CORDEL PARAÍBA

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Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não pertence a coronel./É propriedade do povo:/rico, pobre, velho, novo/deliciam-se deste mel./Rico, pobre, velho, novo/Deliciam-se neste mel.

(Manoel Belisario)



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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Juan Pedro leva tradição familiar do cordel para o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (BA)

Juan Pedro apresentou seu primeiro cordel durante a 11ª Feira do livro.
Juan Pedro apresentou seu primeiro cordel durante a 11ª Feira do livro.
Representando a quinta geração de cordelistas da família, Juan Pedro Pereira Firmo de Oliveira, conhecido com Juan Olliver, de apenas sete anos, apresentou seu primeiro cordel durante o FLIFS – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana, a 11ª Feira do Livro.
Juan é o filho mais novo de Olliver Brasil, que há 35 anos tem no cordel a sua principal forma de expressão artística. O garoto é aluno da Escola Municipal Professora Francy Silva Barbosa, do bairro Campo Limpo.
Juan Olliver encontrou na Feira do Livro o espaço ideal para expor a sua primeira publicação. Iniciado na arte do cordel há apenas dois meses, ficou feliz com o reconhecimento da obra. “Aprendi a construir versos e estrofes com meu pai. Gostei muito de ter apresentado o meu primeiro cordel”, comemorou.
Não esperávamos que Juan fosse demonstrar interesse, diz pai
Orgulhoso, Olliver Brasil mostrava o primeiro cordel do filho para os visitantes do festival. “A literatura de cordel está na nossa família há cinco gerações, ainda assim, não esperávamos que Juan fosse demonstrar interesse, até o dia que pediu para apresentar um dos meus poemas na escola e, logo depois, começou a escrever o próprio texto”, conta.
“Me senti muito orgulhoso do meu filho. A felicidade quando soube do interesse dele foi enorme. É gratificante vê-lo repassando a tradição da família Firmo adiante, se interessando pela nossa cultura de forma tão natural”, relata Olliver emocionado.
O FLIFS, realizado este ano na Praça Padre Ovídio, conta com diversas apresentações culturais, exposições e venda de livros e obras artísticas, contação de histórias, literatura de cordel, mesas-redondas, oficinas e diversos shows. As atividades foram encerradas neste domingo (30/09/2018).

Fonte: 
http://www.jornalgrandebahia.com.br/2018/10/juan-pedro-leva-tradicao-familiar-do-cordel-para-o-festival-literario-e-cultural-de-feira-de-santana/

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Cordelista J. Borges terá sua biografia publicada pela Cepe (PE)

Pesquisadora e jornalista Maria Alice Amorim assina a biografia de J. Borges, que deve sair no começo de 2019, pela Coleção Memória, da Companhia Editora de Pernambuco


J. Borges, cordelista pernambucano
J. Borges, cordelista pernambucanoFoto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Deve ficar pronto até o início de 2019, pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), a biografia de J. Borges, escrita pela pesquisadora Maria Alice Amorim. O livro, com título provisório "J. Borges - Entre fábulas e astúcias" será lançado pela Coleção Memória e está em processo de editoração.

livro traz a obra e a trajetória do artista, nascido na zona rural de Bezerros, onde hoje fica o município de Sairé. 

"É alguém apaixonado pelo que faz, que construiu uma história vendendo folhetos de cordel na feira. Ele é muito obstinado. Quando viu que a gravura lhe dava mais chão, passou a se dedicar mais a ela do que ao cordel", compara Maria Alice, que esteve várias vezes no ateliê do mestre, para entrevistá-lo.

No livro, a escritora conta sobre os percalços enfrentados por J. Borges ao longo da vida. Ele teve 18 filhos biológicos, mais seis adotivos. Passou por dificuldades de saúde, e chegou a ver alguns de seus descendentes morrerem. Um dos filhos faleceu no ano passado, cinco dias antes de o artista completar 82 anos, em dezembro.

"Ele tem uma poética de imagens verbais e dos desenhos que é única. É muito inteligente, e soube ser maleável, se moldando pelo que a vida ia apresentando a ele", pontua Maria Alice Amorim, ressaltando que ele lançou 316 cordéis. O mais recente foi "A chegada de Ariano Suassuna no céu", em 2017.

