CORDEL PARAÍBA

**

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



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terça-feira, 4 de agosto de 2015

ÁPICE E DECLÍNIO DE NOSSOS IMPÉRIOS



(Por Manoel Belizario)

Correndo em busca da vida
Usando como suporte
Vontade, coragem, garra
E por assessora a sorte
(A vitória é garantida)
Uma mão segura a vida
E a outra sustenta a morte.

É certeza ter sucesso
Quando o esforço é redobrado;
De um pódio que toca o céu
Requer descer com cuidado;
Na queda se dobra o peso;
Pra cada segundo aceso
Outro igual é apagado;

Não adianta no salto
Alto andar com segurança,
Pois uma queda brutal
Não vai sair da lembrança.
Se viver é perigoso
Então para o orgulhoso
Não há nenhuma esperança.

Viver é realizar-se
Nas alegrias alheias;
Viver é dar às ideias
Liberdade e não cadeias;
Muita gente já morreu
E achando que enviveceu
Anda sem sangue nas veias.

domingo, 2 de agosto de 2015

JOÃO PESSOA: UMA AVENTURA NA TÁBUA DE PIRULITO OU PASSEIO EM BURACOLÂNDIA




(Por Manoel Belizario)

Quem dirige em João Pessoa
É constantemente aflito,
Temendo que a artimanha
De um buraco maldito
Lhe estrague o automotor
Assim segue o condutor
Na TÁBUA DE PIRULITO.

Buraco por todo canto
Por todo canto buraco.
Cristo, Rangel, Mangabeira
E Valentina, destaco.
Bancários, Jardim Veneza,
Geisel, Róger (que beleza!)
Que me diz hein puxa saco?

Cruz das Armas, Jaguaribe
Varadouro, Oitizeiro.
Resumindo, caro amigo:
Quase o município inteiro
Hoje vive no buraco,
Pois o gestor é velhaco,
Nos paga com o buraqueiro.

Tem a parte sem buraco
Como é que não teria?
A parte da propaganda
Ajeitam com maestria.
É maquiagem total
Que sai no comercial
Com muita categoria!

Que localidade é essa
Dizer, você poderia?
As praias dos ricos, claro!
Que outro lugar seria?
Quem for lá um só momento
Constata que o pavimento
Dali não tem fantasia.

Segue na BURACOLÂNDIA
Se arriscando o motorista.
Da solução do problema,
Não se vê nenhuma pista.
Dê de volta o pagamento.
Não se esqueça fique atento.
Temos eleições à vista!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Cordelista Manoel Belizario desenvolve o projeto “Cordel no Espaço Escolar”

image                       Equipe de apoio entregando cordéis em escola beneficiada

Durante este mês de março, o cordelista e administrador deste blog, Manoel Belizario, está desenvolvendo o projeto “Cordel no Espaço Escolar”. A iniciativa ficou em 3° lugar no Prêmio Mais Cultura de Literatura de cordel 2010 e pretende influenciar a leitura de Literatura de Cordel nas escolas de João Pessoa. Cinquenta escolas estão sendo beneficiadas com a doação de cinquenta e seis folhetos de cordel divididos nos seguintes títulos: Cordel do Estatuto da Criança e do Adolescente, Alerta ao Usuário do Orkut/Lamentos de um Riacho Sertanejo, Peleja do Aluno Preguiçoso com o Estudioso, Conselhos de Mãe e O Político que Engabelou o Povo Comprando Voto Fiado nas Eleições de 2008. As escolas beneficiadas são:

EE IEP

EE José Lins do Rego

EE Liceu Paraibano

EE Presidente João Pessoa

EE Professora Maria Geni de Sousa Timóteo

EEEF Doutor José Medeiros Vieira

EEEF Doutor Otavio Novais

EEEF Epitácio Pessoa

EEEF Frei Martinho

EEEF Irmã Severinha Cavalcante Brito

EEEF Isabel Maria das Neves

EEEF Padre Miguelinho

EEEF Professor Mateus Ribeiro

EEEF Professora Argentina Pereira Gomes

EEEF Professora Olivina Olivia Carneiro da Cunha

EEEF Tiradentes

EEEFM Cônego Nicodemos Neves

EEEFM Papa Paulo VI

EEEFM Professora Liliosa de Paiva Leite

EEEFM Professora Maria do Carmo Miranda

EEEIEF Adelaide de Novais

EEEIEF Gonçalves Dias

EEEIF Professor Orlando Cavalcanti Gomes

EEEM Professora Úrsula Lianza

EM Agostinho Fonseca Neto

EM Almirante Barroso

EM Américo Falcão

EM Analice Gonçalves de Carvalho

EM Aníbal Moura

EM Arnaldo de Barros

EM Augusto dos Anjos

EM Cantalice Leite Magalhães

EM Castro Alves

EM Damásio Franca

EM Francisco Pereira Nóbrega

EM João Monteiro da Franca

EM João Santa Cruz

EM José Novais

EM Leônidas Santiago

EM Luiz Gonzaga Burity

EM Luiz Mendes Pontes

EM Oscar de Castro

EM Padre Pedro Serrão

EM Professor Durmeval Trigueiro Mendes

EM Professora Anayde Beiriz

EM Rotary Francisco E. de Aguiar

EM Santa Ângela

EM Santos Dumont

EM Ubirajara Targino Botto

EM Zulmira de Novais

Equipe de apoio: Danielle Santos e Diego Santos

domingo, 15 de maio de 2011

Projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade” é lançado em João Pessoa

Fonte: Jornal da Besta Fubana

           O professor e poeta popular Manoel Messias Belizario Neto lançou neste mês de maio em João Pessoa um projeto patrocinado pelo Fundo Municipal de Cultura chamado “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade”. A iniciativa se propõe a produzir o livro (de autoria do proponente do projeto) denominado “Agruras de um Poeta Popular ou Congresso dos Poetas Populares no Paraíso”.
A proposta pretende difundir a literatura de cordel no âmbito escolar e garantir à população em geral acesso de baixo custo a este fazer poético – além de incentivar o poeta. Para tanto, metade dos livros produzidos será doada em igual número a cem escolas do município de João Pessoa e a outra metade será cedida ao autor.

