CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

sábado, 28 de maio de 2011

Natal passa a integrar o Circuito Potiguar do Livro

       Fonte: tribunadonorte.com.br

             O Circuito Potiguar do Livro ganha a Feira de Livros e Quadrinhos de Natal, que será realizada no período de 17 a 22 de outubro, no Centro de Convenções. A FLIQ vem somar-se à Feira do Livro de Mossoró, Feira do Livro do Seridó e a Jornada Literária de Macau. São eventos anuais já consolidados e que têm como objetivo maior estimular à leitura e difundir a produção literária. A expectativa da FLIQ é atrair um público superior a 60 mil pessoas.

Evento é marcado com presenças de educadores e estudantesEvento é marcado com presenças de educadores e estudantes

           Serão seis dias de inúmeras atrações para o público. A programação é extensa e variada, repleta de oficinas (16 em HQ e 2 em animação); mesas diárias de debate e bate papos com autores locais e nacionais, desenhistas e ilustradores; leituras de obras; café literário; lançamento de livros e ainda espaço para sebos, livreiros e editoras. Haverá ainda espaço para os cosplayers (pessoas que se vestem e agem como personagens de HQ), jogos de RPG e os Festivais de Animação (categoria estudante e livre) e o de História em Quadrinhos, com premiações e apresentação das obras vencedoras.
            “Estamos apostando muito na Feira de Livros e Quadrinhos de Natal. O último grande evento literário que aconteceu na capital foi a Bienal, em 2007”, afirmou o jornalista Osni Damásio, um dos Coordenadores do Circuito Potiguar do Livro. Ele destacou também a participação dos alunos das escolas públicas. “ Nas edições anteriores das Feiras do Livro de Mossoró e Caicó, o Governo do Estado participou com o Cheque Livro.  Já estamos negociando com o Governo. A expectativa é que no Circuito sejam atendidas 718 escolas, beneficiando com a compra de livros 310 mil alunos e 13 mil professores “, afirmou Osni.
             Em sua 7ª edição e já consolidada como o maior evento literário do Estado e um dos principais do Nordeste brasileiro, a Feira do Livro de Mossoró cresceu muito desde sua primeira edição, em 2005. Na Feira acontece os * Prêmios de Literatura de Cordel e o de Contos, ambos com o objetivo de incentivar a autoria de obras literárias e o surgimento de talentos entre a população do RN, cada qual na sua categoria literária. Ainda com o mesmo mote, a feira aproxima os leitores de consagrados autores  locais e nacionais, através de uma rica programação de bate-papos e palestras. A edição deste ano vai acontecer de 09 a 14 de agosto, na Estação das Artes.
              Já a  3ª edição a Feira do Livro do Seridó acontecerá no mês de setembro e  visa disseminar a cultura do livro para os sete municípios desta importante região do Rio Grande do Norte. Com aproximadamente 20 mil visitantes por edição, a Feira do Livro do Seridó é uma iniciativa que colabora de forma efetiva na formação de milhares de crianças em idade escolar e na inclusão cultural de centenas de pessoas, que se encontram distante dos grandes centros culturais do país.
A II Jornada Literária de Macau está marcada para os dias 9 e 10 de novembro. A primeira edição superou todas as expectativas dos participantes, convidados e organizadores.

(* Obs. De Manoel Belizario: Esperamos que tais prêmios não sigam o exemplo do MINC em seu  Prêmio Mais(?) Cultura de Literatura de Cordel.)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

MEU PRIMEIRO LIVRO

CAPA DO LIVRO

Por Manoel Messias Belizario Neto

Lanço meu primeiro livro,
Compartilho a emoção
Ao vê-lo recém-nascido
Na palma de minha mão
Exalando um cheiro bom
De folheto do sertão.

Cheiro o meu primeiro livro
Compartilho a sensação.
Parece o cheiro da chuva
Assim que afaga o chão.
Parece o orvalho que banha
De manhã a plantação.

Pego o meu primeiro livro.
Pareço até mais criança
Que quando ganha um brinquedo
Brinca, brinca e não se cansa
Passeia no imaginário
Até onde o sonho alcança.

Livro meu, além de livro
És Folheto de cordel.
Homenageias os grandes
Da arte do menestrel
Usando como instrumento
Este humilde Manoel.

Se serás vendido ou não
Não tem maior relevância
Porque você existia
Desde os tempos de infância
Tornar-te realidade
Esta é a grande importância.

Repórter "matuto" vira personagem de literatura de cordel

         Fonte: thaisagalvao.com.br

Fera em literatura de cordel, o poeta Marciano Batista de Medeiros, de Santo Antônio do Salto da Onça, elegeu o jornalista Joaquim Pinheiro, da editoria de política do Jornal de Hoje, como personagem de suas publicações.
          E depois de discorrer sobre as manias e costumes de quem ele chamou de "um jornalista mnatuto" em um livrinho que vende a um real, o autor continuou o papo com Pinheiro e lançou a segunda edição...
          Vale a leitura seguida de risadas...
          E Pinheiro, com ajuda de deputados e vereadores, prepara o lançamento da Literatura de Cordel de marciano, tanto na Assembleia Legislativa, durante a Assembleia Cultural, quanto na Câmara.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cordelista Manoel Belizário lança livro em João Pessoa

 

Fonte: Agência de Notícias da UFPB -

Por Paulo César Cabral

Faz parte do projeto Semeando Cordel; a metade dos livros será doada para 100 escolas do município de João Pessoa

             “Agruras de um poeta popular ou congressos dos poetas populares no paraíso”. Este é o título do livro do poeta-cordelista Manuel Belizário que será lançado nesta sexta-feira (27), às 10h, na Sala do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular (Nuppo), órgão vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus de João Pessoa.

