tornam merecedora.
É grande tributo à África
No passado, sofredora.
Vós que estais aqui presente
Minha razão não engana.
Que vença qualquer nação
Desde que seja africana
Ficarei muito feliz
Se em primeiro for Gana.
Manoel Messias Belizario Neto
(continua)
Fonte Imagem
http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,15951738-EX,00.jpg
quarta-feira, 30 de junho de 2010
PESSOÁ VORTO IN BREVI
Ei amigos volto em breve
Com postagens no Cordel
Paraíba. Eu vos peço
Desculpem o Manoel.
Belizario, volto logo
Às rimas de menestrel.
Pronto, pra ser mais preciso:
Volto semana que vem
Com poemas sobre a copa.
Por isso peço: ninguém
Deixe de olhar o blog.
Deus nos abençoe. Amém!
terça-feira, 15 de junho de 2010
TRIBUTO AO SÍTIO OITIS (LOCAL DE MEU NASCIMENTO)
Tinha a casa de Pai Véi.
O meu avô Zé Parente.
Tinha a casa dos Lacerda,
Amarela e imponente.
A de Nequinho e a tapera
Onde residia a gente.

A terra era de João Nunes.
As pedras e o ar também.
Para mim, pequeno infante,
Não pertencia a ninguém.
Só a Deus de quem é tudo
Que este planeta tem.
A memória me resguarda
Vários lugares marcantes.
Sítio Oitis você se lembra
Daquela bela vazante
Que Pai Véi plantou à beira
Do rio mais importante?
Sítio Oitis você se lembra
Do grande pé de cajá
No terreiro de Nequim,
E do açude a sangrar?
Da gente pescando peixe
Nas grotas com landuá?
Sítio Oitis você se lembra
Daquele roceiro Abílio
E sua esposa Maria
Com sua ruma de filho
Subindo e descendo serra
Plantando roça de milho?
Sítio Oitis você se lembra
Daquela santa Maria
Lacerda que em teu caminhos
Deus a enviou um dia
Para recitar seus terços
E rezas com alegria?

Sítio Oitis talvez não lembres.
Acho que estás esquecido.
Acho não: tenho certeza.
Nada disso: ressentido.
Por termos te abandonado.
Revejo tudo caído.

A casa de meu Pai Véi
E outra onde fui criança
Caíram, porém estão
De pé em minha lembrança.
Todo dia passo nelas.
São valorosas heranças.
Assim como as sensações
Do chover à cor do vento.
Todas tem espaço vip
Nos reinos do pensamento.
Meu honrado sítio Oitis
Este humilde verso fiz
Contra teu esquecimento.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto
Imagens: Google Imagens
segunda-feira, 14 de junho de 2010
COLÉGIO BERNARDINO BENTO

Primeiro peço desculpas
Acaso eu venha esquecer
De algum educador
Que me ensinara a aprender
No colégio Bernardino
Grande fonte do saber.

Neste verso homenageio
Os mestres grandes amantes
Do conhecimento e que
Tornaram interessante
Minha breve adolescência.
Minha vida de estudante.
No Bernardino cursei
O ensino fundamental
De 5ª a oitava série
Uma fase especial.
Já o meu ensino médio
Cursei no Lídia Cabral.
No Berna estudei com Nida,
Onélio e Maria Barbosa,
Fátima Soares e ainda,
Com a Maria Pedrosa,
Maria Maia e Erenilda
Que me ensinou o que é ‘prosa’.

Ainda estudei com Tica
Viana e com Françuá.
Com Kilma, Creofe e Bozana
Que costumava falar
“Até tu Brutus”, se alguém
Começasse a bagunçar.
Com Pretinha e com Laurita
E outra Maria: a Duarte.
Estudei com dona ‘G’
Na disciplina de Artes.
Foi nesta escola que li
Sobre o Pedro Malasartes.
Neste tempo era Madrinha
Aglahé a diretora.
Marinalda era ‘faz tudo’:
Secretária, inspetora.
Ás vezes a gente achava
Que ela era supervisora.
Alguns dos fatos marcantes:
Palestras, apresentações,
Gincanas, cantar o hino
Ante as comemorações.
Parodiando Roberto:
“Foram tantas emoções!”.
Mas uma lembrança forte
Me vem é da ‘delegada’.