O livro

CAPA DO LIVRO

          É composto  composto  por quatro folhetos independentes e inéditos:

Folheto 1: “Agruras de um Poeta Popular ou Congresso dos Poetas Populares no Paraíso” : Narra a história do poeta Popular Zé Damião que vive de vender folheto em feira. Mas um dia, após a massificação do rádio, luz elétrica e TV, ele cai em descrédito, entra em depressão e morre. Ao chegar ao Paraíso se depara com os grandes da poesia popular que vão discorrer num congresso os porquês da atual situação da Literatura de Cordel.

Folheto 2: “As Aventuras de Teó da Lage em Busca de Assombração”: O Arcanjo Gabriel expulsa o diabo do inferno sem que Deus saiba. Por isso, sem inferno, o diabo, almas penadas e demônios passam a morar na Terra. Satanás, reivindicando sua casa de volta, toma posse do corpo de uma princesa. Teó, o destemido “caçador de assombração” é escolhido para devolver o inferno ao diabo e assim libertar a terra dos espíritos maus que a habitam.

Folheto 3: “O Romeiro e a Promessa”: Um romeiro para se ver livre de uma doença faz uma promessa para São Francisco do Canindé. Promete que se ficar curado dará ao santo uma cabeça pensante.  O santo afirma incrédulo que é impossível encontrar uma cabeça pensante livre, mas já que o romeiro prometeu terá de cumprir – arriscando-se a virar jumento caso não encontre. A história gira em torno da luta deste romeiro aventureiramente em busca de tal cabeça.

Folheto 4: “Histórias de Trancoso”: Dois senhores sertanejos replicam entre si histórias de Trancoso contadas como verdade absoluta. São afirmações exageradas, mas muito bem-humoradas.

Lançamento

Local: NUPPO (Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular) Térreo do Prédio da reitoria da UFPB (à direita da CODESC)

Data: 27 de maio de 2011

Hora: 10:00 (manhã)

Preço: R$: 7,00

O Autor

           Manoel Messias Belisario Neto é natural de Aguiar PB e atualmente reside em João Pessoa. É graduado em Letras pela UFPB e autor de vários títulos de cordel, entre eles “Satan Processa Bin Laden e Bush por Plágio e Difamação”, premiado pela Funjope no Concurso Novos Escritos 2007 e “Cordel do Estatuto da Criança e do Adolescente” publicado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa e pelo Ministério Público da Paraíba. Ficou em 3° lugar na categoria criação e produção do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel do Ministério da Cultura edição 2010.  No momento coordena o projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade” – iniciativa aprovada no edital do Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa 2010. É professor de português em Alhandra PB e orientador social de jovens no programa Projovem Adolescente na capital.

Escolas de João Pessoa beneficiadas pelo projeto com cinco exemplares cada: 

1. Afonso Pereira da Silva 
2. Agostinho Fonseca Neto
3. Almirante Barroso
4. Américo Falcão 
5. Ana Cristina Rolin Machado
6. Analice Caldas
7. Analice Gonçalves de Carvalho 
8. Anayde Beiriz 
9. Ângelo Francisco Notare 
10. Anibal Moura 
11. Anita Trigueiro 
12. Antenor Navarro 
13. Antonia do Socorro Machado
14. Apolônio Sales de Miranda 
15. Argentina Pereira Gomes
16. Arnaldo de Barros Moreira 
17. Aruanda  Rua Eudídice
18. Augusto dos Anjos
19. Aylton Cavalcanti de Ataíde 
20. Cantalice Leite 
21. Carlos Neves da Franca
22. Celso Furtado 
23. Cícero Leite
24. Claudina Mangueira de Moura
25. Cônego João de Deus 
26. Cônego Mathias Freire 
27. Coracão Divino
28. Damásio Franca 
29. Darcy Ribeiro 
30. Daura Santiago
31. Diotília Guedes
32. Dom Helder Câmara
33. Dom Marcerlo P. Carvalheira
34. Dr. José Medeiros Vieira
35. Duarte da Silveira 
36. Dumerval Trigueiro Mendes 
37. Duque de Caxias 
38. Escritor Horácio de Almeida
39. Escritor José Lins do Rego
40. Euclides da Cunha 
41. Francisca Moura
42. Francisco Edward de Aguiar 
43. Frei Afonso
44. Frei Albino 
45. Frutuoso Barbosa 
46. General Rodrigo Otávio
47. Governador Leonel Brizola 
48. Henrique Dias
49. Hugo Moura 
50. Índio Piragibe
51. João Gadelha de Oliveira 
52. João Medeiros
53. João Monteiro da Franca 
54. João Santa Cruz
55. João XXIII
56. Jornalista Raimundo Nonato 
57. José Américo de Almeida
58. José Eugênio Lins de Albuquerque       
59. José Novais
60. José Peregrino
61. Lions Tambaú
62. Luiz Augusto Crispim 
63. Luiz Mendes Pontes
64. Luiz Vaz de Camões
65. Luiza Lima Lobo
66. Lyceu Paraibano
67. Maria Ruth de Souza
68. Moema Tinoco Cunha Lima
69. Mons. João Coutinho 
70. Monteiro Lobato 
71. Napoleão
72. Nazinha Barbosa 
73. Olívio Ribeiro Campos
74. Orlando Gomes
75. Oscar de Castro 
76. Padre Leonel da Franca 
77. Padre Pedro Serrão
78. Papa Paulo VI
79. Paulo Freire 
80. Pedra do Reino 
81. Pedro Augusto Porto Caminha
82. Presidente João Pessoa 
83. Prof. Luis Gonzaga de Albuquerque Burity
84. Profª Maria Bronzeado Machado
85. Profa. Liliosa de Paiva Leite
86. Profa. Maria Geny de Souza Timóteo
87. Profa. Olivina Olívia
88. Professora Úrsula Lianza
89. Renato Lima
90. Santa Ângela
91. Santa Emília de Rodat 
92. Santos Dumont
93. Seráfico da Nóbrega 
94. Severino Patrício
95. Tharcilla Barbosa da Franca
96. Ubirajara Pinto Rodrigues 
97. Violeta Formiga 
98. Virgínius da Gama e Melo
99. Zulmira de Novais
100. Zumbi dos Palmares