           O livro é composto por quatro folhetos independentes e inéditos:“Agruras de um poeta popular ou congressos dos poetas populares no paraíso”, “As aventuras de Teó da Lage em Busca de Assombração”, O Romeiro e a Promessa” e “Histórias de Trancoso”.

          O lançamento do livro faz parte das atividades do Projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade”, patrocinado pelo Fundo Municipal de Cultura. O objetivo é difundir a literatura no âmbito escolar e garantir à população em geral o acesso de baixo custo a este fazer poético – além de incentivar o poeta. A metade dos livros produzidos será doada em igual número a 100 escolas do município de João Pessoa e a outra metade será cedida ao autor.

          Mais informações a respeito do assunto podem ser obtidas no Nuppo, localizado no térreo da Reitoria da UFPB. Telefone: (83) 3216-7030.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

POETISA CLEUSA SANTO LANÇA MAIS UM CORDEL

Fonte: varnecicordel.blogspot.com

SÚPLICA DE UM PAPAGAIO

         Desta vez a poetisa foca em sua obra a preservação dos animais. Numa linguagem simples e bonita a autora conclama a todos para cuidar com mais amor da natureza. Vale a pena conferir mais este título da editora Luzeiro que pode ser usada em qualquer escola para enriquecer a aula.

— Eu só peço, por favor,
Um pouco de atenção.
Sou um Papagaio jovem
Vivendo sem instrução.
Eu já tive liberdade,
Hoje vivo na prisão.

Ainda muito pequeno,
Num galho verde brincando,
Quando uma mão muito forte
Foi rápido me sufocando.
Apertava o meu pescoço,
Depois foi me carregando.

Colocaram-me num saco,
Eu fiquei desesperado.
Gritei e gritei bem alto.
Falaram: — Fique calado!
Eu ouvia alguém dizer:
— Cala a boca, seu safado!

Quer conhecer o resto da história? Compre o livro.
Contato com a Editora Luzeiro Ltda.
Tel/Fax: (11) 5585-1800/5589-4342
vendas@editoraluzeiro.com.br

PRÊMIO MAIS(?) CULTURA DE LITERATURA DE CORDEL E O DESRESPEITO À CULTURA POPULAR BRASILEIRA

      

          É, meus amigos, mais um dia de desrespeito na vida daqueles que tanto sonharam com o prêmio Mais(?) Cultura de Literatura de Cordel . Como foi grande a alegria ao nos vermos premiados. Porém não nos demos conta de que era tudo promessa. De que estávamos colocando nossas esperanças de erguer com gosto de gás o Cordel numa canoa furada. Porque a maioria de nós premiados nem pensamos no valor financeiro do projeto  - que é ínfimo –, mas no muito que poderíamos fazer com tão pouco. Hoje exigimos do governo nada mais que respeito com os  artistas da cultura popular brasileira, pois tudo isso não passa de um grande descaso. Já não basta o massacre que esta cultura vem sofrendo por parte do lixo cultural invasor da sociedade contemporânea? É isso aí amiga Rosário Pinto. Vamos reivindicar o prêmio e com isto estamos cobrando o mínimo que um governo pode fazer por seus cidadãos: tratá-lo com respeito  cumprindo com o que se propõe.

Fonte: Cordel de Saia

Cadê o Prêmio???

Por Rosário Pinto

O coração do poeta
Hoje lamenta o descaso
Ministério faz dieta
O prêmio passa do prazo
Ta virando historinha
Ou quem sabe ladainha
Ou mesmo assombração
Tratam-nos com desrespeito
E isto eu não aceito
É uma violação

Publicaram um edital
Convocaram o poeta
Para um prêmio orbital
Cada um com sua meta
Elaboraram projeto
Dentro daquele decreto
Cumpriram todas as normas
Cada item observado
Poeta não é tapado
Tudo agora se transforma

Patativa do Assaré
Certamente está vendo
Remamos contramaré
Com isso nos abatendo
Mas o grito ecoando
Feito novilho berrando
Contra esta aberração
De Prêmio abduzido
E o poeta seduzido
Pede a aclaração


Rio de Janeiro, maio 2011

Revisão: Dalinha Catunda
http://cantinhodadalinha.blogspot.com
Imagem:desabafolandia2.blogspot.com

Cotia (SP): Festa Nordestina 2011 ocorrerá em junho

Fonte: jeonline.com.br

A 10ª Festa Nordestina 2011 de Cotia acontecerá no dias 10, 11 e 12 de junho, a partir das 19h. A festa será no Recinto de Eventos ao lado do Terminal Rodoviário (33 km, Raposo Tavares).

           Para resgatar um pouco da cultura nordestina o vereador Arildo Gomes e o prefeito Carlão Camargo trazem para o evento literatura de cordel, embolada, comidas típicas (sarapatel, baião de dois, caldo de mocotó), forró pé de serra, forró arrocha.
O evento também contará com artistas de renome nacional no segmento de samba e pagode entre eles: Sampa Crew, Turma do Pagode e Revelação pela primeira vez em Cotia, ressaltando que a entrada será franca.
           Com uma infra-estrutura moderna com praça de alimentação coberta, arquibancadas, camarote coletivo e parque de diversões e no dia 12 de junho, dia dos namorados, será sorteado vários brindes como uma moto, notebook, televisão e outros prêmios.

Serviço:
Festa Nordestina de Cotia
Entrada Franca
Data:10,11 e 12 de junho
Local: Recinto de Eventos ao lado do Terminal Rodoviário (33 km, Raposo Tavares)
Horario:a partir das 19h
Mais informações pelo telefone 7158-6812.

