CORDEL PARAÍBA


Publicamos neste espaço/Do poeta renomado/Ao escritor não famoso,

Do doutor ao não letrado./Verso seja rico ou pobre,/Aqui todo mundo é nobre/E seu respeito é sagrado.

Cordelista iniciante/Não fique desanimado/Caso tenha seu poema/Por algum deus desdenhado./Todo e qualquer aprendiz/Tem o direito motriz/De compor verso quebrado.

Bem-vindos, peguem carona/Na cadência do cordel,/Cujo dono conhecemos:/Não é nenhum coronel./O cordel pertence ao povo

/Do velho a sair no novo/Saboreiam deste mel.
(Manoel Belizario)

domingo, 18 de abril de 2010

COMO REERGUER A LITERATURA DE CORDEL III

Por Manoel Messias Belizario Neto

OS TEMAS

Poetas vamos falar
De tema atualizado.
Os ciclos já deram conta
Da exaltação do passado
Novos ciclos nos esperam
Para serem explorados.

          Quem quer ter seus cordéis lidos deve investir principalmente no tema. Não faz sentido falar mais de cangaço. O leitor de hoje se encanta com as histórias do cangaço, mas prefere ouvir falar de coisas condizentes com sua realidade. Procuremos, portanto temas voltados para a realidade. Se você está no sertão fale de coisas do sertão; Se está no litoral, fale de coisas do litoral; se está na periferia, fale de coisas da periferia, ou seja, para nossas obras serem lidas temos que adequá-las à realidade em que estivermos inseridos. Leandro Gomes de Barros e Jesus Cristo fizeram isto muito bem. Incluíram em seus discursos elementos próximos da expectativa do povo.

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