domingo, 25 de julho de 2010

CORDEL: TOM E MACICLEY: UMA HISTÓRIA DE AMOR

No dia 25 de junho de 2010 os amigos Tom e Macicley trocaram alianças de noivado. Tom tinha me pedido já há algum tempo um cordel que relatasse desde o início do namoro até aquele momento. Fiz uns versos e coloquei tudo num livreto de cordel. A ornamentação do ambiente foi toda em estilo sertanejo com sanfona, ferro de engomar em brasa, folhetos de cordel e etc. Tudo muito bonito. Pedi ao casal para compartilhar o cordel deles com vocês e eles me deram aval. Leiam e se gostarem podem deixar um comentário.

TOM E MACICLEY FOTO

Falar de coisas bonitas
Com poesia e calor
Quase sempre emociona
Quem ouve, o receptor.
Principalmente se o tema
Está voltado pro amor.

Como a história a seguir
Que me proponho a narrar
A qual envolve um casal
Craque na arte de amar.
Namoraram oito anos
E agora eles vão noivar.

A história deste amor
Tem início em dois mil
E dois quando Marcicley
Em Timbaúba surgiu
Numa festa de São João.
Foi ali que Tom a viu.

E iniciaram um namora
Na ‘fulô’ da mocidade.
Ele tinha dezessete.
Já ela tinha a idade
De 15 anos, porém
Morava em outra cidade.
Movidos pela paixão
E pelo amor lancinante
Decidiram namorar
Mesmo que fosse distante.
Ele só pensava nela
E ela nele a todo instante.

Voltando pra João Pessoa
Marcicley ficou surpresa.
Assim que entrou em casa
Encontrou por sobre a mesa
Uma carta que dizia
“Para a mais linda princesa”.

Abriu a carta em silêncio
Escondendo a emoção.
A carta dizia assim:
“Marcicley minha paixão
Sempre que penso em você
Bate forte o coração”.

“Nunca senti por ninguém
O que sinto por você.
A coisa melhor do mundo
Foi vir a te conhecer.
E agora que encontrei
Não quero mais te perder.”

E assim quase todo dia
Chegava correspondência
Na casa de Marcicley.
Ia compensando a ausência.
Até que um dia Tom disse:
Acabou-se a paciência.

Foi aonde estava o pai
E disse: “meu pai eu sei
Que eu vou contrariá-lo,
Porém hoje a maior lei
Que rege meu coração
É chamada Marcicley”.

“Digo isso, meu bom pai,
Porque estou indo agora
Embora pra João Pessoa.
A cidade onde ela mora.
Se não for sei que enlouqueço
Penso nela toda hora”.

O pai ficou revoltado
Disse: “Tom, como é que é?
E os cursos do CEFET
E da UFPE?
Tom respondeu: “deixo tudo
Pelo amor desta mulher.”

“Vou morar em João Pessoa
A tão verde capital
Lá não ficarei parado
Fiz vestibular no qual
Passei. Então vou cursar
O Serviço Social.”

Ao dizer isto partiu
As terras paraibanas.
Chegando aqui o começo
Não foi fácil, mas quem ama
Supera a dificuldade
Numa luta quase insana.

Marcicley sentiu no peito
A maior felicidade
Porque agora moravam
Ambos na mesma cidade.
Tom também sentia o mesmo
Como reciprocidade.

Com a chegada de Tom
O amor fica mais intenso
Mais profundo, firme e forte.
Transforma-se em mar imenso.
A presença dela aplaina
Qualquer sentimento denso.

Hoje é data especial
Deste amor relatado.
Veio a paquera, o namoro
E agora vem o noivado
Mais uma fase importante
Pra um casal apaixonado.

Todos ficamos felizes
Vendo o amor se fazer
Concreto em duas vidas
Entrelaçadas porque
Quem rega a planta do amor
Bons frutos irá colher.