Imagem: ensinablog.blogspot.com

domingo, 22 de maio de 2011

PRÊMIO MAIS CULTURA DE LITERATURA DE CORDEL: VERGONHA NACIONAL

           VERGONHA
Por Manoel Belizario
          Tinha tudo para ser um dos maiores momentos de valorização da Literatura de Cordel brasileira, mas o tiro saiu pela culatra. E o pior é q entramos em contato, nos números e emails sugeridos e só nos são dadas respostas vagas. Bem meus amigos, daqui a pouco completa um ano que o edital foi lançado. Todo mundo reclamando pela internet no site do MINC, mas eles  fingem que não nos ouvem. A partir de agora vou publicar poemas meus e de colegas abordando o assunto. Abaixo algumas estrofes que Flávio Domingos Dantas publicou em: http://www.cultura.gov.br/site/2010/06/08/premio-mais-cultura-de-literatura-de-cordel-2010-edicao-patativa-do-assare/
Flávio Domingos Dantas
15 de maio de 2011

O poeta vem voando
Como faz a arribaçã,
Desdeu do alto da serra
Da querida Jaçanã,
Com destino a Brasília
Segunda pela manhã.

Vou voando pelo alto
Cantando feito um canário,
Cortando o meu Brasil
Encantado com o cenário,
Tô buscando o meu prêmio
Me sentindo um otário.

Tô buscando o respeito
Pro poeta do cordel,
Que em janeiro pensava
Por pouco estar no Céu,
E hoje tá amargando
O triste sabor do féu.

Tô chegando em Braília
Tem políticos até demais,
O discurso é bonito
Cada um quer falar mais,
Ministra pague aos poetas
Pois assim retorno em PAZ.

Minha fé tá se acabando
A esperança também,
Pois Lula saiu devendo
E Dilma deve também,
Será que vamos esperar
As eleições, ano que vem.

O poeta tá partindo
Ainda com decepção,
Esperando o seu prêmio
Não pensem que é milhão,
E retorna pro Nordeste
O Poeta do Povão.

Flávio Dantas
51º classificado no concurso
Produção do folheto.

domingo, 15 de maio de 2011

Projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade” é lançado em João Pessoa

Fonte: Jornal da Besta Fubana

           O professor e poeta popular Manoel Messias Belizario Neto lançou neste mês de maio em João Pessoa um projeto patrocinado pelo Fundo Municipal de Cultura chamado “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade”. A iniciativa se propõe a produzir o livro (de autoria do proponente do projeto) denominado “Agruras de um Poeta Popular ou Congresso dos Poetas Populares no Paraíso”.
A proposta pretende difundir a literatura de cordel no âmbito escolar e garantir à população em geral acesso de baixo custo a este fazer poético – além de incentivar o poeta. Para tanto, metade dos livros produzidos será doada em igual número a cem escolas do município de João Pessoa e a outra metade será cedida ao autor.

O livro

CAPA DO LIVRO

          É composto  composto  por quatro folhetos independentes e inéditos:

Folheto 1: “Agruras de um Poeta Popular ou Congresso dos Poetas Populares no Paraíso” : Narra a história do poeta Popular Zé Damião que vive de vender folheto em feira. Mas um dia, após a massificação do rádio, luz elétrica e TV, ele cai em descrédito, entra em depressão e morre. Ao chegar ao Paraíso se depara com os grandes da poesia popular que vão discorrer num congresso os porquês da atual situação da Literatura de Cordel.

Folheto 2: “As Aventuras de Teó da Lage em Busca de Assombração”: O Arcanjo Gabriel expulsa o diabo do inferno sem que Deus saiba. Por isso, sem inferno, o diabo, almas penadas e demônios passam a morar na Terra. Satanás, reivindicando sua casa de volta, toma posse do corpo de uma princesa. Teó, o destemido “caçador de assombração” é escolhido para devolver o inferno ao diabo e assim libertar a terra dos espíritos maus que a habitam.

Folheto 3: “O Romeiro e a Promessa”: Um romeiro para se ver livre de uma doença faz uma promessa para São Francisco do Canindé. Promete que se ficar curado dará ao santo uma cabeça pensante.  O santo afirma incrédulo que é impossível encontrar uma cabeça pensante livre, mas já que o romeiro prometeu terá de cumprir – arriscando-se a virar jumento caso não encontre. A história gira em torno da luta deste romeiro aventureiramente em busca de tal cabeça.

Folheto 4: “Histórias de Trancoso”: Dois senhores sertanejos replicam entre si histórias de Trancoso contadas como verdade absoluta. São afirmações exageradas, mas muito bem-humoradas.

Lançamento

Local: NUPPO (Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular) Térreo do Prédio da reitoria da UFPB (à direita da CODESC)

Data: 27 de maio de 2011

Hora: 10:00 (manhã)

Preço: R$: 7,00

O Autor

           Manoel Messias Belisario Neto é natural de Aguiar PB e atualmente reside em João Pessoa. É graduado em Letras pela UFPB e autor de vários títulos de cordel, entre eles “Satan Processa Bin Laden e Bush por Plágio e Difamação”, premiado pela Funjope no Concurso Novos Escritos 2007 e “Cordel do Estatuto da Criança e do Adolescente” publicado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa e pelo Ministério Público da Paraíba. Ficou em 3° lugar na categoria criação e produção do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel do Ministério da Cultura edição 2010.  No momento coordena o projeto “Semeando Cordel na Escola e na Sociedade” – iniciativa aprovada no edital do Fundo Municipal de Cultura de João Pessoa 2010. É professor de português em Alhandra PB e orientador social de jovens no programa Projovem Adolescente na capital.