Falo de Fátima Soares
Assim ela era chamada
Por nós porque a mulher
Não tinha medo de nada.
Mas o nome ‘delegada’
Foi dado na ocasião
Em que a 8ª série
Trabalhou pra excursão.
Este apelido quem deu
Foi o amigo Gilsão.
Na turma da excursão
Era uma farra danada:
Armava barraca em festa,
Em carnaval, vaquejada.
Olhe eu não me esqueço nunca
Daquela turma animada.
![]()
Sem falar na excursão.
A festa maior ainda:
Ficamos mais de três dias
Na cidade de Olinda.
A gente saiu de lá
Até Itamaracá,
Porto de Galinhas, mar,
João Pessoa, capitá.
Meus amigos vou parar
Senão o verso não finda.
Autor: Manoel Messias Belizario Neto
Fonte Imagens: Google; Orkuts de Damião Alfredo e Leninha
e acervo pessoal do autor
sábado, 12 de junho de 2010
SÍTIO LAJES: A CAPITAL DE AGUIAR
Os outros sítios perdoem.
Por favor, não levem a mal.
Porém lhes peço acordem.
Vamos cair na real.
O Aguiar sempre teve
A Laje por capital.
A Laje é a capital
Por puro destinamento.
Você que é de outro sítio
Leia o verso, fique atento.
Veja porque é que a Laje
Ganhou tal merecimento.
A Laje antes de nascida
Já fora predestinada
Por Deus a dar de beber
A quem cruzasse sua estrada.
Profetas gritavam isto
Pelas ruas, nas calçadas.
“Eis que virá uma Laje,
São Francisco de Aguiar,
Que diante de outros sítios
Ela se destacará
E esta sede indigesta
Para sempre matará.
Eis que vira uma Laje
Onde haverá água e mel.
Quando ela nascer da terra
Parecerá mais o céu.
Ela banirá a sede
E seu legado cruel.”
Como ocorreu com Noé
O povo descreditava.
Ficava tudo mangando
Quando o profeta passava.
Apesar do povo incréu
Ele não desanimava.
No ano de mil e nove
Centos e oitenta e seis
A Laje se tornou mar
E a profecia se fez
Cumprida expulsando a sede
Do Aguiar de uma vez.
Pois aquele açude vasto
Tinha maná saboroso.
Águas azuis cristalinas.
Chamaram-no Frutuoso.
A sede não tem mais vez
Em seu terreno arenoso.
Criou-se uma praia imensa
Em torno daquele mar.
Sua beleza atraiu
Gente de todo lugar.
Pessoas do mundo inteiro
Vêm a ele se banhar.
Porque a água do açude
Da laje é abençoada.
Frei Damião tomou banho
Nele numa madrugada.
Por isso com sua água
Toda doença é curada.
Diga se existe outro sítio
Que tem um açude santo.
Cujas serras que o rodeiam
Têm pedra cheia de encanto.
História igual a da Laje
Ninguém conta noutro canto.
Qual é o paraibano
Que não sonha conhecer
A capital de Aguiar,
A Laje, quero dizer.
Quem não visitou a Laje
Não sabe o bom do viver.
Autor: Manoel Messias Belizario Neto
Imagens: Google Maps
quinta-feira, 10 de junho de 2010
RECORDANDO O AGUIAR: MINHA TERRA NATAL
Do Aguiar me recordo
Muito da Rua do Rio.
Brincávamos nas caieiras
Em todo o tempo de estio
De polícia e de bandido.
Quando lembro até sorrio.
Em Aguiar me recordo
Do meu avô Zé Parente
Que me acolheu em seu lar
Me ajudando a ser gente.
Deus o tenha em sua luz
Celestial permanente.
Em Aguiar me recordo
Da Igreja e da pracinha.
Os casais de namorado
Se agarrando à noitinha.
A gente girando nela
Querendo uma paquerinha.
Em Aguiar não me esqueço
Da bela Igreja Matriz.
Ali perto de Deus Pai
Posso dizer ‘fui feliz’
Nas graças do padroeiro
E de São Francisco de Assis.
Do Aguiar me recordo
Das festas de São João.
Na Laje fogueira acesa.
Gente soltando rojão
Tomando fogueira alheia
Numa imensa diversão.