Para a pesquisadora, uma das principais características da personalidade do cordelista é a resiliência. "Ele ia para a feira e queria ter o dinheiro dele. Então, fazia colher de pau e cestinhas de madeira, para vender", revela. Proativo, sempre se manteve sorridente, apesar dos obstáculos. "Quando percebeu que o galerista era uma espécie de atravessador, passou a ser seu próprio patrão. Ele não é um deslumbrado, mas soube ser cioso do seu valor e se fez respeitar", observa ela.

Em relação à literatura de cordel ter se tornado Patrimônio Cultural Imaterial pelo Iphan, Maria Alice Amorim é cautelosa, embora admita a importância para que surjam políticas públicas e ações estruturadoras para o setor. Para ela, a etapa seguinte, da salvaguarda, precisa ser continuada. "O que todos nós, detentores, público apreciador, associações, institutos, podemos fazer juntos para que o cordel tenha condições de ter vitalidade?", questiona.

Na opinião de Maria Alice, nunca é tarde para se chegar o reconhecimento. "No início dos anos 1990", cita ela, "não surgiam novo poetas, as tipografias estavam fechando e não se viam cordéis nas feiras". Com a chegada da internet, ela lembra de artistas como José Honório, que lançou em 1995 o Marco Cibernético construído em Timbaúba. Em 1997, veio a primeira peleja virtual por e-mail, com Américo Gomes. "Surgiram a impressão doméstica, a diagramação no Word se popularizou. Isto deu autonomia aos artistas, diminuiu os custos", avalia.

Foi quando, na visão da estudiosa, se ampliaram a conectividade - dos poetas em contato com outros - e a interatividade - criando plateias virtuais, como em redes sociais como o Facebook. "Foi retomada a vitalidade do cordel, que nunca deixou de estar presenta na música, na moda e no cinema, demonstrando o quanto é enraizado em nossa cultura", compara, citando fenômenos recentes, como o cordelista Bráulio Bessa, que tem quadro no programa da Rede Globo "Encontro com Fátima Bernardes", e se tornou sucesso ao lançar seus textos em livros.

   Lançamento
Em 2012, a pesquisadora defendeu sua tese de doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Como o título "Pelejas em Rede: vamos ver quem pode mais - Comunicação em múltiplos suportes e ambientes no cordel e no repente", o estudo foi transformado em livro, que deve ser publicado ainda em 2018, pela editora da autora, a Zanzar. O evento de lançamento deve ser realizado em novembro no Recife, em data e local que estão sendo definidos. O projeto de lançamento do livro foi aprovado pelo Funcultura estadual.
Fonte: https://www.folhape.com.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Espingarda do Cordel celebra 10 anos de poesia (Caruaru, CE)

Espingarda do Cordel
Espingarda do Cordel
Com o nome artístico ‘Espingarda do Cordel’, o cordelista José Antônio é uma das maiores referências da nova geração da literatura de cordel no Nordeste brasileiro. Aos 26 anos, ele completa uma década de poesia popular com uma grande festa – um festival de violeiros, intitulado ‘Sexta de Repente’, que acontecerá nesta sexta-feira, dia 14, em Caruaru.
O festival contará com a participação de três das maiores duplas de cantadores da atualidade: Raullino Silva e Zé Viola; Ivanildo Vilanova e Rogério Meneses; e João Lídio e João Lourenço. Os declamadores Raudênio Lima e Iponax Vilanova também farão parte da programação. O festival começará às 20h, no Porto Recepções, localizado na Praça 14 de Julho, 1º andar.
Além do evento, Espingarda do Cordel conta que está programando uma série de atividades que ocorrerão até o fim do ano, no intuito de celebrar seus primeiros dez anos de poesia. Ele está desenvolvendo diversos trabalhos em xilogravura, e preparando um novo CD de declamações, além de uma coleção de cordéis. “A poesia faz parte da minha vida e faço o possível para mantê-la viva, respeitando os mestres e expandindo minha capacidade criativa”, comenta.
Ao longo da profissão, Espingarda já se apresentou nos mais importantes palcos da poesia popular, ao lado de expoentes da cantoria e do cordel. Ele gravou o CD ‘Na mira da poesia’, lançou a série ‘Viva Cordel’, e participou de coletâneas como ‘Fabulando em Poesia’, além de ter ministrado palestras e oficinas sobre cordel e xilogravura em várias faculdades e escolas de Caruaru e da região.
Fonte: www.jornaldecaruaru.com.br

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Cearense cega se torna cordelista, com direito a prêmios por suas poesias