Escolas de João Pessoa beneficiadas pelo projeto com cinco exemplares cada: 

1. Afonso Pereira da Silva 
2. Agostinho Fonseca Neto
3. Almirante Barroso
4. Américo Falcão 
5. Ana Cristina Rolin Machado
6. Analice Caldas
7. Analice Gonçalves de Carvalho 
8. Anayde Beiriz 
9. Ângelo Francisco Notare 
10. Anibal Moura 
11. Anita Trigueiro 
12. Antenor Navarro 
13. Antonia do Socorro Machado
14. Apolônio Sales de Miranda 
15. Argentina Pereira Gomes
16. Arnaldo de Barros Moreira 
17. Aruanda  Rua Eudídice
18. Augusto dos Anjos
19. Aylton Cavalcanti de Ataíde 
20. Cantalice Leite 
21. Carlos Neves da Franca
22. Celso Furtado 
23. Cícero Leite
24. Claudina Mangueira de Moura
25. Cônego João de Deus 
26. Cônego Mathias Freire 
27. Coracão Divino
28. Damásio Franca 
29. Darcy Ribeiro 
30. Daura Santiago
31. Diotília Guedes
32. Dom Helder Câmara
33. Dom Marcerlo P. Carvalheira
34. Dr. José Medeiros Vieira
35. Duarte da Silveira 
36. Dumerval Trigueiro Mendes 
37. Duque de Caxias 
38. Escritor Horácio de Almeida
39. Escritor José Lins do Rego
40. Euclides da Cunha 
41. Francisca Moura
42. Francisco Edward de Aguiar 
43. Frei Afonso
44. Frei Albino 
45. Frutuoso Barbosa 
46. General Rodrigo Otávio
47. Governador Leonel Brizola 
48. Henrique Dias
49. Hugo Moura 
50. Índio Piragibe
51. João Gadelha de Oliveira 
52. João Medeiros
53. João Monteiro da Franca 
54. João Santa Cruz
55. João XXIII
56. Jornalista Raimundo Nonato 
57. José Américo de Almeida
58. José Eugênio Lins de Albuquerque       
59. José Novais
60. José Peregrino
61. Lions Tambaú
62. Luiz Augusto Crispim 
63. Luiz Mendes Pontes
64. Luiz Vaz de Camões
65. Luiza Lima Lobo
66. Lyceu Paraibano
67. Maria Ruth de Souza
68. Moema Tinoco Cunha Lima
69. Mons. João Coutinho 
70. Monteiro Lobato 
71. Napoleão
72. Nazinha Barbosa 
73. Olívio Ribeiro Campos
74. Orlando Gomes
75. Oscar de Castro 
76. Padre Leonel da Franca 
77. Padre Pedro Serrão
78. Papa Paulo VI
79. Paulo Freire 
80. Pedra do Reino 
81. Pedro Augusto Porto Caminha
82. Presidente João Pessoa 
83. Prof. Luis Gonzaga de Albuquerque Burity
84. Profª Maria Bronzeado Machado
85. Profa. Liliosa de Paiva Leite
86. Profa. Maria Geny de Souza Timóteo
87. Profa. Olivina Olívia
88. Professora Úrsula Lianza
89. Renato Lima
90. Santa Ângela
91. Santa Emília de Rodat 
92. Santos Dumont
93. Seráfico da Nóbrega 
94. Severino Patrício
95. Tharcilla Barbosa da Franca
96. Ubirajara Pinto Rodrigues 
97. Violeta Formiga 
98. Virgínius da Gama e Melo
99. Zulmira de Novais
100. Zumbi dos Palmares

sexta-feira, 13 de maio de 2011

CONVITE DE LANÇAMENTO - CORDEL CAPELA DOURADA

Fonte: educarcomcordel.blogspot.com

CONVITE

A Venerável Ordem III de São Francisco do Recife tem a honra de convidar Vsa. Exma. e família a participar do lançamento do Folheto de Literatura de Cordel:  “A História da Capela Dourada em Cordel”, do Poeta Paulo Moura, em comemoração ao 315 anos da data de fundação da "Capela Dourada", 13 de Maio de 2011.

Data: 13 de Maio de 2011 (Sexta Feira)

Horário: às 17h.

Local: Museu Franciscano de Arte Sacra.

Rua do Imperador Dom Pedro II s/n. Recife - PE

Geraldo Alain

Ministro

terça-feira, 10 de maio de 2011

Instituto de Bayeux abre inscrições para concurso de Literatura de Cordel

O instituto Geográfico e Histórico de Bayeux (IHGB), em parceria com a Academia Local de Letras, está com as inscrições abertas para primeiro concurso Bayeuxense de Literatura de Cordel, que nessa edição homenageia o professor João Severo da Silva.

As inscrições começaram em fevereiro deste ano e vão até dia 31 de maio, sendo realizadas na sede provisória do IHGB, localizada na Av. Liberdade, 3702, (Sala 7). Mais informações através do contato: (83) 3232-2414.

Para participar do concurso, o calouro literato deve residir na cidade e entregar o folheto com no mínimo 50 estrofes. As obras deverão ser enviadas em um envelope fechado, constando o nome do autor e uma cópia do trabalho. 

O concurso homenageia o professor João Severo da Silva

De acordo com o professor Ariosvaldo Alves, presidente do IHGB e organizador da atividade, o concurso é uma forma importante de difundir a literatura popular, isso, tanto nas escolas como na sociedade em geral. “Agora é o momento certo de realizar o evento, já que a Rede Globo exibe a novela ‘Cordel Encantado’, servindo como uma espécie de incentivo para os jovens participarem, e assim, juntando o útil ao agradável”, explica Ariosvaldo.