Com o noivado se fecha
Mais um ciclo cujo som
Nas vozes dos convidados
Soam Marcicley e Tom
Como dois protagonistas
Do amor sincero e bom.

E nós como expectadores
Deste romance real
Pedimos a Deus que sempre
Abençoe este casal
Dando a ele compreensão,
Paz, saúde e a direção
Da união ideal.

Imagem cedida pelo casal

sábado, 17 de julho de 2010

CARTA DO PRIMO JUMENTO AO GOLEIRO BRUNO (verso II. Leia tb o verso I )

 

jumento1[1]

Bruno  você que ganhava
400 mil reais
Por mês e agora lascado
Vai apodrecer atrás
Das grades de uma cadeia.
Porque não pensou, rapaz.

Bruno você perdeu tudo
O que tinha de uma vez.
Teu filho quando crescer
Quando souber do que fez
Jamais vai te perdoar.
Apodreça no xadrez!

Bruno meu primo escute
O clamor deste parente:
Assuma o crime que fez.
Não dê uma de inocente.
Todo mundo sabe, primo
Que você é delinqüente.

Meu primo a casa caiu.
Aconselhe Macarrão.
Diga que conte a polícia
A verdadeira versão.
Assim vocês pelo menos
Diminuem esta tensão.

Diga ao Bola, o assassino,
Que entregue os restos mortais
De Elisa, porque meu primo
Ninguém não agüenta mais.
Meu primo quem sabe Deus
Te livra do Satanás.

Porque de Bangu eu sei
Que ninguém vai te livrar.
Nem você nem seus amigos,
Pois todos têm que pagar
Por toda a perversidade,
Primo, vocês vão penar.

Primo aí neste hotel,
Neste chalé em Bangu,
Em vez de comer lasanha
Sushi, salada, peru
Agora vai desfrutar
De feijão com ovo cru.

Eu prefiro meu capim
Porém prezo a liberdade.
Sou um jegue pobre, mas
Tenho muita dignidade.
Por onde passo me aplaudem
Por minha idoneidade.

Primo meu  então responda:
Qual dos dois é o jumento.
Eu por aqui no roçado,
Você por aí detento.
Eu com o meu nome limpo,
Você com o seu nojento?
(Fim)

Manoel Messias Belizario Neto

Imagens extraídas da internet

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CARTA DO PRIMO JUMENTO AO GOLEIRO BRUNO

VERSO I

CARTA JUMENTO

Bruno aqui quem vos fala
É um animal sedento
Pra lhe falar a verdade
Entalada ‘goela a dento’.
Goleiro do Fla sou eu
O seu priminho jumento.

Bruno sempre confundi
Tua origem de equinia.
Às vezes te achava jegue
Outras vezes pressentia
Que a alcunha de burro
Era a que melhor servia.

Bruno só porque o povo
Em Constância discrimina
Associando à burrice
A nossa etnia eqüina
Não deverias agir
Como este provérbio ensina.

Bruno por favor, meu primo.
Como é que um milionário
Abdica do bem bom
Agindo igual  otário
Matando a mãe do seu filho
Visando o pecuniário?

Se houve maracutaia
Por parte de Elisa ou não.
Primo não adiantava
Fugir da situação.
O mínimo a se fazer
Era pagar a pensão.

Meu primo você tem pedra
Em lugar de coração.
Um bebê recém-nascido
Abranda nossa emoção.
Só você não sentiu nada
Com a natureza do Cão.

Bruno meu primo te digo:
Tua burrice maior
Foi se juntar com amigos
De qualidade pior
Que esterco boiando n’água.
Isto só me causa dó.

Porém não sei se os piores
Eram tu ou teus amigos.
Acho que toda esta corja
Que se juntava contigo
Inclusive você, primo,
Patrocinava o perigo.

Ninguém em nossa família
Antes tinha cometido
Um crime bárbaro deste.
Nem ao menos parecido.
É uma pena, meu primo
Ver que se tornou bandido.

(CONTINUA…)

                    Manoel Messias Belizario Neto

Imagens extraídas da internet

terça-feira, 13 de julho de 2010

REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO

VERSO IV

polvo[1] 

Eu vou fazer minha parte
Que é contra o treinador
Do Brasil farei com que
Leve pouco jogador
Bom de bola. Isto ajuda
Ele a ser o perdedor.

Já vocês façam o seguinte,
Sigam os conselhos meus:
Cheguem perto do senhor,
Digam que os votos seus
Sobre a copa é que “a voz
Do povo é a voz de Deus”.

Assim os santos fizeram,
Porém um santinho novo
Fez uma inversão na fala
Ao invés de dizer povo
O danadinho falou
Foi mesmo a palavra polvo.

Por isso um polvo profeta
Deus fez logo aparecer.
O diabo hipnotizou
O polvo pra ele dizer
Somente quem o diabo
Desejasse vir vencer.

Já a parte do Brasil
O diabo acertou em cheio:
Dunga teimoso quenem
Uma mula num rodeio
Levou muito jogador
Ruim para o grande torneio.

Por isso que o Brasil
Jogou feio e muito mal
Perdendo a copa do mundo
Numa quarta de final.
Dunga serviu ao diabo
Por ter um gênio fatal.

Já Paul, o polvo profeta,
Somente por artimanha
Do Cão deixou para trás
Seu país, a Alemanha.
O Cão disse “esta é por Hitler
Me copiar na campanha”.