Maria de Lurdes aprendeu a fazer poesias em cordel depois de ficar cega

                            Maria de Lurdes já recebeu medalha da Academia Cearense de Letras (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro/SBT)
Maria de Lurdes já recebeu medalha da Academia Cearense de Letras (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro/SBT)
A literatura de cordel é uma manifestação cultural do Nordeste. É preciso muita habilidade para desenvolver essa arte. Mas a cearense Maria de Lurdes necessitou fazer um esforço a mais pra conseguir se tornar uma cordelista. Afinal, ela é deficiente visual.
“Minha deficiência começou quando eu nasci. Descobri aos 12 anos, quando fui para a escola, e lá os professores indicaram para a minha mãe que me levasse a um médico. Ele então disse que eu tinha uma miopia, e que ela ficaria com um grau mais forte com o tempo”, conta.
Lurdes não conseguiu terminar os estudos. Casou, teve 4 filhos e depois se divorciou. Foi quando conheceu o atual marido, o cordelista Bandeira, e aí reencontrou o amor pelo cordel.
“Meu pai era amante do cordel, principalmente a viola. Como ele não sabia ler, eu lia para ele enquanto ainda tinha visão. Quando conheci o Bandeira, ele me ensinou a fazer cordel, e aí a paixão voltou”, relata.
A cordelista já ganhou prêmios e comendas, como o Concurso de poesia do Instituto dos Cegos e a Medalha da Academia Cearense de Letras, além da participação no concurso de poesia do 9º salão de Genebra.

Fonte: http://tribunadoceara.uol.com.br

domingo, 12 de agosto de 2018

POEMA: "NUVEM NAS NUVENS", por Manoel Belizario, PB.


NUVENS NAS NUVENS

Corri por vários lugares,
Sertão, cariri, agreste
Fofocando o sobre fato
De uma beleza inconteste.
Na ponta do pé brechei,
Quando um açude avistei
Banhando o gado celeste.

Era um rebanho de nuvens,
Mugindo no firmamento.
Enfileiradas desceram,
Empurradas pelo vento
E invadiram o açude.
Como um tropel bruto, rude
À procura de alimento.

Pra que vocês dessem crédito,
Quando ouvissem meu relato,
Agi feito paparazzi:
Fiz uma foto do fato
E em minhas nuvens postei.
Oh meus caros me lasquei.
Custou-me caro tal ato.

Expor a nudez das nuvens
Nas nuvens gerou processo.
Hoje vivo foragido
Condenado, réu confesso.
Mas como prova, somente,
Posto a foto novamente
E de vocês me despeço.

(Texto e imagem: Manoel Belizario)

Página: Manoel Belizario Literário
Blog: Neuronas Acordadas

sábado, 11 de agosto de 2018

SECULT – Assaré lança plataforma Cordel OnLine que reúne todas as edições do Projeto Cordel na Feira de Assaré - CE

A Secretaria de Cultura, Turismo, Desporto e Lazer de Assaré está lançando em seu blog site mais uma importante ferramenta cultural e de incentivo a literatura popular assareense e da nossa região, através de um link exclusivo “Cordel OnLine” que reúne todos os cordéis lançados pelo projeto Cordel na Feira  em parceria com o SESC Crato.

Desde o mês de maio do ano de 2017 na gestão do Secretário de Cultura Vavá Gois e equipe do núcleo de cultura diversos cordelistas foram contatados e posteriormente tiveram os seus cordéis lançados em praça pública com o total apoio da Prefeitura Municipal de Assaré, por meio da Secretaria de Culltura, Turismo, Desporto e Lazer em parceria com o SESC Crato. Boa parte dos cordéis são distribuídos no dia do evento  que acontece uma vez a cada mês, outra parte dos cordéis ficam no banco de cordéis da SECULT Assaré e a outra parte será disponibilizada para todas as escolas da rede pública municipal, estadual e também para escolas privadas, através do Projeto Kit Cultural, o qual será distribuído nas escolas, bibliotecas e projetos do nosso município.

Pensando no acesso dos amantes da nossa cultura e nos que amam a Literatura de Cordel a SECULT Assaré está lançando esta plataforma onde todos terão acesso aos cordéis que foram trabalhados no projeto e que, através do computador, notebook, tablet, celular e outros mecanismos tecnológicos os leitores apreciadores da Literatura de Cordel terão acesso a todos os trabalhos dos nossos cordelistas. Além da leitura online através da internet, leitores, professores e escolas de todo o nosso Brasil poderão ter acesso aos cordéis e poderão imprimir os cordéis, trabalhar em salas de aulas, projetos culturais e sociais e colecionar em seus arquivos.