A premiação será a confecção de 2.000 exemplares para o primeiro lugar, 1.000 para o segundo e 500 exemplares para o terceiro colocado.

O resultado final da seleção será divulgado em evento que ocorrerá no dia 16 de julho, na sede do Rotary Clube, no bairro do SESI. A data rememora o dia da denominação de Bayeux, sendo a primeira cidade francesa (de mesmo nome) a ser libertada do poder nazista pelos aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: bayeux1.com

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Café Literário aborda etnopoesia na biblioteca nacional

Fonte: Arte e Literatura: angoladigital.net   

            Um Café Literário sobre o tema "Etnopoesia: Teresa Baptista de Jorge Amado e a Literatura de Cordel" será Imagerealizado no dia 12 deste mês, na Biblioteca Nacional, em Luanda, pela Casa de Cultura Brasil-Angola.

           Segundo um documento da Casa de Cultura Brasil-Angola, que a Angop teve acesso, o encontro terá como orador o professor brasileiro, Nelson Cerqueira, da cadeira de Literatura Comparada, da Indiana University.

          De acordo com a nota, a literatura brasileira de origem constitui uma tradição que recua à Idade Média europeia, às cantigas de amor e de maldizer e possui raízes profundas de etnopoesia, uma poesia de tradição oral que desemboca na conhecida literatura de cordel.

          No debate literário, o professor Nelson Cerqueira analisará o romance Teresa Baptista, como um diálogo construtivo entre a Literatura de Cordel, a produção fictícia do romance e a resposta da literatura oralizada do Cordel, na personagem de Jorge Amado.

          Nelson Cerqueira é autor, co-autor, organizador de vários livros em literatura, estética, filosofia, com dezenas de artigos em revistas brasileiras e internacionais.

          A edição do Café de Ideias conta com a colaboração da Biblioteca Nacional de Angola e visa reforçar a relação entre as duas instituições, bem como saudar a semana da cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

          O Café Literário faz parte da programação cultural da Casa de Cultura Brasil - Angola e tem como objectivo principal debater sobre a literatura brasileira.

Literatura de cordel está preservada em cordelteca, em Sabará (MG)

Veja o vídeo clicando aqui

Fonte: G1 Minas Gerais

Artes diversas encontram-se no resgate do cordel

Fonte: diariodonordeste.globo.com

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Artista plástica, Amanda Senna, decidiu fundir as múltiplas linguagens da arte, como mamulengos e teatro de sombras, junto com o cordel e a xilogravura
FOTOS: ELIZÂNGELA SANTOS

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A Gráfica lira Nordestina ainda abriga o velho maquinário antigo e recebe constantemente pesquisadores de todo o País
FOTOS: ELIZÂNGELA SANTOS

A Lira Nordestina, seleiro de cordelistas, agora é palco de bonequeiros e artistas que dão vida aos cordéis

            Juazeiro do Norte. As múltiplas linguagens da literatura de cordel e da xilogravura entrelaçadas com os mamulengos e o teatro de sombras. Um casamento que tem dado certo com pesquisadoras que buscaram diálogo entre estas artes para desenvolver o Projeto Movimento e Voz em Cordel. O trabalho não poderia ser realizado em terreno mais fértil: a Lira Nordestina, nesta cidade, celeiro dos grandes poetas populares, desde meados dos anos 20 do século passado. Entre eles, o que deu o nome a Lira, o poeta Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré. Serão três meses para concluir o projeto, em execução, agora, com os cursos de teatro de sombras e mamulengos para os dez participantes.
A velha Tipografia Silva, criada por José Bernardo da Silva, ainda hoje resiste e oferece condições de inspiração para novos projetos. O grande desafio da pesquisadora e idealizadora, Amanda Senna, que também é artista plástica, foi fundir as artes. O trabalho envolve a música, dramaturgia, artes plásticas, a dança e a escrita. Essa fusão dentro de uma dinâmica estética, proporciona um diálogo permanente, revelando a riqueza da literatura popular.
Ela veio do Estado de Pernambuco. Tem no mamulengo uma inspiração particular, de casa mesmo. No Rio de Janeiro teve contato com o grupo Carroças e Mamulengos, formado por artistas de Juazeiro que circulam o País com o teatro de bonecos. Desse ponto, ficou bem perto de chegar a Juazeiro. E veio à terra do Padre Cícero, onde conheceu e se identificou com a Lira Nordestina e os cordéis.
           Mas o que proporcionou o desenvolvimento do trabalho foi por a Lira ser, desde 2005, um Ponto de Cultura, do Ministério da Cultura. O Projeto Movimento e Voz em Cordel segue essa trajetória de diálogo permanente com a estética da xilo e do cordel. "Estava envolvida com os bonecos no Rio de Janeiro e tive a oportunidade de fazer a escolha do lugar para desenvolver o trabalho", diz ela, ao optar por Juazeiro e poder ter a oportunidade de realizar o seu projeto de residência artística e interação estética em um Ponto de Cultura.
           Entre os alunos do curso estão professores, crianças, artistas. O grupo é diferenciado, mas o processo de aprendizado e ensino também tem sido motivador, segundo a dançarina e atriz, Juliana Falcão, que faz parte do grupo, e também conta com a colaboração do estudante de Ciências Sociais, da Universidade Federal de Pernambuco, Pedro Moura. Ele é o produtor, um faz de tudo, como ele mesmo se denomina, com cuidados desde o acompanhamento do blog à elaboração de material.
A fase inicial de pesquisa e familiaridade com o velho maquinário da Lira, instituição atualmente com coordenação da professora Anna Christina Carvalho, começou em fevereiro deste ano. A primeira fase teve início com a pesquisa em cordel e conhecimento do Ponto de Cultura.
          O segundo passo reunir o grupo de alunos para vivenciar a nova linguagem. As pesquisadoras foram em mais de 60 salas de aula do Município, no intuito de tentar reunir alunos para participar do cursos de teatro de sombras e mamulengos por três meses. Não deu para esperar a decisão dos meninos. Então ficou um grupo misto, inclusive com alunos do Curso de Artes Visuais e Teatro da Urca.
           O terceiro passo veio com as vivências, que serão finalizadas com o grande espetáculo, no qual as pesquisadores pretendem fazer uma homenagem aos 100 anos de Juazeiro, com apresentação em praça pública.
           O projeto tem o reconhecimento da Fundação Nacional da Arte (Funarte), Secretaria da Cidadania e Ministério da Cultura, por meio do Governo Federal, que são os órgãos fomentadores e financiadores dos trabalhos. As oficinas foram iniciadas no mês de abril.
          As histórias dos cordéis, escolhidas pelos próprios alunos, estão sendo utilizadas nas construções dramáticas. Histórias poéticas, no tom das rimas, mas com falas bem ensaiadas, voz e corpo trabalhados.
           "Eles (os alunos) estão gostando muito desse trabalho, achando diferente e interessante com o que tem aqui", diz Juliana Falcão. A aluna Bárbara Leite diz que sua experiência tem sido interessante. "Isso tudo pode resultar numa construção diferenciada", prevê.
           Iniciativa
"Acho importante essa junção. Os alunos estão gostando muito, achando diferente e interessante"
Juliana Falcão, atriz e dançarina.