Já Holanda, disse o diabo,
Também não deve vencer
Porque copiaram a mim
Liberando tudo ao ser
Humano que agora quer
Ir pra lá quando morrer.

Então só sobra a Espanha
Para ser a vencedora.
Não porque ela mereça,
Mas por não ser portadora
De nenhuma desavença
Que a fizesse traidora

Na opinião do Diabo.
E assim vence o torneio.
O Brasil, este, coitado,
Jogou mal e jogou feio,
Até hoje se perguntam
A que foi que o Brasil veio?

Assim que Deus descobriu
A falcatrua do insano
Condenou o pobre polvo
A viver só mais dois anos
Por ele ter sido servo
Do anjo do desengano.

Então todo brasileiro,
Inclusive o Manoel
Belizario, desde já
Vai apelando ao céu
Que não escute o diabo.
Aquele infeliz incréu.

 

Ó céus, vem aí a copa
Próxima, no nosso Brasil.
Deixem os santos de fora.
O diabo e todo covil.
Pois só assim venceremos
E o hexa levantaremos
Com um time nota mil.

copa-2014-logo-fifa[1]

Manoel Messias Belizario Neto

FIM

Fonte imagem: Internet

segunda-feira, 12 de julho de 2010

REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO

diabo

VERSO III

O Cão entrou de fininho
Foi até São Gabriel
Que presidia a sessão
Num auditório do céu.
Gabriel disse o que diabo
Tu que aqui ‘Lucifel’.

O capeta disse eu ia
Ver se ganhava uma alma
Porém de longe escutei
Gritos, sorrisos, e palmas
Então decidi subir.
Vocês precisam de calma.

Deixe eu dar uma palavra,
Porque tenho a solução.
Gabriel deu o aval,
Mesmo com a reprovação
De São Pedro e São Miguel
Fazendo maior sermão.

O Cão disse: camaradas
Deixemos as diferenças
De lado neste momento
De copa não importa a crença
Nem cor nem religião.
Ouçam-me com paciência.

Todos sabemos que Deus
Tem o seu apadrinhado.
O Brasil porque tem mais
Católicos do seu lado.
Temos que traçar um plano
Para isto ser mudado.

Manoel Messias Belizario Neto

(continua)

(Imagens da Internet)

domingo, 11 de julho de 2010

REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO

ceu 

Verso II

Muitos santos concordaram
Com o apelo de Benedito.
Mas Frei Galvão disse assim:
O torneio é mais bonito
Quando o Brasil leva a taça.
É ou não é, Expedito?

Começa uma discussão
Parecendo o congresso
Ou senado brasileiro
Quando termina o recesso
Ou quando há interesses
No tramitar de um processo.

Teve um santo que pulou
Se eu fosse Deus, bem ligeiro,
Castigava o Brasil
Deixando-o em derradeiro
Para acabar com a história
Que Jesus é brasileiro.

Outra coisa o Brasil
Já foi campeão demais
É melhor outro país
Levar o troféu. Tomás
De Aquino diz parece
Uma obra do Satanás.

Quem deve ganhar é Itália
Disse isso e a confusão
Cresceu generalizada
Enquanto sorria o Cão
Espiando da janela
Aquela reunião.

Manoel Messias Belizario Neto

(continua) 

Imagens da internet

sábado, 10 de julho de 2010

REUNIÃO NO CÉU SOBRE A COPA DO MUNDO

VERSO I

 

Antes da copa do mundo
Houve um congresso no céu
Para decidir quem era
Que levaria o troféu.
Foi um anjo que contou
Tudo a este Manoel.

O primeiro a falar
Ali foi São Benedito
Que Disse: quem deverá
Levar o troféu predito
É alguém da bela nação
Negra. Ouçam o meu grito.

A África do Sul merece
Porque é acolhedora
Esbanja alegria e charme
Que a tornam merecedora.
É grande tributo à África
No passado, sofredora.

Vós que estais aqui presente
Minha razão não engana.
Que  vença qualquer nação
Desde que seja africana
Ficarei muito feliz
Se em primeiro for Gana.

Manoel Messias Belizario Neto

(continua) 

Fonte Imagem

http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,15951738-EX,00.jpg

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PESSOÁ VORTO IN BREVI

 

EU SÃO JOÃO

Ei amigos volto em breve

Com postagens no Cordel

Paraíba. Eu vos peço

Desculpem o Manoel.

Belizario, volto logo

Às rimas de menestrel.

Pronto, pra ser mais preciso:

Volto semana que vem

Com poemas sobre a copa.

Por isso peço: ninguém

Deixe de olhar o blog.

Deus nos abençoe. Amém!

terça-feira, 15 de junho de 2010

TRIBUTO AO SÍTIO OITIS (LOCAL DE MEU NASCIMENTO)

Tinha a casa de Pai Véi.
O meu avô Zé Parente.
Tinha a casa dos Lacerda,
Amarela e imponente.
A de Nequinho e a tapera 
Onde residia a gente.
 

 

 

A terra era de João Nunes.
As pedras e o ar também.
Para mim, pequeno infante,
Não pertencia a ninguém.
Só a Deus de quem é tudo
Que este planeta tem.

 

A memória me resguarda
Vários lugares marcantes.
Sítio Oitis você se lembra
Daquela bela vazante
Que Pai Véi plantou à beira
Do rio mais importante?