Assim a Secretaria de Cultura de Assaré está de uma forma atualizada disponibilizando para todos o acesso a essa cultura de séculos que é o cordel. No Brasil a Literatura de Cordel é produção típica da região nordeste, principalmente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Nesse tipo de Folhetim o que mais chama a atenção é a formadespretensiosa como é  composto, o mote, a linguagem, o som, as cores, sinestesias presentes numa linguagem popular, rica em detalhes ganham o gosto popular mundo a fora.

Os cordéis geralmente são comercializados em feiras públicas e acabam conquistando um número expressivo de leitores. Com isso ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo, outro ponto importante são os temas abordados, que vão desde recordações da infância, vida no campo, até as críticas sociais, questões políticas e textos de opiniões, elevando assim, a Literatura de Cordel ao estande de obras de teor didático e educativo, dos quais serão disponibilizados para todo o mundo através do “Cordel Online”. Essa ferramenta será muito importante na divulgação do nosso projeto “Cordel na Feira de Assaré” e na disseminação do trabalho dos nossos cordelistas, ressaltou Vavá Góis, Secretário de Cultura.

APRESENTAREMOS A SEGUIR OS TÍTULOS DOS CORDÉIS E AUTORES QUE DESDE MAIO DE 2017 TIVERAM SEUS TRABALHOS LANÇADOS NO PROJETO CORDEL NA FEIRA, NA PRAÇA DO MERCADO PÚBLICO E AGORA SERÃO DISPONIBILIZADOS NA INTERNET, ATRAVÉS DO BLOG SITE DA SECULT ASSARÉ, NA ABA “CORDEL ONLINE”.

Cordéis na sequência por autor.
O projeto teve início em maio de 2017.
1. Romão cabeça de ouro e as saudades de sinhá - Geraldo Gonçalves
2. Ciço de Vó e o Capeta - José Lopes
3. Ao meu avô - Daniel patativa
4. A mulher desmantelada e o corno conformado - Redne
5. Paixão na terceira idade - Rosinha
6. Cada um com sua mania - Bebê
7. Mãe África - Professor Luizão
8. Adelido e a novilha encantada - Mané do cego
Projeto no Ano de 2018.
Pacote / mês março.
1. A triste Partida - Patativa do Assaré ( relançamento )
2. Meu casamento com Ana Vicência - Maurício Gonçalves
3. Homenagem ao Padre Agamenon -  Mané do cego
4. Valquíria - Professor Luizão
5. Tetê Matias, o melhor sanfoneiro do nordeste - Antônio Rafael
6. Um café com sabor de Poesia - Toinha do Carmo
Continuação em 2018.
1. A peleja de seu Quelé com o Doutor - Sebastião dos correios
2. Cordel Biográfico de Caninana do Forró - Jesus leite
3. Ao mestre Espedito Seleiro - Daniel Gonçalves (Neto de Patativa)

4. Assombração no Memorial - João Carlos


Veja todo o link com todos os cordéis acessando aqui:
https://secultassareceara.blogspot.com/p/cordel-online.html
Fonte: http://blogdoamauryalencar.blogspot.com

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Conhecimento de causa! Presidente da Academia Brasileira de Cordel escreve sinopse da Ilha - RJ

Com o lançamento programado para esta segunda, 6, a sinopse do enredo da União da Ilha para 2019 foi escrita por um convidado pra lá de conceituado quando o assunto é a poesia que envolve o Ceará, conforme a escola pretende apresentar na Sapucaí. Trata-se do presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva, que respondeu positivamente ao chamado do carnavalesco Severo Luzardo para colaborar com a construção do texto que baseia o tema “A peleja poética entre Rachel e Alencar nos avarandos do céu”.
Mais do que um veterano na instituição responsável por reunir grandes cordelistas do Brasil, Ferreira da Silva tem tudo a ver com a apresentação da tricolor insulana porque é natural da cidade cearense de Ipu e, além disso, é um tantinho carioca. O poeta chegou ao Rio aos 14 anos e, já na Cidade Maravilhosa, lançou em 1963 o seu primeiro livro sobre a região Nordeste. Desde então, lançou mais de 200 títulos diferentes e fundou a Academia em 1988, ocupando a presidência desde então.
No ano que vem, a Ilha será a quarta agremiação a se apresentar na Segunda-feira de Carnaval, dia 4 de março. A apresentação da sinopse acontece nesta segunda, 6, às 20h, na quadra localizada no número 322 da Estrada do Galeão, na Ilha do Governador.
O carnavalesco Severo Luzardo, que pelo terceiro ano está à frente do Carnaval da Ilha, esteve com Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, durante a elaboração da sinopse do enredo | Foto: Divulgação
Fonte: sambarazzo.com.br