Do Aguiar me recordo
Bem do Bernardino Bento
Que proporcionou a mim
Alguns melhores momentos
De minha vida escolar
Bons amigos fiz por lá.
Bebi do saber sedento.
Do Aguiar me recordo
Também do Lídia Cabral
Onde cursei o ensino
Médio e foi tão legal!
Com o ensino de lá
Passei no vestibular
E vim para a capital.
O Aguiar traz à tona
Diversas recordações.
Principalmente das brenhas,
Córregos e ribeirões..
A caatinga ressequida.
A veste pura e bendita
Que revestem os sertões.
Aguiar terra bendita
Onde nasci e cresci:
Como faz a maioria
Um dia também parti.
Às vezes vem nostalgia,
A saudade contagia,
Porém não me arrependi.
Aguiar Terra bendita
Tão bonita de se ver,
Mas como todo o sertão
Ruim para pobre viver.
A seca, a necessidade,
A pouca oportunidade
Me afastou de você.
Porém tudo o que vivi
Fica sempre na memória.
Cravado no coração.
Faz parte da minha história.
A qual perpassa meu ser
Seja na queda ou na glória.
Autor: Manoel Messias Belizario Neto
Fonte imagens: Google imagens, Google Maps e Orkut dos amigos Leninha e Damião Alfredo.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
CORDEL DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
Vou contar para
vocês
O que deixou
tão contente
O nosso país
inteiro,
Porém,
especialmente,
Aqueles que a
todo instante
São grupo tão
importante:
A criança e o
adolescente.
***
Em julho do ano
noventa,
Pudemos
comemorar
Que o Governo
Federal
Decidiu
legitimar
Como lei esse Estatuto,
Um excelente
atributo
Para nos
auxiliar.
Antes dos anos
noventa,
Lembram bem as
entidades
E toda a
população
As reais
dificuldades
Pra criança e
adolescente,
Em especial
carente
De família de
verdade.
***
Depois de ser
sancionada
Pouca gente
acreditou
Que ela fosse
posta em prática,
Porém tanto se
lutou!
Agora temos a
lei
E então, meus
amigos, sei
Que a espera
terminou.
Só sabe o valor
do ECA
Quem vivia a
perecer
Precisando de
um auxílio
Pra poder se
defender.
Sem ele o grupo
em questão
Não achava
solução.
Não havia o que fazer.
***
Mas consolidar
o ECA
Não foi algo
fácil não.
Movimentos
sociais
Lutando
deram-se as mãos
E unidos à
sociedade,
Defendendo tal
idade,
Conseguiram
essa ação.
***
Por isso esse
público-alvo
Tem muito a
comemorar
Também todo
segmento
Que lutou para
alcançar.
Não só no treze
de julho,
Devemos mostrar
orgulho,
Em qualquer
data e lugar.
Mas é ineficaz,
amigos,
Se ficarmos
todos sós
Tentando fazer
cumpri-lo.
Temos que
juntar a voz.
Sempre que
alguém precisar
Deve, o ECA,
apresentar
Para desatar os
nós.
***
A seguir
selecionamos
Uns artigos pra
você
Ver a tão
grande importância
Que o ECA veio
trazer
À criança e
adolescente
E a toda a
nossa gente.
Bora,
amigo,vamos ver?
ARTIGOS 2 E 4
Considera-se
criança,
Diz o texto
condutor
Da lei, a
pessoa de
Uma fase
inferior
A 12 anos de
idade,
(Infância cuja
saudade
É nosso jardim de flor.)
***
Este artigo se
completa
Dando a
seguinte verdade:
É adolescente
àquele
Nos verdes anos
da idade
Dos doze aos
dezoito anos,
E, como seres
humanos,
Têm direito à
liberdade...
...Cultura e
dignidade
Também esporte
e lazer.
Além disso, tem
direito
De em família
conviver
E toda a
comunidade
(Com toda
amabilidade)
Deverá lhes
acolher.
E é dever da
família,
Governo e
população
Assegurarem
direito
À saúde e
educação,
Alimento,
moradia,
Promoção e, com
harmonia,
profissionalização.
ARTIGO 16
Compreende, meu
amigo,
O direito à
liberdade,
Ir e voltar sem
agravos,
Seja no campo
ou cidade;
Brincar, ter
religião,
Expressar
opinião
Nos temas da
sociedade.