Sítio Oitis você se lembra
Do grande pé de cajá
No terreiro de Nequim,
E do açude a sangrar?
Da gente pescando peixe
Nas grotas com landuá? 

Sítio Oitis você se lembra
Daquele roceiro Abílio
E sua esposa Maria
Com sua ruma de filho
Subindo e descendo serra
Plantando roça de milho?

 

Sítio Oitis você se lembra
Daquela santa Maria
Lacerda que em teu caminhos
Deus a enviou um dia
Para recitar seus terços
E rezas com alegria?

 

 

 

Sítio Oitis talvez não lembres.
Acho que estás esquecido.
Acho não: tenho certeza.
Nada disso: ressentido.
Por termos te abandonado.
Revejo tudo caído.

 

 

 

A casa de meu Pai Véi
E outra onde fui criança
Caíram, porém estão
De pé em minha lembrança.
Todo dia passo nelas.
São valorosas heranças.

 

 

Assim como as sensações
Do chover à cor do vento.
Todas tem espaço vip
Nos reinos do pensamento.
Meu honrado sítio Oitis
Este humilde verso fiz
Contra teu esquecimento.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

Imagens: Google Imagens

segunda-feira, 14 de junho de 2010

COLÉGIO BERNARDINO BENTO

 

 

 

 

 

 

Primeiro peço desculpas
Acaso eu venha esquecer
De algum educador
Que me ensinara a aprender
No colégio Bernardino
Grande fonte do saber.

 

Neste verso homenageio
Os mestres grandes amantes
Do conhecimento e que
Tornaram interessante
Minha breve adolescência.
Minha vida de estudante.

 

 

No Bernardino cursei
O ensino fundamental
De 5ª a oitava série
Uma fase especial.
Já o meu ensino médio
Cursei no Lídia Cabral.

No Berna estudei com Nida,
Onélio e Maria Barbosa,
Fátima Soares e ainda,
Com  a Maria Pedrosa,
Maria Maia e Erenilda
Que me ensinou o que é ‘prosa’.

Ainda estudei com Tica
Viana e com Françuá.
Com Kilma, Creofe e Bozana
Que costumava falar
“Até tu Brutus”, se alguém
Começasse a bagunçar.
 

 

 

Com Pretinha e com Laurita
E outra Maria: a Duarte.
Estudei com dona ‘G’
Na disciplina de Artes.
Foi nesta escola que li
Sobre o Pedro Malasartes.

Neste tempo era Madrinha
Aglahé  a diretora.
Marinalda era ‘faz tudo’:
Secretária, inspetora.
Ás vezes a gente achava
Que ela era supervisora.

Alguns dos fatos marcantes:
Palestras, apresentações,
Gincanas, cantar o hino
Ante as comemorações.
Parodiando Roberto:
“Foram tantas emoções!”.

Mas uma lembrança forte
Me vem é da ‘delegada’.
Falo de Fátima Soares
Assim ela era chamada
Por nós porque a mulher
Não tinha medo de nada.
 

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Mas o nome ‘delegada’
Foi dado na ocasião
Em que a 8ª série
Trabalhou pra excursão.
Este apelido quem deu
Foi o amigo Gilsão. 

Na turma da excursão
Era uma farra danada:
Armava barraca em festa,
Em carnaval, vaquejada.
Olhe eu não me esqueço nunca
Daquela turma animada.

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Sem falar na excursão.
A festa maior ainda:
Ficamos mais de três dias
Na cidade de Olinda.
A gente saiu de lá
Até Itamaracá,
Porto de Galinhas, mar,
João Pessoa, capitá.
Meus amigos vou parar
Senão o verso não finda.

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Autor: Manoel Messias Belizario Neto

Fonte Imagens: Google; Orkuts de Damião Alfredo e Leninha

e acervo pessoal do autor

sábado, 12 de junho de 2010

SÍTIO LAJES: A CAPITAL DE AGUIAR

lajes 2

Os outros sítios perdoem.
Por favor, não levem a mal.
Porém lhes peço acordem.
Vamos cair na real.
O Aguiar sempre teve
A Laje por capital.

lajes 1

A Laje é a capital
Por puro destinamento.
Você que é de outro sítio
Leia o verso, fique atento.
Veja porque é que a Laje
Ganhou tal merecimento.

A Laje antes de nascida
Já fora predestinada
Por Deus a dar de beber
A quem cruzasse sua estrada.
Profetas gritavam isto
Pelas ruas, nas calçadas.

lajes 3

“Eis que virá uma Laje,
São Francisco de Aguiar,
Que diante de outros sítios
Ela se destacará
E esta sede indigesta
Para sempre matará.

Eis que vira uma Laje
Onde haverá água e mel.
Quando ela nascer da terra
Parecerá mais o céu.
Ela banirá a sede
E seu legado cruel.”

lajes 4

Como ocorreu com Noé
O povo descreditava.
Ficava tudo mangando
Quando o profeta passava.
Apesar do povo incréu
Ele não desanimava.

No ano de mil e nove
Centos e oitenta e seis
A Laje se tornou mar
E a profecia se fez
Cumprida expulsando a sede
Do Aguiar de uma vez.

lajes 5

Pois aquele açude vasto
Tinha maná saboroso.
Águas azuis cristalinas.
Chamaram-no Frutuoso.
A sede não tem mais vez
Em seu terreno arenoso.