MAIS INFORMAÇÕES
Gráfica Lira Nordestina

Avenida Castelo Branco, 150
Romeirão - Juazeiro do Norte (CE)
Telefone: (88) 3102.1150

HISTÓRIA
Apesar de danificada, Lira Nordestina inspira autores

As histórias da Lira Nordestina e da Literatura de Cordel no Brasil se confundem e são pura rima

           Juazeiro do Norte. Os versos populares e o traçado das xilogravuras são para um dos maiores nomes da xilo e do cordel, o artista Stênio Diniz, a linguagem universal brasileira. Essa ampla e rica abertura que o cordel permite, diz Stênio, é o reconhecimento das raízes populares e a valorização das múltiplas utilidades do cordel. Ele cita a função social e a riqueza artística como marcas próprias, demonstrando o encanto da literatura dos folhetos.
           Para Amanda, a xilogravura oferece a possibilidade de inspiração plástica, dentro de uma visão estética. No cordel está a dramaturgia, com propriedades distintas para dar vida e movimento aos bonecos. A artista plástica reconhece o potencial da Lira Nordestina, que está ligada à Universidade Regional do Cariri (Urca), por meio de Pró-reitoria de Extensão, por ter ainda muito o que oferecer. Mas a maior parte do acervo de cordéis que vem sendo pesquisado é por meio do Projeto Sesc Cordel, que reúne uma coleção considerável dos folhetos. Mesmo com toda a história da Lira, o acervo da gráfica está danificado e sem diversidade. Grande parte dele, segundo Amanda, não se encontra mais no local.
           A Lira dos poetas populares ainda inspira pesquisadores na atualidade. A importância histórica da gráfica faz com que o próprio local onde estão guardados os maquinários e os móveis antigos se destaque, com o nostálgico romantismo das rimas.
           Para Amanda, é um espaço raro, onde os estudantes estão recebendo inclusive noções de utilização de algumas das máquinas para produzirem o material do curso. Como não poderia ser diferente, o próprio local serve de inspiração para as rimas ensaiadas, no ritmo dramático e nas sombras da tela de pano dos alunos.

Histórico

          A história da Lira Nordestina se confunde com a história da Literatura de Cordel no Brasil. Começou com o romeiro alagoano José Bernardo da Silva, que em 1926 se dirigiu para Juazeiro do Norte. Foi direto pedir a bênção ao "Padim". Em seguida, iniciou suas atividades. Em 1932, adquiriu as máquinas tipográficas e lançou a Tipografia Silva, que depois passou a ser Tipografia São Francisco. O nome Lira já veio após a sua morte.
           A compra dos direitos de publicação, no fim dos anos 40, dos maiores poetas de cordel do Brasil, Leandro Gomes de Barros e João Martins de Athayde, foi a realização de um grande sonho para José Bernardo da Silva. A Tipografia São Francisco vive o seu auge, como a mais importante do Brasil. As dificuldades começaram no fim dos anos 60. Em 1988, o Governo do Estado comprou a Tipografia São Francisco, que está sob a coordenação da Urca.
Elizângela Santos
Repórter

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cantora homenageia a literatura de cordel e contagia foliões – Feira de Santana - Bahia

Fonte: feiradesantana.ba.gov.br

           Na última noite de folia da Micareta 2011, o folião foi surpreendido pela cantora feirense Márcia Porto, que este ano homenageou todos os poetas cordelistas de Feira de Santana. No trio, painéis com xilogravuras de Franklin Maxado, muito forró e uma energia contagiante.

            Com o projeto “Forró Folia”, Márcia Porto fez o folião pipoca dançar agarradinho ao som de músicas bastante conhecidas do público forrozeiro, como “Olha o fogo, olha fogaréu”. O hit foi escolhido pela cantora para animar o público na entrada do Corredor da Folia.

           O prefeito Tarcízio Pimenta recebeu da artista uma atenção especial, além de muitos elogios pela festa. “Nosso prefeito e sua equipe de trabalho está de parabéns. Há 18 anos participo dessa festa e esta é a mais organizada e segura que já vi” afirmou.