ARTIGO 53-54
Crianças de
zero a seis
Têm direito à
educação,
a creches, a
pré-escolas,
Pois é uma
obrigação
Estatal
assegurar-lhes
O cuidado e
sempre dar-lhes
Essa inteira
proteção.
***
Crianças e
adolescentes,
Como instituto
legal,
Ganham direito
aos Ensinos
Médio e
Fundamental,
Gratuito (e
todo respeito
Do professor,
que é sujeito
Com um papel principal).
ARTIGO 60
Acerca da
execução
De trabalho, (o
que a lei diz?)
Só pode ser
contemplado
Na condição de
aprendiz
Por menores de
14.
(Que já podem
fazer pose)
Pra esta idade
é o que condiz”.
ARTIGO 62
Tem-se como
aprendizagem
A seguinte
formação:
Técnico
profissional,
Segundo a
legislação
(Que está
exposta nas frases)
Das diretrizes
e bases
Da, em vigor,
educação.
ARTIGO 70
É dever de todo
mundo
Prevenir a ocorrência
De violarem
direitos
Da infância e
adolescência.
(Já que em
nossa sociedade
Com tamanha
falsidade
Encontramos tal
tendência.)
ARTIGO 74
Fica a cargo do
poder
Público tal
empreitada
De regular
espetáculos
E, assim,
manter informada
(Sem qualquer
um retrocesso)
A faixa etária
de acesso,
Ou seja, a
idade adequada.
ARTIGO 75
Só poderão
ingressar
E manter-se nos
locais
De exibição de
espetáculos
Acompanhados
dos pais
Ou dos
responsáveis sanos,
As crianças de
10 anos
E, a seguir,
temos mais.
ARTIGO 76
As emissoras de
rádio
E de
teledifusão,
Nos horários
reservados
Para o público
em questão,
Só exibirão
programas
Que tragam bons
panoramas
Para sua
formação.
ARTIGOS 81 E 82
Armas, munições
e fogos,
Explosivos e
bebidas?
À criança e
adolescente
Têm a venda
proibida!
Assim como a
hospedagem
Só com os pais
‘na bagagem’
Em toda e qualquer guarida.
ARTIGO 98
Se os direitos
nesta lei,
Reconhecidos
citados,
Padecerem
ameaças
Ou se forem
violados,
Os meios de
proteção
Com certeza
deverão
Logo serem
acionados
***
Por ação, por
omissão
Da sociedade ou
do Estado;
Ou daqueles a
quem foi
Este grupo
confiado;
Ou em razão da
conduta
Vinda da
própria labuta
Do público-alvo
citado.
ARTIGO 131
Há um órgão
permanente
Que se destina
a zelar
Pelos direitos
citados
De maneira
salutar.
Que age com
autonomia,
Implacável todo
dia:
O Conselho
Tutelar.
ARTIGO 132
Portanto em
cada cidade,
Deve, ao menos,
funcionar,
Composto por
cinco membros,
1 Conselho
Tutelar.
Tais membros
são escolhidos,
Sem auxílio dos
partidos,
Pelo voto
popular!
ARTIGO 146
O poder de
autoridade
Que esta lei
faz referência
É o Juizado da
Infância,
Juventude e
Adolescência.
A norma
judiciária,
A qual não é
arbitrária,
Quem dá tal
proveniência.
Meus amigos,
esta lei
Deverá ser
entendida
Como alento que
chegou
Para melhorar a
vida
De criança e
adolescente,
Daqueles,
principalmente,
Que viviam sem
saída.
Cabe a cada um
de nós
Exigir seu
cumprimento
Buscando as
autoridades;
Intimando o
parlamento,
Para que o ECA
não seja
Reclames de
quem verseja,
Palavra lançada
ao vento.
Este cordel
importante,
Amigos, termino
aqui.
Quem tiver
alguma dúvida,
Favor é só conferir
No Estatuto a
informação
Que este
simples co-irmão
Trouxe para
lhes servir.
Crianças e
adolescentes,
Porém devem
entender
Que, além dos
tantos direitos
Listados para
você,
Há deveres a
cumprir,
Para no amanhã
surgir
Um cidadão pra
valer.
Autor: Manoel
Messias Belizario Neto
Imagem do mesmo
autor
Texto revisado pelo autor em 24/07/2021