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Folclorista paraibano fala sobre literatura de cordel e cultura popular nordestina – Brasília

Tarde Nacional bate um papo sobre esse assunto com o poeta, folclorista e cantador Bosco Maciel
(Imagem: http://aapah.org.br)
Literatura de cordel e cultura popular são temas de entrevista no Tarde Nacional. Os apresentadores do programa batem um papo com o poeta, folclorista e cantador Bosco Maciel. Nascido na Paraíba, no município de Cajazeiras, Bosco Maciel, mora em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo e tem articulado um movimento de preservação das raízes culturais brasileiras com ênfase na cultura do nordeste.
Ele é autor do livro Romanceiro, uma compilação de prosa e poesia, além de ter publicado poesias de cordel em jornais literários, participado em peças teatrais, entre outros projetos de propagação da cultura nordestina como ‘Vida e Obras de Grandes Poetas Nordestinas” e “Os Poetas da Cidade”. Ouça a entrevista completa no playeracima.
O programa Tarde Nacional vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 13h, na Rádio Nacional de Brasíliae na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
Fonte: radios.ebc.com.br

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

FELICITAÇÕES DE ANIVERSÁRIO

O signatário deste blog, Manoel Belizario, recebeu via Facebook o poema abaixo em alusão à passagem de seu aniversário. O mesmo agradece ao autor, o poeta Lucarocas, e reproduz o poema abaixo:

Ainda pelo aniversário...
.
Nesta data celebrada
Desejo felicidade

Que em sua caminhada
Haja então prosperidade
E que junto com os seus
Tenha a benção de Deus
Por toda uma eternidade.
.
Que sonho seja vitória
No caminhar dessa vida
Que tudo então seja glória
Na estrada percorrida
E que seu aniversário
Seja só um breviário
Para a paz que é merecida.
.
Saúde seja constante
Em todo seu caminhar
E todo passo avante
Seja mais um conquistar
E que tudo em sua vida
Tenha a graça merecida
Do exercício de amar.
.
Que a benção do amor
Brote em seu coração
E por onde você for
Leve a paz da oração
E que todo seu sorriso
Traga a luz do paraíso
Na mais sonora canção.
.
Parabéns. Paz e Bem.



Lucarocas
(85) 98897-4497 (oi - WhatsApp)
99666-9396 (Tim)
poeta@lucarocas.com.br

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Poeta Rogério Fernandes ministra oficina sobre Literatura de Cordel

Escritor Rogério Fernandes, ao centro, com alunos do 4º ano do curso de Pedagogia da Uems durante oficina. (Foto: Divulgação)
 
Escritor Rogério Fernandes, ao centro, com alunos do 4º ano do curso de Pedagogia da Uems durante oficina. (Foto: Divulgação)
          O escritor e poeta Rogério Fernandes, realizou na última semana, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), oficina sobre Literatura de Cordel, para alunos do 4º ano do curso de Pedagogia. O convite foi feito pela professora da área na Universidade, Thaize Oliveira.
          De acordo com o escritor, a oficina teve o intuito de, além de divulgar a Literatura de Cordel como forma de expressão cultural popular, possibilitar novas estratégias e abordagens para a Educação Infantil e do Ensino Fundamental.
           De uma forma descontraída, Rogério Fernandes falou sobre a história do Cordel e sua chegada ao Brasil, principalmente na região Nordeste. O escritor trabalhou a metrificação dos versos, a rima e a oração. Citou as palavras do poeta Abraão Batista, ao dizer que, para se escrever um bom cordel é necessário, antes de tudo, “ter cara de povo, ter cheiro de povo e ter fala de povo”. Segundo Rogério, o cordelista deve escolher um lugar, um tempo, os personagens, uma trama ou uma intriga e, finalmente, colocar tudo isso em versos divididos, obrigatoriamente, em sete sílabas cada um.
          No final da oficina, as acadêmicas puderam escrever seus próprios versos, sob a orientação de Rogério Fernandes e receberam dois folhetos publicados pelo cordelista: “Cidade Crepúsculo” e “Educação Patrimonial e Cultural de Dourados”.
            Rogério Fernandes é um dos fundadores da Associação dos Cordelistas de Mato Grosso do Sul, no qual integram também as cordelistas Aurineide Alencar, Odila Lange e Leonir Menegati, e ministra oficinas de cordel em escolas públicas e particulares de Dourados. As pessoas podem entrar em contato com o cordelista através do e-mail: rogeriociso@gmail.com ou pelo telefone (67) 9939-4746.