Criou-se uma praia imensa
Em torno daquele mar.
Sua beleza atraiu
Gente de todo lugar.
Pessoas do mundo inteiro
Vêm a ele se banhar.

lajes 6

Porque a água do açude
Da laje é abençoada.
Frei Damião tomou banho
Nele numa madrugada.
Por isso com sua água
Toda doença é curada.

Diga se existe outro sítio
Que tem um açude santo.
Cujas serras que o rodeiam
Têm pedra cheia de encanto.
História igual a da Laje
Ninguém conta noutro canto.

Qual é o paraibano
Que não sonha conhecer
A capital de Aguiar,
A Laje, quero dizer.
Quem não visitou a Laje
Não sabe o bom do viver.

lajes 7

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

Imagens: Google Maps

quinta-feira, 10 de junho de 2010

RECORDANDO O AGUIAR: MINHA TERRA NATAL

Do Aguiar me recordo10891764[1]
Muito da Rua do Rio.                 
Brincávamos nas caieiras
Em todo o tempo de estio
De polícia e de bandido.
Quando lembro até sorrio
.
 

     

 

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Em Aguiar me recordo
Do meu avô Zé Parente
Que me acolheu em seu lar
Me ajudando a ser gente.
Deus o tenha em sua luz
Celestial permanente.

 

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Em Aguiar me recordo
Da Igreja e da pracinha.
Os casais de namorado
Se agarrando à noitinha.
A gente girando nela
Querendo uma paquerinha. 

 

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Da bela Igreja Matriz.
Ali  perto de Deus Pai
Posso dizer ‘fui feliz’
Nas graças do padroeiro
E de São Francisco de Assis.

 

 

Do Aguiar me recordo OgAAADLZtBUpoVz-SEuuuLm6Pjf_7clEsafkUrNCMPdo702l2pF1iePUkaMfrzPOFVMoLAHRx6_yFkkiYnnXF87VUxwAm1T1UAvf2c0uaPW3b8Od8VFyXSxMPO1N[1]
Das festas de São João.
Na Laje fogueira acesa.
Gente soltando rojão
Tomando fogueira alheia
Numa imensa diversão.

 

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Do Aguiar me recordo
Bem do Bernardino Bento
Que proporcionou a mim
Alguns melhores momentos
De minha vida escolar
Bons amigos fiz por lá.
Bebi do saber sedento.

 

Do Aguiar me recordo 
Também do Lídia Cabral http2.bp.blogspot.com_RbVbhg7RGdcSdv4O9vhr4IAAAAAAAAAAMmN7DHj2QxIks320ESCOLA%2520BEMVINDO%5B1%5D.jpg
Onde cursei o ensino
Médio e foi tão legal!
Com o ensino de lá
Passei no vestibular
E vim para a capital.

 

 

 

httpwww.overmundo.com.bruploadsbancomultiplas1256780008_sertao.jpgO Aguiar traz à tona
Diversas recordações.
Principalmente das brenhas,
Córregos e ribeirões..
A caatinga ressequida.
A veste pura e bendita 
Que revestem os sertões.

 

 httpwww.ferias.tur.bradmincidades4849g_p_aguiar.jpg

Aguiar terra bendita 
Onde nasci e cresci:
Como faz a maioria
Um dia também parti.
Às vezes vem nostalgia,
A saudade contagia,
Porém não me arrependi. 

 

httpwww.jonatasrodrigo.comwp-contentuploads200912Sert%C3%A3o3.jpg 

 Aguiar Terra bendita
Tão bonita de se ver,
Mas como todo o sertão
Ruim para pobre viver.
A seca, a necessidade,
A pouca oportunidade
Me afastou de você.

Porém tudo o que vivi 
Fica sempre na memória.
Cravado no coração.
Faz parte da minha história.
A qual perpassa meu ser
Seja na queda ou na glória.

Cópia de Cópia de AGUIAR 1 

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

Fonte imagens: Google imagens, Google Maps e Orkut dos amigos Leninha e Damião Alfredo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CORDEL DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE


Vou contar para vocês

O que deixou tão contente

O nosso país inteiro,

Porém, especialmente,

Aqueles que a todo instante

São grupo tão importante:

A criança e o adolescente.

 ***

Em julho do ano noventa,

Pudemos comemorar

Que o Governo Federal

Decidiu legitimar

Como lei esse Estatuto,

Um excelente atributo

Para nos auxiliar.

  ***

Antes dos anos noventa,

Lembram bem as entidades

E toda a população

As reais dificuldades

Pra criança e adolescente,

Em especial carente

De família de verdade.

 *** 

Depois de ser sancionada

Pouca gente acreditou

Que ela fosse posta em prática,

Porém tanto se lutou!

Agora temos a lei

E então, meus amigos, sei

Que a espera terminou.

  ***

Só sabe o valor do ECA

Quem vivia a perecer

Precisando de um auxílio

Pra poder se defender.

Sem ele o grupo em questão

Não achava solução.

Não havia o que fazer.

 ***

Mas consolidar o ECA

Não foi algo fácil não.

Movimentos sociais

Lutando deram-se as mãos

E unidos à sociedade,

Defendendo tal idade,

Conseguiram essa ação.

 *** 

Por isso esse público-alvo

Tem muito a comemorar

Também todo segmento

Que lutou para alcançar.

Não só no treze de julho,

Devemos mostrar orgulho,

Em qualquer data e lugar.

  ***

Mas é ineficaz, amigos,

Se ficarmos todos sós

Tentando fazer cumpri-lo.