           Na oportunidade, Márcia Porto, integrante da Ong MovPaz, destacou ainda a importância da Campanha do Desarmamento, que tem o apoio do Governo Municipal. "A Micareta 2011  é uma das mais seguras que Feira de Santana já teve", afirma.

Feira de São Cristóvão mantém viva a tradição do CORDEL

Fonte: Jornal o Estado de São Paulo, via Blog Acorda Cordel na Sala de Aula

Escolhido Patrimônio Imaterial do Brasil, o Centro Luiz Gonzaga quer restringir ritmos que não sejam representativos da região

Nicola Pamplona / RIO - O Estado de S.Paulo – Fotos Wilton Junior/ AE

           Em matéria publicada em agosto do ano passado, o jornal O Estado de São Paulo deu destaque à venda de folhetos na tradicional Feira de São Cristóvão (Rio de Janeiro). Ali, permanecem atuantes os poetas Mestre Azulão (PB), Gonçalo Ferreira (CE) e Marcus Lucenna (RN), este último Diretor Cultural do Centro de Tradições Nordestinas. Veja a seguir, trechos da matéria do “Estadão”:

          “No ano em que completa 65 anos de existência, a Feira de São Cristóvão, com sede no Centro Luiz Gonzaga de Tradicionais Nordestinas, na zona norte do Rio, foi declarada patrimônio cultural imaterial do País, mas vive um embate entre a tradição e a invasão de movimentos culturais modernos.”

terça-feira, 3 de maio de 2011

Adolescentes escrevem Cordel para o Saberes e Sabores – Pacatuba - CE

Fonte: www.pacatuba.ce.gov.br

Por Lucílio Lessa
           Signo proeminente do universo sertanejo, a Literatura de Cordel vem ganhando espaço em outros segmentos. Prova disso é que o Festival de Literatura e Gastronomia – Saberes e Sabores, a ser realizado de 26 a 28 de maio, em Pacatuba, será palco da publicação de um livro de Cordel criado por alunos do município. “Nossa ideia é aproximar os estudantes de Pacatuba desse poema popular tão característico das nossas raízes. Agradeço inclusive a parceria da Secretaria de Educação para a concretização dessa proposta”, destaca a secretária de Turismo e Cultura, Marluce Rodrigues.
          A fim de garantir uma melhor assimilação do tema por parte dos alunos, a Secretaria de Turismo e Cultura (Funtec) aproveitou a comemoração do Dia do Livro, 27 de abril, para realizar uma oficina de Cordel ministrada pelo renomado cordelista Paulo de Tarso, que tratou de inteirar a garotada da origem desse tipo de literarura. “No Cordel, os poetas se inspiram em fatos reais ou na própria imaginação. Essa literatura foi trazida para o Brasil pelos colonizadores portugueses, que faziam os versos em apenas 4 linhas, as chamadas quadras. Nessa época, não eram utilizados livretos, como fazemos hoje”, disse Paulo.
          A estudante Deiviliane Soares, 13 anos, aluna da 8ª série do ensino fundamental, não desgrudava os olhos da lousa. “O Cordel faz a gente viajar. É bem dinâmico, engraçado. Fica fácil desenvolver as histórias”, afirmou. E até quem já tem familiaridade no assunto, fez questão de participar da oficina para aprender mais. “Para mim, essa é uma grande oportunidade. Vim aumentar meus conhecimentos. Já fiz dois livros de Cordel, ambos publicados graças à Funtec. O primeiro é: “Ao Sopé da Aratanha”, que eu fiz com os amigos Igor Chaves e Edna Maria. Já o segundo livro chama-se “Poetas da Aratanha”, também com o Igor”, ressaltou o escritor Luís Viana.
           De acordo com o secretário executivo da Funtec, Emanuel Monteiro, serão feitos mais de 500 exemplares do livro feito pelos adolescentes, para serem distribuídos no Saberes e Sabores. “O Cordel retrata a história desse País. Nada mais justo que a gente contemplar essa arte e fazer a nossa juventude entender um pouco mais desse tema”, disse Emanuel.

SAIBA MAIS
           A Literatura de Cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impresso em folhetos rústicos ou de outra qualidade de papel, expostos para venda em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome originado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, e  fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

MORTE E TESTAMENTO DE OSAMA BIN LADEN

Fonte: vilacamposonline.blogspot.com
Autor: Pedro Paulo Paulino

Neste dia dois de maio,
Logo quando amanheceu,
A notícia estava solta,
O planeta estremeceu,
No rádio e televisão
Corria essa informação:
Que Bin Landen já morreu.

A notícia dava conta
Que o famoso terrorista,
De quem os americanos
Há muito andavam na pista,
Foi executado então
No distante Paquistão,
O refúgio do extremista.

Seu retrato, na internet,
Para o mundo foi mostrado.
Bin Laden mais velho e morto,
O seu rosto ensanguentado.
Segundo corre a notícia,
Ele foi pela milícia
Com um tiro fuzilado.

A milícia americana,
Que depois de o executar,
Não encontrou neste mundo
Quem o quisesse enterrar.
Por falta de cemitério,
Adotaram o critério
De jogá-lo em alto-mar.

O fato causou impacto.
A notícia, num segundo,
Provocou tremendo abalo
E um alvoroço profundo,
Como se os americanos
Acabassem, com seus planos,
Todo o mal que tem no mundo.

Até João Paulo II
Que foi beatificado
- Esse fato, nos jornais,
Ficou meio deslocado…
Do casamento real,
Não mais se fala, afinal,
O Osama é mais cotado.

Lá nos Estados Unidos
O povo comemorou,
Como sendo o maior feito
Que seu país conquistou.
Porém, nesse panorama,
Terá sido mesmo Osama
Que morto no chão tombou?