Fonte: http://www.progresso.com.br

domingo, 2 de agosto de 2015

JOÃO PESSOA: UMA AVENTURA NA TÁBUA DE PIRULITO OU PASSEIO EM BURACOLÂNDIA




(Por Manoel Belizario)

Quem dirige em João Pessoa
É constantemente aflito,
Temendo que a artimanha
De um buraco maldito
Lhe estrague o automotor
Assim segue o condutor
Na TÁBUA DE PIRULITO.

Buraco por todo canto
Por todo canto buraco.
Cristo, Rangel, Mangabeira
E Valentina, destaco.
Bancários, Jardim Veneza,
Geisel, Róger (que beleza!)
Que me diz hein puxa saco?

Cruz das Armas, Jaguaribe
Varadouro, Oitizeiro.
Resumindo, caro amigo:
Quase o município inteiro
Hoje vive no buraco,
Pois o gestor é velhaco,
Nos paga com o buraqueiro.

Tem a parte sem buraco
Como é que não teria?
A parte da propaganda
Ajeitam com maestria.
É maquiagem total
Que sai no comercial
Com muita categoria!

Que localidade é essa
Dizer, você poderia?
As praias dos ricos, claro!
Que outro lugar seria?
Quem for lá um só momento
Constata que o pavimento
Dali não tem fantasia.

Segue na BURACOLÂNDIA
Se arriscando o motorista.
Da solução do problema,
Não se vê nenhuma pista.
Dê de volta o pagamento.
Não se esqueça fique atento.
Temos eleições à vista!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Cordel: Esse tal de Zap-zap - SE




A poesia de Izabel Amaro Nascimento que circula nass redes sociais e cujo nome da autora tem sido colocado como desconhecida  (1)
É negócio interessante
Eu que antes criticava
Hoje teclo à todo instante
Quase nem durmo ou almoço
E quem criou esse troço
Tem uma mente brilhante.

Quem diria que um dia
Eu pudesse utilizar
Calculadora e relógio
Câmera de fotografar
Tudo no mesmo aparelho
Mapa, calendário, espelho
E telefone celular

E agora a moda pegou
Pelas "Redes Sociais"
É no "Face" ou pelo "Zap"
Que o povo conversa mais
Talvez não saiba o motivo
Que esse tal de aplicativo
É mais lido que os jornais.

Eu acho muito engraçado
Porque muita gente tem
Um Grupo só pra Família
Um do Trabalho também
E até aquele contato
Que só muda de retrato
Mas não fala com ninguém!

Tem o Grupo da Escola
O Grupo da Academia
Grupo da Universidade
O Grupo da Poesia
Tem o Grupo das Baladas
Das Amigas Mais Chegadas
E o da Diretoria.

Tem quem mande Oração
"Bom dia!", de vez em quando
Que só mande figurinhas
Quem só fique reclamando
No Grupos é que é parada
Dia, noite, madrugada
Sempre tem alguém teclando.

Cada um que analise
Se é bom ou se é ruim
Ou se a Tecnologia
É o começo do fim
Talvez um voto vencido
Porém o Zap tem sido
Até útil para mim.

Eu acho que a Internet
É uma coisa muito boa
Tem coisas muito importantes
Porém muita coisa à toa
Usar de forma acertada
Ou, por ela, ser usada
Vai depender da pessoa.

Comunicação é bom
Vantagens que hoje se tem
Feliz é quem tem amigos
Fora das Redes também
A vida só tem sentido
Quando o que é permitido
É aquilo que convém.

Pra quem meu verso rimado
Acabou de receber
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Que finaliza a dizer:
"Viva a vida intensamente
Porque é pessoalmente
Que se faz acontecer!"