Temos que juntar a voz.

Sempre que alguém precisar

Deve, o ECA, apresentar

Para desatar os nós.

  ***

A seguir selecionamos

Uns artigos pra você

Ver a tão grande importância

Que o ECA veio trazer

À criança e adolescente

E a toda a nossa gente.

Bora, amigo,vamos ver?

  ***

ARTIGOS 2 E 4


Considera-se criança,

Diz o texto condutor

Da lei, a pessoa de

Uma fase inferior

A 12 anos de idade,

(Infância cuja saudade

É nosso jardim de flor.)

 ***

Este artigo se completa

Dando a seguinte verdade:

É adolescente àquele

Nos verdes anos da idade

Dos doze aos dezoito anos,

E, como seres humanos,

Têm direito à liberdade...

  ***

...Cultura e dignidade

Também esporte e lazer.

Além disso, tem direito

De em família conviver

E toda a comunidade

(Com toda amabilidade)

Deverá lhes acolher.

  ***

E é dever da família,

Governo e população

Assegurarem direito

À saúde e educação,

Alimento, moradia,

Promoção e, com harmonia,

profissionalização.

  ***

ARTIGO 16

Compreende, meu amigo,

O direito à liberdade,

Ir e voltar sem agravos,

Seja no campo ou cidade;

Brincar, ter religião,

Expressar opinião

Nos temas da sociedade.

  ***

ARTIGO 53-54

Crianças de zero a seis

Têm direito à educação,

a creches, a pré-escolas,

Pois é uma obrigação

Estatal assegurar-lhes

O cuidado e sempre dar-lhes

Essa inteira proteção.

 ***

Crianças e adolescentes,

Como instituto legal,

Ganham direito aos Ensinos

Médio e Fundamental,

Gratuito (e todo respeito

Do professor, que é sujeito

Com um papel principal).


  ARTIGO 60


Acerca da execução

De trabalho, (o que a lei diz?)

Só pode ser contemplado

Na condição de aprendiz

Por menores de 14.

(Que já podem fazer pose)

Pra esta idade é o que condiz”.

 

ARTIGO 62

Tem-se como aprendizagem

A seguinte formação:

Técnico profissional,

Segundo a legislação

(Que está exposta nas frases)

Das diretrizes e bases

Da, em vigor, educação.

 

ARTIGO 70

É dever de todo mundo

Prevenir a ocorrência

De violarem direitos

Da infância e adolescência.

(Já que em nossa sociedade

Com tamanha falsidade

Encontramos tal tendência.)

 

ARTIGO 74

Fica a cargo do poder

Público tal empreitada

De regular espetáculos

E, assim, manter informada

(Sem qualquer um retrocesso)

A faixa etária de acesso,

Ou seja, a idade adequada.

 

ARTIGO 75

Só poderão ingressar

E manter-se nos locais

De exibição de espetáculos

Acompanhados dos pais

Ou dos responsáveis sanos,

As crianças de 10 anos

E, a seguir, temos mais.

 

ARTIGO 76

As emissoras de rádio

E de teledifusão,

Nos horários reservados

Para o público em questão,

Só exibirão programas

Que tragam bons panoramas

Para sua formação.

 

ARTIGOS 81 E 82


Armas, munições e fogos,

Explosivos e bebidas?

À criança e adolescente

Têm a venda proibida!

Assim como a hospedagem

Só com os pais ‘na bagagem’

Em toda e qualquer guarida.


ARTIGO 98


Se os direitos nesta lei,

Reconhecidos citados,

Padecerem ameaças

Ou se forem violados,

Os meios de proteção

Com certeza deverão

Logo serem acionados

 *** 

Por ação, por omissão

Da sociedade ou do Estado;

Ou daqueles a quem foi

Este grupo confiado;

Ou em razão da conduta

Vinda da própria labuta

Do público-alvo citado.

 

ARTIGO 131

Há um órgão permanente

Que se destina a zelar

Pelos direitos citados

De maneira salutar.

Que age com autonomia,

Implacável todo dia:

O Conselho Tutelar.

 

ARTIGO 132

Portanto em cada cidade,

Deve, ao menos, funcionar,

Composto por cinco membros,

1 Conselho Tutelar.

Tais membros são escolhidos,

Sem auxílio dos partidos,

Pelo voto popular!

 

ARTIGO 146

O poder de autoridade

Que esta lei faz referência

É o Juizado da Infância,

Juventude e Adolescência.

A norma judiciária,

A qual não é arbitrária,

Quem dá tal proveniência.

  ***

Meus amigos, esta lei

Deverá ser entendida

Como alento que chegou

Para melhorar a vida

De criança e adolescente,

Daqueles, principalmente,

Que viviam sem saída.

  ***

Cabe a cada um de nós

Exigir seu cumprimento

Buscando as autoridades;

Intimando o parlamento,

Para que o ECA não seja

Reclames de quem verseja,

Palavra lançada ao vento.

  ***

Este cordel importante,

Amigos, termino aqui.

Quem tiver alguma dúvida,

Favor é só conferir

No Estatuto a informação

Que este simples co-irmão

Trouxe para lhes servir.

  ***

Crianças e adolescentes,

Porém devem entender

Que, além dos tantos direitos

Listados para você,

Há deveres a cumprir,

Para no amanhã surgir

Um cidadão pra valer.

 

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

Imagem do mesmo autor

 

Texto revisado pelo autor em 24/07/2021