Essa pergunta intrigante
É feita por muita gente:
Por que pegar o defunto
E dar fim tão de repente?
Depois que correu a nova,
Por que não pegar a prova
E mostrar mundialmente?

O retrato de Bin Laden,
Que na mídia foi mostrado,
Pelo jeito, não convence,
Pois a cara do finado
Parece doutra pessoa
Ou mesmo um defunto à toa
Há muito tempo enterrado.

Eu mesmo fico na minha.
Já vi até um maluco
Dizer que Osama Bin Laden
(Ele diz, eu não retruco)
Não morreu nem foi embora,
Lá em Petrolândia mora,
Cidade de Pernambuco.

Eu não quero entrar no mérito
Dessa questão, no momento.
Mas, de tanto ouvir falar
Em tal acontecimento,
Sonhei enquanto dormia
Que Bin Laden então morria
E deixava um testamento.

Era um sonho muito claro
E eu vi com perfeição
O testamento que Osama
Escreveu de própria mão
Num caderno bem guardado,
E noutro caderno, ao lado,
Se encontrava a tradução:

“O que tenho pra dexar
Para toda a humanidade
É ódio, ira e rancor,
Destruição e maldade,
Muita guerra e assassínio,
Desunião, morticínio,
Tragédia e barbaridade.

Deixo o mundo fabricando
Bomba de destruição,
Mais gente igualmente a mim
Que sabe usar avião,
Sofisticado transporte,
Somente pra causar morte
Mantando de multidão!

Deixo os Estados Unidos
Agirem bem à vontade,
Assaltando o mundo inteiro
Sem ter dó nem piedade;
Deixo esse país injusto
Se apossando a todo o custo
Do resto da humanidade…

Deixo o Oriente Médio
Caindo sempre no abismo,
Mergulhado brutalmente
No seu Fundamentalismo.
A Europa, eu deixo inteira
Consumida na fogueira
Do seu vil Capitalismo.

Pra meu colega Kadafi
Eu vou deixar reunidos
Os meus planos traiçoeiros
E bastante esclarecidos,
Pra num momento feliz
Saber fazer como eu fiz
Contra os Estados Unidos.

Eu deixo o Barack Obama
Fazendo como acontece,
Ou seja, o que Bush fez,
Que o mundo inteiro padece,
Principalmente o Iraque,
Pois de Bush pra Barack
A vingança permanece.

Para o mundo inteiro eu deixo
Meu precioso arsenal,
Muitas armas poderosas
Pra, numa guerra global,
Os povos beligerantes
Extinguirem, em instantes,
A humanidade em geral.

Eu deixo a poluição
Em todo o meio ambiente
Tomando conta da terra
Causando incêndio e enchente;
O mundo sem paciência
Aumentando a violência
E gente matando gente.

Brigando pelo petróleo
Vou deixar o mundo inteiro,
Banhado sempre de sangue
E menos hospitaleiro.
E deixo em cima da terra,
Da fatal terceira guerra
Bem começado o roteiro.

Ao Brasil, onde eu passei,
Eu deixo o povo mais rude
Sem amparo e educação,
Sem trabalho e sem saúde;
Pior do que no Iraque,
Deixo o tráfico do crack
Destruindo a juventude.

Do mundo que me despeço
Só levo um prazer profundo.
Estão todos enganados:
Eu fui mesmo vagabundo,
Terrorista e muito ruim,
Mas não é me dando fim,
Que dão fim ao Mal no mundo.”

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PRODUÇÃO DE LITERATURA DE CORDEL (PE)

Fonte: cdbdiocesano.blogspot.com

COLEGIO DOM BOSCO – PETROLINA

           A professora Richelly Cavalcanti, de Língua Portuguesa, está desenvolvendo uma proposta de trabalho com os alunos das quartas séries sobre a literatura de cordel. Primeiro, os alunos estão tendo um contato com esse escrito popular para, em seguida, começarem a desenvolver seu próprio cordel sobre os 85 anos do Colégio Dom Bosco.

Luzeiro relança cordel baseado em conto do Decameron

Fonte: “Cordel Atemporal”: marcohaurelio.blogspot.com

Por Marco Haurélio


          Em Breve História da Literatura de Cordel, escrevi:
...testemunhamos, no alvorecer da poesia popular escrita, a existência de uma versão em cordel da História de D. Genevra, uma das novelas do Decameron, de Boccaccio, elaborada pelo citado Zé Duda. Esta versão poética, de tão conhecida pelos leitores e cantadores de feira, chamou a atenção de Câmara Cascudo, que a estudou e a publicou na íntegra na coletânea Vaqueiros e Cantadores.

Na cidade de Genova
Havia um negociante
De dinheiro e muitos prédios
Ele contava bastante
E na forma de viver
Era mais interessante
.


Casado como uma mulher
De grande abilidez
Lia, escrevia e contava
Falava bem português
Italiano, latim,
Grego, alemão e francês.


Chamado Dona Genevra
Amava muito ao marido
Ele chamado Bernardo
De todos bem conhecido
Neste lugar não havia
Outro casal tão unido.

       Câmara Cascudo, desconhecendo, em sua época, versão portuguesa do Decameron, acreditava que 'em idioma acessível o cantador nada podia ter lido'. É possível que a estória tenha se descolado do compêndio de Boccaccio e circulado como obra independente.


          É essa versão, escrita por Zé Duda, que a Luzeiro ora reedita. Eu já o havia selecionado quando trabalhava na editora, reaproveitando as imagens que Salvador Magalon (Smaga) havia feito para a versão de Manoel Pereira Sobrinho editada pela Prelúdio.
Um grande lançamento, sem dúvida.